Notas iniciais
Olá! Aqui é a Misaki ^^ Quase dois anos minha gente, "tô de face" O.O Venho lhes trazer o último capítulo de Uma Doce História (é eu enrolei rsrs). Eu deixei ele bem comprido pra não ficar tanto aquela tristeza de ter acabado rápido. Espero que tenham gostado da fanfiction :3 Boa leitura!

Assim que as garotas desembarcaram já havia alguém as esperando no aeroporto, uma vã as aguardava no estacionamento para conduzi-las até a universidade que ficava a cerca de 30 minutos dali. Helena e Ryu observaram a cidade com olhos maravilhados, Tora e Claire riam disso, mas estavam com saudade do lugar onde haviam morado por um bom tempo.

—- Uau! Isso é enorme – Disse Ryu ao deparar-se com o campus onde ficariam pelos próximos dois anos.

—- Realmente, e muito bonito – Helena completou.

-- Mas deve ser um saco – Tora bufou.

—- Por que? – Ryu perguntou.

—- Os japoneses tem uma disciplina bem mais rígida que os franceses – Claire explicou.

—- Você e Nathaniel não durariam uma semana aqui – Disse Tora.

—- Na verdade Ryu seria penalizada por induzir o Nathaniel a desobedecer as regras – Helena corrigiu.

As três caíram na risada.

—- Aha, muito engraçadinhas vocês – Ryu mostrou a língua – Vamos logo deixar as coisas no dormitório, ainda quero dar uma volta na cidade antes que a prisão comece.

—- É, isso é uma boa – Tora concordou.

As quatro correram até o quarto onde ficariam e largaram suas malas em frente às camas, pegaram apenas os documentos e dinheiro para se divertirem naquela noite.

Primeiro elas foram a um pequeno centro de vídeo games, Ryu fez uma aposta com Claire e perdeu, acabou tento que pagar um Mega Sunday de morango pra ela... Com calda extra.

Elas passaram em frente a uma bela confeitaria e Helena decidiu encomendar um pequeno bolo para elas celebrarem mais tarde.

—- Ei! Eu nunca fui a um caraoquê – Disse Ryu parando no meio da calçada – Vocês conhecem algum desses lugares legais por aqui?

—- Uhm... – Tora estreitou os olhos, pensando em algo – Conheço sim.

—- Nem pense nisso Tora – Disse Claire chacoalhando a irmã – Não caia na tentação!

—- Tentação? – Helena juntou as sobrancelhas.

—- Parece um ótimo lugar – Ryu comentou, dando um risinho.

—- Ah... Você vai adorar – Tora começou a conduzir as garotas até o lugar, saltitando como se tivesse ganhado na loteria.

O sol já havia se posto há um bom tempo e as luzes dos prédios iluminavam as ruas, as garotas caminhavam por um lugar repleto de letreiros coloridos até Tora as fazerem parar em frente a um com grandes kanjis vermelhos que diziam: Clube Tentação.

—- É sério isso? – Helena perguntou.

—- Achou que eu estava brincando? – Tora sorriu.

—- Pare Helena, você já deixou de ser inocente há muito tempo – Disse Ryu empurrando a prima para dentro do clube de caraoquê.

Tora entrou e correu até o balcão de atendimento – Tomoyo! – Disse abraçando a recepcionista.

—- Tora! Meu kami-sama! Há quanto tempo – Disse a jovem de cabelos rosados e cacheados – Oi Claire!

—- Oi Tomoyo – Claire a cumprimentou.

—- O que fazem por aqui? – Tomoyo perguntou.

—- Ganhamos bolsas de estudos – Tora respondeu – Ah é, essas são Ryu e Helena, vamos ficar por dois anos.

—- Olá – Ryu e Helena disseram.

—- Prazer em conhecê-las garotas – Tomoyo fez um cumprimento – Isso é algo maravilhoso não? Bem... Uma rodada é por minha conta, como presente.

—- Obrigada, está cheio hoje? – Tora perguntou.

—- Cheio de gato minha filha – Disse Tomoyo com água na boca – Se divirtam! Vão, vão!

