Notas iniciais
Olá! Tudo bem?
Eu tive a ideia de escrever essa história secundária enquanto revisava minha fanfic principal. Foi uma oportunidade de enriquecer esse universo, dando a ele um pouco mais de história.
Espero que goste!

Para minha amada, Annaru Chishi.

Eu não faço ideia de como começar esta carta. Durante muito tempo eu tentei escrever para ti, mas nunca encontrei as palavras certas no momento certo. Entretanto, compreendo que, se eu esperar pelo momento perfeito, nunca terei a oportunidade de mandar-te lembranças minhas depois deste grande tempo de afastamento.

Queria te dizer que sinto saudades todos os dias, a cada nascer do sol, esse sentimento cresce. Não fazes ideia de quanto tempo passo durante o dia lembrando de teu sorriso, de teus buquês, de tua personalidade engraçada e da tua paixão pela vida.

Eu pensei e pensei sobre por onde começar a história, mas no fim, o que basta é o bom e velho pleonasmo de “começar pelo começo”.

Dias após nossa despedida, eu e Kanteo passamos bastante tempo juntos a bordo. Como bons companheiros, nós conversamos muito, contamos piadas, observamos o mar, espantamos gaivotas, até tentamos pescar! Às vezes conseguíamos passar um dia inteiro nos safando das repreensões por nossas brincadeiras infantis.

Céus… Kanteo era um sujeito engraçado. Nos conhecemos durante as primeiras etapas do processo de seleção dos colonizadores. Ainda me lembro como se fosse ontem, ele colocou a mão em meu ombro e disse:

“Essa fila tá grande, né? E aí? Como tá o clima aí na frente?”

O processo estressante, com Kanteo, se tornou algo mais leve e agradável. Compartilhamos histórias de vida e isso foi muito enriquecedor. Acreditas tu que ele era um comerciante de Tokyo? Não defendo ele porque suas práticas eram meio duvidosas, mas tirando isso, Kanteo é um sujeito muito boa praça, é inegável que o rapaz tem carisma.

Alguns dias depois do embarque e de termos nos conhecido, passamos a ter tarefas mais sérias no navio, como, por exemplo, limpar o convés e descascar batatas. Tu não acreditarias como essas tarefas são chatas… Passamos horas e mais horas sob o sol escaldante do verão, limpando o chão e depois caindo nele de barriga para cima. Exaustos, deixamos escapar murmúrios amaldiçoando a pessoa que nos designou tais afazeres.

Foi então que tivemos uma ideia. Procurando algo para nos distrair, passeamos pelo navio. Da popa à proa, conversamos com os mais diversos tipos de pessoas, conhecemos muitos homens e mulheres de origens diferentes e objetivos mais diferentes ainda.

Quando caía a noite, éramos quem limpava o refeitório e toda a bagunça deixada pelos outros viajantes. Quando nossa tarefa acabava, depois de muitos xingamentos, Kanteo usava de suas artimanhas e conseguia bebida para nós. Depois de vários goles, ficávamos bêbados, cantando antigas canções de nossa terra natal, dizendo bobagens e rindo como se a vida fosse completamente bela, o que eu acho que, de certa forma, pode ser uma verdade.

Mas esses dias de tédio e tranquilidade não demoraram muito a cessar. Foi quando os céus do Oceano Pacífico deixaram de compartilhar este adjetivo com as águas. De longe conseguimos ver os aglomerados de grandes nuvens negras no horizonte. Um grande espetáculo de clarões e rastros luminosos eram deixados no céu pelos raios.

Quando menos esperamos, olhamos para os lados e todos estavam entrando em alerta. A sala de máquinas estava a todo vapor, as chaminés do navio lançavam suas colunas de fumaça às alturas e os tripulantes se preparavam para o pior. Eu e Kanteo puxamos grandes lonas dos depósitos para cobrir os botes salva-vidas do navio, eles tinham acabado de passar por uma inspeção.

