Notas iniciais
Olá, só quero lembrar que está história é completamente fictícia, incluindo datas, locais, personagens, acontecimentos, etc. E eu não me inspirei em nenhum filme ou personagem. Foi tudo da minha própria mente.

Com certeza um doido. Acho que nenhuma pessoa normal enfiaria uma faca de qualquer jeito em uma ferida de bala extremamente grave, mesmo um médico super treinado não faria isso. Então acho que ele precisa de um psicólogo. Ou melhor, ele precisa de um Hospício. Precisa ser internado e precisa de médicos, do mais alto escalão. Precisa de pessoas o monitorando 24 horas por dia. Precisa de calmantes. Muitos calmantes. Drogas para dormir. Remédios, muitos mesmo. Precisa de camisa de força. Para não escapar. E não podem deixar nada perto dele. Nada que sirva de arma. Nada. Agulhas, facas, canivetes, grampos, vidro, espelho, lápis. Precisa cortar suas unhas todos os dias e nunca, eu disse nunca deixa-lo sozinho por mais de 2 minutos. Ou melhor, por mais de 1 minuto. Melhor, não deixa-lo sozinho nunca, nunquinha mesmo. Então aí a sociedade vai ficar bem, vai viver tranquila, em paz, sem um monstro daquele junto a nós, estamos seguros. Estamos todos bem. Não... Não... Não... Não... Não... Nã... Não! Não! Não! Não! Naaaaão! Não! Não! Não... Não. Não estamos bem.. Não estamos nada bem.. Porque... Porque... Ele ainda não foi preso!!!! Não foi internado!!!! Não está bem longe!!! Não está!!

HA HA HA HA HA

HA HA HA HA HA

HA HA HA HA HAAAAA

HAAA HAAA HAAAAAAAA HAAAAAAAAAA HAAAAAAAAAAA

Preciso prender ele. Precisamos. Eu e você. Nós dois juntos. Eu e você. Você vai me ajudar não vai? Diga que vai. Eu sei que vai. Você é alguém tão bom e... o que... está havendo... porque digo estas coisas... eu... sÓ qUeRo QuE vOcÊ mE aJuDe! Você vai me ajudar não vai? Você vai me ajudar não vai? Você vai me ajudar não vai? Você vai me ajudar não vai? Você vai me ajudar não vai? Você vai me ajudar não vai? Você vai me ajudar não vai? Você vai me ajudar não vai? Você vai me ajudar não vai? Você vai me ajudar não vai? Você vai me ajudar não vai? Não vai? Não vai? Não vai? Não vai? Não vai? NÃO VAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI? Vai sim. Vai. Vai. Vai. Vai. Vai. Vai. Vai. Vai. Vai. Com certeza, vai! Porque você é alguém bom não é? então... então... vamos voltar... sim... vamos.

Você pensou no que eu te disse? Em acreditar em mim. Pensou? E então... você vai acreditar em mim? O que decidiu? Já sei. Você quer saber todas as versões para tirar sua conclusão no final não é? Boa escolha. Então vou lhe contar a minha verdade.

30/11/2012

— Amor, eu vou viajar a trabalho.

— Ta bom.

Diz a mulher sem tirar os olhos da TV.

— Flávia, você está me ouvindo?

Questiona o marido com uma cara nervosa.

— Aham.

Responde a mulher bem baixinho.

— Então o que eu disse?

Pergunta ele duvidando que ela o responderá.

— Ah. Que você vai viajar a trabalho pela milionésima vez!

Grita ela levantando do sofá e olhando brava para ele.

—Amor... Vai ser só alguns dias e...

—Quando?

Pergunta ela interrompendo a fala de seu marido.

— Amanhã...

Diz ele com um ar de arrependimento e culpa.

— Amanhã?

Grita ela desesperada.

— E você nem pra avisar antes?

Complementa a mesma.

Ele não a responde. Ela também não fala nada.

O telefone dele toca.

