Notas iniciais
malz a demora pra postar essa caps, primeiro fikei sem net e depois sem inspiração >_>

Não consigo sentir meu corpo... Tudo está escuro... Ouço vozes mínimas falarem ao meu redor, tento abrir meus olhos e sinto todo meu rosto doer, uma dor terrível. Aos poucos, bem lentamente, vou abrindo meus olhos, eu estava num quarto... Eu estava no meu quarto, estava de manhã. Me levantei assustado e logo em seguida cai da cama, sentindo dores por todo o corpo, a porta de meu quarto se abriu rapidamente e minha mãe entrou no quarto, correndo na minha direção.

Mãe- Rafa! Tudo bem?!

Eu- Si-Sim... O-O que você está fazendo aqui?

Mãe- Como assim? Se troque logo que você vai se atrasar pra escola garoto! E pare de me assustar assim.

Ela se levantou e saiu rapidamente do quarto, eu me sentei e apoiei as costas na cama, meu corpo já não doia tanto... Será que tudo aquilo foi um sonho? Não aconteceu um apocalipse zumbi?

Minha visão está se embaçando e tudo parece girar... Que maldito dia será hoje? Não consigo encontrar o calendário que havia em meu armário... Alguém tirou ele de lá?

Apenas dei de ombros e me troquei, logo que desci para a cozinha vi que meu pai não estava lá, achei estranho de inicio já que ele dificilmente ia trabalhar mais cedo mas não dei importância ao fato, tomei meu café da manhã e rapidamente sai de casa, no meio do caminho foi que notei que não vi minha mãe na cozinha também...

Apenas dei de ombros e segui na direção do colégio, tenho quase certeza que naquele dia haveria educação física, uma das poucas aulas boas que tem na escola. Segui para dentro da escola e fui direto para a quadra... Tudo estava silencioso... Nem mesmo as criancinhas do infantil gritavam, o que tornava a escola um lugar mais assustador do que ela já era. Continuei a andar pela escola e logo cheguei na quadra, ela também estava vazia, ao olhar em volta não via nem mesmo uma poeira se movendo, logo palmas ecoavam pelo local.

Antes que eu pudesse fazer algo ouvi a voz de meu pai.

Pai- Finalmente nos encontramos Rafael, faz tempo que não o vejo na escola.

Eu- Pai?! Por que você não tá no trabalho?!?

Pai- Não posso vir fazer uma visita de vez em quando ao meu único filho?

Ele sorria e se aproximava de mim lentamente, andei na sua direção, ele havia aberto os braços para me abraçar e, quando eu fui abraçá-lo, ele apenas me deu um enorme tapa no rosto, eu cai para trás quando levei o tapa, olhei para ele e ele parecia estar furioso, não entendi bem o por que mas então, sem eu conseguir me defender, ele me deu outro tapa no rosto, eu tentei me levantar e partir para cima dele mas, de repente, ele se transformou numa nuvem de areia e foi levado pelo vento, logo toda a escola havia se tornado uma nuvem de areia e fora varrida pelo vento, eu podia sentir o cheiro de algo podre se aproximando, olhei em volta e vi apenas vultos ao meu redor, o cheiro de podridão ficava mais forte e os vultos se aproximavam, senti outro tapa em meu rosto e logo algo puxava minha mão.

Léo- Vamos! Levanta!

Tudo estava embaçado, eu via apenas Léo tentando me levantar e me puxar para longe, olhei em volta e via que uma pequena multidão de zumbis se aproximava de nós. Tentei me levantar mas senti minha cabeça pesar e cai de joelhos no chão, Léo tentou me levantar novamente, eu o empurrei para longe enquanto segurava minha cabeça.

Eu- Vá... Volte para Keryon agora entendeu?

Eu tentei falar na voz mais autoritária e calma possível, mas acho que não consegui deixar de transpassar o medo que eu sentia naquela hora... Iria morrer por ter salvo a vida de alguém... Acho que morreria feliz pelo menos... Léo se mantinha ali, lágrimas escorriam por seu rosto, eu tirei a pistola de meu cinto e a entreguei para ele:

Eu- Se você não sair daqui agora e ir encontrar com Carol entendeu?

Ele continuou parado ali, a pistola tremendo em suas pequenas mãos, eu já podia ouvir o grunhido daqueles monstros se aproximando, olhei firme para o rosto de Léo, diretamente em seus olhos.

Eu- Faça isso agora eu eu juro por Deus que, se eu levantar daqui, cada braço de zumbi que eu arrancar vou dar com ele na sua cabeça. Agora volte pra base e fique com a Carol lá!

Ele me deu um último abraço que pareceu durar uma eternidade e logo saiu correndo dali, me levantei e fiquei encarando a multidão zumbi que se aproximava, "Foi uma vida boa...", "Foi uma vida curta...", "Você ao menos salvou alguém antes de morrer.", "Alguém ira se lembrar de você e chorará por você, isso é bom certo?", esses eram alguns dos pensamentos que passavam por minha cabeça antes da multidão de zumbis chegar ainda mais perto, o cheiro de morte e podridão ficava extremamente forte, eu vi dois correrem e pularem em minha direção, minha cabeça latejava e meu coração estava disparado mas eu sentia uma calma estranha em meu corpo, apenas fechei os olhos e deixei que tudo acontecesse normalmente... Tudo se mantinha escuro, os grunhidos haviam cessado... Eu já morri? O cheiro podre se mantinha no ar... Abri os olhos lentamente e vi, espalhado ao meu redor, pedaços de corpos de zumbis e um mar de sangue vermelho que cobria toda a rua... Eu fiz isso? Mas como? Meu estômago começou a embrulhar e minha visão estava embaçando, pouco a pouco eu sentia minha cabeça ficar tão leve...