Eu confesso que fiquei assustado com o tamanho da tempestade que nos esperava, as ondas calmas passaram a ganhar altitude e, num piscar de olhos, estávamos no centro da calamidade. Todos foram orientados a voltar para o interior do navio e esperar a tomada de controle da equipe de direção. Estranhamente, fecharam a porta da sessão de quartos onde eu e Kanteo estávamos alojados. Quando pedimos abrigo às outras seções, eles não nos deram ouvidos.

O desespero consumiu um pouco do meu sangue e passei a ter arrepios. Minha amada, naquele momento, eu juro que comecei a rezar por proteção e por minha vida. Enquanto isso, meu companheiro praguejava contra as pessoas que rejeitavam nossos pedidos de ajuda. Foi quando um raio caiu próximo ao navio, parte da descarga atingiu um mastro de madeira que imediatamente se incendiou.

Caí no chão, tudo que podia ouvir era um zumbido. Meu amigo também parecia desorientado e caiu de costas. Vi as grandes ondas batendo nas laterais do navio com impressionante força. A água respingada de cada baque caiu sobre meu rosto enquanto eu recuperava meus sentidos.

Surpreendentemente, o mastro caiu e quebrou parte do convés. O fogo começou a se espalhar pelo depósito de alimentos logo abaixo do buraco. Eu e Kanteo percebemos que algo precisava ser feito, olhamos um ao outro e pegamos as lonas dos botes salva-vidas.

As pessoas que estavam nos compartimentos não podiam sair sem a permissão da tripulação que também estava amedrontada pelo ruído ensurdecedor do fenômeno.

Rapidamente estendemos as lonas em posição inclinada, dessa forma, a água escorreria por ela e cairia no fogo. No meio tempo, procuramos baldes por todo o convés. Os botes começavam a acumular água da densa chuva, tão densa que não podíamos ver a partir de 30 metros à frente.

Durante horas amedrontadoras, eu e Kanteo continuamos realizando nosso trabalho para apagar as chamas. Raios caíam ao redor do navio, os ventos fortes atrapalhavam nossa movimentação e as ondas laterais desestabilizavam a inclinação do convés. Em meio a tombos nas poças de água, o ruivo de 1,80m ria da situação enquanto eu perguntava se ele não estava com medo. Me lembro vividamente de seu sorriso enquanto dizia que sim.

“Mas de que importa?! Já nos metemos nessa, então vamos até o fim!”

Essa frase me motivou a continuar combatendo o incêndio. Todavia, percebi que outras pessoas estavam nos ajudando por retirar os alimentos dali à medida que nós apagávamos o fogo.

Repentinamente, ouvimos um barulho. Olhamos para trás, a porta de nosso compartimento tinha sido arrombada por dentro. Nossos companheiros de sessão rapidamente saíram e nos ajudaram a puxar o mastro para fora do buraco. Algumas pessoas conseguiram pegar ferramentas e outras trouxeram grandes tábuas.

“Vai ficar tudo bem! Vós sois corajosos, rapazes! Nós cuidamos do resto enquanto vós esvaziais os botes e os cobris.”

Agimos como o combinado e, depois de mais dois dias de intensa tempestade, finalmente voltamos às águas pacíficas. Kanteo caiu sobre o convés, exausto. Não acreditávamos que uma aventura deste porte nos aguardava. Mas ela não acabaria por aí. Depois de um mês navegando, passamos por um problema, ainda faltava uma boa distância para chegarmos ao destino e estávamos enfrentando problemas com a comida queimada no incêndio.

Os estoques destruídos começaram a fazer falta.

Minha amada, eu mentiria se dissesse que não fiquei indignado com as pessoas que tomaram a liderança nessa viagem. Eles reservaram a maior parte da comida restante para os passageiros mais ricos. Isso gerou uma confusão de grandes proporções.

