Uma Aventura Pokémon
1 O início
O pai de Lamp foi um homem que dedicou sua vida ao estudo da mitologia Pokémon e todos os mistérios que a envolve. Porém, um dia, enquanto explorava o subsolo de uma pirâmide, a parte de cima cedeu, soterrando ele e seus dois amigos que o acompanhavam.
Lamp tinha oito anos no momento em que viu sua mãe se desesperar ao receber a notícia. Após entender o que acontecia, o menino entristeceu. Ele adorava o pai. Gostava de vê-lo trabalhando. Ficara fascinado com todas as histórias que lhe contava, dos lugares em que visitou, das aventuras em que esteve, o mundo gigantesco que existia fora da sua pequena cidade. Com o tempo a tristeza foi diminuindo e sendo substituída por uma vontade cada vez maior de aventurar-se.
Passaram-se quatro anos. Lamp, agora crescido, ajudava sua mãe nas tarefas domésticas.
— Mãe, onde esta o Zet? – Zet, o Riolu que ele ganhou do pai aos três anos, era seu melhor amigo – Ele estava comigo neste instante.
— Ele tá te esperando lá no cercado dos Mareep, filho. Não se esqueça de pôr água pra eles. – disse a mãe, enquanto estendia roupas no varal ao lado da casa.
O vilarejo em que moravam não era muito grande. Todos os habitantes se conheciam. A casa de Lamp ficava no fim do povoado. Havia uma floresta após sua casa, onde ele e Zet adoravam ir. Lá, brincavam e treinavam. Além disso, gostavam de tomar banho no rio com os Magikarp e Goldeen.
— Você chegou aqui muito rápido, Zet. Andou treinando sem mim? – disse Lamp ofegante, após correr até o cercado.
Zet sorriu. Ele era um Riolu muito forte. Lamp e ele formavam uma dupla incrível. Tinham uma sincronia impecável.
Enquanto buscavam água no poço, Lamp disse:
— A mamãe anda estranha ultimamente. – virando-se para Zet – Você não acha?
Zet fez que sim com a cabeça, e eles foram dar água ao rebanho de Mareep.
Após terminarem as tarefas e almoçarem, foram até a casa de Kein, um garoto com sua mesma idade. Ele tinha um Shroomish.
Kein e Lamp competiam em tudo que faziam. No entanto, mantinham uma amizade desde crianças.
— Ei Kein, – disse Lamp, do portão do quintal da casa – quer ir ao rio com a gente hoje?
Kein estava com seu Shroomish, regando o jardim de sua mãe, que, por sinal, tinha belas flores, de diversos tipos.
— Oi, Lamp. – falou Kein, deixando o regador embaixo da grande árvore do quintal, e indo até seu amigo no portão da cerca. – Hoje eu e o meu pai vamos à Creminim comprar alguns materiais. Depois quero te mostrar uma coisa que eu e o Shroom aprendemos.
— Tá bom, então. – disse Lamp, despedindo-se de Kein, e indo em direção à floresta.
Quando adentraram a floresta, e iam seguindo em direção ao rio, o garoto notou que algo estava diferente. O chão de uma árvore que costumava estar repleto de flores e grama havia sido limpo.
— Zet, olha isso! – gritou Lamp, ao se aproximar da árvore – Tem uma porta de madeira aqui no chão!
Era um alçapão, daqueles que tem nos porões das casas.
— Vem me ajuda a abrir! – falou o garoto, puxando a porta.
Zet e ele tentaram de diversas formas, mas a porta sequer mexia-se.
— Está emperrada! Vamos ter que pegar alguma coisa em casa pra abrir! – disse o garoto, depois de tantas tentativas.
Então, seguiram rumo ao vilarejo novamente. Lamp começou a pensar o que seria aquilo. Nunca imaginou que houvesse algo assim embaixo da árvore, ela sempre estava cercada de mato.
— De quem será aquilo? – indagou-se – E por que só agora alguém veio mexer naquilo? Eu sempre andei por aqui e nunca vi nada.
Ao passar pelo poço, Lamp avistou sua mãe esperando-o na varanda.
Chegando onde ela estava, foi logo contando a novidade.
— Mãe, a gente encontrou uma porta de madeira debaixo de uma árvore lá da floresta – contou entusiasmado – Alguém deve ter descoberto.
A mãe não parecia tão feliz quanto o filho com a notícia, parecia já saber do que se tratava.
— Nós viemos buscar algo pra abrir – continuou Lamp, com os olhos brilhando – Estava empe...
— Fui eu quem limpou o chão da árvore, filho – interrompeu a mãe, falando calmamente – Eu estava esperando o momento certo pra te mostrar.
O garoto encheu-se de empolgação.
— O que é que tem lá? – disse ele, pegando um pé de cabra que estava no quintal.
— Quando chegar lá você vai saber – disse a mãe, e eles seguiram de volta a floresta.
Chegando ao local, ele e Zet puseram o pé de cabra no alçapão e o abriram.
— Conseguimos! – disse Lamp, cada vez mais animado pra descobrir o que tinha ali. – Vamos descer.
Os três desceram a escada e chegaram até a parte de baixo. Não era um lugar muito grande, talvez menor que seu quarto. Mas Lamp viu que era cheio de coisas: artefatos, mapas, até mesmo algumas pedras que ele jamais tinha visto. Tudo bem organizado em algumas estantes.
— Mãe, que lugar é esse? – perguntou ele, enquanto observava alguns mapas que estavam em uma estante do seu lado.
— Aqui é onde seu pai costumava guardar tudo que ele encontrava em suas expedições, além de suas pesquisas mais importantes. – disse a mãe, ainda com uma voz triste.
— Por que ele nunca me trouxe aqui? – Lamp continuou perguntando, enquanto pedia a Zet para pegar uma pedra azul que estava na outra estante.
— Filho, está vendo aquelas coisas ali? – disse ela, apontando para uma mesa – O seu pai deixou aqui, e disse que eu deveria te entregar quando eu achasse que fosse a hora certa.
O Garoto foi até a mesa, sobre ela havia um mapa com vários lugares marcados, ao seu lado um pequeno caderno, e, em cima dele, um bilhete do seu pai.
A mãe sabia que o filho tinha herdado do pai a paixão por aventuras. Talvez fosse isso que a deixasse triste, pois ela sabia que chegaria o dia em que ele iria embora, e não havia nada que pudesse fazer pra impedi-lo.
O menino pegou o bilhete e começou a lê-lo com Zet.
— “Lamp, neste mapa estão os lugares que eu estudei a minha vida inteira. Porém, nunca consegui explorá-los por completo, sempre chegava num ponto onde eu não conseguia progredir, havia algo que eu não conseguia entender em cada uma dessas regiões. No entanto, eu tenho certeza de que você é capaz de desvendar todos os mistérios que eu não desvendei. Vá com Zet, e use as informações que deu deixei no caderno, elas serão úteis. Tenho certeza de que você encontrará coisas incríveis no caminho, além de diversos Pokémon raros. Agora vá, viva sua própria aventura”.
Após isso, o garoto pegou o que foi deixado pelo pai e foi para casa. No dia seguinte, pegou tudo que precisava e colocou em uma mochila, fez o mesmo para Zet.
Depois de uma despedida chorosa por parte de sua mãe, eles partiram. Sua jornada acaba de começar.
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