Assim que entraram no salão, Ryu pode entender porque Tora estava tão animada para ir àquele lugar, era realmente um caraoquê bem diferente. Haviam pequenas mesas encostadas nas paredes, um lugar aberto no centro, um pequeno palco com três microfones e uma tela de teve. Luzes coloridas piscavam pelo lugar e no canto esquerdo havia um pequeno bar com dois belos barmans.

Três garotas e um rapaz estavam cantando uma música rápida, sempre caíam na gargalhada quando um deles errava a letra ou acabava fazendo um trocadilho engraçado.

—- Eu vou pegar minha rodada grátis – Disse Ryu indo direito ao bar.

—- O barman não vem junto ok, só pra avisar – Disse Claire.

—- Coitado do Nathaniel – Helena comentou.

—- Antes eu até diria algo, mas a Ryu realmente melhorou no quesito fidelidade – Tora disse.

—- É verdade – Helena riu – Me lembro de quando fomos pra Veneza, ela paquerou até o carinha que conduzia o barco.

—- Ryu é uma peça, mas eu nunca a vi brava – Claire comentou.

—- Ela passou por muita coisa, aprendeu a ser tolerante – Helena explicou – Mas soube que explodiu com o Nathaniel uma vez.

—- Ele é meio irritante mesmo – Disse Tora de braços cruzados.

—- Olha quem fala, você namora o cara mais marrento do colégio – Claire disse com indignação.

—- Ah que seja! Vamos pegar nossas bebidas e cantar – Tora fugiu do assunto.

—- Por que ela sempre faz isso? – Claire perguntou.

—- Você é igualzinha – Helena respondeu.

—- Eu não! – Claire ficou de boca aberta.

A rodada por conta de Tomoyo mal dera pra molhar a garganta, Helena decidiu olhar o cardápio e viu a foto de vários copinhos em uma sequencia de cores, era o drink Rainbow.

—- Olha só que bonito – Helena disse mostrando a imagem para as outras.

—- Uau! Quantos copinhos – Disse Ryu – Por que não pedimos um?

—- Não sei não – Disse Claire meio contrariada.

—- Vamos lá. Aposto que nunca mais teremos essa oportunidade – Tora incentivou.

—- Querido, você pode nos fazer um desse aqui? – Ryu pediu ao barman.

O rapaz afirmou e começou a colocar várias bebidas dentro da coqueteleira enquanto o outro barman enfileirava pequenos copos de vidro sobre o balcão. Assim que a bebida estava terminada, o rapaz despejou-a devagar dentro de cada copinho, deixando cada um com uma cor, era um belo arco-íris em degrade.

—- Temos que tirar uma foto disso – Ryu puxou a câmera fotográfica do bolso e bateu uma foto do drink – Agora todas juntas, digam X.

As quatro se aproximaram do balcão e esboçaram belos sorrisos, depois cada uma pegou um copo e os viraram em três segundos. Fizeram isso com o restante até estarem tontas o suficiente para subirem no palco e cantarem uma música.

Ryu:

Let's go girls!

Claire:

I'm going out tonight — I'm feelin' alright

Gonna let it all hang out

Wanna make some noise- really raise my voice

Yeah, I wanna scream and shout

Tora:

No inhibitions — make no conditions

Get a little outta line

I ain't gonna act politically correct

I only wanna have a good time

Helena:

The best thing about being a woman

Is the prerogative to have a little fun and...

Todas:

Oh, oh, oh, go totally crazy — forget I'm a lady

Men's shirts — short skirts

Oh, oh, oh, really go wild — yeah, doin' it in style

Oh, oh, oh, get in the action — feel the attraction

Color my hair — do what I dare

Oh, oh, oh, I wanna be free — yeah, to feel the way I feel

Man! I feel like a woman!

Depois de dançarem, beberem e cantarem elas concordaram que já era hora de voltar para a universidade. Chamaram um táxi e entraram silenciosas no dormitório, não queriam ser pegas naquele estado. Decidiram tomar um banho e beber alguns litros de água fresca para não ficarem de ressaca, o que acabou em uma grande folia dentro do banheiro.

—- Isso foi incrível! – Disse Ryu caindo de costas sobre a cama.

—- Foi muito divertido – Disse Helena terminando de vestir o pijama.

—- Olha só isso aqui – Claire abriu o guarda roupa – Acho que são os nossos uniformes.

—- Saias de novo não – Tora reclamou, enfiando a cara no travesseiro.

