Uma Babá Ruim Pra Cachorro!
8 Capítulo 8 - Droga, Beijei o Chefe!
Notas iniciais
P.O.V. Isabella Swan
— Olha, Edward. Eu realmente aprecio isso, de verdade.
— Mas... – Ele falou, apoiando o rosto nas mãos.
— É que eu sinto como se você estivesse fazendo um favor, não vou conseguir trabalhar lá lembrando que você me deu esse emprego.
— Não é assim...
— Mas. – O interrompi, levantando o dedo. – Eu aceito ser entrevistada por algum funcionário, se eu for admitida poderei viver em paz. – Terminei, tentando ler suas expressões.
— Eu aceito, me parece bom. – Ele falou.
— E obrigada pela oferta da faculdade, mas essa eu não posso aceitar.
— Por que? Seria bom para você.
— Emmett que não me escute, mas eu sou um pouquinho orgulhosa, não vou conseguir aceitar, pelo menos não agora. – respondi sinceramente.
— Eu realmente gostaria que aceitasse, Renesmee também não quer que eu a ajude. – Ele falou, rolando os olhos. – Mas entendo o seu ponto.
— Obrigada, eu entendo que queira ajudar, mas já basta Emmett querendo me pôr em uma faculdade. – falei, divertida.
— Emmett? Seu namorado? – Ele perguntou, fazendo uns desenhos com os dedos na mesa.
— Eca, é meu irmão mais velho. Que se acha meu pai às vezes, mas irmão. – falei, dando de ombros. – Edward riu, levantando-se e trazendo seu prato para a pia.
— Acho que sei como é, mas eu sou esse cara. – Ele falou, divertido.
— Renesmee sempre fala.
— Agora fiquei tentado a falar sobre ela. – Ele disse, rindo.
Eu o acompanhei. Tivemos uma breve discussão sobre lavar o seu prato, mas chegamos a um acordo: eu lavava, ele enxugava e guardava.
Pouco depois ele trancou as pestinhas no quintal (dizendo ele que era apenas para precaução) e me levou em casa. Ao chegar eu passei direto para o quarto para dormir, ainda me sentindo meio morta.
(...)
Abri o portão da casa do chefe (com a cópia de Renesmee, que disse que eu deveria ter) e entrei, mesmo me sentindo meio cansada.
Ontem quando acordei eu fiz uma bela faxina em casa, então algumas partes de mim ainda estavam bem doloridas.
Quando abri a porta não vi ninguém, segui direto para a cozinha, onde Alice estava reorganizando o armário.
— Você tem TOC? – perguntei de repente.
— Ai, Bella! – Ela gritou, quase derrubando um dos copos de vidro. – Que droga, faz um barulho. – Ela falou, com a mão em cima do peito, eu segurei o riso.
— Desculpe, eu estava andando batendo bem os pés para chamar a atenção, pelo visto não deu muito certo.
— Não, a menos que infarto esteja na lista. – falou, rindo. – Que animação, isso por que é sábado?
— Também. – respondi. – Onde estão eles?
— Eles estavam dormindo lá no quintal na última vez que os vi. – Ela falou, pensativa. – Não os vi entrando, devem estar lá ainda.
— Obrigada, vou olhar. – falei, indo para lá.
— E eu não tenho TOC! – Ela gritou da cozinha, mas eu apenas ri.
Quando cheguei na porta para fora eu quis choramingar e me enterrar em algum lugar.
Harry estava dando pulos muito altos e estava tirando as toalhas do varal, enquanto Nina estava deitada em cima de outra, a mordendo.
— O que vocês estão fazendo? – perguntei, com a voz bem séria.
Eles se viraram para mim e latiram animados, correndo em minha direção.
— Podem parar por aí. — Eu adverti, com a mão na cintura. — Vocês vão ficar de castigo de novo, eu sempre digo para vocês se comportarem mas parece que não escutam. — Choraminguei, vendo as toalhas sujas de lama.
Os prendi na casa deles – com muitos protestos – e voltei para juntar as toalhas do chão, pensando se deveria ou não contar o que eles fizeram, mas decidi contar para Alice, que ameaçou fazer cachorro-quente deles se eles fizerem isso de novo.
Ajudei ela a lavá-las novamente e também a fazer o almoço em meio à conversas.
Soltei os cachorros para almoçar também e eles me ignoraram completamente e foram embora para o quarto deles e eu os deixei a sós. Mas quando o sinal veio foi inevitável ir olhar o que estavam fazendo, quando eles estavam no meu campo de visão eles estavam puxando uma almofada, brigando para ver quem iria ganhar, o problema é que eles estavam rasgando TOTALMENTE! Tinha algodão voando para todo lado e eles permaneceram brigando.
— Hey! O que estão fazendo de novo? — perguntei, pegando a almofada deles e os expulsando do quarto. — Vocês fazem uma zona, tem formiga na bunda de vocês? Vamos, vamos. Circulando.
Peguei a vassoura e a pá para limpar o quarto deles e achei um bichinho de plástico todo estraçalhado no meio. Rolei os olhos, a missão da vida deles é mexer e destruir.
(...)
A porta se abriu pouco mais das 17:00h e os cachorros correram para recepcionar Edward, que se atrapalhou todo com os dois pulando e quase caiu, me fazendo rir.
— Fico feliz que te divirto. — Ele falou, pondo sua bolsa sobre a mesinha de centro.
— Às vezes. — respondi, dando de ombros. — Tudo certo na empresa?
— Graças a você.
— Não me dê tanto crédito.
— Você merece crédito sim. — Ele falou, sorrindo.
