Notas iniciais
Estou postando o capítulo 10 corretamente agora.
Espero que gostem.

Betty já estava chegando no nono mês da sua gravidez! Logo, logo teria a sua filhinha nos braços! Estava tão feliz! Tudo estava correndo maravilhosamente bem!

Armando estava muito ansioso. Não dormia direito, acordava várias vezes na noite para ver se a sua Betty estava bem. Preocupava-se muito com ela e com a sua garotinha. Ficava no pé de Betty para que ela se alimentasse bem e para que ela descansasse. Ia todos os meses com ela ao médico, disso não abria mão, e escutava atentamente tudo o que o doutor Fernando falava e fazia Betty seguir à risca as recomendações do médico.

Armando não queria que Betty fosse mais trabalhar na Ecomoda, achava que ela tinha que ficar este último mês em casa só descansando.

Mas como Betty se sentia bem e na empresa havia muito trabalho, teimou em trabalhar até o final da gravidez.

Preocupado, Armando conversou com o doutor Fernando e este lhe disse que se ela estava bem, e se sentia bem, não haveria nenhum problema em continuar trabalhando.

Um pouco mais conformado Armando aceitou, mas não tirava o olho da sua Betty.

Quando tinha que fazer algum trabalho externo, deixava as meninas do quartel incumbidas de tomar conta da esposa. Fez várias recomendações e pediu a ela que qualquer problema que acontecesse com a Betty, que ligassem no seu celular.

As garotas adoravam paparicar a sua amiga. Faziam todas as suas vontades, ajudavam-na com o trabalho, não queriam que ela se cansasse. Todas já se sentiam tias da bebezinha!

Armando e Betty fizeram uma lista do que precisariam levar para o hospital quando chegasse a hora do parto e afixaram na geladeira. Não queriam se esquecer de nada!

Betty, organizada como era, deixou a sua mala com suas roupas e a mala com as roupinhas da bebê arrumadas. Colocou também na bolsa, a carta do médico para a sua internação.

Enfim estava tudo pronto, para o grande dia!

Betty e Armando resolveram que o nome da nenê seria Camila, em homenagem a irmã do Armando, pois Betty havia ficado muito amiga dela. Elas se falavam sempre por telefone e Camila sempre ajudava a futura mamãe com dicas e sugestões valiosíssimas.

Quando o telefone tocava e era ela, Armando já sabia que iam ficar falando um tempão ao telefone. No fundo ficava muito satisfeito em saber que elas se tornaram tão amigas.

O quarto da nenê já estava pronto! Fora um presente dos pais de Armando. Dona Margarita contratou uma decoradora e esta fez um belo trabalho, Betty e Armando deram sugestões e a decoradora fez do jeito que eles queriam. Ficou lindo!

O enxoval também estava completo. Betty, ajudada por dona Catalina fez as compras de todas as roupinhas que a criança ia precisar.

A mãe de Betty, dona Julia se incumbiu de tricotar vários casaquinhos, sapatinhos e também um lindo xale cor de rosa para quando a nenê saísse do hospital. Ficaram uma graça! Dona Julia tricotava muito bem. Todos diziam, ao ver as roupinhas tricotadas, que ela tinha mãos de fada!

O seu Hermes, como bom contador que era, pensando no futuro da netinha, abriu uma poupança para ela. Nicolas Mora que agora ganhava muito bem, colaborou com uma boa quantia.

As meninas do quartel se incumbiram de comprar vários pacotes de fraldas descartáveis, de tamanhos variados.

Pronto o enxoval estava completo!

Enfim todos estavam na expectativa com o nascimento da pequena Camila.

Ainda bem que faltava pouco tempo!

Infelizmente, justo naquele mês surgiu um problema na filial da Ecomoda de Miami, nos Estados Unidos, e Armando teria que viajar com urgência para lá, por uma semana.

Ele não queria ir de jeito nenhum, não queria deixar a Betty justo neste momento, estava preocupadíssimo.

Betty com seu jeitinho calmo, conversou com ele, falou que ficaria bem, que não se preocupasse, que estava bem e que ainda demoraria duas semanas para que a nenê nascesse.

