Notas iniciais
Olá povo lindo! Capitulo Tora&Castiel espero que gostem ^^

Castiel tinha entrado pela sacada, acabou tropicando no piso elevado do quarto e se desequilibrou, tentou se apoiar na prateleira da parede, mas acabou forçando-a e quebrando-a, derrubando um anjo de cristal que havia sobre ela.

–- Eu posso explicar -- Castiel estava no chão, de joelhos, a prateleira quebrada na mão, e no chão o bibelô de cristal partido em três pedaços.

–- Que merda está fazendo afinal? – Tora pegou os cacos do chão – Não...

–- É só um bibelô idiota – Disse Castiel se levantando.

–- Foi minha mãe quem me deu... – Tora segurava os pedaços entre as mãos, a cabeça baixa e os olhos começavam a ficar úmidos demais.

–- Tora... – Pela primeira vez Castiel viu Tora tão séria, ele não sabia bem como era uma relação entre pais e filhos, pois os seus não eram muito presentes, mas em uma conversa, Tora havia lhe contado sobre seus pais, sobre como eram uma família unida e feliz, e como os havia perdido no acidente – Me desculpe, eu não fiz por querer, eu...

–- Tudo bem Castiel, apenas saia daqui... – Disse Tora ainda de cabeça baixa.

–- Mas... Eu vim devolver sua bolsa – Disse Castiel mostrando a bolsa numa das mãos.

–- Certo... – Tora suspirou, colocou o bibelô em pedaços em cima do criado mudo e pegou a bolsa da mão de Castiel – Obrigada por devolver.

–- Hum... – Castiel queria dizer alguma coisa, mas não sabia exatamente o que, Tora estava calma e isso não era um bom sinal, ela poderia explodir a qualquer momento – Tora, eu posso arrumar...

–- Apenas vá embora Castiel, antes que você quebre mais alguma coisa – Disse Tora finalmente erguendo a cabeça.

–- Mas eu não fiz por querer, só vim devolver a maldita bolsa! – Castiel irritou-se.

–- Então porque não fez como uma pessoa civilizada e bateu na porta? – Perguntou Tora alterando o tom de voz.

–- Porque você provavelmente bateria ela na minha cara! – Respondeu Castiel.

–- Seria bem feito!

–- Porque você é tão irritante?!

–- Porque você se acha no direito de ficar invadindo o quarto dos outros pela sacada?! Não te deram educação não?!

–- Meus pais são bem ausentes se você não sabe!

–- E os meus morreram e nem por isso sou uma vândala!

–- Agora está me chamando de vândalo?!

–- Acho que a carapuça serve perfeitamente!

–- Ora sua... Arg! Eu não te suporto!

–- Então o que ainda está fazendo aqui?

–- Eu queria conversar com você sua idiota!

–- E este é seu jeito de conversar?

–- Não! Arg... Tora, me escuta...

–- Acho que acabamos por aqui Dorigan, peço que se retire.

–- Tudo bem – Castiel deu as costas, pegou o bibelô quebrado sem que Tora percebesse.

–- Mas uma coisa, nunca mais entre nesta sacada – Disse Tora secamente.

–- Sim, senhorita Saito – Castiel pulou a sacada e sumiu.

–- Mas o que aconteceu aqui? – Perguntou Claire entrando no quarto.

–- O idiota do nosso vizinho – Respondeu Tora.

–- Quem? O Castiel? – Perguntou Claire olhando a bagunça.

–- Não Claire, o pica-pau. É obvio que é o Castiel – Respondeu Tora.

–- E o que ele queria?

–- Devolver a bolsa, e por incrível que pareça, está tudo aqui dentro.

–- Mas eu ouvi vocês brigando.

–- Ah eu não estou nem ai.

–- E o que vai fazer com a prateleira quebrada?

–- Sei lá, amanhã eu resolvo, preciso de um banho agora.

–- Certo, vou voltar para a sala.

