Notas iniciais
Oláaaa! Voltamos, e em dia de véspera de natal! Queríamos avisar que esse cap vai ser o ultimo do ano hahaha. Então, Karol e eu gostaríamos de desejar boas festas a vocês, estaremos dando um tempinho de nossas atividades aqui, afinal ninguém é de ferro, mas logo estaremos de volta e com muito mais bagunça por parte das crianças e claro do nosso babá preferido. Enfim, boa leitura e até o próximo ano ♥

— Foi uma ótima noite Lis.. Precisamos repetir isso qualquer outro dia. — escutei Sara dizer, a voz da mamãe da vez soou fofa. Aquela mulher podia ser o diabo em pessoa, mas ela escolheu não me dedurar para Senhorita Smoak, então eu contava aquilo como ponto.

Oliver 1 x Robert 0.

Eu ainda tinha um emprego, tecnicamente ainda tinha responsabilidades e só precisava de mais alguns meses até esse inferno acabar para finalmente voltar a minha vida.

— Mister Oliver, você pode me contar uma história? — deixei um grito escapar quando a coisinha tocou minha mão com as mãos frias.

— Coisinha, não dá tenho que ir embora. Oh que pena. — me lamentei falsamente, mas o bico extremamente grande dela me fez hesitar.

— Vamos Angie, hora da história. Amanhã você tem aula meu amorzinho, já está tarde. — Felicity deu as caras na cozinha e mais uma vez forcei meu sorriso aquela noite. — Espero que não se atrase amanhã Jonas, vou precisar sair mais cedo e você precisa ser pontual, porque se você não for pontual eu não vou ser pontual..

— Entendi Senhorita Smoak. — minha voz soou rude o que a fez erguer uma sobrancelha em desafio. — Desculpa, não vai mais acontecer.

— Até amanhã Mister Oliver.

— Até coisinha.

Balancei a chave do carro em meus dedos ansiando chegar em casa e tomar um banho de pelo menos uma hora, tudo pra esquecer o dia de hoje. Estranhei quando cheguei na mansão e não vi ninguém, nem mesmo Maria para me recepcionar, dei de ombros subindo os lances de escadas prontamente retirando minhas roupas pelos corredores.

Não sei quanto tempo passei embaixo do chuveiro, deixando a água levar todas as dores que sentia em meu corpo. Cuidar de criança não era fácil quanto parecia ou eu que estava velho demais para lidar com elas.

Abri um sorriso sugestivo ao ver uma mensagem brilhar na tela do meu celular. Melissa, uma gata que conheci esses dias estava me chamando pra farrear, quase que instantâneo vi dois Oliver's surgir em cada ombro.

— Você precisa descansar Oliver, você tem trabalho cedo amanhã. Não ser pontual não é responsabilidade.. — o Oliver bom dizia.

— Vá pra farra garoto, aquelas crianças são umas pestes. Tudo que você precisa é de uma cerveja bem gelada e uma gata. — o diabinho sussurrava, tentador.

— Oliver não ouça ele, você vai se dar mal. — o Oliver bom sussurrou, mas resolvi ignorar prontamente chacoalhando a cabeça. Eu devia estar ficando louco.

Me arrumei rapidamente e me dirigi até a Verdant onde uma ruiva extremamente gata me esperava.

[...]

— Devia ter escutado o Oliver bom, devia ter escutado ele. — murmurei baixo preste a bater na porta dos Smoak/Lance/Palmer. Depois da noite de ontem, eu só tinha conseguido dormir duas horas apenas e estava morrendo, foi um sacrifício chegar até aqui. Não lembrava de muita coisa ontem e pela dor de cabeça infernal imaginei que tinha passado da vez nas bebidas.

— Você parece um zumbi. — Ben sussurrou assim que abriu a porta para mim, bufei revirando os olhos para aquela criança e em contradição ele me deu a língua. O empurrei levemente adentrando o recinto. Evitei meu bocejo escapulisse por minha boca.

— Bom dia Senhor Oliver, estou de saída, as crianças estão se arrumando e ainda não comeram. — uma loirinha passou por mim quase me levando junto. Ben gargalhou ao vê-la tropeçar e eu me senti tentado a fazer o mesmo, mas aquela pequena mulher ainda era minha chefe.

— O que tu quer comer moleque? — joguei o peso de todo meu corpo para o lado esquerdo enquanto encarava a cara de mafioso dele.

— Fritas e refrigerante.

— Você sabe que não pode comer isso agora garoto. — resmunguei.

— Então não me pergunte o que quero oras. — disparou revirando os olhos e correndo de volta pelos corredores. Caminhei para a cozinha preparando algumas panquecas e preparei uma calda de chocolate rápida.

— Pessoinhas, é hora de comer. — gritei dali mesmo, mas não tive nenhum resultado. Essas crianças me davam muito trabalho, tudo que queria era dormir e elas aqui.