—- Oh Tora, na tua relação com o Castiel, quem é o homem afinal? – Claire perguntou em deboche.

—- Palhaça – Tora jogou um travesseiro na irmã.

—- Falando em relação, eu soube que alguém não dormiu em casa ontem à noite – Ryu disse como quem não quer nada.

Helena arregalou os olhos e corou imediatamente.

—- Helena sua danadinha – Disse Claire deitando de bruços.

—- Vão começar – Tora revirou os olhos.

—- E-eu não sei do que vocês estão falando – Helena tentou fingir.

—- Sabe sim, eu até tive que mentir quando seus pais ligaram lá pra casa perguntando se estava tudo bem – Ryu contou – A Dona Katharina é bem desconfiada.

—- Quem não desconfia de você? – Tora perguntou.

—- Achei que não estivesse participando da conversa – Ryu falou.

—- Mimimi – Tora gesticulou – Ei! Cadê aquele bolo, estou com fome.

—- Aqui – Helena pegou uma bandeja de cima do criado mudo e serviu as garotas com fatias de bolo de morango – Espero que os próximos anos sejam tão doces quanto este bolo.

—- Viva! – Tora celebrou.

—- Xiu! Vai acordar todo mundo – Claire cobriu a boca dela.

—- Mas então... Helena ainda tem que nos contar como foi a noite na casa de Lysandre – Ryu não deixaria passar.

—- Ah não – Helena se escondeu sob as cobertas, mas as garotas a atacaram com cócegas.

Depois de se entupirem de bolo e conversas fúteis, foram dormir a 01h00m, certamente haveria quatro lindas zumbizinhas andando pelo colégio naquela manhã.

Do outro lado do mundo, naquele mesmo dia, quatro garotos também aproveitavam seu ultimo dia de liberdade.

—- Preferia ter ido para o Japão – Disse Armin arrastando preguiçosamente a mala.

—- Deve ter alguns jogos de irmãzinhas por aqui também – Castiel provocou.

—- Não começa Castiel – Lysandre o avisou – Os Estados Unidos também tem seu lado bom Armin.

—- Podíamos deixar as coisas na universidade e dar uma olhada por ai – Nathaniel sugeriu.

—- Olha, estou concordando com você mais do que o normal – Disse Castiel – Tem algo de errado nisso.

—- Talvez você apenas tenha evoluído – Nathaniel retrucou.

—- Tipo um pokémon – Disse Armin rindo.

—- Virei babá agora – Lysandre suspirou.

Assim como no caso das garotas, também havia uma pessoa os esperando no aeroporto, a universidade deles ficava mais perto e era um pouco menor, mas igualmente bela. Os rapazes deixaram suas coisas no quarto e foram explorar a cidade.

—- Então, o que vamos fazer? – Perguntou Lysandre.

—- Pena que isso aqui não é Las Vegas – Castiel se queixou.

—- Que tal kart? – Nathaniel perguntou apontando para uma placa enorme – Parece que temos uma pista aqui.

—- Corridinha de marica? Tô fora – Castiel cruzou os braços sobre o peito.

—- Medo de perder? – Nathaniel provocou.

—- Só se for você – Castiel estufou o peito e entrou no estabelecimento.

Os outros três o seguiram rindo.

—- Quatro carros, por favor – Lysandre pediu.

—- Qual o período? – Perguntou o atendente.

—- Uhm... – Lysandre olhou a tabela de preço – Pode ser trinta minutos.

—- Ok. Você podem ir até ali – O atendente apontou a largada da pista – Vou buscar os equipamentos de segurança.

—- É bom mesmo, ou a mocinha pode se machucar – Castiel zoou.

—- Cuidado com a língua, vai acabar tropeçando e perdendo pra “mocinha” – Nathaniel não deixava barato.

—-- Uuuh – Armin fez cara de dor.

—- Não bota pilha Armin – Lysandre pediu.

Depois de equipados e com seus karts em posição, foi dada a largada. O veículo de Castiel saiu cantando pneu, Nathaniel não ficou pra trás e logo fez sair fumaça da pista; Lysandre e Armin vinham atrás tentando desviar um do outro.

