Um novo começo.

12 Capítulo 11


Emma

Preciso fazer meu filho lembrar certas coisas...

Henry: Hein, como assim família completa, a Regina é meu pai agora?

Emma: Henry! Olha como você fala, menino!!!

Henry: O que?

Emma: Primeiro, Regina não é homem, é mulher. Segundo, se eu estivesse com uma outra mulher, filho, teria algum problema? A gente conversou muito quando suas tias falaram sobre elas amarem mulheres...aonde está aquele garoto amoroso, maduro, que não julga as pessoas?

Henry: Mas você está com ela, mãe? Vocês são muito carinhosas uma com a outra.

Emma: Não é esse o caso Henry. Estou solteira desde que me separei do seu pai. O ponto aqui é: respeito! Sempre te ensinei que cada pessoa pode amar quem ela bem entender. E se fosse o meu caso, você deixaria de me amar?

Henry: Não mãe, não é isso. É que caramba, eu estou com ciúmes!

Que bom, ele está colocando para fora tudo o que sente...

Mary: Meu neto, presta atenção na vovó. Ciúmes é uma coisa, agora machucar as pessoas, é outra coisa. Pense antes de falar bobagens...

Regina: Gente, por favor. Tentem entender o Henry...é tudo novidade, a mãe dele ficava em casa direto, agora saiu, dormiu fora etc.

David: Eu vou ver se o almoço já está pronto.

Neal: Meu moleque, fica calmo cara, sua mãe sempre esteve com você, não entra nessas paradas de ciúmes ok? Você é nosso garoto.

Emma: Rê, eu entendo perfeitamente. Mas ele também já tem idade para entender que a mãe dele precisa sair, precisa de novos amigos e tudo mais.

Henry: Desculpa...

Emma: Filho, a mãe te ama mais que tudo. Hoje você dorme no quarto comigo e ficamos conversando ok?

Henry: Ta bom mãe, vou lá chamar o Tho para almoçar.

Meu filho não é bobo. Ele deve ter visto alguma coisa.
A questão é que não sei se falo tudo para ele. Conheci a Regina há poucos dias, não sei se devo abrir tudo para ele por causa de uma pessoa que ainda estou conhecendo...
Mas quer saber, acho que chegou a hora sim. Mesmo que eu nem fique mais com a Regina, provavelmente chegou o tempo de abrir certas coisas para ele.
Vou ver depois como faço isso.

Granny: Almoço está pronto, venham.

Fomos todos almoçar.
Henry e Tho mais brincavam do que comiam.
Neal não saiu de perto da Rê, todo fofo.
Meu pai fazendo as gracinhas dele, como sempre.
Anna nem esperou o almoço e foi embora, Granny também saiu para almoçar com uma amiga.
Abrimos um vinho que meu pai trouxe e ficamos conversando.

Henry: Tho, já ligou para sua mãe?

Thomas: Já, ela vai vir aqui nos buscar.

Henry: Mãe, posso ir brincar agora a tarde na casa dele?

Emma: Tem lição para amanhã? Aliás, deixa eu lá pegar sua mochila e ver se está tudo certo.

Henry: Não mãe, não tem nada para amanhã.

Subo e vejo os cadernos do Henry, está tudo em dia, meu lindo...

Emma: Ok filho, pode ir sim.

Fomos para a sala e ficamos todos juntos, bebendo, conversando.

Regina: Gente, muito obrigada por tudo. Mas preciso ir para a minha casa, a Emma viu a bagunça que está aquele lugar, risos.

Neal: Sério? Está tudo muito bagunçado, Emma?

Ai meu Deus, o Neal não é desse mundo...

Emma: Claro né Neal, ela acabou de mudar para Boston...

Mary: Por que você não vai ajudar a Regina, Emma?

Campainha toca, era a mãe do Thomas.
Converso um pouco com ela e a convido para entrar, mas ela diz que tem coisas para fazer. Ela me diz que as 20h traz o Henry.

Ele se despede de todos e falo que mais tarde conversaremos.

