Um passeio com o Papai.
1 Capítulo único.
Notas iniciais
Eu pensei em várias músicas então deixo algumas aqui: James Young ??“ What is love; Zara Larsson ??“ Uncover; Lauv ??“ The Story Never ends.
Bom, esperem que gostem, sem mais delongas. ?“tima leitura.
All for rose – um conto especial.
Alguns anos depois.
Oliver Jonas Queen.
— Oliver, serio que vamos de minivan? – Tommy me lançou um olhar confuso. Ele apontava para a minivan como se ela fosse uma cobra prestes a dá-lhe o bote. E ele tem medo de cobras.
— Sim, nós vamos. – Respondi com naturalidade pela decima vez.
Qual era o problema em viajar em um carro que caberia nós todos? A união faz a força... bem foi isso que eu ouvi em algum lugar.
— Somos um grupo de nove pessoas, em um mini maldito carro, acha mesmo que essa sua ideia de sairmos juntinhos para explorar a natureza, vai dá mesma certo? – Ele bufa voltando-se para a van com olhar crítico. – Essa coisinha é tão pequena que Cait chutaria minhas bolas se sairmos por aí com isso, ela é muito protetora com as crianças. Eu receberia um sermão de como é perigoso....
Deixei ele terminar de reclamar enquanto inspecionava a minivan, na qual era um carro sofisticado, e altamente preparado para qualquer imprevisto, eu tinha solicitado a melhor empresa de automoves especializada, para equipa-la com tudo que é necessário, o maior deles foi a segurança, mas Tommy não precisava saber disso. Estava tudo de acordo como deveria ser, eu posso ser um homem muito rico assim como Tommy, mas o espirito aventureiro de não utilizar as riquezas que tínhamos, estava em minha mente a um bom tempo. Vamos lá, me de alguns pontos aqui! Eu sou um ótimo pai em tempo integral, meus filhos são tudo para mim, mas eles desde pequenos são mimados com toda riqueza que posso proporcionar, tudo que querem eu dou assim como Felicity faz, nesses últimos anos notei que acabamos nos acomodando com todas as regalias, e isso estava tirando toda a diversão de nossas vidas. Um dia no meio do nada poderíamos nos dá a chance de discutir em que rumo estávamos seguindo.
— Tommy você não está vendo meu ponto. – Sibilo fazendo-o calar a boca. – Desde pequenos nós temos dinheiro, muito dinheiro, sabemos como uma vida de estalar os dedos realmente é, somos felizes eu sei, mas veja. – Abro os braços mostrando nossas mansões que são equivalentes a mais ou menos trinta e cinco milhões de dólares na promoção. – Precisamos de um tempo sem tudo isso, apenas nós e nossa família.
— Você quer dizer passar um final de semana dentro do meio do nada, em uma cabana sem sinal de WiFi ou qualquer outra coisa, porque você quer ter um dia de pobre, afinal? – Ele devolva com sorriso zombeteiro. – Não, obrigado! Estou indo com meus filhos para Disney. Sam ainda não viu o Mickey esse ano. – Ele acena se afastando, puxo-o de volta pela a camisa fazendo-o ficar no lugar.
— Um final de semana só nosso, sem nada nos atrapalhando. – Ergo uma sobrancelha para ele. – Prometo ficar com as crianças enquanto você mostra o mundo selvagem para Cait. – Argumento.
— Esse mundo selvagem não poderia, sei lá, ser uma ilha no caribe? Que tal bali? Fiquei sabendo que pode ser muito caliente para nossos casamentos. – Ele balança as sobrancelhas para mim, permaneço com olhar firme. – Havaí? Vamos lá homem... eu trabalho de segunda a sexta, tenho direito a férias promissoras, afinal de contas eu trabalho para disponibilizar a minha família algo que possam desfrutar.
— Qual foi a última vez que você viveu uma aventura com sua esposa e filhos? – Cruzo os braços sobre o peito e espero sua resposta. Ele me olha em silêncio, seus pensamentos em conflitos, posso até ouvir a engrenagens girando. – A última vez que você realmente ficou entorno deles sem nada atrapalhando, sem o mundo real atrapalhando? – Pressiono. – Quando foi a última vez que você dormiu com sua mulher sem um telefone tocando? – Eu sei que já estava jogando sujo, mas quando se trata do Tommy, o nível é outro. Na verdade, esse papel é com Diggle, mas como meu fiel escudeiro foi visitar sua mãe com sua família resolvi apenas fazer a vida do Tommy um inferno.
— Essa aventura não poderia ser um resort? – Ele sorri mostrando todos os dentes brancos, tentando novamente me subornar. – Uma praia tropical....
— Com todos os serviços de quarto e tudo mais. – Reviro olhos. – Pessoas a nossa volta. E nossos filhos o dia todo no celular em joguinhos sem graça, ou assistindo...
— Certo, certo. Você venceu! – Ele rosna gesticulando com as mãos. – Eu não posso negar que tudo isso atrapalhe, mas veja Oliver, com dinheiro podemos fazer o que quiser.
— Esse é o ponto. Precisamos fazer algo com alguma dificuldade, apenas para saber como a vida é realmente valiosa. – Suspiro e encaro seus olhos azuis. – Não temos tempo com nossa família. – Bufo. – Tommy, minha esposa é louca pela a tecnologia, ela não passa um dia longe dos seus brinquedinhos. Pelo o amor de Deus, meu filho de quatro anos já é um mini hacker, isso não é saudável!
— Se bem que Sam anda muito na sua casa, ele bloqueou meu celular um dia desses... – Ele reflete mordendo o dedo indicador. – Inferno! Caitlin também virou uma viciada em doramas, e não fala em outra coisa a não ser nos meninos de olhos puxados. Ela me dava massagens... Deus! Em nossas viagens ela passa o tempo todo no celular se atualizando com coisas do trabalho, quem está em cirurgia, quem viveu, quem morreu, nosso sexo tem sido rápido demais, pois na maioria das noites ela está no plantão, eu nem sei qual foi a última vez que nós... estamos no automático. – Ele grita com as mãos para o céu.
Tommy vendo a realidade estava quase me assustando. Balancei a cabeça e puxei-o pelos os ombros.
— Vamos fazer essa viagem e ver onde isso tudo vai dá. – Afirmo alegremente.
— Sim, nós vamos. – Ele promete confiante. – Mas quero que as meninas não saibam que elas vão ficar sem suas coisas.
— Você é um homem muito cruel, Thomas. – Sorrio.
— Quando meu casamento está em jogo, eu posso ser o vilão. – Ele sorrir maldosamente. – Vamos, vamos planejar isso.
Dias depois.
— Querida, está na hora. – Grito no final das escadas.
O primeiro a descer como um foguete é o Colin, meu garotinho de quatro anos. Ele usa um short cinza com uma blusa vermelha que contem desenho de uma teia de aranha, um boné virado para trás do mesmo modelo, e seus sapatos esportes.
— Papai, as meninas demoram muito. – Ele faz uma careta me alcançando, seguro-o nos meus braços dando beijos em seu rosto.
