Um pouco sobre a minha história

1 Capítulo 1 - Como tudo começou a desmoronar


Notas iniciais
Eu sei que a minha vida não é interessante, mas isso para mim serve como uma terapia para eu não pensar em outros métodos de esquecer o que está acontecendo comigo no momento.

Eu nasci no Japão em 1996, em uma cidade pequena. Não me perguntem "O que você está fazendo aqui no Brasil se você pode estar no Japão?". Eu não escolhi isso.

Tudo começou quando eu nasci. Minha mãe era jovem, e meu pai mais ainda. Minha mãe, quando soube que estava me esperando, ela me disse que criou esperanças para continuar vivendo. Já meu pai, bem, não sei o que ele pensou quando soube que iria ser pai.

Minha família é uma família quando eu nasci, era composto por minha vó materna, meu avô materno, minha mãe, meu pai, minha tia irmã mais nova da minha mãe, o marido da minha tia, e meu primo mais velho, filho da minha tia, por mais que tenhamos nossas diferenças e que acabam algumas vezes em discussão, sempre que acontece algo nós nos unimos.

Com meu desenvolvimento em andamento, e mais gastos, a minha pequena família começou a sucumbir, a desmoronar.

Meu pai não queria responsabilidades, trabalhava, mas queria ir correr nas ruas do Japão com seu carro, ele adora corrida de carros, pelo menos foi isso que eu fiquei sabendo por minha mãe, não ajudava muito a cuidar de mim.

Minha mãe precisava ficar em casa para cuidar de mim, meus avós trabalhavam, meus tios também, meu primo ia para a escola, e logo, logo minha mãe teria que voltar a trabalhar para poder me sustentar e sustentar ajudar na casa, e não teria com quem me deixar. O jeito foi procurar uma creche.

No primeiro dia que fui para a creche, eu tinha meu 1 aninho e alguns meses, eu já sabia falar meu nome, andar e ir ao banheiro sozinha, comia sozinha e me trocava também, diz minha mãe que eu falava sem parar, mesmo não sabendo falar, eu queria falar muito.

Chegando na creche eu me assustei, muitas crianças, minha mãe diz que eu não parava de chorar por ter me assustado. Eu não queria largar a minha mãe, gritava e chorava todo dia que ia para a creche, na hora dela me deixar eu não queria ficar lá, diz minha mãe que eu gritava:

—Não me deixe aqui! Eu quero ficar com a mamãe! Não me largue!

E como isso foi contínuo por mais de 1 semana, ela resolveu trocar de creche. Depois de trocar umas 5 vezes de creche, eu me adaptei a uma creche, um que, de acordo com minha mãe eu ficava entusiasmada para ir à creche:

—Vamos! Já deu hora para ir? Vamos logo mamãe!

Mas então o paraíso acabou.

Notas finais
Espero que a minha vida seja interessante para alguém.