Um pequeno presente do futuro
9 Capítulo 9 – Plano em ação
Notas iniciais
Hana, Yachiru, Rukia e Renji estavam terminando os últimos detalhes do plano em que iriam tentar juntar Byakuya e Rangiku.
_ Agora só falta trazer a Rangiku aqui na mansão, isso é com você Hana. – fala Yachiru.
_ Pode deixar comigo, sei bem como convence-la – sorri animada.
_ Então vamos recapitular o plano. – fala Rukia – Primeiro eu vou preparar o jantar, e Hana fica encarregada de trazer a Rangiku, certo? – todos concordam – então no jantar estarão Hana, Rangiku, eu, o Onii-sama e Yachiru. E então eu usarei a Sode no Mae para deixar o tempo lá fora completamente congelado, e Hana derrubará o suco na Rangiku, então direi para o Onii-sama que arranje roupas limpas para ela, e quando os dois estiverem sozinhos num quarto o trancaremos e deixaremos sozinhos.
_ Parece um bom plano – Yachiru fala – e eu vou estar aqui para que tudo ocorra nos conformes – ela abre um grande sorriso.
_ Vou falar com a mama.... Rangiku-fukutaichou – Hana começa se levantar.
_ Hoje cedo encontrei ela e a Haruka, e acho que a Rangiku deve estar no esquadrão de Kidou. – Renji avisa a pequena.
_ Ah! Obrigada... – ela sorri e sai junto com Yachiru.
_ Você acha que esse plano vai funcionar Rukia? – Renji aproveita que as meninas saíram pra perguntar.
_ Pra falar a verdade, eu acho que não Renji. – ela olha o garoto de cabelos vermelhos – Sabe eu só incentivei porque Hana parecia triste, e eu quero de alguma forma animá-la enquanto ela estiver aqui.
_ É.... e pelo visto vai ser um longo tempo.... – Renji olha a outra fukutaichou – pelo que eu soube o Kurotsuchi e o Urahara nem sabem por onde começar.
_ Sim é.... – Rukia se levanta – acho melhor mudarmos de assunto.
Eles vão na cozinha onde Rukia fala com o cozinheiro sobre o jantar, e eles vão ao décimo terceiro esquadrão.
No escritório do esquadrão de Kidou estavam Haruka, Eru (uma jovem de cabelos castanhos compridos e soltos, olhos avermelhados, um pouco mais alta que a Rukia, e uma das melhores usuária de Kidou do esquadrão, ela possuía atualmente a sexta posição, mas era a mais próxima da taichou) e Rangiku, que estava sentada num sofá e tomando um chá. As duas do esquadrão estavam fazendo papeladas, mas não parecia ter muito o que fazer.
_ Você me chamou pra te ajudar ou ficar olhando você e a Eru-chan trabalhar? – pergunta Rangiku olhando o conteúdo da xicara.
_ Na verdade quero conversar com você, mas também tem trabalho, atualmente temos uns três shinigamis que querem ir para o décimo esquadrão, normalmente falamos com o sotaichou, mas dessa vez o Kyoraku disse que é decisão dos esquadrões aceitarem os novos integrantes, e eu preferi falar com você, acho que seu taichou não vai muito com minha cara – ela sorri para Rangiku que levanta e se aproxima da mesa.
_ Então me mostre eles, mas me sinto vendo mercadoria pra comprar – diz meio emburrada – a única sorte é que você me livrou de trabalho lá no esquadrão.
_ Bom na verdade você só precisa ver a ficha deles, se tiver algum teste, isso é feito no seu esquadrão.... – Eru comunica Rangiku, enquanto procura os papéis – ah! Aqui estão, são esse três.
_ Ok! Vou ler ali do canto pra não atrapalhar. – da um leve sorriso e senta onde já estava. – mas me diz uma coisa por que você está aqui Eru-chan, você agora é a sexta oficial, quem devia estar aqui é a Mio não?
_ Bom, a Mio diz que trabalho de escritório é muito chato, e na verdade, ela é excelente pra manter a ordem, então ela me deixa aqui com a taichou. – responde voltando as papeladas.
_ Não sei qual de vocês duas tem mais sorte, ela que não tem que fazer papelada ou você que não tem que lidar com os subordinados. – Rangiku diz enquanto retoma a leitura.
Depois dessa breve conversa, dentro do escritório apenas se ouve o barulho dos papéis, até uma batida na porta.
_ Matsumoto taichou! – era uma voz feminina
_ Sim, Mio – Haruka estranhou a formalidade da jovem fukutaichou.
