Uma Bruxa no Mundo Humano
7 Meu primeiro...Trabalho?
Depois do nosso "treino" de ontem me pergunto o que eu irei fazer hoje, apesar de ter sido uma revisão foi bom poder usar magia novamente, não estava tonta como da primeira vez, sinto que estou aos poucos habituada com a Terra.
Era de tarde e nós estávamos no seu carro, pela manhã ele me passou uma leitura diferente, parece que são livros fantasia, ainda estou no começo, mas parece interessante, é sobre um ser de uma raça chamada "Hobbit" e parece que ele tem uma ligação muito forte referente a um tal anel, geralmente eu só lia livros referentes a magia e outras coisas, mas esse até que chamou a minha atenção.
Enquanto isso Senhor Phillip havia retornado aquela loja de roupas sem mim, ele já tinha pego as minhas medidas e providenciou outras peças de roupas para mim. Eu disse a ele que podia clonar aquelas que eu estava usando, mas como sempre ele disse que eu preciso dar uma variada no meu visual de acordo com o "costume da Terra", não posso questionar sua sabedoria.
Até mesmo Mestre Baltazar aderiu esse costume, ao invés da sua roupa social branca ele usava uma que era preta e com uma gravata azul.
— Parece que esse realmente a cativou, e aquela conversa sobre "leitura rápida" de ontem.
— É verdade, mas acho que um livro desse tipo não pode ser lido rápido como se fosse um de encantamentos, a história perderia o sentido dependendo do rumo.
— Bom, pelo menos está se distraindo.
— Para onde estamos indo? O que faremos hoje? Algum treinamento em um local diferente? É muito longe?
Depois do nosso "treino" de ontem me pergunto o que eu irei fazer hoje, apesar de ter sido uma revisão foi bom poder usar magia novamente, não estava tonta como da primeira vez, sinto que estou aos poucos habituada com a Terra.
Era de tarde e nós estávamos no seu carro, pela manhã ele me passou uma leitura diferente, parece que são livros fantasia, ainda estou no começo, mas parece interessante, é sobre um ser de uma raça chamada "Hobbit" e parece que ele tem uma ligação muito forte referente a um tal anel, geralmente eu só lia livros referentes a magia e outras coisas, mas esse até que chamou a minha atenção.
Enquanto isso Senhor Phillip havia retornado aquela loja de roupas sem mim, ele já tinha pego as minhas medidas e providenciou outras peças de roupas para mim. Eu disse a ele que podia clonar aquelas que eu estava usando, mas como sempre ele disse que eu preciso dar uma variada no meu visual de acordo com o "costume da Terra", não posso questionar sua sabedoria.
Até mesmo Mestre Baltazar aderiu esse costume, ao invés da sua roupa social branca ele usava uma que era preta e com uma gravata azul.
— Parece que esse realmente a cativou, e aquela conversa sobre "leitura rápida" de ontem.
— É verdade, mas acho que um livro desse tipo não pode ser lido rápido como se fosse um de encantamentos, a história perderia o sentido dependendo do rumo.
— Bom, pelo menos está se distraindo.
— Para onde estamos indo? O que faremos hoje? Algum treinamento em um local diferente?
— Hey fique calma, logo suas dúvidas serão respondidas.
Estávamos em seu carro andando no meio da cidade, passando por alguns caminhos e fazendo uma curva finalmente chegamos ao nosso...destino?
— E...chegamos.
O carro estacionava um pouco atrás do ponto de chegada. Ao parar ambos saem dele.
— É...aqui?
Parece que vamos parar em algum tipo de...estabelecimento? Há um tipo de letreiro ofuscado que está escrito segundo o idioma desse mundo "aberto" haviam alguns símbolos desenhados também em ambas as janelas, elas eram feitas de vidro, diferente da porta que parece ser totalmente de madeira, e acima um grande letreiro escrito "Balt's, antiguidades e variados".
— Espera, esse lugar...é seu?
— Bom, enquanto eu tiver pagando o aluguel.
— Mas o que é aqui?
— Aqui...é onde a mágica realmente acontece.
Ao abrir a porta um sininho toca, ambos então entram no local.
— Bom...
— O que foi?
— Sua "loja" é um pouco nostálgica, me lembra um pouco as lojas de equipamentos mágicos do nosso mundo.
— Está dizendo que o lugar está bagunçado? — disse franzindo levemente a testa -
— Não não não...
Bom, para o nosso mundo é normal um tipo de loja ter várias coisas espalhadas para todos os lados, de certa forma funciona, já que os clientes podiam ver todas as coisas apenas batendo o olho, parece que esse lugar foi feito com essa intenção.
A parte de fora é um tanto simples porém aqui dentro é algo mais chamativo, alguns pôsteres estão colados fazendo uma citação a "magia" e parece que há algumas velharias por aqui, um grande relógio, alguns de parede, móveis pequenos e grandes e outras decorações.
— *Coloca o livro em cima de uma das estantes* E então, o que faremos aqui.
