Uma última súplica
1 uma ultima suplica
A casa de viciados estava mais vazia que o usual naquela manhã, hoje completavam-se exatamente 2 semanas que Sherlock estava lá.
Ele ainda não admitira a si mesmo que não estava la apenas para um caso, afinal acabara se viciando de verdade e não havia razões aparentes para parar, já que agora não possuía mais seu companheiro John Watson, que vivia uma infeliz vida doméstica depois de ter se casado com Mary, pensou Sherlock que logo deu de ombros, lembrou-se que havia decidido não se importar com isso, mas ainda sentia amargamente o vazio.
Esta noite sonhara novamente com Irene Adler, A mulher. Ela sempre vinha assombra-lo a noite, mas Sherlock secretamente amava a sensação. Nunca chegou a compartilhar o que sentia a respeito de Irene com ninguém, nem mesmo com John. Quem sabe para preservar a sua reputação, no bem da verdade Sherlock não sabia.
De qualquer modo o efeito da droga gritava por uma tentativa de falar com Irene.
Sherlock murmurou algo inteligível e procurou lembrar-se do numero de Irene.
-Porque diabos eu fui excluir o numero...ugh- era obvio o que deveria fazer — ok Sherlock, palácio mental.
Vasculhou todos os tipos de memórias que conectavam A mulher e por fim encontrou, deu uma gargalhada de triunfo que chamou atenção de alguns olhares perdidos e vazios da sala.
Sherlock não se lembrava ao certo o que havia mandado a Irene, podia jurar que havia colocado a primeira coisa boba que lhe viera a cabeça. Ela demorou a responder, deixando um gosto de expectativa que Sherlock mal conseguia suportar.
Levou alguns minutos, que mais pareceram uma eternidade.
"Oque eu supostamente devo lhe responder?"
Concluiu que deveria ler o histórico de conversas que talvez poderiam explicar a resposta que fez Sherlock sorrir. Ele havia mandado 15 mensagens a ela, todas ignoradas, ele não se lembrava de nenhuma sequer, sentiu-se um completo miserável. Lentamente os efeitos da droga estavam diminuindo, Sherlock se sentia levemente mais sóbrio e ainda mais amargurado por ter estragado sua imagem na frente da Srta. Adler, sua cabeça latejava, lembrou-se de John e pensou que ele saberia exatamente o que fazer caso estivesse em seu lugar, o que dificilmente aconteceria porque John jamais estaria ali. Mandou desculpas a Irene Adler e caiu num sono sem sonhos, o que Sherlock não sabia julgar se era bom ou ruim. Quando acordou não sabia se gostaria de sair daquele lugar ou não, não havia forças para sair e era orgulhoso demais para pedir ajuda de John, cedo ou tarde ele viria ali e isso confortava Sherlock.
Foi surpreendido por um celular tocando, que na verdade não era um celular qualquer mas o seu. Olhou o identificador de chamadas e leu "Irene Adler", deveria atender?
-Alô?- tentou ao máximo fazer a sua melhor voz de não-estou-chapado, obviamente falhando.
-Sherlock- esperou dois segundos — aqui é Irene Adler. O que você me diz de um jantar? -
- Receio que já tenho um compromisso em mente — mentiu o melhor que pode.
- Eu sei onde esta Mr.Holmes, julgo que será saudável sair um pouco. -
- Suponho que não planeje me internar numa clinica de reabilitação. Estou aqui para investigar um caso -
- Meu motorista ira lhe buscar. As 8 esta bom para você Mr.Holmes? Estarei aguardando ansiosamente.
- Claro que estará. Até lá — e desligou.
"O que diabos John faria? Ok, devo tomar um banho.. mas não posso voltar ao apartamento, Mrs. Hudson não irá calar a boca" por mais que tivesse repulsa pelo banheiro da casa onde estava tomou banho ali, procurou a melhor muda de roupas que tinha -uma pior que a outra- e aguardou. Procurou lembrar-se de todas as regras do convívio social, principalmente aquelas que faziam referencia a mulheres e as repassou mentalmente. "Devo realmente estar chapado. Estar perdendo preciosos minutos a respeito de como se comportar não faz seu estilo Mr.Holmes", foi surpreendido pela voz de seu "colega de quarto"
-hum, alguém esta nervoso. Encontro?-
Sherlock pensou consigo mesmo se seria necessário mais uma interação social.