Mio (ela aparenta ter seu 18 anos, é ruiva como o fogo e seus olhos são pretos, ela é um pouco mais alta que a Eru) abre a porta e entra sendo seguida pelo sotaichou e Nanao.
_ Boa tarde Haruka. Não pensei que seu esquadrão fosse tão formal. – ele olha pela sala se adentrando – humm não pensei que estaria aqui Rangiku, e você é..... – fala se aproximando de Eru.
_ A ex-fukutaichou do esquadrão de Kidou, Natsumi Eru. – Nanao fala enquanto arruma seu óculos – agora ela ocupa a sexta posição se não me engano.
_ É isso mesmo – Eru sorri.
_ Bom não vieram aqui pra falar da Mio e Eru não é? – Haruka pergunta levantando os olhos para Kyoraku.
_ Está certa, estou aqui pra falar de um assunto mais delicado. Haruka queria convida-la para assumir o quarto esquadrão, sendo a nova taichou deles.
_ O queeeeeeeeee!!! – Mio estava impressionada – vocês realmente acham que a Haruka tem condições para assumir um esquadrão oficial? – agora ela parecia indignada – pelo que sei ela só é taichou desse esquadrão, pra fazer a papelada e...
_ Quieta Mio! – Eru levanta a voz, que faz Mio encara-la – Você está aqui a poucos anos e não conhece a taichou, sempre a julga de forma errada.
_ E você acha mesmo que eu to errada? – Ela se aproxima da Eru – eu sou a fukutaichou desse esquadrão porque você não conseguia por ordem por parecer uma sombra da Haruka...
_ Se forem brigar peço que vão na ala de treinamento. Agora Shunsui, não sei se eu conseguiria manter o padrão da Unohana, porque não pedem para alguém mais adequado? – Haruka fala, mas sem se mexer da cadeira.
_ Na verdade eu só estava evitando essa conversa, você sendo a taichou do quarto esquadrão é a única solução no momento, e além do mais você é uma das poucas amigas que a Unohana tinha e acho que a única que realmente a conhecia. – ele fala e depois olha pra Nanao.
_ Mas mesmo assim eu teria que passar pelo teste para ser aceita não é? Se tiver eu declino, não quero mostrar minhas habilidades ou a minha Bankai.
_ Perai, a taichou tem uma zanpakitou imaginária? – Mio interrompe a conversa. – e não quer mostrar as habilidades? – ela ri.
_ Mio para de ser intrometida! – Eru estava quase avançando na outra shinigami.
_ Na verdade Haruka não será necessário, você tem seis votos de aprovação, então não precisa passar pelo teste, e precisamos que o quarto esquadrão volte a ativa o mais rápido possível.
_ Então acho que não tenho escolha. – ela olha as duas que estavam quase se pegando, e respira fundo – Então eu gostaria que a Eru e a Nira fossem comigo para o quarto esquadrão, e eu deixarei a Nari-chan no comando do esquadrão de Kidou.
_ Perai mas eu sou a fukutaichou – Mio estava ficando irritada.
_ Eu não tirarei seu titulo, só que deixarei a Nari como taichou, ela conhece todos os procedimentos do esquadrão e ela está aqui a mais tempo, e apenas isso será necessário para ela ser taichou, além dela ser uma excelente shinigami, e as habilidades dela são formidáveis. – Responde Haruka.
_ Eu aceitarei a Nari como taicho, porque ela é melhor que você, Haruka. – Mio reponde e sai da sala.
_ Tem certeza disso Haruka? – pergunta Eru
_ Eru-chan, como a Haruka disse não exigimos muito do taichou de Kidou e se ela diz que essa Nari é adequada pro cargo eu aceito, quanto a você e a Nira irem com a Haruka está ok também. – responde o Kyoraku.
_ Então eu irei avisar a Nira e a Nari, se me dão licença – ela faz reverencia e sai.
_ Bom também não temos mais nada pra fazer aqui, agora temos que ir avisar a Kotetsu fukutaichou, então até mais – Kyoraku e Nanao saem.
_ Nossa Onee-sama agora você é taichou do quarto esquadrão. – ela olha a irmã que estava pensativa.
_ Rangiku, agora não e você tem sorte da Nanao não perceber o quanto você está inquieta. – responde olhando nos olhos da irmã mais nova.
_ Eu sei..... Ah! Esse aqui serão bem vindos no décimo esquadrão. – ela muda de assunto.
Yachiru e Hana foram até o décimo primeiro esquadrão, Yachiru estava ansiosa para apresentar o Kenpachi para Hana.
_ Bom o Ken-chan pode ser um pouco assustador, mas ele é legal viu. – Yachiru diz a Hana antes de entrarem no quartel.
