Um oceano no seu olhar

1 Capítulo Único


Notas iniciais
E aí, povo lindo, tudo bem com vocês?! Eu estou bem, estudando horrores, época pré-provas da faculdade, mas estamos aí! Essa fanfic é totalmente dedicada à você, Mackernasey, sua linda *----* Tentei ser mais detalhada e mais canon possível dentro da personalidade deles. Espero que você e mais todos os meus leitores gostem e boa leitura ^^

Todos os anos é a mesma coisa.

O velho acampamento que todas as federações esportivas do Japão fazem, com o intuito de criar um ambiente saudável, visando a união da juventude através dos esportes. Isso na teoria, pois na prática esse acampamento pode ser resumido nas seguintes palavras: palestras repetitivas, as mesmas atividades de sempre e muita diversão ilícita na surdina dos variados tipos. Além das mesmas pessoas e mais uma vez vejo ele, o “fantasma” dos olhos azuis mais fascinantes que já vi.

Conheci ele no meu primeiro ano de acampamento. Lembro bem a ocasião, terceiro dia de acampamento e aquela era uma hora de descanso, onde estava deitado sob uma árvore, lendo um mangá para me distrair até quando resolvi olhar para o lado e lá estava aquela figura, com os olhos azuis mais límpidos que já vi, me cumprimentando:

— Boa tarde!

Gritei de susto, afinal quando eu vim para cá não tinha ninguém, agora tem. Que raios ele é? Um... fantasma? E se ele for um fantasma? Ai meu pai, só essa que faltava! Fiquei tão nervoso que somente consegui perguntar:

— Desde quando vo-vo... você está aqui?

— Fique calmo, por favor. Respira... isso. Eu estou aqui desde o início, uns cinco minutos antes de você chegar, mas você nem me notou e sentou do meu lado. Normal, já estou acostumado a isso. Afinal, no dia em que perder essa “capacidade”, meu basquete não servirá para mais nada.

Basquete... fantasma... Hã? Ele... perguntei na hora para confirmar se minhas suspeitas estavam certas.

— Você é o Kuroko Tetusya, o tal do “sexto fantasma” da “Geração dos Milagres”, o super time de basquete tricampeão de Tóquio e tal, que atualmente estuda em Seirin?

— Sim. — ele confirmou.

Tudo agora fazia sentido. Os boatos sobre a falta de presença dele, que rondavam desde os primeiros dias aqui, eram mais do que verdadeiros, eu senti na pele esse fato.

Passei a reparar em seu rosto, ele realmente era muito bonito. Os cabelos azul-turquesa, os traços delicados, a boca que dá vontade de... Não, não... sim, ele me atraiu à primeira vista, mas vai que ele é hétero? Contudo, não tive tempo de aprofundar esses pensamentos, porque Kuroko perguntou:

— Você é o Sakamichi Onoda, a “criança prodígio de Sohoku”, de Chiba, certo?!

Como assim, ele me conhecia? Estou longe de ser um ciclista de destaque, mas tenho que reconhecer que o meu trabalho duro, junto ao meu time, está dando resultados. Preferi perguntar:

— Como você me conhece?

— Tenho um colega, cujo hobby é o ciclismo e ele vive falando sobre os times, etc e ele me falou por alto sobre você. Você costuma falar com ele, o Wakamatsu Kousuke, pivô da Academia Touou, também de Tóquio, sabe?!

— Ah, sei quem é. Ele é meio esquentado com algumas coisas, mas parece ser muito gente fina.

— Sim, ele é. — respondeu Kuroko de forma pragmática.

— Mudando de assunto, quem é o Rukawa do seu time? — perguntei bem animado. Afinal por ele jogar basquete, com certeza deve conhecer por alto Slam Dunk, meu anime favorito de basquete.

— Quem? — ele indagou sem nenhuma expressão no rosto.

— Rukawa, “o às de Shohoku”! Slam Dunk, você nunca ouviu falar?

— É algum filme ou livro sobre fundamentos de basquete?

Não pode ser...

— Você não curte animes? — perguntei já meio receoso com a resposta.

— Não, só livros.

Mesmo com essa negativa, pensei:

“Não existe quem não curte animes, existe quem não achou o anime certo. Portanto, vou falar tudo de Slam Dunk, depois Love Hime, em seguida outros mangás e animes até ele gostar e passar a assistir animes comigo, cantando juntos “Love Hime”...”. Parti para a ação:

— Então, eu vou te apresentar o melhor mangá e anime de basquete de todos os tempos. Slam Dunk é um mangá que depois virou anime, escrito por Inoue Takehiro, cuja história é sobre Sakuragi Hanamichi...

Contei tudo que sabia sobre Slam Dunk e depois:

— Mas você já ouviu falar de Love Hime, né?! É meu anime favorito e minha waifu...