Desde pequeno Colin sempre foi o mais ativo, o que dormia tarde e acordava no cantar do galo, sempre briguento na escola, e o mais respondão. Mas minha mulher sempre teve as rédeas, e Colin acabou aprendendo o certo e o errado logo cedo, ele é muito experto, principalmente tendo Felicity Smoak como sua mãe.
– Mulheres... – suspiro contente. Ele acena e sai dos meus braços indo em direção a sua mala. – Nada de desfazer as malas. – Guincho, fazendo-o recuar ainda olhando para a mala ansioso.
— Mas eu quero meu brinquedo. – Queixa-se.
— Colin, aqui! – Rose vem saltitando com um boneco vestido de verde e um arco na mão. – Nada de mexer nas malas. Mamãe surtaria.
Rose é minha filha mais velha... em seus sete anos é a mais obediente e contagiosa, com o passar do tempo vejo que ela puxou apenas o tom dos meus cabelos, seus olhos, nariz e boca é tudo de sua mãe Helena que morreu quando ela ainda tinha apenas dois meses de vida, durante um acidente de carro Helena se foi, minha pequena cresceu sabendo que sua mãe estava em um lugar bonito longe de nós, e que Felicity não estava aqui para roubar o lugar de ninguém, mesmo assim Rose aprendeu a amar Felicity de uma maneira única, sua primeira palavra foi mamãe, e desde então as duas são inseparáveis.
— Eba! – Colin me tira do devaneio ao pegar o boneco. Ele murmura algo e sai brincando pela a sala.
— Papai. – Rose chama e eu desço o olhar até ela. – Mamãe, está quase pronta. – Afirma em cortesia.
Uma das coisas mais linda na Rose é seu sorriso, de algum modo lembra muito Felicity, assim como sua confiança abrangedora.
— Okay, querida! – Aliso seus cabelos para o lado fazendo-a sorrir. Rose se afasta e começa a brincar com Colin, que corre apressadamente de um lado para o outro, murmurando algo como “você falhou com essa cidade” e “seja a caçadora, Rose”.
— Papai. – Escuto um choramingo único. Olho para as escadas onde uma Chloe chateada vem com um bico lindo e olhos avermelhados de chorar.
Chloe é a cópia de Felicity, grandes olhos azuis claros, pele cremosa, o mais lindo nela é sua boca rosada e nariz pequeno empinado que são idênticos a de sua mãe. Ela veste um vestido branco todo florido, uma tiara rosa, e seu cabelo loiro areia curto puxado em um rabo de cavalo minúsculo.
— Sim, baby? – Sorrio para ela que desce as escadas apressadamente, no último degrau ela se lança nos meus braços.
— Mamãe não deixa eu levar o Snoop. – Ela queixa-se com um soluço, escondendo o rosto na curvatura do meu pescoço. Aliso suas costas com carinho tentando acalma-la.
— Mamãe deve ter algum motivo. – Tento persuadir.
— Não, ela não tem. – Resmunga ficando irritada.
— Okay, acalma-se. – Peço com carinho.
Depois de alguns minutos ela para de fungar e me encara. Sua personalidade não poderia ter puxado a ninguém a não ser a mim.
— Que tal um chocolate? – Pisco para ela que abre um sorriso alegre mostrando todos os seus dentinhos pequenos.
— Nada disso. – Felicity nos corta como um trovão.
Tanto eu como Chloe arregalamos os olhos.
— Querida.... – Comecei.
— Oliver, Chloe está sem guloseimas por uma semana, o médico mesmo disse isso. Ela está ainda tomando medicação devido sua última infecção, então quanto menos açúcar melhor. – Repreende como um chicote.
Rose e Colin continua correndo pela a sala brincando alheios a nossa discussão mínima. Viro-me para ela que está no topo das escadas segurando duas bolsas, vestida com um vestido igual à da rose ela se destaca em qualquer lugar. Cabelos em ondas sobre os ombros, e uma leve maquiagem cobrindo sua pele rosada. Com elegância ela desce e vem até nós dois.
— Mamãe má.— Chloe estala fechando a cara e escondendo seu rosto no meu ombro novamente. Felicity revira os olhos e me dá um selinho apressado.
— Querida eu não achei o Snoop, então não é culpa minha. – Felicity se explica com olhar cansado.
Snoop é um cachorro de pelúcia bonito que Chloe ganhou no seu último aniversário de sua Tia. Como ela é alérgica a pelos acabou ficando apenas com ursos de pelúcias, sem bichos de estimações.
— E o chocolate ou outras guloseimas já conversamos sobre isso. – Felicity tenta mais uma vez persuadir. Chloe relaxa e volta-se para sua mãe com um bico fofo no rosto. – Agora venha para a mamãe má. – Ela sorrir como a primeira vez que viu Chloe em seus braços no hospital, desde então ela nunca sorriu de outra forma para nossa garotinha, eu sempre soube que Felicity seria uma grande mãe, e ela tem provado isso desde que começou a criar Rose como sua.
— Desculpa, mamãe. – Chloe choraminga se lançando para os braços de Felicity que a pega e enche de beijos. – Eu te amo.
— Eu também te amo, querida. – Felicity sussurra com carinho. – Todos vocês. – Ela pisca para mim. Derretendo um pouco mais meu coração.
— Queridos, chegamos! – Tommy berra ao entra na sala seguido por Lucca e Sam.
Sam é seu filho mais velho, de oito anos, uma verdadeira cópia ambulante de Tommy, olhos azuis e cabelos negros. Lucca por sua vez é uma mistura dos pais, ele possui cabelos castanho claro e olhos azuis, em seus três anos de idade.
— Grande homem, está na hora. – Tommy sorriu balançando as sobrancelhas para mim. Reviro os olhos para ele, e me aproximo das bolsas da minha esposa.
— Mulher, o que você está levando nessas malas? – Questiono sentindo como se elas pesassem uma tonelada, ou estava ficando velho demais, Felicity estava levando algum armamento para nossa viagem, só pode.
— Querido, se você não percebeu eu estou indo para sei lá onde com você e três crianças. – Ela alfineta passando por mim indo em direção a Cait que abraça sua amiga de longa data. – Então, eu estou levando o necessário para todas elas. – Ela sorri e dando um tapinha nas costas de Tommy que do dia para noite tornou-se entusiasmado com isso tudo.
— E nós? – Ergo uma sobrancelha em questão.
— Nossa mala está na sua minivan. – Ela me lança um sorriso zombador.
— Vamos, homem. – Tommy chama me empurrando. – Tenho que guarda minhas malas também.
Saímos de casa depois de fechar tudo. Arregalo os olhos com as malas do Tommy.
— Thomas, você acha mesmo que nós vamos caber com todas essas.... coisas. – Aceno para o equipamento geral do meu amigo. Ele bufa e segue para suas coisas.
— Aqui são apenas nossas barracas. – Ele gesticula para duas bolsas enormes. – Essas malas são dá Cait, a minha é apenas aquela mochila ali. – Aponta para uma mochila preta pequena.
— Claro que são, como Felicity mesmo disse; estamos indo para sei lá onde como vocês dois e nossos filhos, temos que está preparada para tudo. – Ela se defende fazendo Tommy grunhir em resposta.
— Isso vai ser legal. – Gritam em uníssono nossas crianças.
