Um novo começo
9 Capítulo 9 ♕
Notas iniciais
Maxon pareceu ter ficado feliz com a novidade. Ele foi, no dia seguinte, providenciar tudo para o bebê.
– Meu querido -eu disse piscando — você não acha que esta indo um pouco rápido demais?
– Rápido? Como assim? — perguntou ele esbaforido.
– Bom... Faltam nove meses e nem sabemos o sexo ainda. Então descanse um pouquinho está bem?
– Tem razão.
Coloquei a mão sobre suas costas e o levei até um sofá no salão, com vista para o lindo jardim que havia no palácio.
– Eu nem acredito que em nove meses vou ter um bebê para cuidar e chamar de meu..... E e meu querido — disse ele piscando para mim.
– Nem eu — disse dando pequenas risadas.
– Muito obrigado America Singer Schreave. Por me fazer o homem mais feliz do mundo.
– Não me agradeça — deixei escapara um sorriso bobo e coloquei minha cabeça em seu ombro apreciando a vista.
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Achei que tinha que contar a minha mãe sobre a gravidez o mais rápido possível, estava até me perguntando por que eu não tinha contado ainda. Achei que seria meio chato contar a ela por telefone, então fui até a casinha perto do palácio onde morava o resto da minha família. Fui junto a Maxon, pois como ele iria ser o pai do meu filho ou filha, seria mais certo contar a minha mãe junto a ele.
Fui junto a alguns guardas, com os rebeldes ainda não resolvidos, temos que ter segurança. Eles nos deixaram lá e foram embora, pois haviam mais guardas em frente a casa de minha família.
Batemos na porta e logo, minha mãe abriu. Logo que ela me viu, me deu um grande abraço e cumprimentou Maxon e nos convidou a entrar. Logo que entrei May, minha irmãzinha veio correndo me abraçar.
– Sentem-se, sentem-se! — minha mãe disse — Bom... O que levou vocês dois a vir aqui? Não que eu não goste da presença de vocês, pelo contrário, eu adoro, mas eu estou curiosa para saber para que vocês vieram.
– Mãe — comecei — vim aqui lhe trazer uma notícia. — antes que eu pudesse terminar minha mão me atrapalhou.
– Bom, então diga logo!
– Mãe.... — estava um pouco nervosa a contar, mas decidi contar logo — Você vai ser avó! Eu estou grávida!
Ela soltou um berro antes mesmo que eu pudesse respirar e correu a abraçar eu e Maxon. May também não acreditou, me abraçou tão forte, que me perguntei de onde viera aquela força.
– Ai meu deus! Eu não acredito! Isso é ótimo filha! Parabéns! A você também Maxon, obrigada!
– Obrigada senhora Singer.
Minha mãe não tirou o sorriso do rosto até irmos embora. Fiquei feliz ao sair, gostei que melhorei o dia delas e que também estava com saudades dela.
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No dia seguinte acordei bem tarde, não sabia exatamente o que teria que fazer, mas com certeza eu tinha, a rainha geralmente tem muitos afazeres. As criadas vieram me aprontar, mas disseram que eu não teria que fazer nada. Com certeza por causa do bebê.
Mais para tarde, eu estava no quarto e Maxon entrou, mais cedo do que esperava.
– Oi meu minha rainha.
– Olá meu rei — respondi — Por que veio tão cedo?
– Acabei tudo o que devia fazer. Estou livre, finalmente — respondeu ele tirando a gravata e sentando na cadeira a arrastando para trás. Era bom ver Maxon como uma pessoa qualquer, quando via ele sem a roupa de rei, via somente Maxon, não Maxon O Rei.
– Que bom, por que não vai tomar um banho e deitar um pouco, você parece cansado -disse a ela.
– Boa ideia.
Maxon foi pegar sua roupa e entrou no banheiro, enquanto ele tomava banho, lia me livro. Eu ainda nem tinha reparado, que não acabei todos os diários de Iléa. Mas a ideia passou pela minha cabeça e foi embora, pois não queria ficar com mais problemas na cabeça.
Falando em problemas, esqueci de ligar para Stephanie, minha médica para vir uma semana cuidar de mim durante a gravidez. Peguei o cartão onde tinha o telefone em cima dela, e telefonei. Ela foi super educada e meiga como sempre e brincalhona também, disse a ela que ela viria amanhã.
Maxon saiu do banho e contei a ele da medica, ele concordou, mas percebi que ele ficou meio incomodado com isso.
– Tem algum problema Maxon? — perguntei a ele.
– Não, é que eu acho meio estranho ela vir aqui, nunca vi alguém fazer isso.
– Acho que ela quer ter todos os cuidados com a rainha né?
– Pode ser.
Maxon colocou suas roupas e deitou ao meu lado na cama.
– O que está lendo? E por que está sempre lendo? — perguntou ele.
– Estou lendo ''Fazendo o Impossível'' e estou sempre lendo, porque tenho o conceito de que ler trás mais vidas, imaginação, sabedoria e muito mais, você devia fazer isso as vezes.
– Me recomende um livro que goste para ler então America — ele disse com um sorriso do rosto.
– Bom.... — fiquei em dúvida, pois não lembrava exatamente quais livros eu li e gostei de verdade — acho que ''Bem que eu queria'' de Maron Levis seria uma boa ideia. Conta sobre uma comédia de uma família de três pessoas que adotaram um cachorro — ele riu antes que eu pudesse terminar — eu sei que parece chato, mas na verdade é bem legal!
– Tudo bem — Maxon terminou de rir — Vou ler esse livro nem que for a última coisa que eu faço, prometo.
– Acho bom mesmo, pelo o que eu passei com você e minha experiência acho que você vai gostar também!
– Sim senhora — ele disse e deu um mini soco em seu ombro.
Antes que pudéssemos falar alguma coisa, ouvimos um barulho de tiros e o alarme em atividade. Maxon e eu trocamos olhares e ele me puxou até ele dizendo para ficar aqui e trancar a porta. Não obedeci. Fui até fora e vi a correria, seguranças baleados. E.... O que era aquilo? Aspen. Aspen caído no chão? Com braço sangrando?
Fiquei desesperada e corri para chamar ajuda, minha cabeça e pernas latejavam, fui ao lado de Aspen, tentei fazer algo com a ferida, um segurança disse que ia levar ele. Afirmei com a cabeça. Olhava para todos os lados, levei a mão a cabeça, comecei a chorar pela dor de cabeça e por Aspen.
Não aguentei, cai no chão.
Acordei em uma ambulância.
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