Um pequeno presente do futuro
11 Capítulo 11 – Desespero
Notas iniciais
_ Rangiku eu vim aqui………..te a......
_ Saia eu não quero saber, vá embora, me deixe.
Rangiku levanta-se de onde está sentada e sai correndo em direção a seireitei, em fuga daquela voz que parecia chegar próximo a ela novamente. Ela corre sem controle e não percebe o chão esburacado, ela cai, e em desespero tenta se levantar novamente, recomeça a correr, mas cai num buraco muito fundo, e completamente escuro. Ela tenta sair mas por mais que tente ela não consegue.
_ Rangiku........
_ Eu já mandei ir embora, me deixe em paz.........
O desespero de sair do buraco só aumenta, ela tinha que sair ela não podia ficar ali, ela fica cada vez mais cansada, mas não podia desistir....
_ Não........ não...... não....... NÃOOOOOOOOOOOOO
Ela acorda no mesmo local em que vira Byakuya indo embora, e quando percebe já está claro.
_ Então foi tudo um sonho? – ela respira – parecia tão real.....
Ela sai em direção a sua casa e quando chega só tem tempo para tomar banho e se trocar, comer um rápido café da manhã. Então sai para seu escritório no décimo esquadrão, e prontamente começa a fazer a papelada.
_ O que deu em você nas ultimas semanas? – Hitsugaya pergunta
_ Só estou fazendo meu trabalho normalmente, pensei que era isso que você sempre quis, que eu chegasse no horário e fizesse meu trabalho da melhor maneira possível – ela o responde sem tirar os olhos do papel.
_ Você se tornou tão eficiente sim, mas tem algo ai, e eu também soube que você não foi ver a Hana nenhuma vez nessa duas semanas.
_ Hitsugaya taichou, pensei o que eu faço ou deixo de fazer no meu horário livre não lhe interessava. – ela levanta para arquivar algumas papeladas e enviar para o primeiro esquadrão as que requisitavam. – Bom acho que terminei a minha parte.
_Ok, se quiser ir almoçar.....
_ Acho que vou tirar um cochilo no sofá.....
_ Humm velhos costumes nunca somem né?
_ Acho que sim – ela não queria dizer que tinha tido um pesadelo, e que não tinha descansado nada. Se deitou no sofá.
_ Rangiku vou sair pra almoçar, marquei com a Momo....
_ Ok....
Ele sai e fecha a porta, pensando que o comportamento da sua subordinada estava muito estranho, ela nem sequer insinuou nada quando ele disse que ia sair com a Hinamori, isso era muito estranho. Mas por mais que ele pense não conseguia imaginar o que estava passando pela cabeça da loira.
Rangiku caiu no sono rapidamente, ela parecia tranquila, talvez fosse o que ela precisava. Então de repente ela estava novamente naquele buraco.
_ Rangiku.......
_ Sai, me deixe em paz, eu só....... preciso acordar.......
Ela não conseguia enxergar nada parecia que cada vez ficava mais escuro, então ela começa a se desesperar cada vez mais.
Na mansão Kuchiki, Byakuya estava esperando Haruka para a conversa, tinha mandado prepara um chá vermelho.
_ Kuchiki-sama, a Matsumoto-sama já chegou.
_ Mostre o caminho para ela.
_ Sim senhor
Haruka estava adentrando na mansão quando é vista pela pequena Hana, que abre um grande sorriso.
_ Tia Haruka!!! – pula em um abraço apressado.
_ Olá Hana, espero que estejam te tratando muito bem aqui. – ela dá um leve sorriso para a mais nova.
_ Sim estão,...... – ela olha nos olhos da tia e depois de um certo tempo – é..... eu vou voltar pra mansão Matsumoto?
_ Ainda não, acredita que eu tenho dormido no escritório, por causa de tanto trabalho que temos, e se você for pra mansão Matsumoto não terá ninguém pra ficar com você, e creio que a Rukia e o Renji estão adorando mimar você.
_ Tudo bem.....
_ O que você queria perguntar é da Rangiku não é? – a menina apenas acena com a cabeça – ela está bem, está treinando e fazendo o trabalho no décimo esquadrão perfeitamente. Dê um tempo a ela, ok?
_ Ela não se afastou por causa daquele jantar não é?
_ Hana, claro que não...
_ Matsumoto-sama, o Kuchiki-sama está te esperando
_ Ah! Sim. Agora tenho quer ir Hana, eu tenho uma reunião com o Byakuya – ela pisca para a menina e segue o empregado da família Kuchiki.