Começamos a nos organizar, Felicity e Cait cuida de suas malas, como elas colocaram no porta-malas, isso foi um mistério. Tommy amarrou nossas barracas sobre o teto da van também sem dificuldade, logo nos ajustamos no carro e começamos nossa viagem.
— Diga-me que essa lata velha possui ar-condicionado, hoje está fazendo um calor dos infernos. – Tommy resmunga ao meu lado mexendo nos botões do painel. Dou-lhe um tapa na mão, fazendo-o gritar como uma menina. – Diabos, homem! Só não quero morrer antes de chegar ao nosso destino.
— Mais uma piada e eu jogo você pela a janela. – Pisco para ele maldosamente onde me devolve uma careta.
— Afinal para onde estamos indo? – Cait pergunta do último banco, olho pelo o retrovisor e vejo que ela não está nos encarando, mas sim dando suco ao seu caçula.
— Mamãe colo. – Pede Lucca com os braços estendidos em direção a ela.
— Não, baby. – Ela sorri amavelmente para ele. – Você precisa ficar na sua cadeirinha, para sua própria segurança.
E ela tem toda razão. Ele faz um choramingo, mas Sam logo o distrai com um boneco.
— Amor, eu disse que seria uma surpresa. – Tommy responde coçando o queixo e olhando-se pelo o espelho.
— Fala logo de uma vez vocês dois. – Bufa felicity com impaciência.
Minha visão cai sobre a mesma. Vejo que minha mulher está quase espremida entre a porta da minivan e a cadeirinha da Chloe. Ela me lança um olhar vingativo onde desvio e volto-me para a estrada, com sorriso de merda no rosto.
— Somos uma família, a união é tudo. – Respondo seus pensamentos, escutando ela rosna e chutar meu banco. Solto uma risada abafada. O que posso fazer? Não sou eu dono do maior popozão de Star City. – E como eu e Tommy discutimos alguns dias... é apenas uma surpresa.
— Vocês dois são loucos insanos, acho que estamos indo algum tipo de caverna subterrânea. – Cait acusa.
— Papai eu quero seu celular. – Rose me pede. Olho para Tommy que me olha tenso. Quando elas descobrirem....
— Estou com o meu, querida. – Felicity se inclina para pegar a sua bolsa e começa a vasculhar. – Que estranho eu tinha colocado aqui assim que fechamos a porta de casa. – Ela estuda os bancos por um momento depois vira-se para Cait. – Olha se caiu por ai, por favor.
Cait verifica os bancos também mais nega com a cabeça. Eu gelo por um momento, porque sei como as duas são obcecadas por seus aparelhos. Eu e Tommy ficamos em um silencio mortal.
— Oliver... – começa Felicity.
— Que tal ouvirmos uma música para animar o ambiente. – Antes que elas possam argumentar, Tommy coloca uma música aleatória e logo Rockabye (feat. Sean Paul & Anne-Marie) começa a soar por todo o carro.
As crianças começam a se animar e ignoraram os resmungos de suas mães, olho para Felicity que começou a cantar com sua amiga letras da música em sincronia.
— She works the nights by the water. She's gone astray so far away from her father's daughter – canta minha esposa com olhos fechados e estalo de dedos.
— She just wants a life for her baby. All on her own, no one will come. She's got to save him (daily struggle) – Cait entra no clima entre os aplausos de nossas crianças.
— Por hora temos o controle da situação. – Tommy pisca e volta sua atenção para estrada assim como eu, enquanto nossas esposas ficam em suas bolhas musical, sem ter consciência de nossos planos.
[....]
Depois de algumas horas chegamos ao chalé alugado por mim, ele é localizado a noroeste da nossa cidade natal. Um lugar muito bonito e distante, com várias arvores em volta e flores dando seu toque significativo a toda linda passagem. Eu e Tommy saímos da minivan em silencio, como passamos um tempo na estrada nossos filhos e esposas acabaram adormecendo no percurso. Está quase anoitecendo, e o clima acaba ficando mais agradável.
— Baby, acorde. – Tommy chama sua esposa que resmunga mais depois de alguns minutos sai do carro bocejando e se espreguiçando.
— Pegue Lucca, amor. – Cait aponta para o garotinho que está enroscado em uma manta fofa azul em seu sono profundo.
Tommy pega seu filho com todo cuidado e sinaliza para mim com a cabeça. Puxo as chaves do chalé do meu bolso e lhe entrego, assim ele sai em direção a pequena casa com Sam e Cait em seus calcanhares.
— Oliver. – Escuto Felicity chamando em sua voz suave ao sair da minivan, ela parece muito desperta para alguém que estava inconsciente a duas horas.
— Espero que tenha gostado. – Indico a casa com um aceno de cabeça.
Ela sorrir abertamente olhando para todos os lados, afinal nossa semana será a melhor de todas.
— Agradavelmente lindo, querido. – Ela ronrona enroscando minha cintura com seus braços, suspiro e selo nossos lábios em um beijo profundo. Eu amo essa mulher com todo meu coração, disso jamais eu teria dúvida. – Eu te amo.
— Eu também... Miss Smoak. – Afirmo lhe arrancando um sorriso doce.
Nos afastamos um do outro, afinal não estamos sozinhos e voltamos nossa atenção para nossos preciosos filhos. Rose pula do carro sonolenta, seus cabelos em um coque bagunçado, ela resmunga alguma coisa mais fica ao nosso lado se enroscando em Felicity, direciono minha atenção para um Colin agitado e bem acordado.
— O que foi filho? – Indago tirando-o de sua cadeirinha.
— Não encontro meu boneco. – Queixa-se irritado.
— Aqui! Aqui! – Chloe agita o boneco com suas pequenas mãos.
Colin começa a brigar o que leva Chloe a se angustiar e querer ataca-lo com o pobre boneco.
— Shhh. Nada de briga. – Repreendo ambos calmamente antes que eles comecem uma guerra. – Chloe devolva o boneco a seu irmão.
— Não, eu sei que foi ele quem sumiu com meu Snoop. – Ela retruca mirando um olhar desafiador ao seu irmão.
— Eu não fiz nada. – Colin estala tentando pegar o boneco mais uma vez. – Solte, solte.
E lá vamos nós mais uma vez.
— Uma mãozinha aqui? – Olho para Felicity que conversa com Rose animadamente. Ela ergue o olhar para nós e nega com a cabeça.
— Desculpe, mas é sua vez. Eu passei quase quatro horas dentro desse carro em uma única posição, controlando ambos. – Ela encolhe os ombros.
— Okay. – Bufo voltando-me para os gêmeos briguentos. – Que tal chegarmos a um acordo? – Peço em meio à guerra.
— Eu vou joga-lo lá fora e o bichos irão comê-lo, se você não devolver meu Snoop. – Chloe grita tão alto como pode.
— Eu não peguei seu brinquedo, agora devolva o meu. – Colin exalta também na sua força total. Ambos ainda em sua briga, alheio as minhas palavras.
— Okay, chega pessoal! – Exclamo alto. Alguém precisa do controle antes que eles se matem ou matem alguém no processo. – Chloe devolva o boneco do seu irmão.