Caminhei pelo corredor batendo na porta de Emily, e Ben e parando no quarto da coisinha menor.

— Me ajude Mister Oliver. — a garota implorou por debaixo do pano, o que devia ser um vestido estava entalado em sua cabeça e um de seus braços. Retirei o celular do bolso apenas para bater uma foto da coisinha que agora mantinha a cara fechada. E havia tanta semelhança com Laurel que eu me assustei.

— Vem cá tampinha. — a puxei pelo pano retirando o vestido e pegando o que devia ser o uniforme dela. Mas a pestinha parecia ter outros planos e começou a pular na cama. — Vamos coisinha, me ajude. — murmurei para Angeline que quicava em cima da cama sem parar. — Quer saber, veste o que quiser. — resmunguei no mesmo momento em que um grito fino, alto e extremamente irritante chegou aos meus ouvidos.

— Eu vou te matar Benjamin! — Emily gritava. Imediatamente corri até onde eles estavam e vi a loira arremessar uma sandália em seu irmão que desviou com elegância.

— Jesus Cristo! — ergui os braços em minha frente ao vê-la toda descabelada. Sua testa riscada um grande "idiota". Cheguei mais perto dela e com nojo toquei sua testa.

— Emmy, você tá engraçada. — Angie sussurrou chegando para a bagunça, gemi de desgosto ao vê-la vestida com uma fantasia de mulher maravilha. Porque eles não podiam ser normais? — Wow! O que aconteceu com sua testa?

— É tinta! Esse pirralho passou tinta na minha testa! Eu vou mata-lo.

— Isso sai com água guria. Vá tomar banho, você tá precisando.

— Você é horrível sabia? A pior babá de todas. — saiu pisando duro pelo corredor. Girei meu corpo para Ben que ria culpado.

— E não pense que a sua tia não vai ficar sabendo disso moleque. Eu espero que ela lhe dê uma dura. — ralhei com uma falsa moral, mas ao menos tirou o sorriso do rosto dele.

— E nós vamos para a escola. — Angie soltou socando o ar animada.

— Antes, você vai comer.

— Mas eu tô sem fome Ollie. — fez bico. A imitei, o que a fez gargalhar.

— Mas vai comer do mesmo jeito tampinha, não adianta. — retruquei a puxando pela mão em direção a cozinha. Não demorou muito Ben e Emily agora de cabelos molhados e de cara fechada se juntaram a nós. Em silencio eles comeram.

— Como vocês vão para a escola? — questionei me apoiando na bancada.

— Ônibus. — Emily respondeu mal humorada jogando a mochila nas costas, Ben refez seus passos em silencio.

— E você criatura? — perguntei a Angeline que me deu um sorriso, arregalei meus olhos ao vê-la trazer o dente para frente com sua língua. Essa criança era assustadora.

— Meu dente tá mole, não vou para a escola.

— Não é assim que funciona. — mentalmente bolei um plano. Eu só precisaria de alguns minutos e uma linha. — Onde tem linha aqui coisinha? — Angeline sorriu de forma inocente erguendo o indicador e me mostrando onde estava.

— Tem certeza que sabe fazer isso Ollie? — ela perguntou de forma lenta por ter a linha amarrada ao dente. Balancei a cabeça afirmando, estava completamente apavorado. Claro que não sabia o que estava fazendo, Maria fazia parecer muito mais fácil do que estava sendo. — Acho que você não tem certeza. — ela completou me encarando firme. Respirei fundo tentando me acalmar e me fazer parar de tremer.

— No três e você vai sentir uma dor leve. — murmurei enrolando a ponta da linha no dedo. — Um, dois...

— Ai! — ela gritou. — Você trapaceou, não disse o três. — irritada ela disse. Sorri brevemente antes de lhe oferecer um pouquinho de água para que pudesse estancar o pequeno sangramento.

— Esse aqui é sua garantia de 20 pila.

— Uau, vou ficar rica. — ela sussurrou maravilhada encarando o dente ensanguentado.

— Agora vamos que você tem aula. — sussurrei a puxando comigo. Ela não protestou. — Como sua tia quer que eu te leve pra escola se não me diz onde é?

— Titia é meio doidinha, mas ela tem um bom coração.. Papai sempre dizia isso. — a voz suave vindo do banco de trás do meu carro chegou em meus ouvidos. — E minha escola é logo depois daquele lugar ai. — ela apontou para uma lavanderia e próximo uma escola pequena. Senti um frio percorrer minha espinha ao ver muitos como Angeline correndo e gritando. Encarei o rosto dela pelo retrovisor e a vi dar de ombros enquanto encarava os outros.

— Você vai se sair bem coisinha. — fiz legal com os dois dedões e ela me lançou um olhar incrédulo.

— Você tem que entrar comigo Ollie. — falou como se fosse o obvio. Neguei prontamente. Nem que a vaca tussa eu ia entrar naquela escola cheia de capetinhas.

