Um novo começo.
10 Capítulo 9
Notas iniciais
Emma
Pela primeira vez fiquei surpresa quando Henry viu alguém me fazer um carinho.
Todas as pessoas que ele viu até hoje fazendo isso, são minhas amigas, não alguém que está saindo comigo.
Ele deve ter achado normal pois é acostumado com isso.
Mas eu sei que ela não é só mais uma nova amiga.
E ainda é tudo recente para mim. Beijar alguém, ter essa pessoa em casa, conhecer meu filho, meu filho ver ela me acariciando (mesmo que sem segundas intenções).
Estou tentando absorver isso tudo.
Por anos fiquei na minha, reclusa, então preciso respeitar meu tempo para assimilar tudo isso.
Seguimos para a casa da Regina.
Regina: Gente, vamos entrar? Assim vocês conhecem o Lenny, já que ele não vai com a gente.
Emma: A gente espera aqui.
Henry: Eba, quero conhecer o Lenny. Vem mãe!
Ai, filhos...
Regina: Gente essa é a minha nova casa, muita coisa para fazer ainda, muita bagunça, desculpem. Mas fiquem a vontade..
Henry: Caraca, que casa linda hein? Você é médica?
Regina: Risos, médica? Não, sou advogada, porque?
Henry: Porque médicos tem essas casonas maneiras.
Emma: Ai filho, não é assim. Tem médicos que suam muito, trabalham em jornadas absurdas, e mal conseguem ter certas coisas. Assim como qualquer profissão, autônomos, comerciantes, etc. Isso não é parâmetro.
Henry: Ai mãe, eu sei, para de ser chata, risos. Só acho que a Regina tinha cara de médica. Mas achei legal você ser advogada, é igual minha tia Elsa.
Regina: Qualquer dia te levo lá no escritório e você fica comigo e com a Elsa ok? Agora deixa eu pegar a Lolla para irmos logo.
Eu estou meio estranha...
Emma você está meio estranha...
É muita coisa para pouco tempo!!!!
Ok, preciso parar de ser metódica e parar de pensar em tudo.
Mas me assusta simmmmmmm!
Regina mostrou toda a casa para nós, Henry amou o Lenny que ficava atrás da gente.
Chegamos no quintal, vimos a Lolla, que cachorra linda, toda brincalhona..
Emma: Regina eles são lindos!
Regina: Obrigada, são meus amores.
Henry: Podemos ir? Nós temos que apresentar a Lolla para o Niki e a Elka.
Emma: Claro, vamos, precisa de ajuda Regina?
Regina: Você pode pegar a Lolla enquanto eu fecho tudo e levo o Lenny para dentro.
Emma: Claro, vamos passear Lolla.
Estávamos no carro fazendo os três se darem bem, já que a Elka é um pouco ciumenta, mas deu tudo certo.
Regina chegou e fomos para o parque, chegando lá, pedi para Henry ficar com o Niki porque a Elka é muito bruta e não ia dar certo.
Henry: Mãe vou lá no lago com ele tá? Espero vocês lá.
Emma: Tá bom.
Regina: Ele gosta de vir em parques né?
Emma: Sim, ele adora, desde pequeno sempre que podia levava ele no parque ou até mesmo meus pais.
Regina: Ele deve sentir muita falta dos seus pais.
Emma: Ele sempre foi ligado neles, meu pai sempre foi um companheiro e tanto para o Henry, minha mãe sempre foi a pessoa que mimou muito ele, tudo o que ele queria ela ia lá e fazia. Eu também não posso reclamar de nada, sempre que eu precisava, ela ficava com ele. Sempre foi muito carinhosa, uma mãezona comigo também..
Regina: Nossa, escutando assim até eu ficaria com saudades, seus pais parecem ser ótimas pessoas.
Emma: Eles são maravilhosos sem sombra de dúvidas.
Vamos sentar um pouco aqui?
Regina: Claro, sabe o que eu queria agora?
Emma: O que?
Regina: Um beijo seu!
Emma: Eu gostaria muito, só que não dá... infelizmente.