Kanteo estava morrendo de saudades de sua amada assim como eu estava de ti, mas depois de se manter em confusões com os dirigentes, ele levou algumas surras e passou a beber todos os dias. Tentei consolá-lo e mantê-lo com foco firme no objetivo, mas o homem estava absorto e disperso em sua própria embriaguez.

Eu percebi que precisava agir sozinho, deixei meu parceiro resolver suas pendências com o passado e subi em uma caixa. Convoquei meus companheiros de viagem e disse que não poderíamos deixar tal injustiça acontecer. Em meio a palavras meio perdidas ― minha amada, eu confesso que estava muito nervoso ―, consegui convencer meus companheiros.

Bêbado, quando ouviu os gritos dos viajantes descontentes, Kanteo proferiu algumas palavras de revolução, motivo de piada, o moço era uma pérola, tu ririas muito.

Com muita discussão e algumas ameaças de uso de força, conseguimos chegar em um consenso e um novo acordo sobre o consumo de alimentos foi firmado.

Não foram dias fáceis, o racionamento nos deixou em péssimo estado, mas depois de mais um mês, a bênção iluminou nossos semblantes.

Foi quando olhamos para o horizonte e percebemos uma ondulação na linha distante. O azul o céu e do mar era cortado bem na fronteira, separado.

Palavras de alegria eram ditas por todos, finalmente tínhamos avistado terra firme. Na tarde do mesmo dia, a costa já era visível. O sol estava se pondo e os pássaros voavam ao longe. As grandes palmeiras e a extensa faixa da praia me deixaram maravilhado. Grandes florestas e algumas formações rochosas mostravam a terra virgem, pronta para ser colonizada.

Me aproximei de meu amigo, ele já tinha se recuperado de sua saudade crônica. Durante um desabafo depois do mal estar de um porre, ele confessou a mim que, antes de encontrar sua amada, costumava ser uma pessoa desgarrada.

Era de fato um mulherengo. Kanteo se envolveu com várias mulheres, rejeitou e foi rejeitado, me contou de todos os seus casos e todos os detalhes referentes a eles. Mas largou este estilo de vida a partir do momento em que, quando ele voltou de um bar, viu uma bela mulher, também comerciante, vendendo os mesmos produtos que ele contrabandeara de terras do oeste.

Ele me contou que ele e a senhorita ficaram em pé de rivalidade, já que um estava ameaçando o ganha-pão do outro. Foi quando ele percebeu que o fato de os dois brigarem estava afastando os clientes. Durante uma pausa estendida no serviço, os dois conversaram e se entenderam mais. A partir dali, viraram amigos, sabotaram um ao outro, brigaram entre si, fugiram juntos da polícia. Por fim, montaram uma loja na capital onde passaram alguns anos trabalhando em harmonia.

Por volta disso, Kanteo decidiu embarcar nessa viagem para um mundo inexplorado. Ele disse que sua amada lhe deu suporte e brincou dizendo “traga coisas interessantes de lá, ficaremos ricos!”.

Depois que terminamos de conversar, eu fui envolvido em nostalgia. A lua brilhava no céu e a vela entre eu e ele estava quase no fim, mas eu contei sobre como nos conhecemos a ele.

Ainda te lembras? Te lembras de quando eu voltei das terras do norte para a tua cidade? Eu nunca me esquecerei daquela época. O exército me deixara exausto e tudo o que eu mais queria era um período de repouso. No momento em que vi tua pessoa escorada no parapeito do mirante durante o festival, soube que não podia deixar passar a oportunidade de te conhecer.

A flor em tua orelha foi suficiente para saber que tu te destacavas dentre as outras mulheres da cidade. Fiquei encantado com tua beleza, tanto interior quanto exterior. Te contei de coisas das batalhas, e tu me contaste das coisas de uma vida pacífica. Te disse sobre guerras e táticas, tu me disseste sobre política e economia. Eu te relatei assuntos sobre armas e pólvora, tu compartilhaste comigo ideias de trabalho duro, músicas, poemas e flores.