Porém eu percebi que ele não estava muito empolgado, mas quando eu dei uma olhada de relance na capa do livro que ele lia, escrita “Tarântula” com um desenho abstrato bem bonito, não pensei duas vezes: perguntei sobre o livro e a partir daí começamos uma conversa sobre vários assuntos, de fato. Na verdade, fiquei mais curioso se ele era solteiro, namorava ou algo do tipo, pois aqueles olhos azuis magnetizavam minha pessoa. Não conseguia tirar os olhos dele e percebia que ele também não tirava os olhos de mim... por completo. Portanto, havia uma possibilidade?

Conforme as semanas passaram, eu e Kuroko ficamos cada vez mais próximos, fazíamos várias atividades juntos, trocávamos confidências, flertes discretos, até que, no dia final do acampamento, antes de partirmos cada um para seu caminho, Tetsuya pediu para vir até a árvore onde conhecemos e lá rolou o primeiro de vários beijos entre nós.

A partir daí, mantivemos uma peculiar amizade, onde podíamos ficar com outras pessoas e não havia nenhum problema, mas na primeira oportunidade em que eu ia parar em Tóquio ou ele em Chiba, por causa das nossas atividades desportivas extracurriculares, a gente ficava e era tão gostoso. Sem ciumeira, sem exigências e nenhum sentimento além daquele gostoso “colorir” da amizade. Aliás, eu e Kuroko ficamos tão amigos que a cada dia mais, nossa amizade bastava. Óbvio, havia ainda os “momentos coloridos”, entretanto eles eram cada vez mais escassos e eu sabia: chegaria uma hora onde ou eu me apaixonaria por ele, ou ficaremos só como amigos mesmo, ou até mesmo eu me apaixonaria por outra pessoa. Isso, de certa forma, me assustava. Pensar na possibilidade de mergulhar no oceano dos seus olhos azuis e me afogar neles me assustava. Muito.

Último ano do colegial, último ano vindo para este acampamento, último ano em que terei tanto contato com Kuroko, último ano em que veria os olhos azuis que marcaram tanto meus anos escolares e combinamos de aproveitar ao máximo esse período.

A noite chegou, o período mais “colorido” da nossa amizade voltou. Olhar para os olhos de Kuroko com a luz da lua de iluminador era lindo e potencialmente perigoso. O brilho do desejo parecia intensificado, os raros sorrisos íntimos que eu e poucos tinham acesso, o fechar dos nossos olhos, um sussurro:

— Onoda-kun...

Sentir os lábios de Tetsuya colados aos meus, nossas bocas se abrindo e aos poucos, nossas línguas passando a provar de todos os sabores um do outro era algo indescritível de tão bom. Enquanto os beijos de outros eram urgentes, onde em poucos minutos já estávamos nus e perto de transar, os beijos de Kuroko eram suaves, calmos e firmes como as ondas dos mares. Era tão gostoso nós ficarmos ali, só beijando debaixo das cobertas, escondido de todos, enquanto eles tinham o sono mais profundo; uma adrenalina diferente. Minhas mãos também não tinham pressa de nada, estava ótimo por enquanto, elas deslizarem pelas costas e a bunda dele, tão firme e gostosa...

Continuamos os beijos, de forma cada vez mais intensa, deixamos nossos instintos fluírem até as roupas passarem a ser um incômodo. Primeiro, foi-se minha regata, em seguida a camiseta dele, depois minha bermuda, logo após a bermuda dele e por último, nossas cuecas (primeiro a minha, em seguida a dele). O contato direto com a pele de Tetsuya era de uma química incrível. De longe, Kuroko era a pessoa com quem tinha mais sintonia sexual. Ele sabia exatamente o que fazer com o meu corpo, onde tocar e vice-versa, além do fato de que na nossa intimidade, não havia essa de “você é só ativo e eu sou só passivo”, tudo entre nós era válido sem nenhum pudor.

Nossos lábios cessaram os beijos para logo em seguida, Kuroko começar a distribuir beijos suaves em meu pescoço, onde cada contato dos lábios dele ali, me faziam arrepiar muito, entretanto ele sabia que pescoço não era exatamente meu ponto fraco. Meus pontos fracos eram dois: os mamilos que ele ora chupava, ora mordiscava e ora beijava com vontade e meu períneo, a região entre os testículos e o ânus, que ele acariciava de forma suave, mas firme, quando Tetusya pediu para eu abrir as pernas; entretanto eu também queria prová-lo. Mudamos de posição, onde agora ele estava por baixo e comecei a retribuir os carinhos dele, beijando e chupando muito seu pescoço, depois mordiscando, beijando e lambendo de forma provocante os mamilos dele, ao mesmo tempo em que acariciava um dos pontos mais fracos de Tetsuya: as partes internas das coxas. Determinado a deixá-lo maluco de tesão, desci minha boca, dando beijos pelo resto do abdômen dele, enquanto comecei uma lenta e gostosa masturbação nele. Kuroko tentando suprimir os gemidos de prazer era um deleite aos meus olhos, porém eu queria mais...e ele também.