Castiel e Nathaniel pareciam se importar mais em atrapalhar um ao outro do que realmente ganhar a corrida, mas depois de algumas voltas acabaram deixando os outros dois para trás. Na volta final o ruivo tentou fazer uma manobra e acabou batendo na traseira do representante e os dois rodopiaram pra borda da pista, dando espaço para Armin e Lysandre que chegaram em primeiro e segundo lugar.

—- Ihá! – Armin saiu do kat comemorando – Quem são as mocinhas? Hahaha.

Até Lysandre teve que rir, pois o bico dos dois marmanjos era hilário. Os quatro deixaram seus carros e devolveram os equipamentos.

—- Ok. Pra onde vamos agora? – Nathaniel perguntou.

—- Andei pesquisando na internet rapidinho e encontrei um mini cassino por aqui – Disse Armin.

—- Boa garoto – Castiel teu um tapinha amigável nas costas do gamer.

—- Estou fora de apostas – Lysandre falou.

—- Não precisamos apostar, podemos jogar sinuca – Castiel sugeriu.

—- Uhm... Até que não é uma má ideia Castiel – Disse Nathaniel – Você está indo muito bem.

—- Não enche o loira do banheiro – Castiel balbuciou.

—- Ruiva de farmácia – Nathaniel respondeu.

—- Trocaram de sexo vocês dois agora? – Lysandre perguntou.

Castiel e Nathaniel bufaram e viraram a cara. Eles, definitivamente, nunca se dariam bem.

Armin mostrou o caminho indicado no mapa do celular e os rapazes caminharam pela cidade à procura do lugar. Sempre que paravam pra pedir informação, uma ou outra garota os paquerava, mas eles não correspondiam, pois seus corações já tinham donas; não que isso impedisse Castiel de fazer algumas piadinhas com os colegas.

Depois de uma longa caminhada eles finalmente encontram o casino, não era nada grandioso, mas dava pra se divertirem.

—- Eu pago a primeira rodada – Castiel se despois.

—- Sabe Castiel – Lysandre disse escolhendo um taco – Na fazenda dos meus pais eu costumava jogar bastante sinuca.

—- Você? Não – Castiel riu – Achei que você fazia hipismo ou jogava polo.

—- Também – Lysandre contou – Mas eu era realmente bom na sinuca.

—- É como você diz – Castiel colocou as bolas dentro do triangulo – Você “era” bom.

—- Pois bem... Depois não venha chorar – Pela primeira vez Lysandre se mostrou interessado e confiante em um jogo, isso era totalmente novo para os colegas, até mesmo para Castiel.

A primeira partida havia começado e Castiel já começava a se sentir intimidado com a habilidade do amigo. Lysandre não errava uma tacada se quer e depois de poucas tacadas o jogo já havia acabado.

—- Cara, essa foi a maior lavada que eu já vi – Disse Armin estupefato.

—- Eu apenas relaxei, não achei que realmente fosse tão bom – Castiel justificou.

—- Estou ouvindo choro? – Lysandre pôs a mão na orelha, provocando o ruivo.

—- Espere a segunda rodada pra você ver quem vai chorar – Castiel disse com um sorrisinho.

Era a vez de Armin e Nathaniel, uma rodada não muito demorada e com muitas bolas voadoras, Armin era péssimo naquilo. Depois de algumas encaçapadas Nathaniel ganhou.

—- Vai querer mais uma? – Nathaniel perguntou.

—- Não, isso não é pra mim, vou acabar matando alguém – Disse Armin – Eu acertei aquela velhinha com a bola numero 8, você viu?

—- É verdade – Nathaniel riu – Podem jogar então – Ele passou a vez para Lysandre e Castiel.

—- Pronto pra perder? – Castiel perguntou colocando a ficha na mesa.

—- Humhum – Lysandre apenas sorriu de canto.

Mais uma partida fácil para o platinado.

—- Quero revanche – Castiel pediu – Eu pago.

—- Tem certeza? Quero ninguém molhando o travesseiro essa noite – Disse Lysandre.

—- O babador de fronha aqui é o Armin – Castiel apontou para o moreno.

—- Ei! – Armin ofende-se.

A partida começou e dessa vez Castiel dedicou toda sua atenção àquelas tacadas, o suor escorreu pela testa e ele jogou a jaqueta de lado.

