Uma Amizade Que Ninguém Imaginava
17 Amigos? Inimigos? A Luta por Katniss e o Labirinto de Dédalo.
Notas iniciais
–Sabe que vou ganhar — disse Harry
–E você sabe que nada me atinge.
–Estupefaça– disse Harry apontando a varinha, e, Percy foi jogado para longe — Nada? Acho que feitiços sim.
"Estranho, achei que realmente nada me atingisse, mesmo feitiços." pensava Percy, enquanto se levantava. "Mas talvez eu possa desviar deles"
Harry lançou o feitiço mais uma vez, e Percy se jogou para o lado, voltando ágilmente, pegando sua adaga no cinto, largando a espada e fazendo um corte no rosto do bruxo ao passar perto.
O bruxo se manteve parado, e quando Percy voltou ao chão, Harry se virou.
–Petrificus Totalus! — ele disse, e manteve Percy imóvel como pedra, caído no chão. Harry andou até ele.
–Sabe que se eu realmente não tivesse sentimentos, eu poderia te matar... — disse ele cabisbaixo — Finite Incantaten.
Percy se levantou com um salto, e soltou a adaga que segurava, em sinal de paz.
–Bom.... — disse Harry — Eu não mataria meu melhor amigo.
–Sim, nem eu — disse Percy, sem jeito.
Os dois deram um abraço amigável, selando novamente a amizade antiga entre os dois. Sem intrigas, sem paixões. Eles soltaram-se do abraço, e cada um tomou seu caminho.
"Parece uma síndrome da solidão" Pensou Harry ao se dirigir ao seu quarto "Alguns partem, alguns morrem, outros ficam quietos em seus cantos, e o seu melhor amigo tenta te matar"
***
Percy decidiu ir a um quarto diferente do seu, já que no 13 havia tantos vazios, e quando abriu a porta viu algo diferente.
Hermione estava sentada na cadeira da escrivaninha, seus cabelos encaracolados nas pontas estavam amarrados em um rabo de cavalo. Usava camiseta amarela com um pequeno brasão que parecia ser de Hogwarts negro, e usava um short branco. Estava lendo um livro que ele não conseguiu distinguir qual era pela dislexia.
–Hum....? — disse ela, levantando a cabeça ao ouvir — Oi, Percy.
–Bom, eu..... já vou saindo.
–Calma, calma. Veio aqui pra falar comigo?
–Er....não, eu.... entrei na porta errada, desculpe.
–Só isso? Tudo bem, então.
Percy parou um pouco. Gostaria de conversar com alguém, mesmo esse alguém sendo tão inteligente quanto Annabeth, e falasse sempre de modo intelectual, mas alguém.
–O que você está lendo? — ele perguntou tentando não parecer muito grosso.
–É um livro para crianças bruxas. São Os Contos de Beedle, O Bardo.
E os dois leram o livro juntos, discutiram sobre ele, expressaram opiniões, e riram muito, o que ajudou Percy a se esquecer da briga que havia tido.
***
–Jennifer, você também precisa saber lutar com algo que tenha curta distância, uma espada, por exemplo. — dizia Zoë
–Mas porque não posso ficar somente com o arco e flecha?
–Não sou filha de Atena, nem tenho a benção dela, mas qualquer um pensaria nisso, imagine você sem flechas com um monstro atrás de você.
–Hum... Faz sentido. Com o que eu vou lutar?
–Com o que se encaixar melhor a você. — e ela apontou as armas a seu lado.
Jennifer escolheu, depois de muito tempo, uma espada longa, com punho curto, mas que cabia perfeitamente em sua mão.
–Vamos treinar já!!
Zoë riu, e ensinou a inocente garota o que sabia sobre manusear a espada.
***
–Prim, no que você está pensando? — pergunta Annabeth, ao perceber a expressão da meia-irmã.
–Eu vi a entrada do Labirinto.
–O q... Aquele Labirinto? Prim, ele foi destruído!
–Isso é estranho. Talvez mágica.... Mas ele ainda existe, talvez foi reconstruído. Annabeth, poderíamos passar por ele.
Elas foram até a suposta entrada do Labirinto, e de fato, havia a letra grega Δ, a letra de dédalo. O que significava que o Labirinto existe de fato.
–Ahm... Prim... acho melhor não.
–Bom, você tem razão, é uma chance em mil de chegarmos ao lugar que queremos.
–Vamos olhar no seu mapa. — Elas abriram o mapa de Primrose, que marcava os lugares que ela já haviam passado — Nos restam a África, Ásia e Oceania. Talvez poderíamos arriscar. O que nos atrasa serão os monstros e nos perdemos.
–Podemos fazer algo na parede, ou usar a estratégia do fio de Ariadne.
–Espere! Pelos deuses, como não pensei nisso. — ela se abaixou, e pegou um notebook, com a mesma letra Δ gravada nele.
–Mas o que....
–Ganhei de Dédalo a uns anos. Ele estava apitando muito ultimamente, ele também mostra os caminhos pelo Labirinto.
–Annabeth! Todas as condições nos são favoráveis, podemos até pegar um caminho mais seguro.
–Então..... Vamos!
E elas se organizaram, e logo em seguida entraram no Labirinto em direção à África.
Fale com o autor