Notas iniciais
Ohayo Minna-san! Mais um capítulo não muito agitado, mas... Tem surpresa no final e.e Muahahaha

Segunda feira – 9h50m – Corredor.

–- O QUÊ?! – Armin exaltou levemente a voz.

–- Ei! Ei! Calma – Pediu Kentin.

–- Calma?! Você acabou de dizer que dormiu com meu irmão e quer que eu tenha calma?! – Disse Armin, fingindo um pouco a indignação.

–- Não é bem assim – Kentin olhava para os lados esperando que ninguém tivesse ouvido.

–- Vou te partir a cara – Armin ergueu as mangas e serrou os punhos.

–- Armin... Não exagera – Disse Kentin já não mais convencido da fúria de Armin.

–- Ok – Disse Armin rindo – Devia ter visto sua cara hahaha.

–- Ah que graça – Kentin revirou os olhos.

–- Então... Deve ter sido por isso que ouvi alguns barulhos estranhos ontem à noite – Armin logo parou pra pensar e arrependeu-se – Eca!

–- Q-que barulhos? – As bochechas de Kentin esquentaram.

–- Ora, vocês dois – Disse Armin -- A Claire até tentou me convencer de que era nada.

–- Uhm... A Claire é? – Kentin deu uma rápida erguida de sobrancelha.

–- Não! – Armin fugiria daquele assunto – Nem vem.

09h57m – Estufa.

–- Certo, então ela teve que ficar na sua casa – Disse Lysandre não querendo imaginar o resto.

–- Sim, e cara – Disse Castiel com malicia – O nome dela não é Tora por acaso.

–- Você só pensa nisso Castiel – Lysandre suspirou.

–- Não exatamente – Negou Castiel – Mas e você e a...

–- Helena?

–- Isso.

–- Nada demais – Respondeu Lysandre calmamente.

–- Como nada de mais? – Castiel esperava algo.

–- Pra você nada demais, afinal não dormi com ela em um ménage – Disse Lysandre na lata.

–- Não seria má ideia – Castiel ponderou.

–- Faça-me um favor – Lysandre pôs a mão na testa.

–- Deram alguns amassos pelo menos? – Perguntou Castiel com sua cara de pau.

–- Se com isso você quer disser beijos, sim – Respondeu Lysandre.

–- Sem graça – Castiel fez cara de desgosto.

–- Depravado.

–- Wow, não é pra tanto – Castiel ergueu as mãos – Mas só isso mesmo?

–- Estamos namorando – Um discreto sorriso se formou nos lábios de Lysandre.

–- Ok, para o seu caso até que não é nada mal.

–- Mas e você... Em relação á Tora?

–- O quê?

–- Há algo?

–- Como assim algo?

–- Você sabe.

–- Não e nem quero saber – Castiel já se emburrava.

–- Você gosta dela? – Lysandre perguntou já sabendo a resposta.

–- Não! – Castiel respondeu rapidamente, mas sua expressão o denunciou.

–- Você gosta dela – Lysandre afirmou.

–- Tsc – Castiel era facilmente descoberto por Lysandre, nunca conseguiu enganar o amigo.

–- E se isso realmente é verdade, o que vai fazer a respeito da outra garota? – Perguntou Lysandre, surpreendendo o ruivo.

–- Está falando daquela... Daquela vaca? – As veias de Castiel começavam a saltar.

–- Não a chame assim, apesar de tudo, nenhuma mulher deve receber tal ofensa – Lysandre o repreendeu.

–- Ela merece sim, com certeza merece – Reforçou Castiel.

–- Que seja, mesmo assim, você ainda gosta dela.

–- Foda-se!

–- E ela está voltando, provavelmente vai te procurar.

–- Vai encher o saco de outro Lysandre – Castiel deu um soco na mesa em que ficavam os vasos, fazendo-os quicarem rapidamente, e saiu bufando da estufa.

10h05m – Grêmio.

–- Entre – Disse Nathaniel ao ouvir as batidas na porta.

–- Com licença – Melody entrou e fechou a porta atrás de si – Não vai comer alguma coisa?