—- Olha, Castiel tá soando frio – Nathaniel gargalhou.

—- Deixe a Tora saber disso – Armin pôs lenha.

—- Quietos vocês dois – Castiel resmungou.

Desta vez a partida demorara mais, porém o resultado era inevitável, mais uma vitória para Lysandre.

Castiel pegou sua jaqueta e ficou quieto, acabara de ter seu orgulho abalado. Armin e Nathaniel riam feito duas crianças.

—- Você não foi tão mal – Disse Lysandre – Mas eu avisei.

—- Pois é – Castiel riu – Foi um ótimo jogo.

—- Já está ficando tarde – Nathaniel avisou – Acho melhor voltarmos.

—- Estou com fome – Disse Armin com as mãos sobre a barriga -- Que tal passarmos em uma lanchonete antes?

—- Onde tem aquelas garçonetes fantasiadas? – Castiel perguntou.

—- Cala a boca Castiel – Lysandre deu um peteleco nele – Vamos.

Os quatro pegaram um ônibus e pararam em frente a uma lanchonete com uma fachada laranja luminosa, assim que entraram uma garçonete vestida de vaqueira os atendeu. Escolherem uma mesa no quanto do estabelecimento e pegaram os cardápios.

—- Olha o tamanho desse lanche! – Armin disse estupefato.

—- É a marca deles – Disse Nathaniel – Esse lugar é conhecido pelos lanches de vários andares.

—- Me pergunto se alguém realmente consegue comer isso tudo – Lysandre comentou.

—- Acho que vou pedir um – Armin falou.

—- Olha só, já temos um voluntário – Disse Castiel – Esteja ciente de que se você vomitar, vamos te deixar aqui.

—- Não é exatamente desse jeito que devemos tratar nossos amigos, Castiel – Disse Nathaniel reprovando a atitude do ruivo.

—- Pelo menos eu estou avisando – Castiel deu de ombros.

—- Ok – Armin erguei o braço e acenou, rapidamente a garçonete chegou e anotou os pedidos.

—- Desejam mais alguma coisa? – Perguntou a moça.

—- Por enquanto só, obrigado – Lysandre agradeceu.

A jovem seguiu com o pedido até a cozinha; depois de 15 minutos três garçonetes vieram trazendo os pratos, uma delas vinha equilibrando um enorme x-burguer.

—- Uau! – Armin babou ao ver tanta gordura em uma pilha só – É ainda mais belo ao vivo.

—- É o melhor da região, você vai adorar – Disse a moça – Bom apetite rapazes.

Armin respirou fundo e armou-se do garfo e faca, devorou metade do lanche em poucos minutos, começou a comer mais devagar até sobrar pouco menos de um quarto do lanche.

—- Aiai – Armin pôs a mão sobre a barriga estufada.

—- Não exagere Armin – Nathaniel alertou – Vai acabar passando mal, amanhã temos aula.

—- Paguei por isso, não vou desperdiçar sequer um farelo de pão – Armin endireitou-se na cadeira e voltou a comer.

Assim que terminou, várias garçonetes apareceram dançando, fazendo barulho com buzinas e jogando confete. Uma delas bateu uma foto de Armin e deu-lhe um beijo na bochecha.

—- Se eu soubesse disso tinha pedido um também – Disse Castiel surpreso com toda aquela celebração.

—- Nós sabemos que no fim você ficaria mal e passaria a noite se lamentando, chamando pela Tora – Disse Nathaniel.

—- É... Eu me lembro – Lysandre murmurou rindo.

—- Tá rindo do que? – Castiel perguntou irritado.

—- Nada não – Lysandre levantou-se – Podemos ir?

—- Alguém me ajuda? – Armin estendeu os braços sobre a mesa – Não consigo me levantar.

Castiel chamou um táxi enquanto Lysandre e Nathaniel carregavam Armin pra fora da lanchonete. Pensaram em joga-lo no porta-malas, mas seria muita maldade.

Assim que voltaram à universidade, Armin nem se quer tirou a roupa, apenas se jogou na cama e caiu no sono como se tivesse sido abatido com um sonífero.

—- Acho que vou seguir a do Armin – Disse Nathaniel ajeitando sua cama – Boa noite pra vocês.

—- Está animado? – Lysandre perguntou à Castiel.

