Uma Canção para Ele

1 Vodka, Beijos e um Violão


Notas iniciais
"Ele veio até mim lentamente... parecia um anjo que vinha até uma alma amargurada trazendo-lhe tranquilidade... Ele olhou em meus olhos, me abraçou forte... um abraço sincero que eu não queria que tivesse fim. Eu afastei seu corpo do meu e olhei dentro de seus Olhos verdes que eu tanto amava, e o beijei... um beijo apaixonado e gentil, eu queria apenas ele e mais ninguém."

Depois da separação dos meus pais, minha vida mudou muito. Não que eu esteja reclamando, parece até que eles se tornaram mais legais depois de separados, mas agora, tenho que dividir meu tempo para dar atenção aos dois. A separação deles foi algo já previsto, pelo menos pra mim. Meu irmão não aceitou muito bem, mas está se acostumando com isso. Tenho 17 anos e moro na Zona norte do Rio, tenho a pele parda por muitos passeios na beira da praia,olhos castanhos-claros e cabelo curto, levemente arrepiado, Não frequento muito a academia,mas tenho um corpo levemente malhado. Me chamo Rodrigo, mas sou conhecido pelos amigos como Rô.

Estudo em um colégio próximo daqui e estou no 2° ano do Ensino médio, estudo nesse mesmo colégio desde a 1ª série e sou um dos únicos alunos que não mudou de Colégio. Conheço todos os Funcionários, cada aluno que entra e sai e nada que acontece dentro do colégio escapa dos meus ouvidos. Mais um ano se iniciava, e eu sentira que aquele ano traria muitas mudanças na minha vida.

Acordei as 5 e 30 da manhã e, como todo dia de aula, demorei a levantar. Olhei pela janela e vi que ainda estava escuro, mas era uma cena que já me acostumara. Tomei um banho rápido, foi difícil pela temperatura da água, mas depois de um tempo eu consegui. Vesti minha roupa e desci para tomar o Café, que já estava posto na mesa. Eu e minha mãe eramos os únicos que acordavam cedo em casa, meu irmão só acordaria para ir pra escola uma hora depois.

— Bom dia,Mãe — disse eu,descendo as escadas.

— Bom dia, Filho, dormiu bem?- respondeu ela,com um sorriso no rosto. Minha mãe é uma mulher jovem e linda. Tem 32 anos, cabelos volumosos e castanhos. Trabalhava como dentista em um Consultório próximo de casa.

— Dormi sim mãe... bom, na verdade, eu queria estar na cama ainda, mas fazer oque né? primeiro dia de aula é primeiro dia de aula — Respondi a ela, abrindo um sorriso perfeito graças ao emprego da minha mãe. Sim, eu realmente tenho um sorriso perfeito, mas não era assim. Usei aparelho por 3 anos para ter o sorriso assim, mas agora quem está nessa batalha é meu irmão que tem 15 anos e já está usando aparelho a 1 ano e o previsto para ele usar é de 3 a 4 anos, porque ele tem a arcada dentária muito irregular (palavras da minha mãe...)

- Tome seu café logo pra não se atrasar para o primeiro dia, vou subir para arrumar umas coisas lá em cima porque ainda tenho que ir pro consultório,e hoje vai ser um dia bem agitado por lá. — Disse ela, subindo as escadas correndo.

Terminei de tomar meu café, subi até meu quarto, peguei minha mochila e me despedi da minha mãe.

- Estou saindo mãe. — Disse eu,saindo pela porta

- Tenha um bom dia, Filho. — Gritou ela enquanto arrumava o seu quarto.

Rapidamente cheguei ao Colégio e na entrada estavam alguns colegas de classe que esturaram comigo no ano anterior.

- Rôôôôôôôô!!!! — Sou abraçado de surpresa pelas costas. Era Marina, minha melhor amiga. Ela estudara comigo desde a primeira série e já tivemos um romance na quarta série, mas foi apenas um amor de adolescente, eu e ela superamos aquilo e nos tornamos ótimos amigos, ou melhor, melhores amigos.

- Minha gostosa!! Tudo bom meu amor? — Disse eu pra ela, abraçando-a forte.

- Tô ótima, meu lindo, e você? — Respondeu ela, dando pulinhos de felicidade.

- Muito bem. Tava morrendo de saudades de você. — Disse eu pra ela, dando um selinho nela. Eu sempre dava selinhos na Marina, não guardamos rancor do que tivemos na quarta série, por isso nos tratavamos super bem e não ligavamos de dar selinhos.