Ela me olha com raiva e quase lança o boneco, mas ergo uma sobrancelha desafiadora, e ela estica o pequeno braço dando o boneco com relutância. Colin sorrir em comemoração, mas trago sua atenção para mim.
— Onde o Snoop está? – Questiono sabendo que ele escondeu o mesmo, tem sido assim desde os primeiros passos, ele sempre gostou de irritar sua irmã.
— Eu não.... – Começa.
— Não adianta mentir para mim Colin Justin Queen, eu sei que você escondeu o brinquedo de sua irmã. – Corto com sorriso torto. – Temos o mesmo DNA lembra? Eu sei de todos os seus passos desde que você nasceu, então ouça seu velho pai e diga onde está o Snnop.
Ele me olha em silencio por um tempo, e ficamos nesse embate.
— Na minha mochila. – Responde por fim.
— Que está em casa? – Medito sabendo o que vem a seguir. Outra guerra....
Ele concorda em silencio, e Chloe desata a chorar, afinal estamos muito longe do seu brinquedo favorito.
— Sabe que é errado fazer isso com sua irmã. – Repreendo. – Peça desculpas a ela.
— Sinto muito, Chloe. – colin encolhe os ombros segurando seu boneco como se sua vida dependesse disso.
— Não, você não sente. – Ela chora todas suas lagrimas. – Você não gosta de mim.
— Ele fez errado Chloe, mas mesmo assim ele ainda é seu irmão e ama você, e nada pode acabar com isso, então respire e aceite as desculpas dele como uma boa menina. – Peço com carinho.
Ela arranha algumas palavras sem anexo, mas para de chorar.
— Só se ele deixar eu ficar com o boneco um pouquinho. – Ela negocia em troca sendo uma verdadeira Smoak.
Colin bufa, mas acaba se rendendo as vontades de sua irmã gêmea. Ela sorrir mostrando todos os seus dentes e começa a brincar. Pego Colin em meus braços notando ele me aperta com força, meu filho será briguento no futuro e sei que ainda vou presenciar muito dos seus feitos.
— Está tudo bem, querido. Você é um grande irmão e eu tenho muito orgulho de você, mesmo com essas pequenas falhas. – Sussurro em seu ouvido. Ele assente e beija meu rosto estendendo os braços para sua mãe, que sorrir aceitando seu pequeno para si.
— Na verdade, o Snoop está no porta malas junto com minhas bonecas. Eu tirei da mochila do Colin e coloquei na minha bolsa antes de sair. – Rose deixa escapar com sorriso cumplice. Eu lanço um olhar irritado fazendo-a correr para o chalé entre risadas, onde um Sam saltitante aguarda.
— Desculpe, mas precisamos ver você em ação. – Felicity pisca saindo em direção ao chalé com um Colin irritado solicitando seu boneco de volta, ela murmura algo e ele acaba se derretendo como manteiga. Eu só gostaria de saber os truques da minha linda esposa.
Reviro os olhos e pego Chloe em meus braços que ainda brinca alheia a revelação de que seu Snoop está em nossa viagem. Minha garotinha mostra o boneco e balbucia para mim, beijo seu rosto e deixo-a ir em encontro ao resto de nós.
— Cait e Felicity irão fazer o jantar, as crianças serão supervisionadas por Rose e Sam, e nós descapotaremos nossas coisas. – Tommy fica ao meu lado tomando nota de tudo. Concordo porque estamos cansados e é o mínimo a ser feito depois de quatro horas na estrada.
Levamos todas nossas coisas para o chalé, em duas viagens. Vou até o primeiro quarto das crianças para encontrar uma Chloe resmungona.
— Papai, eu não vou dormir aqui. – Queixa-se com os braços cruzados sobre o peito. Ela é uma apenas miniatura, mas mesmo assim é uma ferinha quando deseja e pode colocar qualquer adulto para correr.
— E por que a senhorita não quer ficar aqui? – Questiono amoroso escondendo meu sorriso. Coloco sua mochila muito rosa que tinha esquecido na sala sobre a cama onde ela irá dividir com a Rose pelo os próximos dias.
— Porque tenho medo de aranhas, e Colin disse que aqui tem muitas, eu vou ficar com você e a mamãe. – Estremece olhando para todos os lados do cômodo.
— Olhos em mim soldado. – Ordeno fazendo-a me encarar. – Quando foi que deixei uma aranha ou outro tipo de bicho chegar perto de você? – Ergo uma sobrancelha.
— Nunca. – Responde mordendo o pequeno lábio. – Estou com medo, capitão. – Ela afirma nervosa.
Sempre que Chloe tinha algum tipo de medo, fazíamos de conta que estávamos em uma missão, então ela se sentia segura e nada era capaz de atingi-la, bom até que o tenente Colin entra no quarto....
— Papai, estou com fome. – Ele relata com as mãos nos quadris pequeno. Sua postura parece muito com a de sua mãe quando ela quer alguma coisa de imediato.
Afinal nossos filhos saíram uma mistura muito louca de nós dois.
— Sua mãe já tem isso sobre controle, desça as escadas e vire à direita, encontrará uma cozinha muito grande e uma mamãe muito bonita batendo as panelas. – Bufo para ele que lança um olhar sujo.
— Eu estou no nosso quarto, e a comida ainda não está pronta... eu já dei banho nos gêmeos. – Felicity grita no quarto ao lado, escuto suas risadinhas com Rose pois onde está Felicity está Rose Queen.
Os gêmeos me encaram esperando soluções para seus respectivos problemas. Antes que eu fique louco, pego Chloe nos braços e puxo Colin pela a mão, passando pelo o quarto e lançando a Felicity um rosnado baixo, ela apenas acena e pisca para mim agradecida. Assim que chegamos ao nosso destino, preparo dois copos de chocolate quente e sanduiches, me movo até um sofá grande deixando meus dois amores cada um ao meu lado. Colin fica grato e começa sua refeição, mas sinto Chloe tensa debaixo do meu braço. Suspiro e lanço minha última cartada.
— Não se preocupe querida, as aranhas não atacam meninas bonitas, apenas meninos que são malvados com suas irmãs. – Sussurro em seu ouvido. Apenas para que ela me ouça, seus olhos azuis fixam em mim e incertos, pisco um sorriso afirmando com a cabeça, ela relaxa ao meu lado.
— Tem certeza? – Ela ainda indaga.
— Sim, eu tenho. – Respondo com segurança.
Eu sabia desde o dia em que eles nasceram que eu seria o superpai, mas jamais pensei que seria tão... desafiador.
Horas depois.
— Finalmente eles dormiram. – Felicity se joga no sofá ao meu lado. – Me sinto sugada.
— Sim? – Ergo uma sobrancelha sugestiva e ela me lança um olhar sujo em resposta.
— Sim. Seu pervertido. – Resmunga se aninhando a mim como uma gata querendo carinho. Me ajeito dando-lhe mais espaço nos meus braços, sua bunda volumosa pressionando meu lugar mais íntimo, solto um gemido.
— Nada de sexo na minha frente, sou sensível a esse tipo de sexo visual. – Tommy faz uma careta jogando sua carta sobre a mesa de centro a nossa frente.