— Como eu disse a você, aqui é o lugar onde realmente a mágica acontece, e tem algo que tenho que ensina-la que só você é capaz de fazer.
— *Gulp*
Ele está falando em tom sério, parece que realmente irá falar algo importante para mim, seria uma técnica proibida ou uma magia poderosa?
— Hoje, lhe concederei uma tarefa de extrema importância, mas primeiro vista isso.
Parece ser algum tipo de...capa, mas ela é grande pela parte da frente e verde...Talvez faça parte do procecimento.
— Hoje você aprenderá e estará encarregada...
— Estarei encarregada...
— Da limpeza.
— Sim!...Espera...o que?
Enquanto falava ele deu um espanador nas mãos da garota.
— Conto com você...
O que é isso? Ele está me testando afinal?
— Só pode ser brincadeira.
— Tem razão, um trabalho desses seria fácil para você, terá que cuidar da organização e de manter o estoque da loja.
— O que?!
— Relaxa, você pegará o ritmo, e se alguém fizer perguntas, você trabalha aqui e se mudou para cá recentemente, sempre sorria e fale "volte sempre" para os clientes.
— Tá, mas qual é o lance?
— O lance é, eu estou velho, você está jovem, eu me canso, você não.
— ...
— Vamos apenas colabore, pense nisso como uma medida alternativa para o "aprimoramento da interação humana"
Claramente ele inventou esse nome apenas para me agradar,, eu não sei o que responder, conforme ele dava as ordens eu tive de segui-las.
— Conto com você.
O "trabalho" não é tão difícil assim, apenas um tanto maçante, não basta apenas tirar a poeira, mas eu tinha que "encerar" alguns desses móveis além de ter que varrer o chão, e ele continua falando que isso é apenas uma "forma de treinamento" mas é claro que é apenas trabalho comum.
Embora pareça desagradável ao falar, felizmente essa é uma das formas que surgiu para ajudar o Mestre Baltazar e compensar por ele ter me acolhido, então mesmo sendo algo chato já é uma forma de agradecer ele por isso tudo que fez por mim.
— Uff.
O mais velho retornava dos fundos com uma caixa cheia de bugigangas.
— O que tem ai?
— Algumas coisas para preencher o estoque, de tempos em tempos, troco os objetos do mostruário.
— Hm...Espere, tem algo estranho...
Esses objetos...eu reconheço alguns deles.
— Eles são objetos mágicos de verdade!
— Sim, quer dizer, a maioria é, mas não se preocupe a maioria está velho e por precaução anulei a magia de todos eles.
A garota então retira da caixa uma pequena esfera de madeira, parece ser apenas um artigo decorativo mas ao girá-la...
FOOSH! — Uma breve labareda sai daquela esfera, rapidamente se apaga.
— Anulou é.
— É...da maioria.
— Sério!
— Nah, não se preocupe com isso a maioria dos que já foram levados ninguém jamais conseguiria usá-los...não que saiba.
Parece que estou vendo o seu lado mais imprudente nesse momento.
— Bom, preciso que organize o estoque para mim, eu tenho que cuidar de algumas coisas importantes.
— O que? Vai me deixar aqui?
— Bom, pense que está guardando um lugar importante ou algo do tipo, não se preocupa o movimento no dia de hoje é bem baixo, e apenas siga o que eu te falei, e se alguém quiser comprar algo, a lista de preços está embaixo do balcão, e se um mal intencionado te oferecer alguma coisa, não aceite, volto daqui a pouco.
— Mas...
O homem sai pela porta de entrada deixando a garota ali, em seguida ele pega o seu telefone e parece está fazendo uma ligação.
E lá foi ele, sabe-se lá quando irá voltar, mas acho que não irá me deixar muito tempo aqui sozinha sem fazer nada, ou melhor fazendo essas tarefas chatas.
Um tempo se passou, eu estava trocando algumas coisas de lugar como ele havia falado, eu observei melhor a caixa que ele trouxe, algumas coisas eu estava conferindo novamente se continham algum traço de magia, e olha é de cair o queixo.
Aquela esfera ainda tinha um pouco de essência flamejante dentro dela, para alguém comum como os humanos ela apenas emitiria um brilho de cor diferenciada, mas no meu caso um simples contato que bastou para ativá-lo, é um tipo de item mágico usado para distração, mas dependendo pode ser um tanto perigoso.
Há um pequeno escaravelho dourado que a vista parece ser valioso, mas em nosso mundo tem um valor bem baixo e consultando a lista de preços, eu não entendo muito os valores, mas me parece que aqui ele tem um certo valor elevado, nesse caso ele está se aproveitando desse item, não o julgo pois isso é surpreendente inteligente, o que esperar de um dos magos mais notáveis do meu mundo.
Algumas varinhas da qual algumas não estavam funcionando e outras ainda continham algum traço de magia elemental mas já as confisquei, fora que também há alguns livros antigos que ensinavam das mais diversas magias da mais básica as avançadas, dentre eles havia um que ensinava as mais básicas como fogo,gelo, luz e planta, mostravam em detalhes os seus círculos de magia e como fazê-los, apesar de nenhum mago ou bruxa utilizar esse jeito diferente de fazer magia por conta da dependência de bastões e varinhas mágicas, porém alguns desses pareciam ser bem...reveladores? Mesmo que eles não entendam nenhuma dessas palavras por precaução é melhor guardá-los.