Volto para a sala.

Emma: Não mãe, a gente não vai arrumar nada se ficarmos juntas...risos.

David: Meninas, vão aproveitar o dia, a gente veio para ficar pelo menos 15 dias, então não tem problema.

Emma: Neal, só quero te pedir uma coisa meu irmão, por favor, não fique com gracinhas na frente do Henry, ainda nem conversei com ele poxa...

Neal: Desculpa Em, você deve estar paranóica, pois não falei nada demais. Sou brincalhão mas claro que entendo a seriedade disso tudo. Depois que você conversar com ele, eu vou trocar uma ideia com meu molecão, vai dar tudo certo.

Regina: Você já quer contar sobre nós???

Emma: Não exatamente Rê, mas acho que chegou a hora dele saber algumas coisas sim. Ele sempre me apoiou em tudo, ele já está grande, enfim, vou me sentir melhor.

Regina: Entendi, ele é esperto mesmo, e acho que ele já ligou alguns fatos...

Mary: Também acho, e Emma, além do seu irmão, eu converso com ele depois também. Não precisa temer minha filha, o Henry é mais capaz de entender certas coisas do que você imagina.

Emma: Não gente, não estou com medo, nem nada disso. Apenas ansiosa mesmo...

Regina: Vai dar tudo certo.

Mary: Bom, eu vou para o quarto de hóspedes, ainda bem que essa casa tem quatro quartos, risos.

Regina: Muito obrigada Mary, prazer em te conhecer.

Mary: O prazer foi meu Regina. Vou subir e tirar um cochilo, coisa de gente idosa...risos.

David: Também vou, o casal idoso vai se retirar...

Emma: Ai vocês dois viu...risos.

Meus pais foram descansar um pouquinho, e ficamos eu, Rê e Neal na sala.

Neal: Mana, eu sei que deve estar foda sua cabeça, mas relaxa ok?

Emma: Te amo irmão.

Regina: Gente, agora preciso ir de verdade, por mais que a minha vontade seja ficar aqui com vocês...

Neal: Com a gente nada, com a Emma, risos.

Emma: Ai Neal, por que você é assim? Risos.

Regina: Risos, é com vocês sim, adorei todo mundo, me senti tão bem com todos vocês...

Neal: Me da um beijo aqui Rê, depois a gente se fala mais ok?

Regina: Obrigada Neal!

Levo a Regina até o carro, e entro no carro para nos despedirmos.

Regina: O que te falar?

Emma: Acho que não temos nada para falar, foi tão louco, tão mágico, que não sei explicar nada Rê.

Regina: Imagina eu??? Acabei de chegar na cidade, e já conheço coisas e pessoas como se eu tivesse passado uma vida inteira ao lado...

Nos beijamos e ficamos mais um pouco juntas.

Emma: Vai lá, a gente se fala.

Regina: Em, não pira com isso tudo ok? Vou tentar não pirar, a gente só está se conhecendo, vamos focar nisso.

Emma: Eu sei, somos apenas amigas...

Regina: É...amigas que se beijam e fazem sexo, risos.

Emma: Risos, isso!

Regina: Sabe o que é bom?

Emma: O que?

Regina: Isso é bom Em, a gente sempre conversar. Assim não teremos receio para falar nada uma para a outra. Já me considero sua amiga sim.

Emma: Verdade, que seja sempre assim então.

Dou um selinho e ela vai embora.

Entro na sala e me jogo no colo do Neal.

Neal: Tá feliz né minha irmã?

Emma: Muito mano, muito, e chega a me assustar.

Neal: Relaxa, é só mais uma gostosa que você tá catando.

Emma: Neal, eu não sou assim...

Neal: Eu sei minha irmã, mas pense dessa forma até você a conhecer melhor. Para de ser sistemática com tudo!

Risos, o Neal é o melhor irmão desse mundo...aliás, minha família toda é maravilhosa, só posso agradecer por tudo o que eles são em minha vida.

