Notas iniciais
*Fic inpirada na música: Por Eu Ter Me Machucado José Augusto e no episódio 3X22 Playing with Fire
N/A: Uma explicação para a recusa de Grissom ao pedido de Sara para que ele saísse com ela.

Ela sabia que não deveria estar ali, mas como evitar? Queria estar com ele mais uma vez. Dessa vez conseguiria falar com ele. Sua primeira tentativa falhara. Ela o seguira mas não conseguiu chegar perto dele. E depois houve a explosão. Teria sido sua imaginação ou ele realmente ficara preocupado ao vê-la machucada devido a explosão no laboratório? O toque dele era tão suave! Mesmo com a atadura, ainda podia sentir um formigamento na pele, no local onde ele a havia tocado. Ela caminhava lentamente em direção ao escritório dele. Estava disposta a tentar mais uma vez, iria convidá-lo para sair.

Era final de turno e ao chegar à porta do escritório de Grissom, ela tinha certeza absoluta de que ainda o encontraria ali. A porta estava aberta. Respirou fundo e falou:

_ Você tem um minuto?

Grissom levantou os olhos e encarou-a.

_ Eu estava de saída – ele respondeu rapidamente. Na verdade ainda não estava de saída, mas queria evitar ficar mais tempo perto dela. Sentia que se não fizesse isso, perderia o controle.

_ É, o horário diz que você está de folga hoje.

Ele se surpreendeu. Ela sabia tudo sobre ele. Quer dizer, quase tudo.

_ Estou – ele respondeu.

_ Eu também – ela disse cheia de esperança.

_ Você devia estar de licença.

_ Eu estou bem – disse sorrindo. Estava feliz. Ele realmente se preocupava com ela.

_ Você teve sorte – Sara já ia interrompê-lo mas, ele não deu oportunidade – E não estou falando da explosão.
Sara ficou um pouco aflita. Quem teria contado para Grissom que ela havia se colocado em situação de risco com o suspeito? Quem teria sido o dedo-duro? Ela já fazia uma vaga idéia. Por isso perguntou:
_ Você... hã... falou com o Brass? – perguntou cautelosa.
_ E com Nick também
“Filhos da mãe! Quem eles pensavam que eram? Porque tinham que se meter na vida dela?” ela pensou consigo. E para Grissom respondeu:
_ Nós pegamos o cara...
A sua coragem parecia que a havia abandonado. De repente um medo a invadiu e seus pés a levaram em direção à porta. Ouviu a voz dele perguntando-lhe:

_ Isso é tudo o que você tem para me dizer?
Era o que ela precisava para ter de volta a coragem que quase lhe escapara pelos dedos. Respirou fundo e lançou a pergunta que por tanto tempo ansiara fazer.
_ Você gostaria de sair para jantar comigo? – ela foi direta.
Grissom ficou atônito. Fora pego de surpresa. Porque ela fazia aquilo? Porque insistia? Será que ela não sabia que ele não era feito de ferro? Aquele convite era tudo o que mais sonhava. Quantas vezes não sonhara que jantava com ela à luz de velas, só os dois? Ele riu ante o pensamento. No entanto, não podia aceitar.
_ Não – ele respondeu por fim.

_ Por que não? Vamos jantar... vamos ver o que acontece – ela insistiu uma vez mais.
Ele não queria magoá-la. Se ela soubesse como estava sendo difícil para ele recusar aquele convite! Se ela pudesse ler em seus olhos...
_ Sara... – ele suspirou — eu não sei o que fazer a respeito disso – ele disse apontando para os dois. Não era bem a verdade, ele sabia. Mas ela não precisava saber.
_ Eu sei – os dois se olharam nos olhos – Sabe, até você se dar conta do que fazer, pode ser tarde demais...
Não tinha mais forças para agüentar uma rejeição. Virou-se e saiu. Ele permaneceu parado, observando-a afastar-se. Sabia que não fora justo com ela, mas não estava disposto a machucar-se novamente. Ele havia feito uma promessa a si mesmo e teria de cumpri-la. Ele suspirou. Sara saíra desolada. Tomou uma decisão. Apagou a luz e saiu.
-o-