Como eu gostaria desse beijo, não só o beijo em si, mas tudo, um carinho seria perfeito também, acho que estou ficando uma pessoa “carentona”...
Regina: Eu sei, e isso é muito triste. Então será que posso ganhar um abraço?
Não precisei responder, puxei ela para bem perto de mim, e senti aquele cheiro maravilhoso de maçã. Como alguém pode ter este cheiro tão gostoso...
Ela estava com o rosto perto do meu pescoço, a respiração dela...estava me deixando louca de vontade de beijá-la, como isso é possível? Aí olhei nos olhos dela e me perdi...quando estávamos quase nos beijando, a Elka me puxou, latindo para um outro cachorro, pois eu estava segurando a guia, e me lembrei onde estávamos... e fiquei assustada.
Regina: Emma me desculpe, acho melhor eu ficar longe de você, se não, vou fazer o que eu quero e isso não pode acontecer por causa do Henry.
Henry
Eu estava voltando do lago e vi de longe...
Não sei se vi bem, mas minha mãe e a Regina...
Nossa, eu não sei o que dizer...
Será que minha mãe é como a tia Elsa e a tia Ruby???
Mas ela é minha mãe, casou com meu pai...
Henry, calma. É ciúmes...
Mas calma, minhas tias me falaram que as pessoas não escolhem quem amam e para mim isso é normal. Minha mãe também explicou que algumas pessoas são diferentes e precisamos respeitar.. E ouvi na escola sobre isso também. Mas minhas tias nunca falaram sobre a minha mãe...e minha mãe também nunca disse nada!
Vou esperar um pouco e ir lá, assim elas não vão saber que vi isso, mesmo não entendendo bem o que está acontecendo, nem sei se vi direito.
Henry: Mãe, Regina parem de conversar e vamos dar uma volta vai...
Emma: Como meu filho é hiperativo...
Regina: Vamos.
Andamos boa parte do parque, depois deitamos na grama e ficamos conversando, foi muito divertido, sem contar que os cachorros adoraram o passeio e as brincadeiras.
Emma: Vamos filho? Já está ficando tarde.
Henry: Ah mãe vamos ficar mais um pouco vai por favor?
Emma: Você tem que pedir para a Regina querido, quem está de motorista hoje, é ela.
Regina: Por mim não tem problema.
Henry: Viu mãe, a Regina é gente boa.
Emma: E você é um folgado.
Regina: Estou ficando com fome. Risos.
Não vi mais nada sobre aquilo tudo.
Acho que fiquei louco e imaginei.
Elas são tão legais, e talvez foi meu ciúme. A mamãe merece ter outras amigas, não só minhas tias.
Compramos hambúrgueres e suco e sentamos para comer.
Depois tomamos sorvete.
Avisei que eu ia até o bebedouro encher a garrafa de água dos cachorros.
Emma
Eu não controlo mais. Minha vontade de agarrar essa mulher está me deixando louca.
E também estou ficando mais calma, sobre estar sentindo isso tudo. Aconteceu, então, Emma, aproveite e relaxe.
Emma: Rê, vamos embora? Amei nosso dia, amei tudo, mas pareço uma adolescente descontrolada, alguém que não controla e nem quer controlar mais nada. Preciso te beijar.
Regina: Eu fico tão feliz que em tão pouco tempo a gente tenha desenvolvido algo tão especial, Emma. Você não está sentindo isso sozinha...
O Henry volta e decidimos ir para a minha casa.
Chegando em casa, coloco os cachorros para dentro, e Henry se despede da Regina, a convidando para jogar mais um pouco.
Regina: Henry muito obrigada por ter me deixado feliz com nosso passeio, mas preciso ir para a casa, tenho muita coisa para arrumar.
Henry: Tá bom, então vou ligar para meu amigo e ver se ele quer vir brincar comigo. Ele pode dormir aqui e pedimos uma pizza, mãe?
Emma: Claro meu amor.
Henry saiu correndo todo feliz, pois hoje comemos “porcaria” o dia todo, e ainda vai ter pizza no jantar.