- Também tava, bebê. E ai? como foram as férias? arrasado muitos corações? — Disse ela,dando um sorriso malicioso.

- Quê? eu? jamais... Sou uma pessoa decente Ok? — Depois de dizer aquilo, olhei nos olhos dela e ambos caimos na gargalhada — Descente? Você? Tá bom. — Disse ela, gargalhando.

- Oi? Você é o Rodrigo? — Disse uma voz suave, porém firme.

- Sim, Sou eu. — Respondi, me virando para ver quem era e Fiquei sem palavras com aquela visão. Um Jovem alto, moreno de sol, olhos verdes-esmeralda, cabelos lisos naturais, corpo razoávelmente malhado por baixo do uniforme. — V...Você é? — Disse eu, tentando não Guaguejar.

- Meu chamo Henrique, mas pode me chamar de Rick, sou Primo da Marina — Respondeu ele. "Primo da Marina?" Pensei. "Não sabia que ela tinha um primo... e que primo... espera, oque eu tô pensando? não gosto de homens,não sou Gay." Tentei tirar aquele pensamento da mente.

- Ah, Prazer Conheçê-lo — Respondi com um sorriso no rosto.

- Prazer não, Rapaz, é Satisfação. Prazer só na Cama — Corei com a resposta... ele tinha acabado de me mandar uma indireta ou estava apenas sendo simpático? Rimos e fui comprimentar meus outros amigos.

- Não fui com a cara dele... — Disse Rafael, meu outro amigo de longa data do colégio. — Que isso Rafa, você mal conheçeu o garoto e já diz isso? — Respondi a ele, que lançava olhares raivosos ao Novato.

- Sei lá, ele não me parace tão bomzinho quanto aparenta... os bonitos são os piores — Disse Rafa, virando-se de costas para o garoto. Rafa é um amigão, conheço ele desde que era pequeno, praticamente crescemos juntos. Há um ano e meio ele se assumiu bissexual, assumiu mesmo, até os pais dele sabem disso, porém eles não ligam nem um pouco e não tem vergonha alguma do filho, ele é um ótimo garoto, Estudioso, Faz estágio em uma empresa de contabilidade e ajuda muito em casa, então, porque os pais teriam vergonha dele?

- Para com essa implicância, Rafa. Se é pelo oque eu estou pensando, ele não vai me tirar de você, gatão. — Respondi a ele, ironicamente. Ele adora quando eu faço essas brincadeiras com ele.

- Rô, eu não estou com ciúmes, sei muito bem que você é completamente meu, mas ele vai querer participar de tudo oque fazemos, e sinto que ele vai estragar tudo.- Disse rafa, me abraçando delicadamente. Rafa é meio que afim de mim, mas ele não sabe que eu sei, ele brinca,mas eu sei que ele gosta de mim, mas acho que ele não se declara pra não estragar a amizade, mas no dia que ele se declarar, vou conversar com ele, ele vai entender.

- Não vai não Rafa, sei que não vai, dá uma chance pra ele, tá bom? — Pedi a ele, abraçando-o firmemente. — Acho melhor entrarmos, já tá quase na hora de fecharem o portão.

Todos os Alunos entraram e eu fui puxar assunto com o aluno novo.

- Oi... Rick, Você tá em que ano? — Perguntei a ele, um pouco sem graça.

- Estou no Segundo, e você? — Perguntou ele de volta, me olhando com aqueles olhos verdes.

- Também estou, acho que vamos cair na mesma turma, a Minha é a menor turma do segundo ano. — Disse a ele.

- É, tomara né? — Respondeu ele, sorrindo pra mim. Porque ele disse aquilo?

- Pois é — Sorri sem graça pra ele e entramos na escola.

Fui dar uma volta pra cumprimentar os funcionários e outros alunos que não vi nas férias. perdi metade do tempo livre fazendo isso, mas consegui falar com todos, depois voltei ao meu grupo, e, de longe, vi que aquela criatura fascinante estava lá, em pé, do lado da Marina.

- Olá, meus amores. — Pulei entre a Marina e o Rick pra falar com todos, que sorriram pra mim. — Estavam falando sobre mim? — Passei a mão pelos cabelos, fazendo pose de Modelo.

- Estavamos sim, Pô, a gente tava comentando o quando você tá gostoso esse ano. — Respondeu Marina, fazendo cara de safada.

- Eu sei que eu tô gostoso gente, parem com isso, tem Rodrigo pra todo mundo — Falei, fazendo pose de "O Tal" e reparei que o Rick não tirava os olhos de mim. — Mari, posso falar com você a sós, minha linda?.