—- Com o que? – O ruivo perguntou.

—- Com o curso.

—- Não estava nos meus planos estudar por mais dois anos, mas... Até que estou satisfeito com isso – Castiel respondeu meio cabisbaixo.

—- Elas nos fazem falta, não é? – Lysandre disse como se lesse os pensamentos do amigo.

—- Sim... Mas eu não vou ser passado pra trás, não por aquela baixinha – Castiel voltou a sorrir.

—- Então vai dormir, não quero ter que resolver seus problemas logo no primeiro dia – Disse Lysandre.

—- Certo.

Castiel deitou de barriga para cima com as mãos por baixo da cabeça, ficou sorrindo como um bobo perdido em pensamentos, até adormecer.

Dois anos depois.

—- O que você pensa que está fazendo?! – Rosalya perguntou absorta.

—- Achei que isso ia também – Alexy respondeu.

—- Não, não. Deixa isso aí – Rosalya fechou a mala e colocou-a no chão – Está pronto?

—- Sim, ansioso também – Disse Alexy tremelicando as mãos.

—- Nem fale – Rosalya olhou as horas no relógio de pulso – Se eles demorarem mais um minuto eu vou sozinha.

—- Calma, devem ter pegado transito – Alexy revirou os olhos, Rosalya não havia mudado nada naqueles dois anos.

—- Em Sweet Village? – Rosalya bufou e sapateou até a porta da frente, assim que abriu deparou-se com quatro figuras altas e bem vestidas.

—- Oi Rosa – Disse Lysandre com um leve sorriso.

—- Lys! – Rosalya pulou no cunhado dando-lhe um forte abraço.

—- Ainda bem que chegaram, ela estava quase botando um ovo – Alexy contou.

—- Tenho cara de galinha pra botar ovo? – Rosalya perguntou olhando feio.

—- Ah... – Castiel abriu a boca.

—- Nem pense em responder, ruivo de... – Rosalya parou de falar ao notar o novo penteado do rapaz – Meu deus.

—- O que? – Ele perguntou.

—- Faltou dinheiro pra ir ao salão? – Rosalya perguntou se referindo ao cabelo de Castiel, agora mais longo e preto, preso em um rabo de cavalo alto.

—- Não implica com ele Rosa, só esteve em uma faze de descobertas – Disse Armin.

—- Acabou de passar pela puberdade – Nathaniel caçoou.

—- Oi Nathaniel – Disse Rosalya finalmente o notando – Bela gravata.

—- Obrigado – Agradeceu o loiro.

—- Cadê o Ken? – Alexy perguntou.

—- Parece que teve de resolver alguma coisa no quartel, disse que nos encontrará no aeroporto – Lysandre explicou.

—- Algum recruta deve ter feito besteira – Alexy cogitou.

—- Kentin já é sargento? – Castiel perguntou.

—- Sim, passou na prova no fim do ano – Alexy respondeu orgulhoso.

—- Não explode Alexy. Vamos logo, não podemos perder esse voo – Rosalya disse arrastando a mala e enfiando-a no porta-malas de um Peugeot 2008 branco – Vão ficar ai parados?

—- Esse carro é seu? – Castiel perguntou.

—- Claro! – Rosalya girou as chaves no dedo indicador – Eu não passei dois anos só fazendo compras no shopping.

—- Mas trocou de carro pelo menos umas três vezes – Alexy dedurou.

—- Quieto! – Rosalya ordenou – Entrem logo ou vou deixar vocês ai.

—- Você tem habilitação Rosalya? – Nathaniel perguntou sentando no banco de trás.

—- Sim, comprei pela internet – Rosalya respondeu girando a ignição.

Nathaniel arregalou os olhos e Castiel riu.

—- É brincadeira, eu fui pra uma autoescola e não reprovei sequer uma vez... Diferente do Alexy – Rosalya arrebitou o nariz.

—- Sua megera! – Alexy disse no banco do carona – Pelo menos eu não tive que dar em cima do avaliador.

—- O que?! – Rosalya berrou.

—- A estrada Rosa! A estrada! – Lysandre chamou a atenção dela desesperadamente.

—- Ai calma – Rosalya disse desviando de um carro.

