Notas iniciais
OE GEMTY
~volti
Espero vocÊs lá embaixo!Por favor,não se esqueçam de comentar!
Senti muita falta de vcs ;-; Perdoem-me por ter abandonado vcs,seus lindos :33
~estou desculpada? *-*

~Lubi

Capítulo 1: A garota de suéter

...

—Bem,boas férias, pirralhos!Vejo vocês daqui 3 meses! — nossa professora despediu, e eu peguei meu material apressado.3 meses de TV, chocolate, computador e paçoca ♥

—E aí Dip?Pretende viajar nesse verão? — Nate, meu melhor amigo, me perguntou.Sorri para ele.

—Que viajar o quê..Quero mesmo é vadiar nessas férias.Desde que minha mãe não me encha muito o saco,tá ótimo —brinquei,colocando as mãos na nuca.Ele riu um pouco.

—Bem,fala isso pra ela.. —o moreno apontou para atrás de mim, e quando me virei, minha mãe estava a me esperar lá no portão da escola.Senti minhas bochechas queimarem de vergonha e medo.

—Ahn…Acho que já vou indo Nate... —lamentei, e ele me deu um aperto de mão.

—Bem,até mais então,cara.Vê se não some —ele deu uma piscadela,e eu sorri.

—Pode deixar! —respondi.Mas é claro que eu não ia sumir.Nem tinha pra onde sair mesmo.

Entrei no carro sem falar nada e meu trajeto para casa foi silencioso.Minha mãe trocou algumas curtas palavras comigo, mas sabia que ela estava preocupada, e que não estava prestando atenção no que eu dizia.

—Mamãe, algo te atormenta? —perguntei,em um tom esquisito.Ela balançou a cabeça.

—Falamos sobre isso em casa,tá?

—O-ok…

*****

—P-PRA ONDE? —berrei,e minha mãe colocou a mão na testa.

—Pines,olha seu tom… —meu pai replicou, e eu o olhei nervoso.

—Que tom o caramba!Essa velha acabou de falar que vai me mandar para aquele fim de mundo! —eu esbravejei, e meu pai ergueu a mão.

—OLHE BEM QUEM VOCÊ CHAMA DE VELH- —ele começou,mas minha mãe segurou firmemente seu punho.

Minha mãe tinha um olhar cansado e olheiras marcadas.Parecia que ela não dormia à dias.

—Dipper, eu e seu pai... —ela começou.O silêncio reinou,e os dois se entreolharam.

—Que foi?O Garfield comeu a língua de vocês? —perguntei,fazendo menção ao nome do meu gato gordo, que nem pareceu perceber o que estava acontecendo.

—Dipper,eu e seu pai estamos se separando. —ela finalizou,e eu acabei por abrir minha boca em um formato perfeito de ‘O’.

—V-vocês…estão..o que?

—Eu sei que é difícil Dip...Mas precisamos fazer isso sozinhos, precisamos de um tempo.E seu pai não queria que você ficasse mofando em casa essas férias mesmo...Então,você não tem escolha.Me desculpa.

—Não vão me dizer o porquê de estarem se separando? —perguntei,tentando conter meu choro.Meu pai bufou.

—Você não entenderia…

—Mas é claro que sim!Eu já tenho 15 anos pai!! —repreendi,e ele respirou fundo.

—Eu amo você Dipper, mas eu não posso e nem consigo explicar o que houve entre eu e sua mãe. —ele falou,e eu não pude evitar de derramar uma pequena lágrima.

—V-Vou pro meu quarto,tá? —eu falei,mas mamãe me impediu.

—Desculpe,mas você precise ir já.Suas malas até já estão prontas.Me perdoe... —ela sussurrou, em prantos.Peguei meu gato nos braços, e saí irritado para fora.Não queria demoras.Não queria despedidas.Não queria que eles se separassem.Não queria ir pra Gravity Falls,e definitivamente aquele era o pior momento da minha vida.