Sai de perto do Grupo pra falar com ela. — Mari, quantos anos tem esse seu primo? — Perguntei, curioso.

- Ele tem 16, Rô. Mas porque tá perguntando? — Fiquei sem graça depois dessa pergunta. — Nada, só achei que ele tem cara de ser meio novo pra estar no Segundo ano. — Respondi, fugindo do assunto. -Era só isso, amor, Thanks. Vamos chamar a Galera e ir pra sala, ok? -

- Tá bom, Rô. — Respondeu ela, com aquele sorriso lindo que ela tem.

Depos de falar com a Marina, Chamamos o pessoal e subimos pra guardarmos nossos lugares. Devido a turma ser a menor turma de Segundo Ano, todos os alunos se conheçiam e andavamos sempre juntos, e esse ano, tinhamos o aluno novo, o Rick.

--X--

- Bom dia, Alunos. — Disse o Professor de Português e Literatura, o George, um dos professores mais cômicos, na minha opinião.

- Bom dia, Professor. — Disse toda a turma. — Temos um aluno novo, Professor. — Disse Priscila, a Nerd Fofa da turma, como eu a Chamo.

- Que tal você vir aqui na frente e se apresentar, rapaz? — Disse o Professor, olhando para o Rick

Rick se levanta e vai até a frente da sala.

- Bom, Meu nome é Luíz Henrique, mas podem chamar de Rick, eu vim do Colégio Oswaldo Lorenzzo. Tenho 16 anos e estou estudando para fazer faculdade de Psicologia. — Depois de dar todas as informações que eu precisava, digo, que a Turma precisava, ele se sentou e a aula prosseguiu.

Depois da aula de português e Sociologia, Tinhamos o Intervalo. Acabei me enrrolando pra guardar o material e aquela divindade veio me ajudar.

- Precisa de Ajuda, Rodrigo? — Perguntou Rick, me oferecendo ajuda. Ele era o Unico que não me chamara de Rô.

- Não, não, Rick, não se incomode, eu me viro aqui. — Respondi, evitando ocupar o tempo dele.

- Não vai me incomodar, eu quero te ajudar, me dê isso aqui. — Disse ele, tomando os livros da minha mão e me ajudando a coloca-los ma mochila, oque ele fez em poucos segundos. — Viu? Rápido não achou?.

- Ahn... Obrigado, Rick — Respondi, olhando nos olhos dele e sorrindo.

- De nada. — Ele me olhou profundamente e sorriu. Senti uma tontura ao olhas aquela imensidão verde e tombei quase em cima dele. — Epa, calma ai rapaz... não se esforça. — Disse ele, me segunrando com os braços fortes.

- Eu estou bem, só senti uma leve tontura... não sei oque deu em mim... — Disse eu, sem graça por ter quase caido. — Espera aqui, vou trazer um copo D'água pra você. — Disse ele, saindo da sala.

"Porque eu me sinto assim perto dele? eu sou hétero... não posso estar gostando de um garoto..." Pensei comigo mesmo. e antes que eu pudesse me levantar e sair, ele voltou correndo com a água.

- Prontinho... Demorei? — perguntou ele, me passando o copo d'água

- Não, você foi até rápido.. — respondi, bebendo a água lentamente olhando-o de cima a baixo. — Obrigado, Rick.

- De Nada. Vamos descer ou prefere ficar aqui? se quiser eu fico aqui com você, te fazendo companhia. — Perguntou ele, me olhando preocupado.

- Não, estou bem, vamos descer. — Respondi e o olhei nos olhos, oque fez minha cabeça girar novamente e eu cair sentado de volta na cadeira.

- É melhor a gente ficar aqui, se quiser eu vou lá embaixo e compro alguma coisa pra você. — Disse ele, sendo super prestativo de novo.

- Não precisa, nem estou com fome. — Respondi e meu estômago me desmentiu, roncando bem alto.

- Não é oque me diz o seu estômago... Já volto, fica ai. — Disse ele,saindo novamente da Sala para comprar um lanche pra mim.

"Será que ele gosta de mim? ou só quer ser um bom amigo?" eu estava despertando sentimentos por ele, e não sabia como controlar aquilo. Alguns minutos depois ele volta com um Sanduiche, uma garrafa grande de refrigerande de Uva e 2 copos.

- Como você sabia que eu gostava desse sanduíche e desse sabor de Refri? — Perguntei pasmo, depois de ver oque ele trouxera.