Eles chegaram ao aeroporto apenas cinco minutos antes do horário de embarque, deslizaram como patinadores pelo piso para chegar a tempo no saguão. Rosalya quase atropelou uma criança com a mala, a sorte foi que os pais estavam atentos e tiraram o pequenino do caminho quando viram o desastre platinado.

—- Ufa! Achei que ia ter que matar alguém – Disse Rosalya acomodando-se no acento do avião.

—- Então... Qual é o plano? – Castiel perguntou.

—- Eu e Alexy vamos até o quarto das garotas, mas não vamos contar que vocês vieram – Rosalya começou a explicar – Você pegou os ingressos do festival Alexy?

—- Sim, sim. Estão todos aqui – Alexy afirmou.

—- Festival? – Kentin perguntou.

—- O festival lunar – Lysandre respondeu – É um evento belíssimo.

—- Sim! Vai ser perfeito – Rosalya estava empolgadíssima com o plano.

—- Só uma coisa – Disse Armin por cima do notebook – Quem passou na casa de câmbio?

—- Eu – Disse Nathaniel – Assim que desembarcarmos eu divido o dinheiro.

A viajem durou poucas horas, mas o suficiente para todos tirarem uma soneca e recuperarem as energias.

—- Ok. Vocês nos encontram neste lugar as 20h30m – Disse Rosalya entregando um papel com um endereço e instruções.

—- Não percam os ingressos – Alexy falou.

—- Precisamos de algum traje especifico? – Lysandre perguntou.

—- Não, mas podem ir a caráter se quiserem – Rosalya respondeu – Nós já vamos, temos muito que fazer.

—- Eu vou ficar com eles tá Alexy – Disse Kentin.

—- Tudo bem – Alexy deu um beijo no sargento – Até mais tarde.

Rosalya e Alexy seguiram até a universidade das garotas com duas malas enormes, tiveram que enrolar a secretária e correr até os dormitórios.

Toc toc toc.

Três batidas rápidas na porta.

—- Claire atende lá – Tora pediu.

—- Não posso – Disse Claire com a boca cheia de espuma – Estou escovando os dentes.

—- Eu atendo – Disse Helena correndo até a porta – Rosa?

—- Oiii! – Rosalya abraçou a platinada.

—- Olá boneca – Alexy deu um beijo na bochecha de Helena.

—- Que bom ver vocês! – Helena os abraçou novamente.

—- Seu cabelo cresceu – Rosalya comentou.

—- Sim, mas não muito – O cabelo de Helena estava pouco abaixo dos ombros, demorava pra crescer.

—- Quem é Helena? – Claire abriu a porta do banheiro – Nãooo! – Claire correu e abraçou os dois – O que fazem aqui?

—- Ryu não avisou? – Rosalya perguntou.

—- Não – Helena respondeu confusa.

—- Bem... Nós resolvemos aproveitar a folga pra visitar vocês e...

—- E? – Claire ergueu as sobrancelhas.

—- Ir ao festival lunar – Rosalya terminou.

—- Ah nós... Nós estávamos pensando sobre isso e – Helena começou a falar receosa.

—- E nada. Já estou com os ingressos aqui – Disse Alexy sacudindo papeizinhos nas mãos.

—- Ingressos do que? – Ryu perguntou do lado de fora do quarto – Oi poderosas.

—- Você esqueceu-se de contar pra elas – Disse Rosalya.

—- Desculpe, a ligação estava muito ruim e eu acabei não entendendo direito – Ryu explicou-se – Trouxe seu suco Tora!

—- Obrigada, já vou ai! – Tora gritou do banheiro.

—- Bem, vamos ao que interessa – Rosalya abriu uma das malas e começou a tirar várias coisas de dentro.

—- Meu deus! A Rosalya nos encontrou – Disse Tora envolta por uma toalha preta.

—- Meu deus digo eu! O que aconteceu com seu cabelo? – Rosalya perguntou.

—- Eu gostei – Disse Alexy.

Tora deu um beijo na bochecha de Alexy – Só mudei um pouco – Os cabelos de Tora estavam bem curtos e com uma franja longa na diagonal – Em compensação o da Claire... Parece uma freira.

—- No dia em que você ficar careca, vai querer um pouco desse cabelinho aqui – Disse Claire alisando os longos cabelos dourados.