— Um pouquinho só. — falei, dando de ombros.
— Certo, não vamos discutir sobre isso. — Ele falou, levantando as mãos em rendição. — Eu tenho um comunicado.
— Diga, chefe. — falei, cruzando ao braços.
— Semana que vem você será despedida. — Ele falou, sorrindo.
Tipo, oi? Que mundo ele vive? Desde quando ser despedido é motivo para comemorar?
— Você está achando legal?
— Claro. — Ele respondeu, sorrindo.
Que sádico!
— Quando o jogo for lançado e passar a euforia eu vou estar mais presente em casa e não vou precisar mais de uma babá para os cachorros. — Monicões. Corrigi mentalmente. — E marquei uma entrevista para você na próxima semana com o currículo que mandou anteriormente.
— Verdade? — perguntei, eufórica.
— Sim.
Nem consegui me conter, saí correndo pela sala dando alguns gritinhos e pulei em cima dele, o abraçando apertado.
— Obrigada!
— Nada, eu que agradeço. — Ele respondeu, rindo da minha reação.
Não sei se os gritos chamaram atenção ou se foi apenas o fogo de sempre, mas do nada os cachorros pularam em cima da gente e nos jogou no chão, latindo e pulando ao nosso redor.
— Ow... — Edward gemeu.
— Ai, você se machucou muito? Quebrou alguma coisa? — perguntei desesperada, tateando por todo lugar em busca de algo diferente.
Na hora de apalpar o peito dele eu senti uns gominhos. Hum. Talvez eu deva verificar mais essa parte. Foco!
— Acho que estou bem, deve ter sido o baque inesperado. — Ele respondeu, fazendo minha atenção mudar para o seu rosto.
— Que bom. — falei baixinho, prestando atenção em sua boca.
Será que ela sempre foi atrativa assim?
— Bella? — Ele perguntou, sentando-se e eu continuei sentada em seu colo.
Não sei quem fez o primeiro movimento, mas não demorou muito e estávamos nos beijando, era um beijo frenético e sedento, ele me segurou pela cintura e eu pus minhas mãos em seus cabelos, os puxando com um pouco de força demais. O seu gosto era inebriante, a cada segundo eu queria mais dele, e ele me beijava com ferocidade.
Latidos me fizeram despertar e sair da bolha que eu estava, me fazendo despertar e perceber o que estava fazendo.
— Bella...
— Não, Edward. — falei, me levantando e pegando a minha bolsa de cima do sofá e indo para a porta o mais rápido que conseguia.
— Bella!
Ainda escutei Edward me chamando, mas o ignorei. Precisava esfriar a cabeça um pouco e pensar sobre.
Droga, beijei o chefe!
(...)
Quando cheguei em casa Renesmee estava lá lendo algo em um pacote de macarrão.
— Oi. — Chamei sua atenção.
— Essa coisa não vai ao micro-ondas? — Ela perguntou, apontando para o pacote.
— Não sei. — falei, confusa.
— Deveria. — Ela falou.
Revirei ao olhos e me joguei ao seu lado.
— Conta logo, vaca. O que aconteceu?
— Sua vaca. — resmunguei. — Edward e eu nos beijamos. — sussurrei.
— Bella, eu não consegui decifrar.
— Edward e eu nos beijamos, satisfeita?
— Eu sabia! Sabia que não era o que você estava falando. Mal posso acreditar que se beijaram!
— Foi só isso. — falei, a empurrando de leve.
— Como só isso? Menina, tem muito mais!
— Não há nada, Ness. — respondi enfaticamente.
— Vai ignorar isso?
— Sim? — respondi com outra pergunta.
— Claro que não, expanda seus horizontes e agarre o boy!
— Você não é muito diferente de mim. — Acusei, cruzando os braços.
— Não. — Ela falou, jogando o pacote de macarrão em mim.
— Ai, isso doeu. E você sabe que é sim igual a mim.
— Não sei de nada, Isabella.
— Renesmee...
— Tá, tá, que seja.
— Você tem que superar Demetri.
— Demetri é um imbecil manipulador, não cite o nome dessa desgraça. Pode chamá-lo de Satanás se preferir citá-lo.
— Renesmee...
— Qual é? Namorei mais de dois anos com ele e do nada ele termina e diz que é gay, se isso acontecesse com você ia ver que isso é frustrante e deixa a gente com medo de entrar na droga de um relacionamento.
— E você acha que vai ser muito mais fácil namorar o meu chefe? Se eu conseguir ser empregada na empresa dele ele vai continuar sendo meu chefe, o que vão dizer?
— Não importa o que vão dizer, somente você deve decidir sobre a sua vida. — Ela falou, arqueando a sobrancelha.
— Tá cheirando a queimado. — falei, sentindo o cheiro familiar.
— Não mude de assunto, Isabella.
— É sério, presta atenção. — falei e enfim ela parou, refletindo.
— O frango! — Ela gritou e saiu correndo, fui atrás dela e ela estava em frente ao forno.
Olhei para dentro e vi um pedaço de carvão em cima de uma forma.
— Pizza? — perguntei.
— Queijo extra. — Ela choramingou, olhando o frango tristemente.
Fiz o pedido da pizza e a ajudei a limpar tudo na cozinha. Um tempo depois quando estávamos comendo ela se pronunciou.
— Prometo tentar se você tentar.
— O quê?
— Prometo tentar entrar em um relacionamento se você tentar. — Analisei ela por um tempo, enfim assenti.
— Feito.
— Feito?
— Sim. — respondi.
Bem, vou tentar, mas apenas se ele comentar alguma coisa, mas Renesmee não precisa saber disso.
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