— Garanto que você não morreria se olhasse. – Zombo balançando a cabeça.
— Tommy, onde está meu celular? – Cait desce as escadas vestida com vestido rosa claro, que cai sobre seu corpo suavemente, seus cabelos estão presos a uma tolha felpuda. – Preciso ver algumas coisas do trabalho e não o encontro em lugar algum.
Olho para Tommy que olha para mim como se eu estivesse em fuga. Dou de ombros esperando ele responder.
— Eu também não encontrei o meu em lugar nenhum. – Felicity suspira olhando para minhas cartas e revertendo algumas para fazer uma jogada.
— Na verdade, eu não encontro nada desde que chegamos, aqui não tem TV a cabo, não tem conexão WIFI, a energia vem de um gerador maleável, estamos bem longe da civilização como nômades. – Cait relata erguendo as sobrancelhas para seu marido que não conseguem olha-la nos olhos.
— Baby, nossos celulares ficaram em casa assim como qualquer conexão com o mundo lá fora. – Tommy por fim diz sem remorso.
Um silêncio mortal cai sobre a sala. O que parece ser eras até que um resolve falar. Felicity se levanta e começa a andar pela a sala como uma leoa enjaulada.
— Estamos fora da cidade com cinco crianças sem um único telefone para emergência? – Felicity é a primeira a falar. Ela olha para mim como se eu tivesse cometido algum homicídio.
— Tem um orelhão a dois quilômetros. – Tommy bufa.
— Nós.... – Começo.
— Nós estamos no meio do nada sim, sem telefones ou outro tipo de tecnologia, quero que meus filhos tenham contato com a natureza. – Corta Tommy mais vez dando de ombros.
— E isso não poderia ser feito com pelo menos um celular ao nosso alcance... – Cait rosna jogando a toalha na cara de Tommy, escondo um sorriso com receio de ser seu próximo alvo.
— Mulher, venha aqui. – Tommy rosna de volta em comando. Cait cruza os braços sobre o peito, e adquiri uma postura de “ eu te desafio a me tirar daqui, porra! ”. Não me faça ir ai. – Ameaça recebendo um grande não como resposta de sua esposa.
— Você está errado, os dois estão errados. – Felicity me empurra indo ficar ao lado de sua amiga. – Isso é loucura.
— Baby... – começo mais uma vez.
— Não venha com essa de baby, Oliver Jonas Queen. – Esbraveja irradiando uma fúria que eu nunca tinha visto antes. Porra.
— Felicity...
— Não tem essa de Felicity também, eu quero corta suas bolas agora. – Ela me ameaça.
— Cait.... – Tommy tenta ganhar algum terreno.
— Não venha você também, seu bastardo! – Ela corta como uma faca letal seu argumento, Tommy como uma cadela se encolhe e fecha a boca com um estalo. Reviro os olhos.
— Eu sei como as duas estão furiosas longe de seus brinquedinhos, mas agora que estamos aqui não tem nada o que se fazer sobre isso. – Dou de ombros para ambas. – Em algum lugar por aqui tem um celular para emergências, então relaxem. – Acrescento aliviando a tensão.
— Bastardo governado pela a esposa. – Tommy late para mim sabendo que passei uma informação preciosa para elas.
— Graças a Deus, porra. – Cait toma o folego por fim. Sem aviso ela dá um peteleco na nuca de Tommy.
— Você quase me fez enfartar. – Felicity rosna me dando um também. Bufo para ela. Eu sou um Pai exemplar, é claro que não deixaria meus filhos sem um bote salva vidas. Felicity dá um passo à frente ainda com olhar assassino.
— Não me julgue querida, faz tempo que saímos em viagem, resolvi fazer uma emergência conjugal, estamos um pouco distantes. – Defendo meu objetivo. – Nosso amor é o mesmo, mas nossas ações familiares mudaram.
Ela para e me olha confusa.
— Depois que os gêmeos nasceram entramos em uma rotina, casa, trabalho e lazer tecnológico ou prazeroso. – Esclareço. Ela me olha assim como Cait, as duas me dão um olhar de “ fale de uma vez. “ – Eu chego em casa e nós não paramos nem para jantar ou conversar como antes porque chegamos tarde e nossos filhos já estão na cama, comemos fora quase todos os dias, sempre regados de trabalho e mais trabalho, quando encontramos um tempo para nós, sempre somos interrompidos por uma mensagem, um telefonema internacional, eu amo você como nunca amei ninguém, mas nosso relacionamento está distante. Precisamos de um tempo, apenas para nós, sem interferências.
Felicity fica calada e todo seu rosto fica pálido depois de um tempo.
— Eu tive que fingir um AVC para você responder minhas mensagens na outra noite e faze-la voltar para casa. – Tommy disse quebrando o silencio. – Querida, nós nunca mais fizemos amor de verdade olho no olho, é sempre sexo rápido e seguimos caminhos diferentes.
Acho que depois de tantos anos estamos realmente deixando nossos demônios saírem.
— Eu... eu... achei que você estivesse feliz em nosso casamento. – Cait engasga com dor nossos olhos. – Por que não disse nada antes?
— Toda vez que eu tento tocar no assunto, você diz que estou exagerando. – Tommy dá de ombros olhando com adoração para sua mulher. – Eu sou louco por você, mulher. Mas nós estávamos tomando uma distância muito dura. Eu quero acordar e ver você deitada ao meu lado com um enorme sorriso no rosto, e não acordar com o lado frio na cama porque você já saiu correndo para o plantão.
— Tudo isso por causa do trabalho? – Felicity indaga com seus olhos em mim.
— Não, baby. – Balanço a cabeça suavemente. – Acabamos ocupando nossas cabeças com coisas banais, e abandonamos nossos corações por um longo momento. Eu sei que pode parecer loucura, mas esse é nosso momento para falarmos de nossas inseguranças. Sem interrupções.
— Você tem razão. – Cait olha para mim erguendo os ombros. – Passei tanto tempo concentrada no hospital e esqueci de mim, eu amo o que eu faço jamais deixarei de ser quem eu sou, mas minha família é tudo para mim, acho que está na hora de rever meus conceitos.
Cait olha para Tommy com culpa nos olhos.
— Sinto muito por ter chamado você de idiota no dia em que eu não quis jantar com você para ficar mais algumas horas no hospital. – Ela chora. – Eu sou uma esposa horrível.
— Gatinha, você é um anjo de jaleco pode ter certeza disso, e eu fodidamente amo isso em você, sente sua bunda aqui e pare de chorar. – Tommy comando puxando um Cait abalada para seu colo. – Você me deu algo que eu não tenho como compensa-la, meus preciosos filhos.
— Eu te amo. – Ela funga.
— Eu com a maldita certeza, te amo mais. – Ele sorri beijando suas lagrimas.
— Venha aqui. – Puxo uma felicity atordoada para meu colo. – Não se culpe por nada, você tem feito tanto desde o dia em que te conheci, somos humanos e qualquer coisa pode nos afetar mais não nos destruir, então limpe essa linda cabecinha e viva o momento. Agora que sabemos como estamos está na hora de seguir em frente.