Não demorou muito para nos movermos novamente da cama, de forma a eu voltar a ficar por baixo dele, onde Tetsuya retribuiu todos os carinhos que eu fiz com ele, melhor, retribuiu com mais intensidade, pois enquanto minha boca voltou a ser ocupada pelos lábios dele, Kuroko pegou meu pênis junto ao dele, iniciando uma intensa masturbação... aquele prazer intensificado já conhecido, melhorado com os beijos cheios de luxúria dele. Nem precisamos avisar um ao outro para logo nos ajeitarmos com cuidado, e assim começarmos a fazer um gostoso 69 de lado. Sei exatamente como Kuroko gosta de ser chupado: de forma forte, mas não muito e massageando muito os testículos mais o períneo, da mesma forma que ele sabe como eu gosto de oral: alternando os chupares entre pênis e testículos mais carícias no períneo junto àquela parte mais íntima.

As sensações de prazer, relaxamento e tesão daquele ato eram incríveis... ah, agora Kuroko lambia minha parte mais íntima, abafando meus gemidos com o sexo oral que fazia nele, afinal estávamos no dormitório. Antes, até conseguia controlar meus gemidos, ficar somente na respiração ofegante, mas o prazer que Tetsuya me dava estava quase ao ponto da insanidade. Aquela insanidade gostosa de gemidos, algumas palavras sujas livres quando estávamos à sós em algum quarto de hotel, onde só de lembrar dá ainda mais tesão.

De olhos fechados, senti Kuroko passar o lubrificante na minha parte mais íntima e pelo tempo curto de demora, ele devia estar passando-o nos próprios dedos, pois logo em seguida eu senti o dedo dele dentro de mim. Tetsuya sempre tão cuidadoso:

— Se estiver doendo ou eu estiver indo muito rápido, me avise, por favor.

Nem precisou, tanto tempo transando casualmente junto com uma boa amizade, fazia Kuroko saber exatamente como eu gostava de ser preparado: de forma calma e priorizando meu conforto, porque mesmo sem eu precisar avisar nada, ele sempre perguntava se estava tudo bem. Típico.

Meu corpo já estava mais do que dominado pelas sensações boas que os dedos de Tetsuya traziam para mim, onde os movimentos dos dedos dele em mim, algumas vezes, atingiam minha próstata juntamente ao continuar do chupar as partes mais íntimas dele. Já não aguentava mais aquilo, queria logo ele me possuindo. Fora que estávamos em um quarto coletivo, né, então tínhamos que ser um pouco mais rápidos:

— Kuroko-kun, vamos fazer logo antes que alguém acorde. — pedi em um tom de voz bem baixo, quase sussurrando.

Ele deu um beijo na minha bunda e logo em seguida, deu dois tapas pequenos nela. Entendi perfeitamente o que ele quis dizer, retirei o falo dele da minha boca, dei espaço para desfazermos da posição do 69 e esperei Kuroko colocar o preservativo. Depois, ele se posicionou de lado, mas atrás de mim, nos ajeitamos mais um pouco de modo a, de fato, começar a penetração. Do jeito que eu gosto: carinhosa e muito intensa. Tetusya sempre perguntava se estava doendo, indo aos poucos até ele entrar inteiro dentro de mim. Os movimentos de vai e vem começaram, ah, como era gostoso o que eu sentia sempre ao ser possuído por Kuroko. Era um prazer, um tesão multiplicado por mil se comparado as minhas raras, porém existentes masturbações. Fora que havia também o fator “adrenalina do risco de ser pego”, que intensificava ainda mais as sensações gostosas, prazerosamente compartilhada por Tetsuya.

Sublime, esta é a definição mais concreta do que sinto quando Kuroko e eu fazendo sexo. Era lindo, os beijos, mordidas e chupadas dele no meu pescoço e orelhas, as mãos que ora desfrutavam dos meus mamilos, ora exploravam o meu corpo, ora me masturbavam, a boca que abafava meus gemidos com deliciosos beijos. As estocadas começaram a ficar mais fortes, estava cada vez mais mergulhado naquele misto de sensações gostosas. Somente queria mais e mais daquilo, nossos corpos nus, suados, disfarçados pelos lençóis, desfrutando ao máximo do nosso tesão.

Tetsuya continuou a me penetrar, onde para provocar, dava até umas reboladas, só para ele meter mais forte e fundo. O vai e vem das estocadas dele dentro de mim estavam em um nível bem forte, razoavelmente rápido, mas ainda assim muito cuidadoso, além do fato da movimentação toda atingir regiões ainda mais prazerosas dentro de mim e ele me masturbar ao mesmo tempo. Era muito bom!