Ela entra na sala e se senta na frente do Byakuya, e eles esperam o empregado sair para começar a conversa.
_ Bom, acho que Rangiku o avisou que eu queria falar com você? Por isso me enviou uma borboleta infernal.
_ Sim, e o que você gostaria de falar comigo?
_ É sobre a Rangiku, e devo presumir que você já tinha sabia.
_ Sim.
_ Byakuya, você está ciente que a Rangiku está tentando liberar a bankai do selo que o Yamamoto fez na zanpakitou?
_ Ela me disse que começou a treinar com você, e que estava pronta para liberar a zanpakitou.
_ Você lembra do que eu te disse tempos atrás?
_ Que para alguém que tem a zanpakitou selada apenas o dono da zanpaitou pode desfazer o selo.
_ Sim.
_ Mas o que eu e a Unohana não dissemos era que esse caminho é muito mais complicado do que se imagina, não é só a conexão entre zanpakitou e shinigami, tem também a relação do shinigami ser sincero consigo mesmo, e você sabe que a Rangiku nesses anos a única coisa que ela não foi for ser sincera consigo mesma.
_ Sim.
_ Os desafios que ela enfrentará..... eu nem posso imaginar, por isso fui contra, se ela tivesse trinado naquela época talvez tinha conseguido controlar a bankai, mas o Yamamoto ficou com medo do poder da zanpakitou.
_ Eu entendo tudo o que está me dizendo, mas porque veio me ver?
_ Porque eu acho que mesmo eu ajudando ela no treino, ela ainda insiste em não me dizer a verdade, mesmo sabendo que eu a conheço.
_ E o que eu tenho a ver com isso?
_ Byakuya, eu quero que você a ajude, talvez essa é a melhor solução.
_ Mas eu nem sei o que fazer....
_ É só estar ao lado dela, mas tem outro motivo que eu estou pedindo sua ajuda.
_ E qual seria esse motivo?
_ Sua zanpakitou é de dispersão, e é a melhor maneira de parar outra zanpakitou de dispersão.
_ Isso eu sei, mas o que tem haver com a Rangiku tirar o selo da zanpakitou?
_ Essa é a outra parte que não te contamos, quando o shinigami tenta tirar o selo da zanpakitou, se ele não aceitar a ajuda da própria zanpakitou, ele perde o controle da zanpakitou que o vê como inimigo e acaba matando o shinigami.
_ O que?
_ Eu sei é complicado, mas mesmo sabendo disso eu não posso contar a Rangiku, por isso escolhi contar a você.
_ Tem mais alguma coisa que queira me contar?
_ Existe, mesmo eu treinando com a Rangiku não é certeza que ela consiga liberar o selo, e a zanpakitou pode manifestar em qualquer momento os desafios, nem sempre são em meditações ou treinos.
_ Isso quer dizer que teremos que ficar de olho na Rangiku 24h por dia?
_ Basicamente.
_ E por que não me disse antes?
_ Não sabia se deveria te preocupar.
_ O que.......
_ Com licença Kuchiki-sama, mas a Kotetsu Fukutaichou está aqui para ver a Matsumoto-sama.
_ O que aconteceu?
_ Ao meu ver Kuchiki-sama parece uma emergência no quarto esquadrão.
_ Acho melhor eu ir então.
_ Não pense que essa conversa terminou! – Byakuya parecia irritado.
Haruka encontra Isane no portão da mansão, e vão com shunpo até o quarto esquadrão. Chegando lá Haruka vê o pequeno taichou.
_ O que aconteceu?
_ Eu não sei, fui almoçar e deixei Rangiku dormindo no sofá, mas quando eu voltei ela estava suando frio, tentei acordá-la, e tudo o que tentei não surtiu efeito, então eu chamei a Isane, que achou melhor traze-la aqui e te chamar.
_ Onde ela está? – por mais preocupada que ela estava, ela tinha que manter a calma.
_ Nós a colocamos num quarto particular, por aqui Haruka – ela mostra o caminho – Nira e Eru estão tentando baixar pelo menos a febre.
Ao chegarem na frente do quarto, Haruka respira fundo e entra. Rangiku estava deitada na cama, enquanto Eru e Nira estavam usando Kidou nela, ao verem Haruka entrar elas esboçam um pequeno sorriso.