— Eu não sabia que estávamos nesse patamar. – Ela sussurra, seus olhos azuis focados nos meus. – Mas nosso sexo...
— Nunca mudou. – Sorrio para ela que cora. – Amar seu corpo todas noites sempre me deixou feliz, mas nosso tempo estava curto, então resolvi dá um STOP para tudo, e nos dá férias do mundo, só eu você e nossa linda família. Isso tudo... – rodo o dedo a nossa volta. – É o que importa.
— Estou insanamente querendo você agora... como se fosse o ultimo copo de agua no deserto. – Cait relata fazendo todo mundo calar.
— Pensei que sua relação tinha esfriado. – Zombo recebendo um olhar selvagem de Cait.
— Isso não quer dizer que não estávamos transando como coelhos. – Tommy dá de ombro recebendo um tapa no peito. – Digo, apenas dois corpos se usando. – Limpa a garganta recebendo outro tapa.
— Eu não sei, com o “quê” eu estava na cabeça quando resolvi me casar com você. – Cait revira olhos.
— Muito tesão. – Tommy sorriu. – E é claro sou o único homem capaz de lhe fazer feliz.
— O que é tesão? – Lucca questiona se aproximando de nós com olhos azuis curiosos.
O menino consegue ser um ninja nas horas vagas.
— Hã!? – Tommy engasga. Enquanto nós arregalamos os olhos, sinto o corpo de Felicity vibrar pela a risada que é sufocada por sua mão na boca.
— É uma doença altamente perigosa querido. – Cait pula do colo de Tommy.
— Papai está doente? – Lucca questiona frenético.
— Eu? – Tommy engasga mais uma vez. – Não, eu estou perfeitamente bem mini homem, agora venha aqui me dizer porque está acordado tão tarde, temos um dia de Tarzan amanhã. – Abre os braços acolhendo Lucca como mãe galinha.
— Taa... o quê? – Lucca pisca os olhos confuso.
— Fale nossa língua, não está vendo que ele é apenas um garotinho fofo de três anos. – Felicity sorri se ajeitando em meus braços, inalo seu cheiro, roçando minha barba em seu queixo, enviando arrepios por todo o seu corpo.
— Vamos para nosso quarto, eu estou querendo beber da sua agua. – Zombo para minha esposa arrancando-lhe uma risada gostosa.
— Não tem graça. – Cait estala sabendo que repliquei dela. – E também não quer dizer que vocês estão livres de nossa ira, estamos no meio do nada sem nossos....
Cait é calada quando Tommy se ergue e lhe arrancar um beijo faminto.
— Eca! – lucca exclama com a troca de beijos de seus pais.
— Vamos conversar lá em cima, depois que nosso mini homem dormir. – Tommy resmunga arrastando Cait relutante pelas as escadas. Então somos só e eu e minha adorada esposa.
— Finalmente.... – Ela sorrir me olhando com olhos brilhantes, de uma menina mulher travessa. Eu conheço minha esposa, e sei quando ela está à procura de um amor intenso, ou sexo selvagem. – Sinto muito por estar ausente, mas agora eu sou toda sua, querido.
Sem responder me ergo do sofá com ela em meus braços, Felicity solta uma risadinha baixa, pisco e saio em direção a porta dos fundos, destranco a porta e me caminho com ela em direção a banheira de hidromassagem que fica na casa da piscina. Regulo a temperatura da agua e começamos a tirar nossas roupas freneticamente, deixo as luzes apagada e ficamos apenas com a luz da lua sobre nós que entra pela a janela. Felicity é a primeira que entra na enorme banheira, nua como veio ao mundo, não deixo de admirar suas curvas, mesmo depois de duas gestações a mulher consegue ser sexy como uma jovem de vinte anos na passarela, os anos só lhe faz bem. Lembrar da sua primeira gravidez é como uma faca sendo pressionada no coração. Felicity contou que não foi uma gravidez fácil, e o bebê acabou morrendo durante o parto, o pai – o bastardo – fugiu como um covarde, deixando-a sozinha. Mas Deus tinha um proposito para nós dois, eu tive que perder para aprender a valorizar, ela perdeu para recomeçar, e com nossos corações quebrados, juntamos pedacinho á pedacinho até ter um novo coração foi formado e blindado, e desde então somos com um só, com nossas crianças para adicionar a essa mistura.
— Preciso de uma massagem, marido. – Ela ronrona me tirando dos devaneios. Olho em seus olhos que estão dilatados com a luxuria que nos cerca.
— E como seria essa massagem, querida? – Indago maliciosamente. Ela suspira e ergue uma de suas pernas torneadas para mim, com o dedo indicador ela aponta para o tornozelo.
Eu jamais irei conhecer uma mulher tão linda e perfeita como minha esposa, minha Felicity, a única que foi capaz de apagar as marcas do passado, curar minhas feridas, e eu estou muito feliz com isso.
— Seja bonzinho. – Ela sorrir como uma gatinha me fazendo gemer baixo.
Entro na banheira sentindo a agua quente relaxar meus músculos, me aproximo a ela e trago seu pé delicado para meu peito. Ela solta um gemido satisfeito. Massageio seu tornozelo com toques suaves, subo mais um pouco pela perna observando seus olhos ficarem mais escuros. Ela morde o lábio e abre mais as pernas, me dando um convite irrecusável. Engatinho mais um pouco e deslizo minhas mãos por suas coxas macias, nossa conexão é tão forte que posso sentir aquela corrente elétrica, a mesma que senti quando a toque pela a primeira vez, sua pele é como uma porcelana delicada o que me dá mais vontade de ir longe. A tempos não nos sentimos assim.
Fazer amor com Felicity sempre foi a melhor coisa que provei em toda minha vida, tê-la inteiramente para mim não tem preço.
— Sim, sim baby. – Ela balança a cabeça gemendo baixo.
Minhas mãos encontram seu ponto sensível entre as pernas e massageio fazendo-a se entregar cada vez mais ao prazer. Ela joga a cabeça para trás me dando uma bela visão de seus seios rosados e perfeitos. Sem me conter, eu beijo o vale entre os seios, mordiscando a pele e beijando a ponta dos mamilos, meus dedos colocam pressão em sua carne interior. Sei que ela está mais próxima do orgasmo, meu corpo tenciona em desejo, e antes que ela possa alcançar o clímax eu tiro os dedos de suas dobras.
— Não, não. – Ela resmunga com olhar ardente.
Lanço um olhar malicioso, e sem mais palavras deslizo meu membro em seu interior apertado. Ela geme mais alto com seu corpo tremendo, eu nunca fui um bastardo pequeno, e toda vez que estamos conectados é como se fosse nossa primeira vez, ela me aperta com se um punho me segurasse dentro de si, tomo uma respiração profunda.
— Meu Deus, mulher. – Cerro os dentes. – Eu poderia ir para o inferno nesse momento.
— Me leve com você. – Ela geme ser erguendo, me deixando entrar cada vez mais.