Evitei que um bufo de frustração saísse por meus lábios, meus quadris doíam devido as cadeiras serem pequenas demais e eu podia ser facilmente confundido com o corcunda de notre dame. O olhar perplexo da velha professora me lançava chegava a ser hilariante se aquela situação não fosse tão humilhante. Algumas mães estavam ali e me encaravam da mesma maneira.

— Qual o problema de vocês? — finalmente questionei. Minha voz soando mais alta do que queria. Angeline acenou da outra extremidade da sala. A garota era a única que estava fantasiada.

— Me desculpe Senhor Palmer...

— Misericórdia, não me confunda com ele.. Escuta, senhorita Lopez... engraçado, Jeniffer Lopez.. Senhorita Lopez. — fiz um trocadilho com a professora que pareceu não gostar muito. — Eu sou Jonas, o babá da Angeline. Não estava em meu planos participar disso aqui, e definitivamente preciso sair daqui antes que minha coluna permaneça assim para sempre. — esclareci.

— Babá? Homem? Quem foi a louca que contratou você? — uma das mães questionou.

— Ollie é melhor do que qualquer uma. — para minha surpresa, quem respondeu aquela ofensa foi Angeline que agarrou meu braço como força. Sua petulância me fez gargalhar.

— Isso aí coisinha! Muito bem, defenda Mister Oliver.

— Senhor Jonas, aqui não ensinamos esse tipo de atitude.

— Me desculpe professora, mas aquela mulher claramente me ofendeu, essa coisinha aqui só me defendeu. Seria errado se eu revidasse de forma pior, como por exemplo, uma mulher como ela não tem o direito de falar algo de mim, provavelmente nem deve saber a idade dos filhos. — contradisse.

— Vou pedir que se retire gentilmente Senhor Jonas, e leve um comunicado para Senhorita Smoak. — a professora falou. — Angeline querida, venha aqui..

— Não, eu vou com Ollie.

— Você a ouviu, ela vem comigo.. — repeti as palavras sem entender direito. — Não criança, você fica. Vá se sentar ali vá, venho te buscar mais tarde. — mesmo zangada Angeline se arrastou até uma cadeira próxima fechando a cara em seguida.

Ao chegar de volta aquela casa fiz tudo que havia na minha lista. Limpar, e fazer comida. Abaixei meu olhar fazendo careta para o avental colado em meu corpo, isso era um teste de masculinidade e tanto. Bocejei mais uma vez naquele dia, e sonolento me joguei de volta no carro para buscar as crianças. Perto do portão, Angeline estava e não parecia contente.

— O que aconteceu? — perguntei assim que a afivelei no carro.

— A escola é chata.

— Você não sabe o quanto, mas espere até chegar no ensino médio garota. — gargalhei quando ela aumentou o bico. Eu já sabia onde era a escola de Emily e Ben então passei por lá e os peguei também.

— Não precisava nos buscar. — a adolescente reclamou.

— Acho que seria bom deixar você caminhar então porque você obviamente perdeu o ônibus. — reclamei de volta.

— Que seja. — fez descaso revirando os olhos. A imitei fazendo cara de nojo o que fez os dois menores gargalharem da minha palhaçada. Mas não era palhaçada.

— Tia Lissy já está em casa. — Angeline gritou ao ver o carro vermelho parado em frente ao prédio. Desfivelei ela que saiu correndo gritando por sua tia.

— Oi crianças, vão lavar as mãos para almoçar. — escutei a voz da chefe soar. Ela estava com Angie no colo que mostrava a janela que estava em sua boca, e pela cara da loira mais velha aquilo não era algo bom. — Vão lá dentro amores, eu vou ter uma conversa com o Senhor Jonas. — prontamente eles obedecerem.

— Você arrancou o dente dela? — a raiva contida em sua voz me fez tremer. Será que ela não cansaria nunca de me dar sermão?

— Já estava caindo, e ela estava fazendo uma coisa assustadora afastando o dente para frente.

— Tinha que cair sozinho Oliver! Você acelerou o processo e isso é errado em nossa família. — ralhou. — E você a deixou ir fantasiada para aula? Que espécie de babá é você?

— Não vou nem contar que amanhã você precisa comparecer a escola dela. — sussurrei escutando um arquejo dela. Era hoje que ela me matava.

— Porque infernos eu não te demiti ainda?

— Porque não achou alguém melhor. — retruquei me arrependendo em seguida.

— Ainda. — arregalei meus olhos com sua ameaça. Droga, droga, droga! Eu estava ferrado.

— Tia! A senhora sabia que a fada do dente vai me dar 20 dólares? Meu dentinho vai me fazer rica. — Angeline gritou do corredor, sorri amarelo para o olhar fulminante que Felicity me lançou. Yep, eu estava muito ferrado.

Notas finais
O que acharaaam? Contem tudo nos comentários! Novamente, boas festas a vocês minhas lindas ♥