–- Comi algumas barras de cereal – Respondeu Nathaniel olhando para uma folha com diversos números.

–- Tem que se alimentar melhor – Disse Melody sentando-se na beirada da mesa oval – Se quiser posso trazer algo pra você.

–- Não Melody, obrigado – Respondeu Nathaniel sem tirar os olhos do papel.

–- Mas...

–- Você precisa de alguma coisa?

–- Não... É só que... Você e a Ryu pareciam estar se dando muito bem hoje de manhã.

–- E o que tem isso?

–- Bem... Eu pensei que vocês estivessem de mal um com o outro.

–- Pensou errado Melody, eu e Ryu estamos muito bem.

–- Mas e a Lety?

–- Foi embora.

–- Então quer dizer que... Você está sozinho?

–- Não.

–- Como não? – Melody parou pra pensar – Não me diga que você esta com aquela...

–- Pense bem no que vai falar – Disse Nathaniel finalmente prestando atenção em Melody.

–- Aff – Melody revirou os olhos -- A Ryu?

–- Isso não te interessa.

–- O que?! – Melody esperneou – Você não pode fazer isso, ela não te merece! É uma vagabunda que fica exibindo o corpo por ai como se fosse um filé em uma bandeja!

–- Você é a pessoa menos indicada a dizer isso – Jogou Nathaniel.

–- Ah! – Melody pôs a mão sobre a boca – Aquilo foi diferente!

–- Tem certeza? Pra mim você foi a verdadeira meretriz.

–- Você não pode dizer isso!

–- Você não se cansa? Acha mesmo que algum dia vou te dar uma chance? Acha que vou deixar a garota que amo por uma oferecida e arrogante como você?

–- Ama?! Você não sabe o que está dizendo!

–- Sei exatamente, Melody, você que ainda não aceitou isso.

–- Você vai se arrepender Nath! – Os olhos de Melody lagrimejavam.

–- Se não veio fazer algo de útil, peço que se retire – Disse Nathaniel indicando a porta.

–- Eu ainda não terminei! – Melody teimou.

–- FORA! – Nathaniel berrou erguendo-se da cadeira.

–- O que está havendo aqui? – Perguntou a diretora ao entrar na sala.

–- Nada senhora Shermansky – Respondeu o representante.

Melody saiu aos prantos do Grêmio, Nathaniel respirou fundo e voltou à papelada.

11h38m – Aeroporto.

O avião chegou no horário certo, ainda não era temporada, então não havia atrasos nas linhas aéreas. Em poucos minutos já havia pousado, os passageiros desciam rapidamente com suas grandes e pesadas malas de rodinhas, mas nenhuma era tão chamativa quanto a daquela jovem, de couro preto e adereços rosa choque, chamava a atenção com o tilintar das correntes prateadas.

De calça jeans e corpete, caminhava em direção ao táxi com um constante “pok pok” feito pelos saltos finos de suas botas de cano alto; o taxista colocou a bagagem no porta mala e abriu a porta de trás, salivando pelos cantos da boca com a beleza da garota. Parou em um hotel apenas para deixar a mala, pedindo ao mensageiro que a deixasse no quarto em que hospedaria; retornou ao táxi e indicou seu destino final, o colégio Sweet Amoris.

Desceu em frente ao portão e pagou a corrida, era meio dia em ponto, término das aulas matutinas. Caminhou lentamente pelo caminho de concreto, chamando a atenção dos alunos que saiam dos prédios; sorria docemente fazendo com que os rapazes suspirarem e as garotas rosnassem, não todas, muitas delas a tinham como ídolo, referencia de moda e beleza.

A jovem balançava os cachos castanhos e pestanejava os longos cílios, olhando ao redor procurando por uma pessoa, até encontrá-la no primeiro prédio. Acelerou o passo e acenou.

–- Castiel – Ela chamou ao ver o ruivo.

Castiel parou e entrou em coque.

–- Gatinho – Disse a garota ao se aproximar.

Debrah havia voltado.

Notas finais
Não me odeiem por favor T.T Sim, ela tinha que aparecer ;p o/