_ Taichou, ainda bem que você chegou, não sabemos mais o que fazer – diz Eru.
_ Acabei pedindo ajuda a Nari, pra ver se ela consegue algo, ela me mandou uma borboleta infernal e disse que está vindo junto com a Mio.
_ Tudo bem, podem parar o Kidou.
_ Hai, taichou você sabe o que fazer?
_ Por enquanto é abaixar a temperatura dela, podem ir descansar vocês duas.
_ Mas taichou....
_ Pode deixar comigo, mas eu prefiro que não esteja ninguém no quarto.
_ Tem certeza que não precisará de ajuda? – Isane pergunta
_ Sim, prefiro deixar você Isane para acalmar a Rukia que já deve estar chegando, e o Hitsugaya.
_ Ok.
_ Eru, você e a Nira estão exausta e não conseguiriam fazer muito mais, peço que ajudem Isane, e se eu precisar de ajuda avisarei.
As três shinigamis saem do quarto deixando apenas Haruka, que se aproxima da irmã, ela sabia exatamente o que estava acontecendo, e sabia também que não poderia ajudar, a única pessoa que poderia fazer algo seria a própria Rangiku.
No sala de espera do quarto esquadrão chegou Nari, Mio, Rukia, que trouxe consigo Renji, Hana e Byakuya.
_ Cadê a Rangiku – pergunta Nari
_ Está com a taichou – reponde Eru – a taichou disse que por enquanto ela cuidará da Rangiku.
_ E vocês deixaram? – Mio se intromete – ela não tem capacidade pra isso
_ Nós podemos vê-la? – Rukia pergunta aflita
_ Ainda não.... – Nira responde.
As horas vão passando, eles ficam esperando meio aflitos, e com Mio dizendo que a Haruka não é a melhor para curar a Rangiku. Se passaram quase duas horas até Haruka chegar a recepção, Hana estava segurando o choro e foi a primeira a ver a tia.
_ Tia Haruka. – Hana diz se levantando e indo em direção a mais velha.
_ Oi Hana – ela sorri.
_ E como a Rangiku está – pergunta Rukia.
_ Estável, mas ela ainda não pode receber visitas. – diz Haruka.
_ Tia Haruka, pode pelo menos deixar o Kuchiki-taichou ir vê-la? – Hana pergunta.
_ Porque o Kuchiki? – pergunta Mio
_ Tudo bem Hana – Haruka ignora Mio – Então venho comigo Byakuya.
Os dois vão até o quarto em que Rangiku está, depois de entrar no quarto fecham a porta, Rangiku parecia estar dormindo tranquilamente.
_ Haruka, eu sei que você evitou dizer aos outros, mas o que ela tem? – ele pergunta se aproximando da cama.
_ Ela só está passando por aquilo que eu te falei hoje, a zanpakitou está tentando contato com ela e provavelmente ela está evitando.
_ Quanto tempo até a zanpakitou a atacar?
_ Não sei, tudo o que podemos fazer é esperar ela acordar.
_ E você sabe quando ela irá acordar?
_ Byakuya, não tenho a mínima idéia.
_ Só pra vocês saberem eu não atacarei a Rangiku, só estou tentando ajudar, mas ela fica me mandando embora – diz uma voz
Os dois procuram a dona da voz até avistarem um pequeno gato em cima da Rangiku, um gato que parecia um mini tigre branco.
_ Ela é teimosa demais, estou tentando fazer contato com ela desde ontem.
_ Perai, você é a Haineko? – Byakuya pergunta.
_ Sou sim, mas sou a forma que a Rangiku vê depois que a zanpakitou foi selada, antes eu tinha uns 5 metros, era muito forte, agora sou assim.
_ E como podemos vê-la? – Haruka perguntou.
_ Porque a Rangiku não está conseguindo me controlar, ela está com medo, é por isso que eu vim aqui. Vocês dois são as pessoas que ela mais confia.
_ Mas o que podemos faze? – Byakuya ainda espantado pergunta.
_ A reatsu da Haruka a acalmou, então eu acho que sua reatsu pode ajuda-la, Byakuya.
_ Entendi, ela precisa de forças para enfrentar o quer que ela esteja enfrentando. –Haruka fala.
_ Sim, e ela precisa aceitar a minha ajuda isso é o mais importante, e se ela conseguir ela vai entrar novamente no meu reino, e então ela conseguirá toda minha força, vocês vão ajudar?
Fale com o autor