Uma Breve Historia De Amor
21 Capitulo 21
Notas iniciais
Alguns momentos da vida nós só percebemos quando acontece algo com nós mesmos.Quando eu tinha três anos, eu achava que era impossível eu cair de bicicleta,mas eu cai e me machuquei toda.Chorei durante vários dias até que percebi que aquilo era comum.Mas quando você descobre que uma das pessoas que você mais amou na sua vida é um psicopata que poderia ter te matado ,você começa a pensar,isso não é comum.
Você não pode virar para a sua melhor amiga e dizer que isso acontece com todo mundo como cair de bicicleta.Ma quando você a perceber que a vida não é cor de rosa e que coisas estranhas acontecem com as pessoas mais normais.
No momento em que eu vi ele ali,sentado eu soube que era o fim,mas não por brigas,não pelo oque disseram que ele fez mas sim porque ele estava sendo preso.Eu não podia acreditar no que todos estavam dizendo,com certeza estavam confundindo ele com alguém.Não sei como.Um irmã gêmeo,não sei mas não podia ser o Rodrigo,NÃO O MEU RODRIGO.Aquele rapaz bonito,simpático,sincero,bons com animais praticamente perfeito seria um psicopata,como diziam todos.
Eu nunca vou na minha vida acreditar em ninguém que não seja o Rodrigo.O Rodrigo era apenas um menino no qual tinha problemas como qualquer um,mas que era uma das melhores pessoas que eu conhecia.Não podia deixar aquele pensamento tomar conta da minha cabeça então fiz a coisa mais racional que pensei.
Corri até o carro do policial.Abri a porta do banco de trás,entrei e sentei ao lado dele.Ele a
Principio me olhou como se eu fosse doida.Ele me olhou,eu apenas abaixei a cabeça e comecei a dizer:
– Eu não consigo acreditar que você pessoa tão boa como você pode ser tão ruim como todos dizem.
– Abigail,sai daqui.Vão te levar comigo como cúmplice.
– Eu não ligo.Olha eu nunca me importo com ninguém,e quando eu me importo nada vai fazer eu mudar de opinião.Eu tenho uma amigo,você conhece,o Leonardo.Nós brigamos,discutimos,ficamos 3 meses sem nos falar mas eu nunca parei de me preocupar com ele e assim vai pelo resto da minha vida.E você é igual.Você pode sair do pais,você ainda vai no meu pensamento!
– Abi...
– Abi nada não.Eu me importo e você não vai mudar isso em mim!
Ele me olhou.Eu continuava a olhar para baixo.Eu levantei o olhar ele estava me olhando,cheguei mais perto dele,o Maximo que consegui e disse bem baixinho no ouvido dele:
– Eu te amo e nunca vou te deixar.Pelo menos em quanto eu puder estar com você.
Ele me abraçou como nunca havia abraçado.Como algo indescritível.Independente das circunstâncias aquele momento era o perfeito.Eu amava ele e agora eu sentia de verdade que eu podia confiar nele por todos os momentos em que eu estivesse com ele.Como fazia com meus amigos.Com quem eu amo.Ele com certeza era o menino dos meus sonhos.
Logo em seguida chegou um policial na janela e começou abater e fazer sinal para que eu saísse.Eu fiz que não com a cabeça.Ele pediu de novo educadamente,eu fiz que não.Ele abriu a porta e começou a me puxar,eu não ia largar do Rodrigo por nada e não larguei.O policial me puxou de leve e eu não sai.Ele então puxou mais forte e não consegui aguentar a dor,ele começou a apertar o meu braço com muita força.Quando eu larguei já estava com lagrimas nos olhos.Assim que o Rodrigo me viu quase chorando ele saiu da viatura logo atrás de mim e deu um chute no saco do policial.Eu tive vontade de rir,mas a dor era insuportável.
Ele deu um o chute e logo começou a falar para o policial:
– Nunca mais faça a minha namorada sentir dor.
Assim que ele disse isso ele saiu em direção a viatura e nesse momento eu corri para entrar na viatura e entraram dois homens na minha frente tampando a porta.Eu tentei com tudo passar por eles mas parecia impossível.Então fiz algo mais racional.Finge que ia embora mas corri para entrar do outro lado,mas mesmo assim um deles me pegou pela barriga e me carregou para longe.Nunca imaginei que seria tão leve a ponto de ser carregada com tanta facilidade.
Ele me levou para longe e parecia que o tempo estava muito mais lento.Comecei a gritar e bater nas costas dele,mas parecia que não havia feito efeito.Ele me levou para a porta do carro do meu pai.E me deixou lá,quando eu já estava me preparando para sair correndo em direção ao carro que o Rô estava mas logo ele se virou para mim e disse:
– Se você sair daí serei obrigado a atirar em você.
Depois disso,acho que seria um pouquinho de exagero.
– Você será preso! – Eu disse sem pensar.
– Eu.Por quê?Você que esta desrespeitando um policial e acima de tudo ignorando uma ordem direta.
– Eu não sou soldado.
– Não,mas tem atitudes de um.
Dizendo isso ele sai andando e me deu as costas agora sim eu não sabia oque fazer.Meus amigos logo chegaram me cercando e eu vi o a viatura que o Rodrigo indo embora.Assim que ele chegou no final da rua e não pude mais vê-la cai no choro.Logo que comecei a chorar eu ia cair no chão,então o Leo chegou e me agarrou por trás me segurando.Ele me segurou e se virou para mim,me abraçou e começou a dizer:
– Xii,não chora não.Calma tudo vai dar certo.Tudo vai ficar bem.
Eu tentei falar alguma coisa,mas as lagrimas não permitiam.Como ele sempre fazia quando eu chorava,ele me abraçou mais forte e disse:
– Xii,não diga nada.Eu sei,eu sei.
– Leo... – Eu disse e finalmente abracei ele,bem apertado como se ele fosse a única pessoa que estivesse do meu lado.
– Abi. – Chegou a Ana Bia me abraçando e falando. – Abi...Para Abi.Calma foi tudo um mal entendido.
– Bia... – Eu disse praticamente gritando.
– Xii...Logo que ela disse isso os dois me abraçaram e logo em seguida chegou o Leandro,a Gi,minha mãe e meu pai.Eu não sabia oque pensar.Com amigos daqueles tudo ficava melhor,mas mesmo assim o abraço do Rodrigo faria muito bem para mim.
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