Armando, meio a contragosto, só concordou em ir após combinar com os pais da Betty que eles viriam toda a noite dormir com ela, lá no apartamento deles.

Depois de muitas recomendações, de muita conversa, de falar com o médico, de tomar todas as providências para que sua Betty ficasse bem em sua ausência, lá foi Armando para Miami, não sem antes beijar a sua esposa várias vezes, com muito amor e carinho.

A viagem de Armando à Miami foi muito proveitosa, conseguiu resolver todos os problemas que estavam pendentes. O pessoal de lá estava aceitando bem os modelos da Ecomoda, e os das gestantes então, tiveram um sucesso enorme!

Armando falava a todos, com o maior orgulho, que sua esposa era muito inteligente e tivera essas idéias incríveis, que contribuíram para que a Ecomoda fosse um grande sucesso entre as empresas de moda.

Armando ligava para Betty três vezes ao dia, de manhã, de tarde e de noite. Além da preocupação, estava que não agüentava de saudades dela!

“Como sinto falta da minha princesa! De ouvir a sua voz, de abraçá-la. de beijá-la. ou simplesmente de olhá-la dormindo em meus braços. Betty que falta você me faz!”

- pensava Armando enquanto se dirigia àquela manhã à filial em Miami. Era seu último dia ali, e não via a hora de voltar para Bogotá, para sua Betty.

Assim que entra na loja, é recebido pelo gerente:

-Bom dia doutor Armando.

-Bom dia senhor Henry, tudo bem por aqui?

-Tudo bem. Olha, ligaram de Bogotá para o senhor, eu disse que assim que o senhor chegasse, retornaria a ligação.

Armando já ficou apreensivo:

-Mas quem ligou?

-Ah, deixa me ver, eu anotei aqui. Ah, sim, dona Bertha da Ecomoda.

O coração de Armando gelou. “Deve ser algo com a Betty”- pensou imediatamente.

Discou para a empresa, quem atendeu foi a Sofia.

-Alô. Ecomoda, bom dia.

-Alô, Sofia, aqui é o Armando – disse reconhecendo a sua voz. A Bertha ligou para cá algum problema? A Betty está bem?

-Ah, doutor Armando, hoje de manhã a Betty estava na sala da presidência e se sentiu mal. A Mariana e a Bertha pegaram um táxi e a levaram ao hospital.

Armando se desesperou:

- Quando? Faz tempo? Como ela está?

- Bem doutor, faz meia hora que elas saíram daqui. A Mariana ligou do hospital e disse que o médico resolveu interná-la. Parece que o nenê já vai nascer.

- Tu-tudo bem, Sofia, eu vou pegar um avião e logo estarei aí. — falou Armando desligando o telefone e mal conseguindo se segurar nas pernas.

Armando explicou rapidamente a situação ao senhor Henry, que prontamente entendeu a situação. Então o desesperado vice-presidente se despediu e saiu em disparada rumo ao hotel.

No hotel, enquanto colocava seus pertences na mala, ao mesmo tempo ligou para o aeroporto e fez uma reserva no próximo vôo para Bogotá. Fechou a conta no hotel, pegou um táxi e rumou para o aeroporto.

Coitado! Estava tão tenso, tão nervoso! Só pensava em sua Betty e em sua filhinha que iria nascer!

Enquanto isso no hospital, os pais de Betty já estavam lá, pois foram avisados pelas meninas do quartel, todos estavam muito ansiosos.

Estavam na recepção do hospital os pais de Betty, Mariana e Bertha. Daí a pouco chegaram Sofia, Inesita e Aurea Maria.

Sofia contou a todos que avisara o doutor Armando e que ele viria o mais rápido possível e acrescentou que ele ficara muito nervoso ao saber que Betty ficaria internada.

Enquanto todos conversavam baixinho, aguardando alguma notícia sobre a Betty, o doutor Fernando se dirige a eles com uma fisionomia muito preocupada e pergunta:

- O Armando ainda não chegou?