_ Tudo bem, mas você esqueceu que eu já conheço ele do futuro? – Hana pergunta.
_ Sei lá ele pode ser diferente lá.
Elas entram no quartel e caminham em direção ao campo de treinamento, e quando chegam no campo avistam Yumichika, Ikaku e Kenpachi lutando entre si, eles já estavam até sangrando como de costume.
_ Olha só o carequinha e o Yumichika estão treinando com o Ken-chan – ela começa a correr em direção ao campo – KEN-CHAN!!!
Os três olham as duas garotas e param a luta.
_ Essa é a garota que apareceu naquela luz, certo? – pergunta o Yumichika
_ É sim, nós somos amigas – Yachiru diz sorrindo – e eu queria que ela conhecesse você Ken-chan, o carequinha e o Yumichika – Ikaku não gosta do geito que ela se refere a ele.
_ É um prazer conhecer a filha da Matsumoto fukutaichou – Yumichika fala chegando mais perto da menina.
_ É um prazer conhece-los também – diz a menina – mas acho melhor irmos Yachiru antes que fique tarde demais.
_ Ah! Sim, nos temos compromisso já! – ela olha o Zaraki – Ken-chan até mais tarde – elas sorriem e saem.
Elas começam a usar shunpo em direção ao esquadrão de Kidou, elas ainda iriam convidar a Rangiku para o jantar.
_ Boa tarde, eu sou Kusajishi fukutaichou, e eu queria ver a Haruka – as duas sorriem.
_ Ah! Pode deixar que eu levo elas até a Haruka, — ela olha as meninas – eu sou Nira, eu estava a caminho mesmo então não terá problemas. –ela sorri e mostra o caminho, que as duas seguem até parar na frente de uma porta, ela dá duas leves batidas — Haruka, posso entrar?
_ Claro, Nira – responde uma voz vindo de dentro da sala.
_ Haruka, essa duas estavam lá fora e queriam te ver, espero que não tenha problemas elas virem comigo.
_ Claro que não. – ela sorri para as garotas. – Nira você já deve estar ciente do que está acontecendo, eu só quero saber se você virá comigo para o quarto esquadrão?
_ Claro, taichou! – ela responde prontamente – será uma honra. Agora vou voltar aos meus afazeres, e me preparar para a mudança.
_ Então você vai ser a nova taichou do quarto esquadrão? – pergunta Hana
_ Se você já sabe a resposta porque pergunta? – Haruka responde
_ Ah, claro. Tia Haruka você viu a minha mã.... a Matsumoto Fukutaichou? – a menina fica com medo de cometer um erro.
_ Por pouco não a pegam aqui ela acabou de sair, mas acho que foi direto para a casa dela – sorri para as meninas que se entreolham.
_ Obrigada! – e as duas saem correndo em direção a casa da Rangiku.
Rangiku acabou de chegar em sua casa, e vai em direção ao banheiro onde enche a banheira para um banho relaxante, e entra na banheira e fica olhando pro teto, e ela acaba lembrando da noite em que passou com Byakuya, isso a faz ficar vermelha. Ela sabe que se ficar perto dele acabará lembrando, e precisava manter afastada dele, pelo menos por enquanto.
Quando ela está saindo da banheira escuta barulhos vindo da porta da sala, ela abre e dá de cara com as duas meninas, que arregalam os olhos para Rangiku com o roupão de veludo.
_ Desculpa, não queríamos atrapalhar o seu banho Matsumoto fukutaichou – Hana fala sem olhar para a loira, e Yachiru prefere esperar do lado de fora.
_ Pensei que não conseguia me chamar de outra forma que não fosse mãe. – responde Rangiku. – e aliás eu já tinha terminado, vou colocar meu pijama, mas pensei que iria jantar na mansão Kuchiki.
_ E vou, e eu queria que você fosse comigo – ela faz biquinho, do mesmo jeito que Rangiku faz quando não quer fazer papelada.
_ Olha Hana, acho melhor eu ficar no meu canto. – ela tenta não olhar pra menina que sabe que irá ceder se ela continuar a implorar.
_ Mas eu não quero ir sozinha...
_ E a Yachiru não é uma companhia?
_ Mas ela não é minha mãe, que me protege – ela olha pra cima para encara os olhos arregalados de Rangiku, que não esperava uma resposta assim – e mesmo que eu vivi minha vida inteira na mansão Kuchiki, ir jantar lá hoje é completamente diferente, é como fosse a minha primeira vez, e eu confesso que estou com medo, os anciões me assustam, e eu só me sinto segura quando estou com você, mãe.