Vou para o meu quarto e Neal para o dele.
Me jogo na cama e fico pensando na Regina, em tudo o que aconteceu, e principalmente no Henry.
Acabo pegando no sono também.

Mary: Filha, meu amor, acorda...

Emma: Ai mãe, nem vi nada, desmaiei, risos.

Mary: A noite foi boa né filha?

Emma: Foi maravilhosa mãe.
Ela deita comigo na cama e ficamos conversando sobre o haras deles, como estão os negócios, e também sobre a ong de cães e gatos que eles cuidam em Nova York.

Mary: Está tudo bem, viver com o dinheiro do haras e ainda ter dinheiro para investir na ong, é o que nos move todos os dias Emma.

Emma: Vocês são maravilhosos. Preciso dar um pulo na ong e examinar todos os animais.

Mary: Uma veterinária está indo duas vezes por mês lá, e tem a fixa no haras, não precisa se preocupar.

Emma: Um dia quero ser igual vocês, dedicados em tudo, com tanto amor...

Mary: Você já é assim Emma, e tenho muito orgulho disso.

Conto para a minha mãe sobre Killian e Tinker estarem em Boston. Meus pais sabem de tudo, e sempre me apoiaram.

Mary: Essa mulherzinha não vale nada minha filha. Não absorva nada que venha dos dois, aliás, os dois não valem nada. Mas é por ela ter sido sua amiga, dói um pouco mais né...

Neal entra no quarto.

Neal: Eu fui pegar água e ouvi vocês duas conversando. Emma, o que a Tinker fez?

Emma: Mano, sempre fomos muito sinceros um com o outro, mas nunca te falei nada sobre isso, pois sei que ela é tua amiga das antigas, e sei que você a ama muito.

Neal: Cara, eu já tentei ligar algumas coisas, mas me nego a acreditar nas minhas “brisas”.

Mary: Filho, provavelmente suas “brisas” estão corretas.

Faço um carinho no rosto do Neal e conto tudo detalhadamente.

Neal: Porra Emma! Foda-se que ela é minha amiga há anos, você não podia ter escondido isso de mim. Que mina mais filha da puta!

Emma: Pronto Neal, é isso...

Neal: Eu jamais teria dado o endereço da sua casa, jamais teria forçado e feito aquelas perguntas no bar aquele dia...

Emma: Já foi, não tem problema. Talvez eu não tenha te contado antes, porque ainda me machucava, e te contei muito tempo depois exatamente por isso, agora não me fere mais.

Neal: Beleza mana, eu entendi. Mas vou catar o Killian na porrada, e a Tinker que não olhe mais na minha cara.

Mary: Deixem aqueles dois para lá, eles estão se amando, se merecem, que sejam felizes.

Neal: Mesmo porque agora tenho uma cunhadinha toda gata né...

Todos riem.

Ficamos conversando mais um pouco, sobre como andam as coisas no bar do Neal, na minha clínica.
Meu pai chega no quarto.

David: Ah então vocês ficam me excluindo da reunião familiar, é isso mesmo? Risos.

Ele se joga na cama e me abraça. Ficamos nós quatro, matando um pouco da saudade.

Descemos e fomos fazer um lanche. Já era final de tarde...
Meu pai e Neal foram jogar sinuca, como sempre fizeram.
E eu e minha mãe ficamos no quintal, tomando um sol, enquanto brincávamos com a Elka e o Niki.

Mary: Filha, se você quiser, pode ficar mais tempo com a Regina por esses dias ok? Eu fico com o Henry para ele não ter ataque de ciúmes, risos.

Emma: Imagina mãe, a Anna sempre vem quando eu preciso. Tudo bem que era raramente, só para eu sair com as meninas, mas só nesse final de semana, ela já veio duas vezes, risos.

Mary: Eu sei filha, mas digo sobre alguém ficar dando amor de vó, conversar, paparicar...risos.

Emma: Eu preciso pensar nisso tudo com calma. Essa vida dá tantas voltas né mãe?

Mary: Dá sim meu amor, e como dá...