Comecei a sentir o corpo tremer um pouco, o estômago contrair, como se estivesse com borboletas lá dentro, mais aquela sensação única de ter chegado ao paraíso e voltado, além de expelir meu líquido na mão de Tetsuya. Fora a única palavra dita durante aquele momento especial, onde nossos beijos pararam:

— Sakamichi... — a única ocasião em que ele me chamava somente pelo nome.

Foi um orgasmo intenso, de não querer sair mais, nem separar nossos corpos. Tanto que mesmo ainda cansado, sentindo os espasmos pós orgasmos, deixei Kuroko continuar a penetrar em mim. Assim como eu tive meu extremo da luxúria com ele, ele também terá o seu extremo do prazer comigo. Fora que todos os orgasmos de Tetsuya, quando transamos, eram um espetáculo de expressões únicas, respirações altas, corpo totalmente rendido ao prazer, com direito a refletir em mim e este não foi diferente:

— Tetsuya... — também a única ocasião onde conseguia chamá-lo só pelo nome.

Mesmo dominado pelos espasmos pós-orgasmo, Kuroko arranjou forças para sair rapidamente dentro de mim, retirar e amarrar a camisinha, colocando-a debaixo do travesseiro. Após tudo isso, com a lua encoberta pelas nuvens (como se já tivesse acabado de dar “sua espiadinha”), Tetsuya me abraçou forte para juntos contemplarmos o iluminar da lua da janela, até recuperarmos nossas forças totalmente para vestirmos nossas roupas e dormirmos, entretanto, fomos interrompidos por gemidos peculiares:

— Me fode, Midorimacchi...

— Ryouta...

Não conseguia acreditar que o povo da cama ao lado da nossa, os amigos de Kuroko dos tempos da “Geração dos Milagres” chamados Midorima Shintarou e Kise Ryouta, estavam transando também.

Mas espera aí, esse Kise Ryouta não estava ficando com o às do time de vôlei lá de Miyagi, o Aoba Johsai, o tal do Oikawa-san? Eu não estou entendendo mais nada...

Meus pensamentos estavam somente em:

“E se eles ouviram alguma coisa? ”

Gelei só de pensar nisso, mas Kuroko, em um ato digno de sexto sentido, me abraçou e disse:

— Relaxa, mesmo se o Midorima-kun e o Kise-kun tivessem ouvido alguma coisa, eles estariam quietos até agora. Afinal, quem está no mesmo barco que a gente sabe onde o calo dói. Se ouvir isso te incomoda demais, Onoda-kun, podemos dar um jeito de não ouvir mais.

Kuroko e eu começamos a cantar baixo a primeira coisa que veio na cabeça, a música tema de “Love Hime” — meu anime favorito. A voz de Tetsuya era tão calma, afinada e cristalina, parece até uma cantiga de ninar até que:

— Ah... Midorima-chan... Ryouta...

Era a voz do Oikawa lá praticamente gemendo o nome do Kise-san e do Midorima-san. Não sabia o que pensar sobre aquilo, entretanto parece que eu e o Kuroko tínhamos uma espécie de telepatia, pois ele falou exatamente o que pensei:

— Onoda-kun, sem fazer nenhum barulho, vamos por as nossas roupas e sair daqui, por favor. Eu não sou obrigado a ouvir, desculpe o palavrão, putaria alheia.

— Entendo perfeitamente. — respondi em conformidade a ele. De forma sorrateira, nós dois colocamos nossas roupas, levantamos dos nossos colchões típicos para dormir, conseguimos nos dirigir até a porta e saímos rumo a nossa árvore favorita para nos curtir mais um pouco... até eu dormir nos braços de Tetsuya e acordar no dia seguinte, vendo seu rosto e sua mão acarinhar meu rosto como o primeiro de vários iluminares diários da minha vida.

Agora, sete anos depois, todos os dias é a mesma coisa.

A velha rotina de ir até o estúdio, fazer a dublagem da personagem da vez na qual estou trabalhando, mal almoçar direito, voltar a trabalhar até a noite chegar. Depois, pegar um carro que me deixa até o prédio, infelizmente não pedalar mais de forma livre, como antigamente, foi um dos vários preços que a minha fama de seiyuu (dublador) me custou e aturar um trânsito chato até chegar em casa. Em seguida, sair do carro, entrar no prédio, pegar o elevador e as mesmas atividades rotineiras de sempre antes de entrar no apartamento. Além de encontrar a mesma casa, mais uma vez vejo ele:

— Seja bem-vindo de volta, Onoda.

O mesmo “fantasma” dos olhos azuis mais fascinantes que já vi, o homem que eu amo, Kuroko Tetsuya.

Notas finais
Até a próxima, seus lindos :*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!