Respirei fundo,segurando meu bichano no colo.Me enfiei no carro,peguei meu fone e botei “Wake me up When September ends” do Green Day pra tocar.Recostei minhas cabeça em meu travesseiro que já estava lá, e esperei meu pai entrar no carro.

Minha mãe acenava do lado de fora da casa,e eu dei um pequeno sorriso como “tchau”.Me pergunto se eu não fui muito rude de deixa-la em um momento crítico como esse sem ao menos dar um abraço nela.Afastei minha mente disso,e tentei me concentrar na música.Meu pai não tentou falar comigo,e nem eu com ele, e em algumas horas que pareciam eternas, finalmente chegamos ao nosso destino.

Gravity Falls.

A cidade mais chata e monótona que eu já vi.Quase deserta, controlada pela família NorthWest.Sem shopping,com poucas casas, e com um ar misterioso e esquisito ao mesmo tempo.Senti um cheiro de árvores, e me peguei pensando no que haveria além daquelas florestas.

E quais segredos elas escondiam.

***

Meu pai me ajudou a levar as coisas para a casa,e eu dei um curto abraço em meu Tio Avô Stan.

—Hey,já virou um homenzinho!Quantos anos? —ele me perguntou,dando um forte aperto de mão.Sorri de lado.

—15.Faço 16 esse ano —sorri,e ele me encarou estranho.

—Uau, tudo isso de idade e não tem um sequer vestígio de barba? —ele perguntou,rindo um pouco.Meu pai gargalhou junto e eu corei.

—Aposto que não deve ter pelo n- —ele começou,e eu fiquei mais vermelho que minha camiseta.Uma garota brotou do meio do nada,e interrompeu meu tio.

—Stan, que péssima coisa para se dizer ao seu sobrinho que não vê faz maior tempão —ela falou.Prestei mais atenção na menina.Ela era alta,cabelos ruivos,roupa xadrez e carregava um olhar descontraído no rosto.

—Eu ia falar axila, você que está pensando caraminholas Wendy —ele explicou,e ela corou.

—Ah,tanto faz...*Cof cof* Prazer,sou Wendy! —a menina esbelta sorriu,mas com um tom meio indiferente.

—Sou o Dipper —falei,também sem nenhuma empolgação.

—Tô ligada... —ela falou,e eu assenti.A garota sorriu,e voltou para dentro da Cabana de Mistério.

Voltei meu olhar para meu tio e para meu pai, que conversavam em um tom mais baixo agora.

—Stan,eu já disse! —tentei escutar,mas a música me atrapalhava.Meu pai me olhou de relance, mas eu fingi estar com a música no máximo, cantando, mas na verdade, a música estava pausada e eu estava escutando os dois.

—Se você tivesse me falado que ela estaria aqui, eu não teria trazido ele,droga! —meu pai reclamou.Ela?De quem ele falava?Da W-Wendy?

—Eu não tenho culpa se voc-

—Eu já disse que fiz aquilo porque era necessário, Stan, céus, quando vai parar de me culpar?!

—Mas a culpa é sua,caramba!Eu não mandei você ter g- —ele começou,mas senti algo me cutucar, e acabei perdendo essa parte da conversa.Um homem que eu não sabia a idade segurava minha mala.Ele era bem rechunchudo,e parecia legal.

—Quer ajuda com sua mala? —ele perguntou,bem alto, achando que eu estava de fone.Eu tirei o aparelho e sorri.

—Pode ser! —eu aceitei, dessa vez levando meu gato em meu colo e retirando o resto da minhas coisas do porta-malas.Olhei de relance para meu pai e meu tio e decidi pensar na conversa mais tarde.

O gordinho deixou as coisas na sala e eu subi as escadas para procurar meu quarto, sem animação alguma.

Me deparei com um corredor um pouco longo,e entrei no primeiro quarto que vi, encarando meu celular.

Sem prestar muita atenção, invadi o quarto, mas quando tirei a atenção do meu celular,me deparei uma menina.Não tive nem um segundo para avalia-la, pois ela gritou imediatamente.