- Não sei, Pura sorte, também gosto muito de Uva e esse sanduíche me pareceu ótimo. — Respondeu, sorrindo de uma maneira linda, como sempre.

Começamos a comer e depois de cada golada no refrigerante ele perguntava algo sobre mim e eu fazia o mesmo com ele. nos divertimos bastante e o chamei pra ir na minha casa, passar a tarde vendo um filme que eu tinha alugado, comer pipoca e jogar Video-Game, ele nem pensou 2 vezes e aceitou de cara.

A aula terminou e eu sai super-rápido e fui pra casa. Ao Chegar, minha mãe e meu irmão não estavam e havia um bilhete com a linda grafia da minha mãe na cozinha:

"Rodrigo, vou chegar tarde em casa hoje porque seu

irmão precisava fazer a manutenção no aparelho e

tenho que leva-lo pra comprar roupas para a festa

da escola dele. Tem almoço pronto no microondas

Beijos, Mamãe. "

Aquela era a oportunidade perfeita para saber qual era a do Rick. Eu havia marcado pra ele ir na minha casa as 15 horas e ainda eram 11:30

resolvi sair e comprar algumas coisas no mercado da esquina. Fui andando pelo mercado e peguei uma sacola de pipoca e algumas garrafas de refrigerante. quando eu estava saindo do corredor das bebidas, vi uma garrafa de uma Vodka muito boa e pensei "porque não?", então comprei uma garrafa

Chegando em casa, arrumei tudo esperando ele chegar. Exatamente as 15 horas a campainha toca.

- Oi Rick. Super Pontual você ein? — Disse pra ele, sorrindo e o convidando a entrar. — Foi difícil achar minha casa? — perguntei

- Não não, foi até fácil, meu Avô mora aqui perto, então eu já conheçia as Redondezas — Disse ele entrando em casa.

- Você toca Violão? — Perguntei a ele,vendo que ele trazia um nas costas.

- Sim, eu gosto de cantar algumas musicas e gravar no Estúdio do meu pai, só não segui a carreira da musica porque não tenho inspiração pra escrever musicas, só regravo musicas conheçidas. — Respondeu ele

- Bom, vai querer ver o Filme agora? — perguntei, me jogando no sofá.

- Bom... eu peguei uma musica que ouvi a uns dias atrás no violão e queria que você ouvisse, pode ser? — Perguntou ele, tirando o Violão da Capa.

- Claro, qual é a Musica? — perguntei curioso.

- Surpresa, quando você ouvir você deve descobrir. — Ele se sentou, apoiou o violão no colo e começou a toca-lo.

A Musica que ele estava cantando era Teenage Dream, da Kate Perry. Mesmo sendo uma musica feminina, a voz dele estava maravilhosa. depois de alguns segundos de cantoria dele ele parou.

- E ai, cantei bem? — Perguntou ele, esperando uma boa resposta.

- Parecia até cantor profissional rapaz, porque não investe nisso? — Perguntei a ele

- Não sou bom compositor, ainda tô procurando algo ou alguém que me inspire. — Ele olhou para o violão e vi que ele estava vermelho.

- Ahn, olha oque eu comprei no mercado. — Fui até a cozinha e peguei a garrafa de Vodka e mostrei a ele. — Tá Afim de beber? — Perguntei

- Eu... Eu não bebo... — Respondeu ele

- Ah, então hoje vai ser sua primeira vez. — Disse a ele, pegando dois copos na cozinha e enchendo os dois. — Se achar que tá muito forte, tem refrigerante pra ficar mais fraca, quer que eu pegue? — Perguntei

- Quero sim, Valeu. — respondeu ele.

Fui até a cozinha e coloquei metade da garrafa de Vodka e outra metade de Refrigerante em 2 copos e levei pra sala

- Toma ai, ficou boa com esse refrigerante. — Disse a ele, passando-lhe um copo da mistura.

- Putz, ficou bom mesmo. Gostei. — Disse ele, virando mais um pouco da mistura pra dentro.

- Vai com calma cara, não esquece que isso é Álcool, Ok? — Avisei a ele antes que ele ficasse bêbado, sendo que era isso que eu queria.

Foi dito e feito, depois de 4 copos daquela mistura, ele já tava bem chapado.

- Rick, você não tá bem, quer que eu te leve pra casa? — Perguntei a ele

- Não... — Respondeu ele, não muito claramente. — Me leva pra sua cama.

- Cara, você já não sabe oque tá falando, vo te levar pra casa. — Disse eu

- Não cara — Disse ele, menos claramente que antes. — Eu quero é ficar aqui com você.

