Uma Bela Noite para Morrer
5 Capítulo 4
- Então o garoto preguiçoso começou a trabalhar foi? Eu vi a matéria no jornal sobre a ruiva e o cadáver.
- E como sabe que fui eu? – Respondi sem me virar para olhar Tracy
- Esse tipo de coisa agente só sabe, e eu acharia melhor você não se meter com essa loirinha ai não, ela tem amigos muito importantes.
- E oque você sabe sobre ela? – Me virei repentinamente para Tracy
- Sobre ela? Bem nada, só sei sobre uma profecia sobre duas gêmeas e bem ela tem amigas gêmeas e se está sendo protegida então devem ser essas as gêmeas da profecia.
- Que profecia é essa?
- Algo com muita pompa e que eu não decorei, mas queria dizer que duas gêmeas poderiam gerar o filho do bem e o filho do mal, ou seja, o filho de Deus e o filho do diabo, só precisamos capturar elas e pronto.
- E porque ainda não fizeram isso?
- Já tem gente trabalhando nesse caso, não é algo que nos diga respeito, é melhor você ir ao trabalho ainda não atormentou almas o suficiente. – De novo ela sumiu e eu nem olhei para o lado ou pisquei, ela simplesmente sumiu.
Tudo bem não irei atrás dela, sou preguiçoso de mais para coisas difíceis, nos dias que se seguiram atormentei algumas pessoas e todas sempre eram manchetes de jornal: Homem corta seu pênis fora e envia para a ex-namorada, Mulher come cacos de vidro até a morte, Medico amarra estomago de paciente e o mesmo morre, mulher tira a roupa e se joga na frente de um carro, rebelião em sanatório causa prejuízos ao governo. Eu não precisava fazer as coisas por conta própria bastava escolher uma pessoa fraca e sussurrar em sua mente e logo ela fazia tudo oque eu mandasse, pensei em fazer um homem molestar animais mas seria muito cruel com os animais e não faria o menor sentido, qual o problema em se preocupar com os animais? Eu queria ser veterinário quando humano, mas isso não vem ao caso.
Já fazia duas semanas que eu não seguia a garota loira, talvez nem se chamasse Katharine, bom eu não ligava mais, até que ela veio até mim.
-CUIDADO! – Ouvi alguém gritar, pensei ter sido mais um maluco no transito, mas era ela.
BAM!
- Ouch! – Falamos em uma só voz.
- Desculpe senhor eu perdi o controle – Ela não conseguia se levantar, pois estava de patins.
- Patins... Uma arma bem perigosa mocinha... – Quando a olhei finalmente vi aqueles olhos negros e me dei conta do quanto ela era linda, hoje estava cheia de vida, minha Katharine... Pensei.
Levantei e estendi a mão para ajuda-la, sem sucesso ela continuava escorregando, ela estava de saia obviamente daria mais trabalho tentar levantar sem mostrar nada.
Minha chance.
Levantei a garota do colo e a coloquei no chão em seguida, ninguém viu suas roupas de baixo as quais não eram muito sensuais por sinal.
- O-obrigada senhor. – Disse ela corando e fitando o chão.
- Por nada – Entreguei a ela sua bolsa e sai caminhando sem olhar para traz.
Não posso me deixar envolver por uma humana, ora essa ela só corou um pouco, que mulher nunca corou perto de mim? E porque me senti tão bem quando isso aconteceu? Minha Katharine? Qual é, eu não devia pensar essas coisas, Não posso deixar que algo assim aconteça preciso tortura-la, faze-la gritar e assim me sentirei melhor.
Mais tarde esperei onde lembrava ser o caminho por onde ela voltava para casa após o trabalho, estava escuro, peguei um cigarro para que ninguém achasse tão suspeito um homem parado no meio de uma rua.
Lá vinha ela, andando tranquilamente pela rua, carregando seus livros e seus patins pendurados pelos cadarços na bolsa.
- Não vai me atacar de novo com os patins vai? – Andei em direção a ela jogando o cigarro no chão.
- Ah, Senhor, muito obrigada por hoje, não sei como agradecer.
- Sabe sim. – Sorri sensualmente para ela, adoraria fazer este jogo.
Ela me olhou friamente e não respondeu, parecia estar com muita raiva.
- Eu quis dizer, você pode me chamar de Mike, eu só tenho 23 anos, não sou um senhor.
Ela sorriu e a raiva parecia ter passado, certamente é uma garota muito cautelosa com os homens, está ficando cada vez mais interessante.
- Então Mike, com oque você trabalha? – Ela começou a caminhar e eu a segui.
- Nada, sou só mais um desocupado filhinho de papai.
- hahaha como você tem sorte.
- E você? Ainda não me disse seu nome.
- É Katharine, mas pode me chamar de Kate.
- Ok Kate. – Sorrimos um para o outro e continuamos caminhado e conversando.
Mas que merda eu to fazendo? Estou me deixando envolver por uma mera humana, não, não vou permitir!
- Sabe, seria legal você me fazer uma visita, qual sua comida preferida?
- Garotinhas...
A agarrei e adentrei uma rua menor e escura, não conseguia a ver direito mas ela havia se calado, a pressionei contra a parede e mordi seu pescoço, nenhuma reação, mordi na orelha, nenhuma reação, toquei seus seios, novamente nenhuma reação, oque ela era?
Ela parecia não estar aqui, seus olhos estavam frios e seu rosto não tinha expressão, era como uma casca vazia, frustrante, a larguei ali mesmo e voltei para casa.
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