Elas ficam olho no olho por um tempo em um completo silencio, Rangiku não sabia como negar qualquer que fosse o pedido da menina, e percebeu que estaria ferrada no futuro. Ela respira fundo em sinal de desistência.
_ Ta bom, eu vou com você, mas me dê um minuto pra me vestir. – ela diz em fim, e quando Rangiku se vira Hana dá um sorriso de vitória.
_ Ela aceitou Yachiru. – ela olha a amiga que está pulando do lado de fora.
_ E o que você disse você sabe convence-la? – Yachiru sorri.
Rangiku vai até o seu quarto e veste o uniforme shinigami, respira fundo e sai pra encontrar as duas garotas e ir para a mansão Kuchiki. Elas caminham em silencio o trajeto todo, quando chegam na mansão um servo leva elas até a sala de jantar, onde Rukia e Byakuya já estavam.
A mesa fica no meio da sala, é uma mesa tradicional japonesa. Quando entram na sala Hana e Yachiru sentam próximo a Rukia, deixando apenas o assento próximo ao Byakuya, Rangiku respira e se senta, mas já compreende o que as três estão armando, assim como Byakuya.
_ É bom recebe-las para jantar aqui, – Rukia fala se dirigindo a Hana e Yachiru – e obrigada por vim também Rangiku, sei que significa muito para a Hana.
_ E o que teremos para o jantar? – pergunta Yachiru se intrometendo na conversa.
_ Sukiyaki (mistura de massas, carne de vaca picada, ovo e vegetais) – Rukia responde a pergunta da menina – vou dizer que estamos prontos para jantar.
Rukia sai da sala e vai até a cozinha onde diz aos servos que podem servir o jantar e depois vai até a varanda seguindo com o plano e faz com que a região próxima a mansão Kuchiki fique completamente fria, chegando a -30º C. E depois volta para a sala de jantar, antes da comida ser servida.
_ Eles já vão vir servir a comida – diz entrando na sala.
_ Obrigada, Rukia! – Byakuya diz olhando a irmã.
_ Eu que mandei prepara esse jantar, então pode deixar que tudo fica por minha conta. – ela diz com um sorriso.
_ Rukia, mas por que sukiyaki? – Rangiku pergunta um pouco curiosa – Se Hana disse que a comida favorita dela é udon?
_ Eu perguntei a Hana o que ela gostaria de comer hoje, e ela disse que queria Sukiyaki porque é sua comida favorita. – Rukia responde, e Hana fica levemente vermelha.
_ Só queria saber desde quando sukiyaki virou minha comida favorita – Rangiku da uma risada extravagante, que faz com que Byakuya perceber o que ela está fazendo.
_ Na verdade, eu nunca soube qual é sua comida favorita,......mãe – Hana olha para baixo – sempre que tem algo especial em casa fazemos udon e sukiyaki, por isso imaginei, mas....
_ Na verdade, é que sukiyaki é a comida favorita da Rukia – Byakuya fala, e sem perceber Rukia, Yachiru e Hana fazem cara de quem fez algo errado.
O servo traz o jantar e serve cada um que está na mesa, e depois se retira, eles comem e silencio, como se nem se conhecessem. Hana sentia que o plano tinha ido por água a baixo e que seus pais nunca ficariam juntos.
_ Nossa está ficando frio, acho melhor eu voltar pra casa – Rangiku fala se levantando da mesa –Rukia, Byakuya, como eu tenho muita coisa no esquadrão eu irei direto pra minha casa e não passarei na mansão Matsumoto, então teria algum problema se Hana ficar aqui?
_ Nenhum, ela pode dormir no meu quarto. – Rukia sabia que naquele momento era melhor desistir do plano e que nem funcionaria, se molhassem a roupa de Rangiku só faria ela ir embora mais rápido. – mas não vai quere sobremesa, Rangiku?
_ Hoje não. – ela olha as meninas – se comportem vocês duas, e não arranjem problemas. Bom.... Boa noite! – Rangiku sai apressada, antes que uma delas faça algo.
_ Boa noite! Vou me retirar também – Byakuya sai da sala e ri, pensando que sobreviveu a um jantar que tinha tudo pra dar errado, e afastar Rangiku ainda mais dele.
Quando as três ficam sozinhas na sala elas se olham, e respiram fundo, como sinal de derrota.
_ Não acredito que tudo deu errado – Yachiru fala – meus planos nunca falham.
_ Eu sei que parece um pouco frustrante, mas temos tempo ainda, e vocês duas tem que dormir. Vamos pro meu quarto. – Rukia se levanta e indica o quarto para as meninas – só agradeço de nenhum ancião dar as caras no jantar. – fala pra si mesma.
Fale com o autor