As flores, com certeza, foram o que me aproximaram de ti. Foi um momento mágico visitar tua floricultura e ver a dedicação com a qual tu cuidaste das amáveis plantas coloridas e perfumadas que rodeavam e preenchiam o estabelecimento.

Isso me lembra que é difícil encontrar por aqui flores bonitas como as que foram abençoadas por suas mãos.

Prosseguindo, descemos à praia com botes e a primeira coisa que fizemos ao pisar na areia foi cair sobre o solo. Eu e meu companheiro, pateticamente nos jogamos à areia cheios de alegria.

Poucas e boas ocorreram nos nossos primeiros dias no local, mas para fins de resumo, construímos um porto improvisado com um píer onde poderíamos facilmente acessar o navio ancorado perto dali.

Derrubamos várias árvores e construímos as primeiras casas e o primeiro armazém do lugar. Além disso, eu e Kanteo fomos designados de procurar comida no novo mundo em que desembarcamos.

Adentramos a floresta. Minha querida, tu não fazes ideia de como a mata era densa, ainda bem que me concederam um facão para abrir caminhos improvisados. Procuramos por qualquer coisa, legumes, verduras e frutas, qualquer coisa que poderia nos manter nutridos por mais tempo.

Sem sucesso, demos meia volta e nos preparamos para regredir. Nesse momento ouvimos um rugido muito alto. Um arrepio me afligiu.

“Agora é uma boa hora pra bater perna, parceiro.”

A frase de Kanteo, embora bem-humorada, não me deixou baixar a guarda e logo comecei a correr, assim como ele. Os sons do bicho que nos perseguiu eram tenebrosos e, dentre as sombras da mata densa, logo vimos a luz abundante da faixa litorânea. Uma onça estava nos perseguindo! Consegue acreditar Annaru? Uma onça feroz veio atrás de nós!

Quando chegamos ao acampamento aos gritos, os outros nos olharam esperando um ataque de grande escala de nativos que pensaram que poderiam residir ali. Mas quando viram o animal, um ataque de lança certeiro de um parceiro de viagem foi o suficiente para acabar com o pânico.

“Bom trabalho rapazes! Amanhã, voltai lá e repitais!”

O acampamento inteiro gargalhou da situação, mas Kanteo tinha conseguido sementes de alguns vegetais antes de sermos atacados sem me contar.

Semanas se passaram rápido, criamos uma fazenda, caçamos bastante e organizamos grupos. Construímos mais casas para desaglomerar os outros colonizadores e estabelecemos algumas festas locais para comemorar nosso sucesso de chegada.

Durante minhas caminhadas na praia, passeios na floresta, observação de flores locais e mergulhos nas águas das cachoeiras, eu pensei em ti. A saudade me devorava por inteiro e, quando as lágrimas se rompiam na linha dos meus olhos, Kanteo estava lá para me oferecer bebidas e noites de risadas.

Um, dois, três semestres se passaram. Outros navios chegaram trazendo mais colonizadores. E, junto dos novos companheiros, cartas chegaram de nossa terra natal. Eu me lembro da espera excruciante que me fazia perder a esperança de que alguma coisa vinda de tua pessoa poderia finalmente chegar às minhas mãos. Ao fim, o carteiro me entregou algo.

Mesmo que a flor que me enviaste estivesse murcha, eu não liguei para mero detalhe. Finalmente havia recebido um presente teu! Kanteo me perguntou seriamente sobre o porquê de eu carregar uma flor murcha. Em resposta, eu não conseguia dizer nada além de gargalhar. Chamei-o para beber naquela noite especial. Finalmente uma nova memória criada contigo, minha querida Annaru.