Tora colocou a banheira para encher, pegou uma toalha de banho e um pijama, foi até a sacada e olhou para a do vizinho, ficou ali por alguns instantes, até que Castiel aparece, ela cora e sai em disparada para o banheiro, esticou-se dentro da banheira cheia e quentinha, encostou a cabeça no apoio e fechou os olhos.

“Devo ter algum problema” Pensou “Quem se apaixonaria por aquele tomate podre idiota, com toda a certeza ele riria da minha cara”.

Na manhã seguinte Tora acordou cedo, quieta, mal humorada e pensativa, desceu as escadas ainda de pijama e foi até a cozinha, sentindo cheiro de café fresco.

–- Bom dia tia – Disse Tora se sentando.

–- Caiu da cama querida? – Perguntou Alicia preparando o café da manhã.

–- Se é que ela foi para a cama – Disse Claire sentada ao lado de Tora, com seu pijama de presidiário – Ficou a noite toda resmungando: Castiel seu idiota! Tomate podre! Arg!

–- Mas quando foi que você foi parar ai? – Perguntou Tora se assustando com a irmã ao seu lado.

–- Desatenta... – Disse Claire vagarosamente.

–- E se eu estava resmungando, como foi que você ouviu? – Perguntou Tora erguendo uma sobrancelha.

–- Ah sabe como é, eu estava sem sono e achei que você e Castiel fossem aprontar algo de novo – Respondeu Claire dando de ombros.

–- Você gosta é de cuidar da vida dos outros.

–- Dá sua em particular.

–- Aff...

–- O café está pronto e fiz biscoitos de chocolate – Disse Alicia colocando uma forma sobre a mesa, com deliciosos cookies recém assados.

O colégio não estava mais tão agitado, as preparações estavam quase finalizadas, a festa ia ser realmente grande, os alunos se perguntavam de onde a direção tinha tirado tanto dinheiro.

–- Bom dia baixinha – Disse Castiel vindo do fim do corredor.

–- Bom dia Castiel – Disse Tora friamente.

–- Credo como esfriou agora – Disse Castiel cruzando os braços e fingindo tremer – Não me chama mais de tomate podre agora?

–- Não estou disposta.

–- Uhm... E esse mau humor todo é por causa de ontem?

–- Quer realmente saber?

–- Sim.

–- Não, não é.

–- Certo, isso realmente me surpreendeu, mas mesmo assim... Me desculpe novamente, eu realmente não quis quebrar nada.

–- Tudo bem Castiel, eu te desculpo, não precisa ficar se martirizando.

–- Arg! Por que você esta agindo assim? Me perdoando facilmente, o que há com você?

–- Uhm? Prefere que eu brigue com você?

–- Geralmente é mais divertido.

–- Hahaha Certo seu tomate podre, o que quer fazer então?

–- Uhm lembra que eu disse que queria conversar com você?

–- Sim.

–- Bem, o que eu queria dizer... – Castiel se aproximou de Tora, tocou seu rosto com a mão direita e a olhou fundo nos olhos. Um olhar único, brilhante, apaixonado.

–- Não me olhe assim – Pediu Tora corando – Isso não me trás boas lembranças.

–- Tem haver com algum rapaz?

–- Ah bem, sim, mas isso não importa...

–- Olha Tora, eu sei que geralmente sou sarcástico e maldoso, mas... Depois que te conheci, eu realmente pensei melhor sobre isso e percebi que não vou ganhar nada sendo assim.

–- Hahaha com ganhar alguma coisa, você quis dizer me ganhar?

–- Ah você entendeu – Disse Castiel corando.

–- Que fofo – Tora agiu sem pensar, ficou na ponta dos pés e passou os braços por cima dos ombros de Castiel, abraçando-o firmemente.

–- Mas o que está fazendo? – Castiel ficou sem reação, não esperava aquilo da baixinha encrenqueira.

–- Eu não sei, mas... Obrigada por me aturar Castiel – Sussurrou Tora.

–- Ah bem, você me atura bastante também – Disse Castiel envergonhado, ele passou os braços em torno da cintura de Tora, retribuindo o abraço.

Notas finais
*.* morri de fofura!