—- É ótimo rever todas vocês garotas, mas deixem a Rosa trabalhar – Alexy interrompeu – Ou ela vai começar a espumar pela boca.

Rosalya direcionou-o um olhar diabólico.

—- Trabalhar no que? – Helena perguntou observando todas aquelas roupas, acessórios e maquiagem.

—- Ora no que! Em vocês – Rosalya deu seu típico sorrisinho – Ou pensam que vão assim para o festival?

—- Ah... – Tora olhou para os lados, procurando uma rota de fuga.

—- Segura ela Alexy – Rosalya pediu.

—- Pode deixar – Alexy perseguiu Tora pelo quarto até conseguir tranca-la no guarda-roupa.

A operação festival havia começado e em poucas horas todas estavam vestidas com suas belas yukatas e com os cabelos adornados.

Alexy e as garotas foram para o festival; era algo espetacular, lanternas de papel iluminavam o caminho entre as várias barracas de jogos e comidas. Desta vez Ryu não cometeu o erro de fazer apostas com Claire o que lhe assegurou alguns ienes. Tora se entupiu de guloseimas e no fim acabou passando mal.

Alexy inventou uma desculpa pra sair e ir chamar os garotos, enquanto Rosalya distraía as garotas no templo.

—- Aff! Que tipo de premonição é essa? – Ryu perguntou encarando seu papelzinho da sorte.

—- Realmente – Rosalya também não havia se contentado – Vou amarrar o meu.

—- Eu também! – Disse Tora rapidamente.

—- Por quê? Veio azar também? – Helena perguntou.

—- N-não, mas... – Tora corou.

—- Não jogue isso fora, pode ser sua última chance – Disse Claire com cara de deboche.

—- Quieta! O que está escrito no seu? – Tora tentou espiar o papel da irmã.

—- Há! Tudo de bom – Claire dobrou o papel e enfiou dentro de seu obi.

Tora estreitou os olhos, mas deixou passar. Ryu e Rosalya amarram seus papéis num pequeno varal e pediram por boa sorte, Tora deu vários nós no dela e resmungou algumas baixarias.

—- Dá licença baixinha, tá atrapalhando – Disse alguém atrás de Tora.

—- O que?! – Fazia tempo que não ouvia alguém lhe chamar de baixinha, Tora virou rapidamente já enfurecida, mas assim que deparou-se com a pessoa em questão, ficou surpresa -- Castiel? – Tora não pode conter a felicidade em rever seu tomate podre, pulou em seus braços e quase o esmagou.

Logo Alexy apareceu com os outros rapazes. Ryu quase matou Nathaniel sufocado com um beijo que chamou a atenção de todos em volta. Claire saltitou de felicidade, mas ficou se perguntando se não haviam trocado Armin por um galã de novela, aquele cabelo lambido para trás era muito suspeito. Helena e Lysandre pareciam estar em outra dimensão, era possível sentir a doçura do amor deles.

—- Olá – Disse Kentin.

—- Sargento! – As garotas o cumprimentaram em posição de sentido.

—- Ei! Está na hora de soltar os balões – Alexy avisou.

Todos correram para acender seus balões de filtro e os lançarem aos céus. Era sem dúvida o momento mais belo do evento, quando todos faziam seus pedidos para aquele ano enquanto observavam o céu ser iluminado pelas inúmeras lanternas.

E mais uma vez estavam todos juntos, mas desta vez seria para sempre. Nada os separariam, pois o amor e amizade deles haviam sido construídos sobre uma base forte de confiança e lealdade, que havia resistido aos testes mais difíceis.

Mas ainda havia muita coisa pela frente e desta vez eles estariam prontos para encarem qualquer coisa, das provações mais temidas até as aventuras mais desafiadoras.

Aquele era apenas o começo de mais uma doce história.

Notas finais
Música: Man! I Feel Like A Woman! -- Shania Twain. Nãooooo! Acabou T.T Muito obrigada a todas(os) que acompanharam e me motivaram a escrever esta estória. Meu marido e eu estamos escrevendo outra, deem uma olhadinha https://fanfiction.com.br/historia/683653/Entre_Anjos_e_Demonios/ Me perguntaram se vai ter segunda temporada ou um extra... Não, infelizmente não. Beijos da Misaki :* Sayonara o/
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