O assentamento logo cresceu com os novos colonizadores. Abrimos mais fazendas, criamos pastos, construímos casas, começaram a surgir algumas fábricas, o porto ganhou mais píeres e armazéns, novas festividades foram declaradas, enfim, entramos numa era próspera. Ou era o que eu que queria dizer por um longo tempo.

Não demorou muito e alguns dos colonizadores que estavam pagando penas por seus crimes voltaram a inclinar seus corações aos atos criminosos. Furtos e saqueamentos começaram a afetar nossa colônia que, até então, era construída nos alicerces da pura confiança e altruísmo.

Não tínhamos um sistema penal ou judiciário, então logo a revolta tomou conta de alguns colonizadores que quiseram fazer justiça com as próprias mãos. Foram tempos difíceis, faltou comida e água. A impunidade dos criminosos sabotaram nossos avanços por um bom tempo.

Eu decidi que não podia ficar parado vendo minha terra nova se autodestruir. Foi então que pensei em propor um sistema de governo estruturado para que pudéssemos nos organizar melhor e lidar agilmente com essas situações, mas quem me daria ouvidos? Minha querida, confesso-te que não podia estar mais desmotivado. Mas, como sempre, Kanteo pôs a mão em meu ombro.

“Não chegamos até Etendzu à toa. Sempre dá pra fazer algo a respeito.”

Ele tinha plena razão, não viemos tão longe para desistir agora. Assim, eu e ele percorremos cada canto da colônia atrás de apoiadores para nossas ideias. Todavia, raros eram os apoiadores, poucos eram os simpatizantes, muitos eram os opositores.

Foi quando o inesperado aconteceu. Um furacão passou nas proximidades da colônia e, por causa disso, trouxe fortes vendavais e chuvas para nossa região. O mar agitado parecia engolir nosso porto. Rapidamente casas ficaram destelhadas e as pessoas entraram em pânico. Entendendo a situação, eu e Kanteo achamos melhor abrigar pessoas no pequeno forte de pedra da vila.

Fizemos o possível para organizar as multidões numa fila para o forte. Ao fim, conseguimos proteger grande parte de nossos companheiros… Metade da vila foi arrasada.

Estávamos felizes com o resultado de nossos esforços. Muitas pessoas passaram a apoiar a ideia do pequeno governo local para lidar com os problemas da colônia. E adivinha! Eles me escolheram como líder! Dá pra acreditar?! Eu fiquei muito feliz e fui contar as boas novas a Kanteo. Contudo, seu semblante me mostrou tristeza.

Saímos para beber e, ao som do piano na taverna local, ele me contou que recebeu uma carta de sua amada dizendo que ela seguiria com sua vida em Tokyo e não podia mais conviver com essa distância. Eu fiquei bastante comovido, mas ele me olhou com determinação. Disse que partiria pela manhã do outro dia. Eu perguntei para onde ele iria e tentei fazê-lo mudar de ideia. Ele simplesmente me disse que ia para o sul, ver novas colônias.

Dito e feito. Na manhã do outro dia eu me via dando despedidas a Kanteo Sachoi, meu melhor amigo. Sentia a firmeza em seu olhar ao dizer que venceria na vida e escreveria para mim.

Ele seguiu um caminho diferente e agora estou sozinho. Lidero a vila desde então e os colonizadores têm sido bem cooperativos. Resolvemos vários problemas e finalmente temos tempos de paz.

Em breve o navio voltará para Tokyo, preciso levar esta carta. Anexo a ela outra flor deste local. Ingenuamente espero que ela também não chegue murcha (risos).

Mesmo que essas últimas linhas estejam falhas, digo-te que te amo. Espero vê-la novamente. Mande-me cartas me dizendo como está e como sua vida floresceu.

Nessa vida de lugar distante, quase à beira do fim do mundo, não há nada melhor e mais agradável que eu possa ver do que as pétalas da flor maravilhosa que tu representas em minha vida.

Com amor, Yakawa Goukyo. Etendzu, 15 de Fevereiro de 1904.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!