Ela estava com o coração partido. Por que ele não permitia uma aproximação? Seria tão ruim assim sair com ela? Realmente Sara Sidle você não tem sorte no amor. Teria no jogo? Ela pensou ironicamente. Enxugou as lágrimas que teimavam em cair. Malditas! Ele não merece uma única lágrima minha.
Estava quase alcançando o seu carro, quando ouviu aquela voz que fazia com que se derretesse toda.
_ Sara! – Grissom gritou vindo em sua direção.
Ela enxugou o rosto. Não queria que ele a visse chorar. Não daria esse gostinho para ele.
_ O que você quer? – ela perguntou rispidamente.
_ Me desculpe Sara. Eu não queria magoar você.
_ Sério? Não era o que parecia – ela respondeu

_ Sara... – era difícil explicar mas ele tentou – Eu quero que você entenda que o problema não é com você, sou eu.
_ Eu quero muito acreditar, Grissom mas não consigo. Me convença!
_ Tudo bem – não havia mais como fugir — eu vou te explicar porque eu não aceitei o seu convite.
_ Sou toda ouvidos!
_ Sabe... Uma vez eu me apaixonei por uma mulher e ela não me correspondeu. Ela destruiu todos os meus sonhos juvenis. Eu era jovem e imaturo mas isso foi o suficiente para me destruir.
A perita sentiu um aperto no coração. Ficou imaginando o jovem Grissom com o coração despedaçado. Pôs a sua mão sob a dele e disse:
_ Grissom, se você não quiser continuar eu entenderei. Isso deve ser muito doloroso para você...

_ Não, Sara. Eu preciso continuar. Preciso que você me entenda. Depois dessa decepção, eu jurei para mim mesmo que nunca mais iria amar ninguém. Que se acaso eu me envolvesse só seria de momento. Que jamais, em tempo algum eu iria me entregar de novo e ninguém teria mais que ferir meus sentimentos.
Ele olhou nos olhos dela.
_ Depois disso, me envolvi com algumas mulheres, mas elas não significaram nada para mim. Foi apenas passatempo...
_ . Eu estava conseguindo cumprir minha promessa, até que surgiu uma mulher que mudou tudo isso. Eu me apaixonei – ele falou sem tirar os olhos dela.
_ Quem é essa sortuda?

_ Ela está na minha frente. Sara, é você quem eu amo. Eu não consigo me entregar porque ainda tenho medo de me machucar.
_ Grissom, eu nunca seria capaz de fazer isso. Nunca seria capaz de magoar você. Eu não sou como aquela mulher... Eu te amo!
_ Eu sei. Mas entenda, é mais forte do que eu. Por mais que eu tente, não consigo...
_ Você por outro lado, me magoou muito, Na sua tentativa de me afastar, quase me destruiu também. Por que Grissom?
_ Eu simplesmente tive medo. Por eu ter me machucado eu achei melhor fugir...
_ Não precisa ter medo. Vamos tentar... Somos adultos, saberemos nos cuidar.

Ela se aproximou e o beijou suavemente nos lábios. Era delicioso sentir o sabor dos lábios dele sob os seus. Ele separou os lábios. Ele encostou a testa dele na dela e disse suavemente:
_ Vamos — ele disse e a abraçou – vamos tentar. Vamos dar uma chance ao amor. Sara, sempre fui uma pessoa reservada e fria, mas você foi me tocando com cuidado e se apossou de mim. Por eu ter me machucado quase... – ele gaguejou – quase que perdi a doçura selvagem dos teus abraços, o amor mais lindo que já conheci.
_ Vamos embora, já é tarde – ela disse.

Eles saíram de mãos dadas. Começava ali uma linda história de amor, firmada na base da confiança, do respeito e da sinceridade. Estavam felizes. Depois conversariam sobre o sigilo do relacionamento. Depois... porque agora queriam apenas aproveitar o tempo perdido.

The End

Notas finais
O que acharam? Como ficou? Esperando opiniões!!!
Bjinhos da Bia e até as próximas fics!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!