Uma Bela Noite para Morrer
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Na manhã seguinte fiz como todos os dias, tomei café na mesma lanchonete chata, fiz compras no supermercado em frente a mesma lanchonete, não que eu precisasse de comida eu e os outros demônios nos alimentávamos das energias negativas dos humanos, alguns faziam contratos, nunca entendi bem para que serviam mas era algo como ter mais poder se alimentando da vida de um humano e em troca faria oque o humano pedisse, qual o objetivo disso afinal? Mas era muito chato não comer coisas gostosas de vez em quando.
Em seguida fui caminhar em busca de alguma vitima inesperada ou algo assim e novamente eu vi a garota loira, ela não parecia um zumbi agora, usava roupas de colegial e ria com as amigas, algo entre aquelas garotas não parecia normal, como se houvesse uma camada de proteção divina separando elas do resto do mundo, decidi não me aproximar por enquanto.
Continuei caminhando, fui até a praia, nunca gostei de tomar sol, quando humano eu tinha uma pele sensível que ficava avermelhada rapidamente, mas agora não era assim e eu descobri como é prazeroso esse calor no meu rosto, quem sabe como será nadar no mar? Bem isso fica para a próxima, não trouxe roupas de banho comigo.
Mais tarde quando voltei ao mesmo local não havia mais aquela presença celestial, alguém que estava aqui estava sendo protegida com certeza, aquela garota tem amigos importantes, isso vai ser bastante interessante.
Minha rotina diária havia mudado, eu adquiri uma presa que realmente queria, não uma garota qualquer que eu podia transar a qualquer noite, mas ela, aquela que tem alguém como protegido dos céus, ganharia pontos extras lá em baixo se descobrisse algo importante. As manhãs eu tomava café, agora em lugar mais afastado da minha casa, mas por onde aquela garota passava todos os dias para ir à escola, logo após isso eu a seguia até a escola, mas nunca sentia a presença celestial, ela raramente encontrava suas amigas durante o caminho, esperava durante a manhã inteira até o horário em que ela saia da escola, oque normalmente variava, as segundas ela saia as 11:30 já as quartas eram 12:20 iria demorar até eu decorar todos os horários...
- Bom dia, meu nome é Carlos sou tio de Katharine, você poderia me informar os horários dela na escola? – Eu certamente não parecia o tio de alguém, era muito jovem para isso, mas nada que um olhar sedutor não fizesse qualquer secretariazinha ceder.
- Se-senhor acho que não posso fornecer essas informações...
- Qual é meu bem, acho que você pode fazer isso por mim sim – Nenhuma delas resistia aos meus sussurros ou aos meus sorrisos.
- Tudo bem... – Ela disse corando e baixando o rosto, não era uma daquelas vadias da festa, mas provavelmente me entregaria o numero de telefone junto dos horários. – Senhor... Aqui estão os horários e meu... Meu...
– Obrigado, te ligo mais tarde.
Pronto agora eu tinha os horários e bem o nome? O nome estava escrito em um bilhete que ela jogou no lixo se não fosse dela certamente seria de alguém que estudasse junto com ela.
Após as aulas ela voltava para casa e lá ficava até às 14h depois saia para um escritório onde deveria fazer um estagio ou algo assim, saia de lá sempre às 20h ainda não descobri oque ela estava fazendo às 3 da manhã naquele dia e isso tem virado uma obsessão, preciso descobrir logo.
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