— Uff...
Tudo está em ordem, não demorou muito tempo, e cá estou eu no tédio novamente, como ele disse a loja dele não é muito movimentada, sorte a minha.
No tédio a garota estava andando para todos os lados daquela pequena loja, pegou sua varinha, levitava algumas coisas e depois de um tempo fazendo aquilo ela a guardou novamente e retornou ao livro que estava lendo, ela se sentava em cima do balcão.
Tá legal talvez a melhor coisa que posso fazer agora é terminar esse livro...
Triim~~ O sininho da porta tocou.
— Senhor Baltazar?
— Hm?
A garota rapidamente fecha o seu livro.
Uma cliente? Não, ela não me parece ser do tipo que viria para um lugar desses, eu sou de julgar, mas acho que para os costumes desse mundo pessoas que parecem ter a minha idade não tem interesse em coisas como essa. Ela é uma garota com roupas casuais como a minha, estava com uma saia vermelha, uma blusa preta e meia calça e estava segurando uma bolsa.
— Ah, ele teve que sair por um momento.
— Você é, uma funcionária nova?
Ela tem uma voz bem suave...

— É...digamos que sim. Se perdeu por acaso? Acho que os jovens não costumam vir para essa loja.
— Ah, não eu estou apenas de passagem, minha avó me pediu para trazer isso para ele. Posso deixar com você?
— Claro.
A bolsa me parece ter um certo peso, talvez tenha um objeto de certo valor aqui dentro.
Maisy guardou aquela bolsa embaixo do balcão enquanto a outra garota observava de longe o livro que estava ali em cima.
— Esse livro...
— Hm?
— Nada, por acaso você estava o lendo?
— Ah, sim, não sou muito familiarizada com a "Leitura fictícia" mas esse acabou me atraindo, é bem legal.
— Não é! Esse é um daqueles tipos de livros que te permitem escapar da realidade de vez enquanto, me apaixono facilmente por esse tipo de leitura.
Ela se aproximou rapidamente do balcão, ela parece bem animada ao falar disso.
— Ah me desculpe, acabei me empolgando um pouco.
— Não imagina, é bom saber que não sou uma "estranha" por gostar desse tipo de coisa.
— Não, não é estranho de maneira alguma, para uns realmente é bem infantil, mas é realmente interessante quando damos uma chance para algo que julgamos antes de experimentar.
— *Sorri* Sou Maisy.
— Mizaki Minori, é um prazer.
— O prazer é meu.
— Me desculpe a pergunta, mas você é nova na cidade?
— É-é, me "mudei" recentemente para cá as coisas são bem "diferentes" por aqui do que de onde eu morava, parece que estou um pouco deslocada como...
— ...Se viesse de outro mundo?
— É exatamente, era essa analogia que estava pensando.
— Eu te entendo, quando me mudei para cá a alguns anos atrás eu também fiquei perdida por aqui, mas não se preocupe com o tempo você irá se acostumar com esse lugar.
— Assim eu espero...
Continuamos conversando ali mesmo, como não apareciam clientes me serviu para passar o tempo, ela me falou que costuma entregar algumas coisas ocasionalmente a pedido da vó para o Mestre, ela disse que ambos se conhecem a algum tempo. Ela também me recomendou algumas outras leituras, como eu suspeitava esse livro vem de uma extensa coleção, segundo ela, que estava se segurando para não dar detalhes da história, ela realmente se empolga quando vai falar deles.
Triim...
— Desculpe o atraso, o trânsito não estava colaborando.
— Até que enfim.
— Boa tarde Senhor Baltazar.
— Ah, jovem Minori, eu esqueci de te avisar que uma garota iria vir para entregar uma coisa para mim.
— É, eu meio que fiquei sabendo.
— O que me lembra... *retira um envelope fechado do bolso da blusa* Entregue isso para ela e diga que eu agradeço novamente.
— Sim. Maisy, foi um prazer conhecê-la
— Digo o mesmo, volte sempre.
As duas se despedem uma da outra.
— Por onde esteve?
— Estava resolvendo algumas pendências e cobrando alguns favores, negócios de adulto sabe.
— Sei...
— Mas olha o lado bom, você acabou fazendo uma amiga.
— A-amiga? Pfft, só estávamos jogando uma conversa fora, nada mais. Mas gostaria de me encontrar mais vezes com ela, parece ser alguém legal.
Amiga...Amizade...Ta aí duas palavras que apenas escutei, mas nunca imaginei que chegaria a usar, duvido que alguém legal como ela iria me considerar uma amiga assim de cara.
— Talvez isso não seja problema, já que você também irá para o mesmo colégio que ela.
— Ah, isso é bom...ESPERA VOU PARA ONDE?!
Continua...
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