- Talvez — não estava com animo para conversas.
- Boa sorte então -
Sherlock lhe retribuiu com um aceno e então se deparou com seu próprio reflexo no espelho, estava totalmente acabado
porém decidiu não se importar.
Faltavam algumas horas e como não havia mais opções de lazer optou por dormir.
Despertou com o toque de seu celular, se surpreendeu com a hora e se levantou rapidamente. Murmurou algo sobre dor de cabeça dos infernos e correu para a porta principal. O suposto carro mandado por Irene Adler o aguardava, entrou no veículo sem dar uma palavra, não sabia qual era exatamente sua expectativa para aquela noite.
Longos 20 minutos se passaram até chegar ao restaurante mais burguês de Londres.
-Mr.Holmes?- perguntou o chofer.
-Sim?-
-Srta.Adler separou uma roupa apropriada para o senhor. Ela me instruiu para lhe entrega-la.
-Oh, muito obrigado.- Sherlock deduziu que o terno custasse em media 3.500 libras. Se vestiu rapidamente e entrou no restaurante.
Não foi difícil encontrar Irene Adler, aquela mulher se destacava das demais pessoas, Sherlock procurou parecer o mais indiferente possível a pessoa dela.
-Oh Mr.Holmes, vejo que teve que cancelar seu compromisso- Irene lhe sorriu maliciosamente.
- Devo admitir que não era de muita importância. — Sherlock sustentou um olhar de alguns segundos.
-Deixe-me ajuda-lo Sherlock Holmes, — Quase lhe pareceu uma suplica — olhe para você.
- É para um caso! Porque diabos ninguém entende isso! — de fato irritava Sherlock completamente.
- Tem certeza? Eu posso lhe ajudar — Se Irene houvera se sensibilizado por Sherlock ou não aquilo foi extremamente convincente.
-Porque você se importa?- Provavelmente soou mais rude do que Sherlock gostaria que soasse.
Irene Adler demorou a responder, como se não quisesse admitir a si mesma.
-Porque me importo- aquilo fora uma pancada em Sherlock. As pessoas, com exceção de John, nunca expressavam afeto a ele. Como deveria reagir a isso? Não achou palavras que soassem tão bem como resposta então simplesmente voltou-se ao seu prato e o silêncio persistiu até os dois terminarem de comer.
-Vamos la fora- Por algum motivo Irene parecia apreensiva.
Sherlock assentiu com a cabeça e seguiram em silêncio até o terraço do restaurante. Irene Adler parou por alguns segundos para apreciar a vista de Londres.
- É lindo não — ela parecia estar mais afirmando a si mesma do que fazendo uma pergunta a Sherlock, que não sabia o que necessariamente deveria responder à aquilo. Ela voltou-se a Sherlock e lhe dirigiu um olhar do qual não se atreveu a tentar decifrar, em seguida o beijou. Seu beijo era quente e causou uma sensação desconhecida a Sherlock, não sabia se era ele ou as drogas que o incentivaram a beija-la de volta, e também não estava disposto a descobrir. Tinha tantas coisas na cabeça, casos, John, seu plano a respeito de Janine, mas apenas se limitou a sustentar o beijo com Irene.
Tocou em seus cabelos castanhos enquanto lagrimas escorriam dos olhos dela.
-Por favor me deixe ajuda-lo Mr.Holmes- ela tocou em seu rosto com suas mãos macias e por alguns instantes Sherlock fechou os olhos.
- Eu não preciso de ajuda -
Notas finais
Então, essa foi minha primeira fanfic! No geral não escrevo bem, só tentei extravasar meus feels sobre Sherlock e Irene (pra falar beeem a verdade shippo mais Sherlolly, porém no dia estava inspirada pra adlerlock - eu nunca soube como que se chama o shipp sherlock+irene, desculpem se inventei algo nada ver- ) Escrevi ela durante uma viagem pelo meu celular, e fiz milhões de alterações até achar postável.. É uma fanfic curta porque não consegui pensar num final melhor do que esse! Então me desculpem se acaba de repente :(
Por favor, se tiverem gostado ou quiserem dar uma critica construtiva me falem! Acho que é só isso, pensarei a respeito de mais uma fanfic em breve haha. allons-y!
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