Uma Breve Despedida
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sara e Catherine estavam sentadas lado a lado no aeroporto internacional de Las Vegas. Nenhuma aparentava estar feliz, exceto pelo único motivo de que elas estavam desfrutando da presença uma da outra. De surpresa, Grissom anunciou uma triste notícia para Sara, que mesmo depois de muitas discussões, reclamações e até mesmo xingamentos, ela precisaria ir a uma conferência de CSIs em Phoenix. Grissom sabia que uma decisão daquelas iria gerar uma briga fatal por parte de Sara, mas infelizmente não havia outro investigador disponível.
Catherine estava pensando no que faria sem sua amada e como seria difícil ficar sem olhar naqueles lindos olhos castanhos durante esse tempo. Lembrando-se de seu supervisor, a loira tomou uma nota mental de planejar alguma coisa contra os insetos inocentes de Grissom.
- Ainda não acredito – sussurrou Catherine, olhando para sua mão, que estavam entrelaçada com a de Sara.
- No que? – Perguntou Sara, envolvendo sua amada em um abraço reconfortante.
- Que você vai embora. – Disse Catherine no mesmo tom triste de voz.
A morena suspirou, ergueu o rosto de Catherine até que ela estivesse olhando nos seus olhos. Ambas desejaram ficar ali para sempre, sentindo-se seguras e amadas, e tendo a sensação de que nada podia lhes atingir.
- Eu só vou ficar fora por alguns dias... Você vai ficar bem.
- É... Mas vai ser estranho. Acordar sem você ao meu lado, passar o dia sem ouvir sua voz, sem conversar com você. Por mais simples que seja o assunto, torna-se especial, porque é com você.
- Nós não vamos perder contato. Eu vou dar um jeito de falar com você, minha linda. Eu não consigo ficar sem você, lembra?
Catherine apenas assentiu levemente, e encolheu-se no abraço de sua amada, aproveitando os minutos em que elas podiam ficar juntas.
- Ficar sem você é a coisa mais difícil que existe – concluiu a loira depois de um breve tempo. Ainda sem olhar para Sara, deixou que algumas lágrimas caíssem dos seus olhos e molhassem a blusa da morena.
- Ei, meu anjo, não fica assim... – Pediu ela. – É só por um tempo. Eu juro que se não fosse extremamente necessário, eu não iria nessa conferência. Você sabe disso, não é?
- Eu sei... – respondeu Catherine, olhando para a pista de voo, distraidamente.
"Última chamada para o voo 412, portão F..."
Catherine finalmente olhou para sua morena.
- É o seu voo.
- Eu preciso ir... – Sara quase não conseguia falar.
- Vou sentir sua falta. Muito mesmo.
- Eu também... Promete que vai se cuidar? Que não vai fazer nenhuma besteira? – Perguntou Sara, acariciando o rosto da loira. Ela realmente estava preocupada com Catherine.
- Prometo. Promete que não vai ficar olhando para as outras mulheres?
Sara riu levemente.
- Você é a única, e sempre será. Prometo. Eu te amo, meu anjo. Nunca se esqueça disso, tá?
- Não vou esquecer. Eu também te amo. Você é tudo para mim e vou pensar em você a cada segundo, assim como eu tenho feito até agora.
- Não vai se esquecer de mim?
- Nunca.
- Fica comigo?
- Sempre. Eu te amo, meu amor.
- Eu te amo mais. – A morena abraçou sua namorada mais um vez, prolongando aquele momento o máximo possível. Quando o inevitável chegou, Sara afastou-se um pouco de Catherine, mas antes que pudesse seguir seu caminho, a loira a puxou para um beijo. O beijo não demorou muito, mas foi suficiente para diminuir a agonia daqueles corações e tornar aquela despedida um pouco menos dolorosa.
Por mais que elas desejassem permanecer assim, uma nos braços da outra, Sara foi obrigada a deixar Catherine ali e seguir para pegar seu voo. Ainda com as lágrimas brotando insistentemente dos olhos, Catherine segurou a mão de Sara, deu um leve beijo e depois a soltou.
- Volta para mim.
- Sempre. – Sara sorriu e Catherine não pode evitar de retribuir. Era impossível não retribuir ao ver o brilho nos olhos da morena a cada vez que sorria. E por um breve instante, a loira sentiu-se em paz.
E com isso, Sara se foi.
Catherine permanceu em pé, no mesmo lugar. E observou o avião que levava sua amada voar pelo céu até desaparecer em meio as nuvens. Mesmo sabendo que seria difícil ficar sem a razão da sua vida por perto, ela sabia que Sara voltaria. E que em pouco tempo estaria segura em seus braços novamente.
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