Uma Doce História
64 Apaixonando-se

Depois que conseguira se livrar da irmã, Nathaniel andava atrás de Ryu, a garota lhe dava um gelo de congelar a alma, mas também dava aquele sorrisinho sinuoso, mostrando que apenas estava se divertindo com aquilo. Ele decidiu ouvir Claire depois de tudo e agora lutaria com todas as forças para reconquistar a morena, apesar de sua timidez não deixar fácil está tarefa. Mais uma vez ele perdera a garota de vista em meio à multidão, ele se esgueirava e eventualmente levava cotoveladas e tinha os pés pisoteados por saltos finos, o que lhe dava a sensação de ter o pé perfurado.
Já quase livre do tumulto ele avistou Ryu indo na direção dos vestiários, tentou chamar sua atenção erguendo um dos braços, mas a única coisa que consegui foi bater na mão de um rapaz que segurava um copo cheio, o liquido caiu diretamente em Nathaniel encharcando-o, ele pediu desculpas e saiu dali, cheirou o jaleco e ficou tonto na mesma hora, aquilo era vodca pura, esperava que a diretora não soubesse daquilo. Ele foi até o vestiário xingando e tropeçando, o cheiro forte de álcool já estava lhe deixando tonto, esgueirou-se até o vestiário apoiando-se nas paredes e logo encontrou Ryu perto da porta.
—- Enfim te alcancei... – Disse Nathaniel arfando – Por quanto tempo pretende fugir?
—- O tempo que for necessário, ou até você ter se arrependido bastante – Respondeu Ryu maldosa.
—- Te garante que já superei suas expectativas – Disse Nathaniel indo até a porta, passando pela frente de Ryu.
—- Você estava bebendo? – Perguntou Ryu ao sentir o cheiro de álcool que emanava do rapaz.
—- Não, foi um acidente, acabei sendo banhado por bebida alcoólica – Respondeu Nathaniel – Vou tomar um banho e ver se esse cheiro sai.
—- Sinto lhe informar que os chuveiros não estão funcionando.
—- Como assim?
—- Eles fecharam os registros para que ninguém inventasse alguma gracinha.
—- Uhm... Que tipo de gracinha?
—- Muitas... Há pessoas muito criativas por aqui.
—- Você seria uma delas?
—- Talvez... O que fará agora?
—- Não sei... – Nathaniel pôs a mão na testa, nervoso -- Mas não posso ir para casa assim, meu pai me mataria se eu chegasse fedendo a álcool.
—- Uhm... Que tal a minha então? Tenho um chuveiro bem quentinho – Ryu sugeriu bondosa.
—- Não, não... Imagine o que sua avó pensará...
—- Minha avó? Hihi, ela é pior que eu... Não esquenta.
—- Como assim... Pior que você?
—- Nada não, deixe isso pra lá...
—- Certo, mas... Tem certeza não seria incomodo? – Nathaniel sentia-se desconfortável com a ideia, mas não tinha outra opção.
—- Não vou oferecer de novo.
—- Certo! E-eu vou então... Obrigado.
—- Você me paga depois – Ryu sorriu maliciosa.
—- Ahm? – Nathaniel não entendera.
O show durou cerca de uma hora e meia, o quarteto havia tocado inúmeras músicas, as quais agradavam a todos os gostos, Lysandre não foi o único que cantou, Claire também deu seu show, Tora e Castiel cantaram juntos, elevando ainda mais os gritos de satisfação da plateia. Depois do show eles tiveram que sair do palco e se misturar a multidão sorrateiramente, pois os fãs Clubes já haviam se formado e eles não queriam ficar por ali para serem devorados pela multidão de garotas apaixonadas e rapazes sedentos.
Lysandre procurava por Helena, sua altura facilitava as coisas e a garota também era alta, fazendo com que não desaparecesse entre as outras pessoas, ele olhou ao redor até sentir um toque em suas costas, uma mão delicada e gentil. Virou-se e viu a garota de cabelos brancos brilhantes, era o anjo mais belo que já vira.
—- Estava me procurando? – Perguntou a garota.
—- Sim, mas quando não te vi, achei que já pudesse ter ido embora – Respondeu Lysandre.