—mhmmmhn.....AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Assustado,eu corri para fora do quarto,e fechei a porta na hora,encostando minhas costas na mesma.

—Mas que diabos.. —ofeguei, ainda sentindo meu coração bater rapidamente por causa do susto.Não sei se a menina era muito assustada, ou se ela estava se trocando no momento que eu entrei.Um pensamento pervertido correu pela minha mente,e no fundo do meu inconsciente, eu desejei que fosse a segunda opção.Corei com isso.

“Dipper, seu idiota!No que eu estou pen-” algo interrompeu meus pensamentos.A garota abriu a porta abruptamente, e como eu estava apoiado na mesma, eu caí com um estrondo.Bati minhas costas no chão e fiz uma careta de dor.

—Ai meu Deus,me perdoe! —uma voz fina acima de mim exclamou.Quando eu abri meus olhos, vi uma garota de cabelos castanhos escuros bagunçados me encarando com seus olhos escuros,firmes e perfurantes.

Ao ver que eu estava bem, ela sorriu, revelando um sorriso de lata, ou seja, ela usava aparelho.Mas por algum mistério, o aparelho combinava com ela, e dava à garota um ar de fofa.Ela usava uma saia um pouco acima do joelho, e um suéter engraçado.Pude deduzir que ela era um tanto infantil, mas ao mesmo tempo bonitinha.Ela me ajudou, estendendo a mão para eu levantar.Vi que ela fez uma rápida avaliação de mim, e sorriu em seguida.

—Oe,desculpa o incômodo.. —sussurrei,vermelho.As bochechas da menina não estavam diferentes.Seu rosto era avermelhado bem de leve,naturalmente.Ela ajeitou o cabelo e voltou a falar com sua voz aveludada:

—*cof cof* Prazer.Não há problema algum! —ela comentou, dando uma piscadela —Ah,e meu nome é Mabel —ela sorriu.

—Eu sou Dipper— falei,e ela assentiu.

—Sobrinho do Stan,certo?

—Ahn,sim.O que você é dele? —perguntei, mas ela não respondeu.Em resposta,ela desviou o olhar.

—Acho que prefiro manter isso em segredo por enquanto.Te vejo depois Dipper! — ela falou apressada, com um tom de chateação.Queria pedir que ela não fosse, mas eu não teria coragem.Ela fechou a porta na minha cara e eu me repreendi por ter perguntado.Fui ao próximo quarto, e tornei ele o meu espaço.

Deitei na cama (que por um milagre estava limpa) e botei meu cérebro para funcionar.

“De quem papai estava falando aquela hora quando realçou a palavra ‘ela’”?O que estava acontecendo?Porque a Mabel não quis falar dela?Deveria eu ir esclarecer minhas dúvidas com meu Tio avô?” pensava.Mas nenhuma das perguntas vinha com uma resposta, e minha intuição masculina (que no caso acabei de inventar,e que continua sendo uma droga) me dizia que eu não deveria falar com meu tio.Aposto que ele também não iria me revelar nada, e só ia me dar uma bronca por ter ouvido a conversa dele.

Então pensei em algo.

E se...E se eu tentasse de novo?Se eu tentasse de novo falar com aquela garota de suéter...?Qual o nome dela mesmo?

Ah é,Mabel.Céus,como ela era diferente.Jurava que pelo cheiro dela, pude perceber que ela não era normal.Ela era...cheia de segredos.Cheia de encantos,repleta de mistérios.

E talvez eu sou o único garoto certo para desvendá-los.

***

Notas finais
TCHAU GEM TY
~bye bye
Espero vcs nos próximos caps :3 Não demorarei pra postar,se eu demorar, podem me trucidar ou me dar uns tapas virtuais mesmo :v
Amo mt todos vcs lindjus :3 Quem comentar ganha pudim da Mabel no proximo capitulo!!! :D
~bjus de gloss de menta ♥

~Lubi