Emma: Mas acho que é isso que nos faz viver né...coisas novas, recomeçar, ser surpreendida, fazer tudo diferente...

Mary: Sempre te falei isso meu amor, sempre. O segredo é nunca entrar em pânico, não se cobrar mais do que o dia de hoje te exige. Cobrar o que será do amanhã, nos faz muito mal.

Ficamos mais um tempo no quintal e voltamos para a sala.

Já anoiteceu.

David: Que horas meu neto chega, filha?

Emma: Já já ele chega pai. Eu não devia ter deixado ele ir no Thomas né? Vocês acabaram de chegar...

Mary: Claro que não filha, vamos ficar duas semanas aqui, se eu fosse embora hoje ou amanhã, tudo bem, mas não...fique tranquila.

Assistimos um pouco de televisão, mas mais conversamos do que assistimos.

Ouço a buzina do carro, e Henry já entra todo entusiasmado e se joga no sofá.

Henry: Vó, faz aquele bolo de chocolate?

Neal: Ai “vó”, também quero...risos.

Mary: Vocês dois não tem jeito né....risos, faço sim. Vou lá fazer. Nem vamos jantar porque comemos tarde, então comemos um bolinho com algumas outras coisas, o que acham?

Henry: Perfeito vó!

Ficamos todos juntos e peço para o Henry ir tomar banho e arrumar as coisas de amanhã, da escola.

Fico um pouco mais com meus pais, e Neal diz que precisa passar no bar e ver se está tudo ok com os funcionários e também para encerrar mais uma semana no bar, hoje ele chega tarde, por causa do fechamento semanal.

Dou um beijo nos meus dois lindos e digo que vou tentar conversar com o Henry.

Mary: Boa sorte meu amor, deixe seu coração falar tudo.

David: Estamos aqui filha.

Subo e vou até o quarto do Henry.

Emma: Que tal dormir com a mamãe hoje? Para eu matar a saudade desse tempo que ficamos longe?

Henry: Risos, ai mãe, também não é assim...desculpa por ontem e hoje.

Fomos para o meu quarto, nós três.
Arrumo a caminha do Niki do lado que Henry vai dormir na cama, já que dormem juntos.
Ele deita no meu peito e Niki fica no colo do Henry.

Emma: Filho...

Henry: Eu já sei o que você vai me dizer mãe.

Emma: O que eu vou dizer?

Henry: Que você é como a tia Elsa e a tia Ruby...

Emma: E porque você acha isso?

Henry: Porque você está de um jeito que eu nunca te vi com o Killian. Você está como a vovó fica com o vovô. E também fui pesquisar umas coisas na internet.

Emma: Como assim na internet?

Henry: Eu li algumas coisas mãe, e lembrei sobre o que conversamos quando minhas tias me contaram. Lembrei das aulas na escola para respeitar as pessoas.

Começo a chorar...de soluçar...

Henry: Não é para chorar mãe, está tudo bem. Eu só queria que você me falasse as coisas, pois me deu muito ciúmes. Parece que essa Regina iria te roubar de mim...

Tão adulto em algumas coisas, e em outras, mostra a alma linda e a inocência que só uma criança pode ter...

Emma: Jamais meu filho! Nunca vou sair de perto de você.

Henry: Eu te amo mãe, ainda é estranho para mim. Ontem eu chorei bastante, e então fui ler alguns sites que explicavam como pessoas assim sofrem...

Meu Deus, meu filho não existe...

Emma: Sabe meu amor, eu já me relacionei com algumas outras pessoas, mulheres...seu pai foi o único homem que tive na minha vida, e eu o amei sim, da minha forma, mas o amei. Tanto que ele me deu o maior presente que eu poderia sonhar em ter um dia, você.

Henry: Mas você não era feliz com aquele cara mãe, eu sei que não era.

Emma: Filho, tem coisas que acontecem que a gente não sabe explicar, nem a gente mesmo entende. O que eu quero que você saiba, é que sempre te amei e sempre vou te amar meu amor.