—- Não faria isso, vim em sua companhia e irei com ela também – A moça esboçou o seu sorriso mais doce – Além do mais, o baile acabou de começar.
—- Então aceita dançar comigo? – Lysandre curvou-se estendendo uma das mãos.
—- Claro, será uma honra – Helena aceitou o convite flexionando os joelhos – Senhor Vetti.
—- A honra é toda minha senhorita Gregory – Lysandre segurou a mão clara da jovem.
—- Você e seu cavalheirismo – Helena deu uma leve risada – Parece um príncipe de conto de fadas, ou o drácula mais galante que já vi.
—- E você tão gentil e formosa – Lysandre pousou a outra mão sobre a cintura de Helena e começou a conduzi-la pela musica lenta.
—- Você poderia ser meu príncipe... – Helena desvencilhou-se das mãos do rapaz e contornou o pescoço desse com as suas, aproximou-se e pousou a cabeça no ombro largo – Apenas meu.
—- Helena... – Aquelas palavras acenderam uma chama no peito de Lysandre, ele afagou os cabelos sedosos e beijo-lhe o topo da cabeça – Serei com todo o prazer.
Claire estava morta de sede, foi até um dos bebedouros e satisfez-se com a água gelada, depois do show não teve mais noticias sobre Alexy, então decidiu ir procurar pelo amigo, talvez não fosse uma boa ideia, poderia acabar atrapalhando algo como sempre fazia, mas estava preocupada. Ela procurou pelos corredores, foi até o segundo andar e viu a porta da enfermaria aberta, entrou e não viu ninguém, apenas a janela aberta.
Foi até ela e a fechou, logo ouvindo o bater da porta e passos atrás de si, virou-se num pulo no mesmo instante e deu graças por aquela noite ser de lua cheia e sem nuvens, pois a luz possibilitou-a de ver a figura que a assustara.
—- Acenda essa luz Armin, por favor – Pediu Claire com o coração querendo lhe escapar pela garganta.
—- Ah – Queixou-se Armin, logo apertando o interruptor.
—- Ah nada, quer me matar de susto ou morrer espancado? – Perguntou Claire sentando em uma das macas.
—- Desculpe, estava apenas brincando – Respondeu Armin – O que faz aqui?
—- Vim procurar pelo Alexy.
—- Ele me mandou uma mensagem dizendo que já foi para casa.
—- E esta tudo bem com ele?
—- Me parece que sim, acho que ele e Kentin se acertaram.
—- Que bom, fico tranquila com isso, torço muito por aqueles dois.
—- Bem... Eu só quero a felicidade de meu irmão... E Kentin é meu amigo também, apesar das burrices, fico mais tranquilo por ser ele.
—- Entendo... Mas e você, o que faz aqui?
—- Eu estava te procurando, então vi você vir para o prédio e achei estranho.
—- E você persegue pessoas com atitudes estranhas? Isso que é estranho.
—- Não, claro que não... Só vi uma oportunidade de ficarmos sozinhos.
—- Uhmmm – Claire o encarou com aquele olhar furtivo.
—- Ah, por favor, não pense mal de mim.
—- E como não pensar?
—- É... Admito que não há como.
—- Bem, de qualquer forma, estamos aqui.
—- Você estava maravilhosa hoje – Armin caminhou até a janela.
—- E o que aconteceu para não estar mais?
—- Ei eu estou te elogiando sabia?!
—- Sim, sim... Só estou brincando, você foi excelente na peça, não achei que fosse se empenhar tanto.
—- Digamos que fui muito bem recompensado no final – Armin deu um sorrisinho.
—- Ora seu bobo – Claire jogou o travesseiro em Armin – Aquilo não estava nos planos.
—- Como se você não tivesse gostado do resultado.
—- Baixou o Castiel em você agora? Eu não disse que não gostei, mas também não disse o contrario – Claire virou o rosto ruborizado.
—- Não é isso que suas bochechas dizem – Armin foi até a maca e acariciou o rosto de Claire.
—- Claro que não, elas não sabem mentir – Claire voltou a encarar o rapaz.
—- Claire... – Armin deslizou a mão até o queixo da garota e respirou fundo -- Estou apaixonado por você.
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