— Alô? O que? Sério? Ta bom. Tem certeza? Não acho que seja uma boa ideia. Ta. Entendi. Vou ir imediatamente. Até mais.

— O que foi?

Pergunta a esposa intrigada.

— Meu chefe me ligou. Disse que eu vou ter que ir hoje.

Os dois ficaram em silencio por um momento.

— Ta bem. Vou arrumar suas coisas.

Diz ela.

— Não precisa.

Diz o homem, com um sentimento estranho de culpa ou, talvez vergonha.

Ela o ignora e sobe as escadas para arrumar as coisas de seu marido.

Quando chega lá ela vê duas malas no chão com uma almofada de pescoço em cima e, em cima da cama um cobertor, um lençol e, dois travesseiros. Quando entra mais no quarto vê também uma sacola com uns biscoitos, um refrigerante, uma cerveja e uns comprimidos.

— O que é isso?

Diz ela pegando a cerveja de dentro da sacola e mostrando para ele, que estava logo atras dela, parado na porta e, ela já havia percebido.

— É para o meu tempo livre. Com meus amigos de trabal...

— E isso?

Pergunta ela pegando agora os comprimidos.

— Calmantes.

Diz ele.

Tudo fica em silencio novamente.

Ela coloca a cerveja e os comprimidos de volta na sacola e sai pela porta sem falar absolutamente nada.

— Flávia!

Chama ele.

Ela o ignora completamente e continua andando.

Ele pega suas coisas e se dirige a porta do apartamento. Com tudo na mão ele grita:

— Amor! Estou indo!

Ele não tem resposta então se vira e sai.

Ele coloca suas coisas no táxi e olha mais uma vez para o prédio e, para seu apartamento, onde vê sua mulher na janela. Assim que ele a vê ela se vira e sai.

Mas... Espera... Estou contando a história errada, me desculpe. Sobre o que era a história mesmo? Ah, me lembro. Era sobre o homem doido da casa de estrada. Tudo bem. Desta vez não vou errar.

Um homem bom. Que gostava da natureza. Uma mulher doce. Que amava nadar em rios. Um belo menino. Que adorava subir nas árvores e brincar com os guaxinins. Uma linda família em uma linda cabana na floresta. Até que um dia, o homem resolveu sair a noite para caçar. Então sua mulher ficou na cabana com seu filho. Então caiu uma chuva. Uma chuva muito forte, com raios, com trovões. Seu filho assustado. O homem despreocupado. E a mulher tentando acalmar seu filho foi a cozinha fazer um mingau de fubá. O garoto, sem a mãe perceber, saiu pela porta. A mãe voltou da cozinha com o mingau de fubá quente nas mãos. Colocou-o em cima da mesa e chamou o garoto.

— Samuel! Venha comer!

Preocupada por não receber resposta ela vai até o quarto do menino.

— Samuel! Venha comer!

Ela o procura em seu quarto e no banheiro mais ele também não está la.

— Samuel! Sem brincadeiras! Venha comer!

Ela olha para a porta e sai desesperada.

— Samuel! Samuel!

Ela vai andando em frente, olhando para todos os lados e gritando.

— Samuel! Samuel! Samuel! Samuel!

Ela grita muito alto, que de onde o homem está, ele ouve, apesar de não estar tão longe.

— Samueeeeeeel!

Ela começa a chorar e continua a gritar.

— Samuel! Samuel!

Até o homem chegar.

— O que está acontecendo? Onde está o Samuel?

Ela não responde e continua chorando.

— Onde ele está?

Pergunta o homem já chorando.

E ela responde:

— Eu... Eu só fui preparar um mingau... aí quando fui procura-lo ele já havia sumido...

Explica ela chorando.

Ele sai correndo gritando:

— Samuel! Samuel! Samuel! Samuel!

E logo ele para e grita:

— Naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaão!

Ah, lembrando que esse evento se passa no dia 30/11/2012. Eu havia apenas errado a história, mas a data, está correta.