Nossos corpos estalam na paixão, e os movimentos cada vez mais frenéticos. Minhas mãos apertam seus mamilos, fazendo-a cravar suas unhas em meus ombros buscando apoio, meu corpo todo entra em combustão, o silencio é quebrado pelo o grito que minha amada solta para a noite. Com mais duas estocadas encontro meu clímax nos levando a outro mundo, um que seria apenas eu e Felicity Smoak. Depois de alguns minutos os tremores vão ficando ausentes, e então uma Felicity satisfeita me beija.... Com carinho.
— Eu te amo tanto. – Ela suspira me abraçando. – Eu poderia ficar nos seus braços para sempre.
— Eu te amo, o para sempre ainda seria muito pouco para tudo que eu desejo viver com você. – Afirmo apertando-a contra mim.
Passamos mais um tempo na banheira entre caricias e declarações de amor, porque eu jamais teria o suficiente dessa mulher.
Dia seguinte.
— Nós vamos para piscina? – Rose questiona animada.
— Não, vamos para a lagoa. – Pisco. Rose se empolga batendo o punho com o meu.
— Papai, como eu estou? – Uma Chloe vaidosa desde as escadas e vem até mim entre pulinhos, com um maiô pink de bolinhas brancas, um chinelo combinando assim como o chapéu.
— Perfeitamente deslumbrante, baby. – Afirmo para ela que gira e se joga em Rose que revira os olhos para sua pequena irmã. Rose será uma mulher muito elegante com Helena foi um dia, mas será também tranquila no quesito visual, já Chloe será vaidosa como Felicity, sempre destacando sua beleza por onde passar e destruindo corações, ainda bem que o meu está salvo.
— Vamos, vamos papai. – Colin grita batendo a porta no andar de cima, fazendo a casa quase tremer por sua empolgação.
— Cuidado para não cair Colin Justin Queen. – Felicity repreende terminando de abalar a casa, temendo que nosso filho role escada abaixo.
— Sim, mamãe. – Ele assente, mas mesmo assim ele desce apressado.
Colin vem até mim com um sorriso grande no rosto, talvez eu nunca tenha visto-o tão empolgado assim, nem mesmo quando ele ganhou de Felicity um Tablet com vários tipos de jogos. Colin vem vestido com um short de banho azul, e uma boia de pato para seu tamanho preso na cintura.
— Vamos. – Ele tenta me puxar mais nego. Sempre apressado.
— Não, precisamos esperar os outros, tenha calma. – Ele me olha aborrecido. – Prometo que brincará bastante. Confie no seu velho pai.
Como se fosse o suficiente ele assente segurando na minha mão, com aperto firme. Sam e Lucca descem as escadas no mesmo embalo que Colin veio, e vestidos da mesma maneira. Shorts e boias.
— Querida, se apresse! – Tommy estala descendo as escadas de dois em dois. – É uma lagoa e não um casamento em Hollywood.
— Não perguntei. – Ela bufa cochichando coisas com Felicity no andar de cima.
— Mas eu estou dizendo. – Tommy retruca ficando ao meu lado. – Prontos para o dia? – Questiona para as crianças.
— Sim. – Todos respondem em animação.
Felicity e cait descem vestidas com maiôs bonitos que acentuam suas curvas e cangas enroladas nas cinturas finas, mesmo Cait sendo uma mulher magra e mãe de dois filhos ela consegue deixar qualquer supermodelo no chinelo. Felicity vem até mim e pressiona um beijo nos meus lábios.
— Eca. – Os meninos dizem em desgosto. Reviro os olhos e bagunço os cabelos de Sam e Colin.
— Mulher você está me matando. – Tommy deixa escapar com um olhar faminto. Faço uma careta para ele dando-lhe um peteleco.
— Você está linda querida. – Pisco para minha esposa que cora e ajeita seus cabelos atrás das orelhas.
Sem mais delongas saímos do chalé em direção a lagoa de agua cristalina.
[.....]
— Lucca, venha... é sua vez. – O garotinho se encaminha para Cait entre protestos, sem querer passar o protetor solar pelo o corpo. – Sua proteção é tudo para mim, então não discuta comigo.
— Mas eu quero brincar. – Queixa-se apontando para Tommy que tem Sam sobre os ombros jogando agua para cima.
— Papai e seu irmão já passaram falta você. – Ela sorrir.
O dia está lindo. E como disse Tommy é nosso dia de Tarzan, desde que chegamos a lagoa, não paramos de explorar a natureza e agora que sol está se mostrando presente, resolvemos dobrar a atenção em nossas crianças birrentas.
Felicity faz o mesmo que Cait em Rose e Chloe, puxo um Colin protestante para mim. Ergo uma sobrancelha para ele que bufa em resposta. Passo protetor em todo seu corpo por fim.
— Aqui tem ursos? Jacaré? Ou Leão? – Colin questiona me olhando com olhos nervosos. Mordo o lábio para não sorrir porque eu mesmo tinha feito essa pergunta a empresa que administra todos os chalés dessa região. Afinal eu não queria me deparar com nenhuma dessas criaturas na minha viagem.
— Não, aqui não tem. – Sorrio observando seu corpo relaxar. – Vamos nos divertir na agua?
— Sim. – Ele grita animado batendo palmas. Me ergo do chão e o coloco sobre meu ombro. Me deliciando com seus gritinhos.
Entramos na agua gelada que começa a esquentar quando ficamos mais próximos a Tommy e Sam.
Observo um tronco de uma arvore submersa a agua e Tommy de costas para ele. Resolvo começar o jogo.
— Tommy? – Chamo sua atenção para mim.
— Sim? – Ele solta uma risada profunda ao jogar agua em Sam que rebate os atos do pai.
— Eu te amo como um irmão, mas eu não gostaria de te ver morrer dessa maneira. – Falo com receio observando seu corpo ficar tenso, ainda sem me olhar nos olhos. – Dona Gertrude me garantiu que não tinha cobras nessa região, mas atrás de você tem uma enorme.
Sam me olha com medo, mas lança um olhar sobre o ombro de Tommy notando apenas o tronco da arvore boiar, sua atenção volta para mim como “ você está brincando ou está louco ”. Pisco para ele que compreende e entra no meu jogo.
— Papai....
— Sam vá para sua mãe e diga a ela que eu a amo com todo meu coração. – Tommy corta seu filho colocando-o protetoramente na agua a sua frente, em uma distância segura.
Antes que Sam desse um passo mais a frente Tommy o gira segurando em seus ombros pequenos.
— Eu te amo, assim como seu irmão. – Limpa a garganta dramaticamente. – E não deixe Cait casar-se com mais ninguém.
— Ela não é nem venenosa Tommy. – Zombo me referindo a cobra imaginaria.
— Ouvi dizer que cobras gigantes comem pessoas, nunca pensei que eu morreria assim, ela está muito perto? – Indaga nervoso.
Olho sobre seu ombro e vejo que o tronco está mais próximo de nós que estamos as margens da lagoa. A sombra do tronco acaba ficando um pouco mais próximo aos pés de Tommy e ele fecha os olhos com força como se esperasse a mordida da cobra a qualquer momento, torturar meu amigo foi uma das melhores coisas que já fiz em todos esses anos.
— Porque Cait não pode se casar de novo? Isso seria egoísmo seu. – Resolvo tortura-lo.
