Um pouco sobre a minha história
26 Capítulo 26 - Velha amiga
Notas iniciais
Às vezes é necessário procurar refúgio em algum lugar ou em alguma coisa....
Bom, como faz um tempo que eu não escrevo, vou resumir o que aconteceu desde o último capítulo.
Estou na mesma empresa, a pandemia não afetou muito a empresa que eu trabalho, ainda bem, tenho dois amigos dentro da empresa que eu consigo confiar mais que outras pessoas.
Estamos na pandemia, não encontramos a cura e nem a vacina ainda, foi necessário criar uma lei para o uso de máscara, mas nem todos estão cumprindo com a lei.
A pandemia está destruindo todos os meus esquemas para conhecer novas pessoas.
Engordei 10kg.
Cabelo curto, eu pintei as pontas do meu cabelo de roxo, e mudei para o azul, e fui para o roxo, e voltei para o azul, fui para o roxo e agora está no azul.
Furei meu nariz na aba do nariz, ou o nostril como é chamado também.
Resumindo é isso.
Agora, o que está acontecendo é o seguinte:
Estou procurando me manter distraída por conta da minha velha amiga que está insistindo em voltar para a minha vida: a depressão, e ela não vem sozinha, vem acompanhada da ansiedade.
Já tentei pintura, bordado, canto, guitarra, flauta, desenho, escrever, assistir séries, assistir animes, escutar músicas que eu gosto, comer, cozinhar, limpar, correr, dançar..., mas nada está adiantando para eu conseguir fazer a vontade dela de submergir das profundezas e desaparecer.
O que eu posso fazer se a depressão e a ansiedade têm sintomas diferentes de pessoas para pessoas? O meu caso por exemplo é tristezas sem motivos, choros repentinos, dor no peito do nada, formigamento nas mãos, insônia ou muito sono, fome ou a falta dela, autoestima baixíssima, imunidade baixa, vontade de nada e tudo ao mesmo tempo, o que eu gostava de fazer já não tenho mais vontade.
Procurei ajuda médica? Claro.
Procurei ajuda da família? Claro.
Procurei ajuda de amigos próximos? Claro.
Procurei ajuda nos meus animais? Claro.
Procurei me ajudar? Claro.
Eu queria tanto entender o que eu tenho, mas é tão difícil quando você própria não consegue confiar em seus próprios sentimentos, em seus próprios pensamentos.
Às vezes sinto que não sou eu controlando minhas vontades, já fiz muita coisa que eu não queria fazer, já deixei de fazer muita coisa que eu queria realmente fazer, já deixei de aproveitar momentos, já destruí momentos, já esperei demais algumas coisas que não dependiam de mim e eu mesma me magoei por esperar de mais.
Às vezes, só às vezes, eu queria ser um robô, não ter sentimentos...
Tantos sorrisos ocultando mentiras do coração solitário, tantas risadas segurando lágrimas, tantas "estou brincando" com pitadas de verdade, tantas mentiras para ocultar a tristeza, tantos medos escondidos...
A dor, ela é individual, algumas coisas podem ser, para mim, insuportáveis, para outros uma brincadeira.
Queria poder me ver livre disso tudo, e não adianta falar "você consegue, você é forte, é só querer" que não é assim que as coisas funcionam, se fosse assim eu já estava livre disso tudo faz tempo.
Bom, enquanto eu luto contra meus demônios internos, vou seguindo a vida, deixando-a no piloto automático, só indo.
Melhorando disso tudo, estou com um projeto parado a muito tempo que eu gostaria de dar continuidade, vamos ver se eu consigo acabar pelo menos uma coisa.
E é isso, assim que acontecer mais alguma coisa de diferente, tentarei escrever aqui.
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