Ele tava muito tonto, então eu tive que apoiar o braço dele por cima do meu ombro.

- Ui, você é forte ein... — Disse ele, dando um beijo no meu pescoço.

- Cara, acorda, você tá bêbado. — Avisei a ele.

- Mas eu ainda quero ficar aqui... com você... — disse ele

Eu tentei andar com ele até a porta,mas antes que eu pudesse chegar até ela, nós caimos e então ele me puxou e me beijou, Apesar dele estar bêbado, o beijo dele era maravilhoso, mágico, suave e envolvente. Pus minhas mãos na nuca dele e ele colocou as dele na minha cintura e ficamos ali por um bom tempo. Depois daquele beijo, parece que o efeito do alcool passou.

- Gostou? — Perguntou ele, passando a mão no meu rosto suavemente.

- Gostei sim... foi uma sensação nova,mas eu gostei... — Respondi, fechando meus olhos devagar, aproveitando o momento.

- Eu estava esperando esse momento... e eu que pensei que fosse demorar mais pra acontecer. — Disse ele, me olhando com aqueles lindos olhos verdes.

- Você sabia que eu me apaixonei pelos seus olhos? — Disse eu pra ele, dando um beijo nele.

- Eu percebi... é a minha característica mais marcante... ninguém da minha família tem os olhos tão verdes quanto os meus... — Respondeu ele, me abraçando forte.

--X--

Já se passou uma semana desde que eu e o Rick nos beijamos e ele sumiu da escola e ninguém sabe oque houve, nem mesmo a Marina sabia oque havia acontecido com ele, e não era só o Rick que havia entrado na escola. Entraram também um grupo de 4 alunos que estavam causando diversos problemas. a cada dia que passava eles se aproximavam mais de mim, até que esse dia chegou.

Chegando na escola, em um dia nublado, eu entrei sosinho na escola, eu mal entrei e 2 deles me puxaram pra um canto, e me agrediram com socos e chutes, por sorte um funcionário viu e os parou. Eu sai com ferimentos leves, alguns hematomas e alguns arranhões. Antes deles serem levados, um dele conseguiu se soltar do funcionário que me ajudou, correu até mim e me deu um soco no rosto e gritou "Eu desejo a sua Morte, seu viadinho de merda" e fugiu. Eu não tive reação e fiquei ali, no chão, machucado. Fui até a Diretoria e pedi pra ser liberado devido ao meu estado e fui liberado sem problemas. Saindo da escola, sentei na Calçada e desabei em prantos. Fiquei por minutos ali, chorando, perguntando como aqueles garotos descobriram algo sobre mim.

Antes de me levantar pra ir pra casa, ouvi um Assovio alto e olhei na direção de onde vinha o Som e vi uma Silhueta conheçida... Era o Rick.

Ele veio até mim lentamente... parecia um anjo que vinha até uma alma amargurada trazendo-lhe tranquilidade... Ele olhou em meus olhos, me abraçou forte... um abraço sincero que eu não queria que tivesse fim. Eu afastei seu corpo do meu e olhei dentro de seus Olhos verdes que eu tanto amava, e o beijei... um beijo apaixonado e gentil, eu queria apenas ele e mais ninguém. Sequer nos importamos de estarmos na frente da escola, eu apenas queria ele por perto, e quando ele chegou, eu senti uma paz imensa.

- Por onde você esteve esse tempo todo? — Perguntei a ele, ainda com lágrimas nos olhos.

- Tive uns problemas de família e tive que resolver, e agora to vendo que eu não deveria ter sumido... — Disse ele, me tranquilizando e limpando a lágrima do meu rosto

- Tudo bem, você não teve culpa... — Respondi, baixando o rosto — Não quero ficar aqui...

- Então vem comigo. — Disse ele, me puxando pelo braço suavemente.

- Pra onde vamos? — Perguntei, enquanto era puxado por ele.

- É só vir comigo. Confia em mim? — Perguntou ele, me olhando nos olhos.

- Claro que eu confio. — Respondi — Mas queria pelo menos saber onde vamos.

- É só confiar em mim e vir comigo.

Continua...

Notas finais
Prelúdio do próximo Capítulo:"Aquela era a Nossa noite, apenas eu e ele. Ele tinha tudo planejado, Velas perfumadas pelo quarto, Pétalas de Rosas na cama. Eu estava pronto e sentia que ele também e, depois daquela noite, seriamos mais intímos do que jamais fomos."