Um romance nada convencional.
3 Nosso fim.
Notas iniciais
Eu estava decidido. iria terminar com a Elsa.
Me sentia muito mau em estar com ela enquanto penso em Merida. Elsa é uma garota muito legal e não merece sofrer.
Peguei o celular e disquei o seu número. Ela atendeu no terceiro toque.
– O-oi, Jack!– disse a garota, nervosa do outro lado da linha.
– Alô Elsa! Posso saber onde você está? — perguntei, receoso.
– Aqui no parquinho ao lado da praça. J-ack, eu preciso falar com você. É bem sério. — Elsa engoliu em seco.
– Tudo bem. Eu também tenho uma coisa importante pra te dizer.
– Então, poderia vir aqui? – ela me perguntou.
– Claro. Chego em dois minutos.
Desliguei o celular, em seguida peguei a chave do carro.
De casa para o parquinho demorava alguns minutos. Liguei o rádio no último volume, estava tocando aquela música da Katy Perry com o Juice J, Dark House.
Fiquei pensando nas reações possíveis da Elsa. A primeira seria ela cair no choro. O que me faria sentir muito mau. Odeio ver garotas chorando.
Mas talvez não. Talvez ela não ficasse se lamentando. Elsa era forte, segura e confiante. Com sorte simplesmente aceitaria em uma boa.
Quando finalmente cheguei aquele maldito parquinho, estacionei o carro e desci.
Avistei Elsa sentada em um banco de cara para cima, parecia bastante nervosa e tensa, o que me deixou amedrontado.
– Oi! — ofeguei hesitante, ao me aproximar.
– Alô, Jack — ela me olhou nervosa. — tenho algo importante pra dizer antes de qualquer coisa. — Elsa mordiscou o lábio inferior.
Suspirei pesadamente. — Fale. — disse e preparando mentalmente para o que aconteceria a seguir.
– Eu beijei outro garoto... — Elsa reprimia lágrimas. — Sei que vai ficar realmente bravo, não irei culpa-lo por ter ressentimento.
– O que? — praticamente gritei. — Você beijou outro...
– Me perdoe — disparou ela, virando a cara para não me olhar. — Ele é um amigo de infância. Não foi culpa minha. Jack, eu te amo!
O ódio tomou conta de mim. — Está tudo terminado! Não existem mais nós.

– Por favor! — guinchou, puxando-me pelos braços.
– Me solta! — berrei. — Sua completa fingida, eu te odeio!
Elsa me largou. Ela caiu no choro e dessa vez eu não lamentei por vê-la chorar.
– Não quero mais olhar pra essa sua cara! Nunca mais — disse-lhe dando as costas e indo embora.
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