- Não doutor, fala o seu Hermes, estamos aguardando ele voltar de viagem. Eu sou o seu Hermes o pai da Betty e essa é a mãe dela a Julia, minha esposa. Algum problema com a minha filha doutor?

O doutor Fernando aperta as mãos dos pais de Betty, os cumprimentando e diz procurando ser o mais claro e calmo possível.

- Bem, nós temos um problema, assim que trouxeram a Betty para o hospital, a bolsa estourou e ela estava com muitas contrações. Resolvi fazer um ultrassom, para ver se estava tudo bem com o bebê, se daria para fazer o parto normal como sua filha queria. Mas no ultrassom, deu que a nenê está com o cordão umbilical enrolado no seu pescoço. Então teremos que fazer uma cesariana o mais rápido possível, pois parece que o cordão já está sufocando a criança.

Todos ficam assustados e penalizados com esta notícia.

- Doutor faça o que tem que fazer. Que nós ficaremos aqui orando para que tudo corra bem. – falou o seu Hermes.

- Orem bastante, pois só Deus para nos ajudar — falou o médico, se despedindo e se dirigindo rapidamente para a sala de cirurgia.

Todos se entreolharam aflitos e fizeram cada qual em pensamento, uma oração pela Betty e pela nenezinha.

Armando, já no avião, sem saber de nada, vinha pedindo a Deus que tudo corresse bem com a sua Betty e sua filhinha. Não via a hora de chegar ao hospital para ter notícias.

Na sala de cirurgia, o doutor Fernando conversou com a Betty, dizendo-lhe que fariam nela uma cesariana, mas omitiu o porquê desta operação, apenas disse que como ela não tinha completado as duas semanas, e não tinha dilatação,teria que fazer este procedimento. O doutor Fernando não queria que Betty ficasse nervosa, pois seria prejudicial tanto para ela quanto para a sua filha.

Betty confiava muito no seu médico e aceitou sua explicação. Pensou muito em Armando e se preocupou com ele “Meu pobre amor, deve estar muito ansioso e preocupado, a estas horas já deve ter embarcado” e no íntimo fez uma prece para que tudo corresse bem com ela e sua filhinha e que Armando se acalmasse e chegasse bem de viagem.

As horas foram passando devagar, não recebiam notícias do doutor Fernando, todos estavam aflitos. Seu Hermes impaciente andava de um lado para outro, dona Julia não sabia mais o que fazer para acalmá-lo.

Armando desembarca no aeroporto e imediatamente pega um táxi, em vinte minutos chega ao hospital. Paga o taxista e sai correndo.

- Doutor, a sua mala! – diz o taxista.

- Ah! É mesmo obrigado. — diz Armando voltando para pegar a sua mala.

Estava tão nervoso! Mas por fim chegara ao seu destino!

Quando entra no hospital, ele encontra todos ali, cumprimenta-os, mas repara que estão com cara de preocupação. Fica aflitíssimo e começa a indagar o que tinha acontecido, como estava a sua esposa.

Dona Julia, a mais calma, coloca Armando a par de toda a situação. Ele fica pálido, estático, mudo. Dona Julia o acalma, segura na sua mão e diz:

_ Tudo vai dar certo, doutor, não se preocupe.

Armando agradece o apoio de sua sogra e pergunta onde é a capela do hospital e se dirige para lá rapidamente.

Ao chegar na capela, não agüentando tanta pressão, cai de joelhos e pede a Deus que proteja a sua Betty e a sua filhinha:

- Meu Deus, sei que não sou merecedor, que errei muito na vida, mas humildemente te peço salva a minha menininha, ajuda a minha esposa, que tudo corra bem. Que os médicos consigam fazer um bom trabalho. Salve as duas por misericórdia, eu te peço Senhor.

As lágrimas correm livremente pelo seu rosto. Armando enxuga as lágrimas e senta-se no banco da capela, procurando se recompor. Passada uma meia hora, mais calmo, sai de lá e vai para a recepção ficar com os demais.

Abraça seu sogro e tenta acalmá-lo.

Agora era só esperar!

Notas finais
Aguardem os próximos capítulos.