Henry: Eu sei mãe...eu te amo muito também.

Emma: Não quero que você fique triste ou com vergonha disso tudo, na verdade, nem precisa entender.

Henry: Mas você já beijou outras meninas, mãe?

Emma: Ai filho, que pergunta, risos. Mas sim, já beijei sim. Seu pai foi o único homem que beijei.

Henry: Mas se você gosta de meninas, porque beijou o Killian e ficou anos com ele?

Emma: Não sei filho. Conheci o Killian em um momento que eu estava arrasada por causa de uma pessoa.

Henry: Por causa de uma menina né?

Emma: Sim. E passou um tempo e o Killian foi me preenchendo, e nem eu mesma percebi que estávamos juntos. É aí depois veio você, e eu queria te dar uma família bonita, forte e presente. Fui acreditando que tudo daria certo se eu continuasse tentando...

Henry: Mas aquele cara é um bosta, mãe!

Emma: Henry não fale assim. Ele é teu pai, ao menos tenha respeito por ele. Ele errou muito, mas quem não erra? Quem sabe ele queira ser uma pessoa melhor agora?

Henry: Eu não quero saber dele, ele te fez chorar muitas vezes.

Emma: Filho, isso tudo já passou. Vamos dar uma nova chance para que a gente não tenha tanto rancor dele...isso não nos faz bem.

Henry: Ok mãe. Mas me fala outra coisa, como você descobriu que gostava de meninas?

Emma: Isso não tem hora e nem dia, filho. As vezes acontece, é algo natural meu amor.

Ficamos conversando por horas...expliquei, detalhei várias coisas sobre meninas com meninas, sobre amor...foi tão bom, tão bom, que ainda nem acredito.
Como assim ele foi “pesquisar” e viu o quanto pessoas lgbts sofrem???

Emma: Então é isso meu amor.

Henry: Entendi mãe. Entendi que não importa quem a gente ame, isso não faz diferença nenhuma.

Emma: Isso meu amor.

Henry: Mas mãe, eu gosto de meninas também tá?

Emma: Risos, tá bom meu filho.

Henry: A Regina é sua namorada então?

Emma: Filho, para a gente namorar um dia, precisamos conhecer a pessoa antes, certo?

Henry: Certo.

Emma: E é isso meu amor, estou conhecendo ela ainda...Não vim te contar isso tudo por causa dela, vim contar porque eu achava importante você saber de algumas coisas meu amor.

Henry: Entendi tudo mãe. Tá tudo bem. Agora que sei o que está acontecendo, estou mais feliz. Não vou mais ter ciúmes tá?

Emma: Risos, meu lindo, você sempre será meu grande amor, não precisa se preocupar.

Henry: Eu sei mãe, a gente precisa amar várias pessoas para ser feliz né? Tipo, eu amo você que é minha mãe, amo o titio, amo a vovó, o vovô, minhas tias, a Anna...

Emma: São amores diferentes Henry, mas que completam a gente. É isso mesmo.

Henry: Acho que eu também amo uma outra pessoa...

Emma: Quem?

Henry: A Grace, da minha sala...

E ele me contou tudo sobre essa primeira paixão, esse primeiro amor...
Fiquei tão orgulhosa de ver o homem que eu estou ajudando a formar, que mais uma vez me acabei em lágrimas...
O jeito que ele falou da tal menina, o respeito, o carinho...que coisa linda!
É esse tipo de homem que deve ter no mundo, e é esse tipo de homem que deve falar mais alto numa sociedade tão machista.

Mando uma mensagem para a Rê, falando que está tudo bem e que o Henry já sabe de tudo. Ela me responde “que coisa boa Em, amanhã conversamos mais. Boa noite e obrigada por tudo o que aconteceu”.

E antes de dormirmos, falo mais um pouquinho com meu filho.

Emma: Você é meu orgulho, filho. Qualquer dia quero conhecer a Grace, tá?

Henry: Mãe, eu não to namorando. A gente também, assim como você e a Regina, está se conhecendo ainda...