— Porque eu jurei diante do altar que ela seria só minha para sempre, agora posso ser comido por uma cobra, e minha esposa vai ficar sozinha com duas crianças. – Ele rosna se justificando. – Não quero outro homem na vida deles.
— Ela está mais perto não faça movimentos bruscos. – Ordeno contendo minha risada. Sam corre e fica ao meu lado, assim como Colin que acena para sua mãe alheio a nossa conversa. – Tem mais alguma coisa a dizer, deixou o testamento?
— Você é um idiota. – Ele estala com raiva.
Como em uma contagem regressiva, o tronco colide com a canela do Tommy fazendo-o gritar e chamar atenção de todos. Cait vem rapidamente assim como Felicity.
— Tommy! Qual o problema? – Ela ofega analisando seu marido com olhar preocupado.
— Eu vou matar o Oliver. – Ele responde tentando me alcançar.
— Papai achou que tinha uma cobra atrás dele, quase teve um ataque cardíaco. – Sam solta uma risada fazendo todos rirem.
— Isso não é brincadeira, e se fosse mesmo uma Piton? Anaconda? Eu estaria na barriga delas agora. – Ele queixa-se ainda com a mão tremula, jogando os fios de cabelos espetados para trás. – Eu preciso me sentar.
— Não seja dramático. – Bufo.
— Vocês são todos loucos. – Felicity gargalha fazendo Rose e Chloe seguir no mesmo ritmo.
Começamos a aproveitar o dia como uma família realmente feliz. Logo Sam, Colin e Lucca brincam de futebol na areia, e as meninas começam seus castelos de areia. Olhando-os assim eu percebi que o melhor lugar do mundo é ao lado das pessoas que amamos, mesmo aquelas que estão longe agora, como; Diggle e Thea, mas eu os sinto dentro do meu coração.
[......]
— Shiiiuuuuu. – Tommy arranha. – Estamos em nossa noite de pijama na barraca nessa linda noite estrelada, não quero trazer a atenção de cobras ou outras coisas para nós.
— Que legal. – Bufo.
Tommy me ignora e foca na sua família que estão vestidos com pijamas de bolinhas, Cait a única com o pijama rosa e quanto seu marido e filhos estão na cor azul. Tommy entra na barraca puxando Cait e seus filhos. Rosnando um “ boa noite “, ele ainda está chateado pela a brincadeira da cobra.
— Nada de fazer barulho Queen. – Ele estala fechando a barraca. Reviro os olhos e volto-me para a minha.
Mas antes percorro o olhar pelo o quintal do chalé. Uma enorme cerca de madeira e arames bem fechada nos isola do mundo lá fora, o céu estrelado mostra que não terá frio ou chuva essa noite, o que é perfeito para um acampamento improvisado, o clima perfeitamente acolhedor nos traz paz. Entro na barraca escutando as risadinhas de Felicity com nossos filhos durante sua história.
— Então o príncipe Ollie beijou sua amada e foram felizes para sempre. – Ela sussurra.
Uma história que faz lembrar nosso passado, mas de uma maneira gentil, sem nossas dores. Olho para Rose que está deitada ao lado de sua mãe postiça, Chloe com metade do corpo no colchão e a outra metade na barriga de sua mãe. Colin é o único sentando, me aproximo ficando ao lado de Felicity, Chloe resmunga na sua posição relaxada. Puxo Colin para mim que dita no meu braço sem tirar os olhos de Felicity que se ajeita na posição mais confortável para ambos.
— Ele se casou-se com ela? – Colin indaga querendo saber mais.
— Sim, eles eram almas gêmeas. – Ela olha para mim com brilho nos olhos. – Meggie não poderia ter escolhido príncipe melhor para ficar ao seu lado para todo o sempre, tem sido assim até os dias de hoje.
— Eles tiveram bebês lindos? – Rose pergunta sonhadora. Felicity acaricia seus cabelos com movimentos suaves.
— Sim, querida. Eles tiveram três filhos. – Ela assente a cabeça com sorriso acolhedor. Nossos olhos se encontram mais uma vez e vejo um brilho lá que quase me levou de joelhos, é o mesmo brilho que.... – Ela está gravida novamente.
— Own. – Tanto Chloe como Rose suspiram animadas.
— Eu vou ser pai mais uma vez? – Pergunto apenas movendo os lábios para ela.
— Sim. – Ela responde da mesma maneira.
Sem me conter eu me inclino por cima de Colin e Chleo sem machuca-los, selo nossos lábios com tanto amor que meu peito parece que vai explodir de felicidade a qualquer momento. Ela não deixa de me surpreender. Quando nos conhecemos, Felicity não poderia mais ter filhos, mas Cait nunca desistiu de ajudar sua amiga e Felicity acabou conseguindo o que tanto desejava, agora mais uma vez ela conseguiu mesmo depois de quatro anos.
— Eca. Saia, saia. Papai! – Colin protesta tentando me empurrar. Solto uma risada profundo e beijo uma de suas bochechas fofas lhe arrancando uma careta.
— Eu estou feliz. – Digo a ele que me olha incerto.
— Porque a princesa está gravida? – Rose pergunta confusa.
— Sim, mas porque minha princesa está gravida. – Respondo confiante. Felicity solta uma risadinha abraçando nossos filhos mais apertado.
— Papai, que princesa? – Essa foi uma Chloe eriçada com a situação a sua volta.
— Mamãe está gravida. – Anuncio a todos.
Um silencio mortal cai sobre a barraca, até mesmo a barraca do Tommy está assim, me pergunto se eles estão ouvindo ou se já dormiram.
— Hehehehehehehe. – Os gritos enchem nossa barraca quebrando o silencio da noite. Tomo um susto, mas logo relaxo. – Eu vou ter uma irmãzinha, isso é tão fofo. – Rose grita pulando.
— Não, será um irmãozinho. – Colin defende sua causa.
— Eu quero uma irmãzinha. – Chloe grita jogando o lençol para cima, nosso colchão de ar balança me fazendo soltar uma risada. Nunca pensei que seriamos tão felizes assim.
— Eu disse para não fazer barulho. – Tommy berra jogando um travesseiro na nossa barraca. Todos nós reviramos os olhos e continuamos com nossa festa. – Mas eles... o quê Felicity está gravida? Mas.... O quê... eu também vou ser pai? Cait respira mulher! Oh, Deus seja louvado, mais um mini eu....
Então não éramos os únicos a ter uma notícia tão maravilhosa nessa noite.
— Eu te amo. – Pisco para minha bela esposa. – Sou o homem mais feliz do mundo.
— Eu te amo. – Ela me beijar enquanto nossas crianças ainda pulam. – Nossa próxima viagem terá novos membros. Espero que você nunca desista da nossa jornada.
— Sim, eu jamais faria isso. – Concordo. – Somos como um só.
Então a princesa teve seu final feliz, assim como eu. E agradeço a Deus por isso todos os dias da minha vida.
The end.

Notas finais
Para quem ainda não conhece a historia All For a Rose, deixo aqui o Link, sei que você vai amar; https://fanfiction.com.br/historia/637989/All_For_a_Rose/
Me acompanhe no tt: @Nattysmoak
Sempre divulgo novas historia por lá, e vocês podem também me encontrar mais facil.
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