Volto para o carro da Regina.
Fecho a porta, e peço para ela trancar o carro, já que está noite e sei que ninguém enxergaria nada de fora.
Nos olhamos e nos beijamos.
As bocas não se desgrudaram.
As mãos mais uma vez não pararam.
Senti todo o seu desejo por mim, e ela também sentiu o meu por ela.
Emma: Você é uma delicia, Regina Mills.
Regina: Eu né? Sei...você que me deixou louca, Emma.
Emma: Olha, já não estou controlando mais nada. E também não vou mais me ponderar.
Regina: Eu sei, eu estou assim.
Emma: Só acho que foi tudo muito rápido. Você já conhece minha família, minha casa, meus amigos. Eu já conheci teus filhos, tua casa...risos.
Ela segura na minha mão e olha fixamente para os meus olhos.
Regina: A gente não sabe tudo sobre o que cada uma passou até hoje. Mas quero te falar uma coisa...de forma inconsequente, louca, prazeirosa, apaixonante, você me proporcionou os melhores dias da minha vida.
Emma: Eu não sei nem o que falar...
Regina: Não precisa. Vamos viver isso tudo, juntas. Sem nos pressionar, cobrar, sem ter medos ou receios bobos. Vem dormir comigo em casa hoje?
Eu quase explodi quando ouvi aquilo.
Que sensação maravilhosa sentir tudo isso e saber que você causa isso na outra pessoa.
Em menos de 20 segundos, defini tudo na minha cabeça.
Vou ligar para a Anna, ver se ela já saiu da outra casa. As crianças ficam com ela. E com Granny também, que vai dormir em casa. Pedem pizza, e amanhã cedinho volto.
Emma: Vou! Me dá 15 minutos.
Subo correndo, resolvo tudo. Deixo tudo esquematizado para todos ficarem bem em casa. Passo as informações sobre o Thomas e Henry, para que não durmam tão tarde.
Anna como sempre diz que tudo bem, em menos de uma hora já estaria em casa.
Nesse exato momento me sinto como alguém descobrindo o amor.
Alguém que só quer ser feliz e estar com essa pessoa que já fez um furacão passar em tudo.
Emma: Filho, vou ajudar a Regina a arrumar as coisas, ok? Amanhã cedinho estou aqui.
Henry: Ah mãe...
Emma: Filho, é sempre bom ajudar as pessoas, e ela é uma nova amiga da mamãe, estou muito feliz com isso tudo.
Henry: Ok mãe, eu entendo. Te amo, e pode deixar que a Granny cuida de tudo.
Emma: A Anna já está vindo também, assim vocês tem mais uma companhia.
Abraço ele bem forte, meio que com o sentimento de angústia por deixá-lo “sozinho”. Talvez porque nesses dois anos eu vivi todas as noites com ele e para ele.
Acho natural eu sentir isso. Sempre fui uma mãe companheira, e ele deve ter estranhado muita coisa de ontem para hoje.
Mas eu precisava disso.
Me sinto livre.
Me sinto renovada.
É como se eu quisesse gritar para todos que eu estou feliz, e que nada e nem ninguém pode me tirar isso.
Entro no carro e Regina solta um sorriso que quase caio para trás...
Me dá um abraço sem dizer uma palavra, e ficamos abraçadas por alguns segundos, em silêncio.
Regina: Obrigada...
Emma: Você ainda não tem razão para me agradecer, agora eu preciso te dizer: muito, muito obrigada...por tudo.
Regina: Como você sabe que eu não tenho? Eu tenho minhas razões sim sabia? Risos.
Rimos, nos beijamos e seguimos para a casa dela.
Chegamos e cuidei do Lenny e da Lolla, coloquei comida e água, ela me mostrou aonde estava tudo, enquanto ela correu para arrumar a sala.
Regina: Vou tomar um banho, quer vir?
Emma: Não precisava nem perguntar...
Mais conversamos e brincamos no chuveiro, parecíamos amigas de longa data. Mas claro, com um beijo aqui, outro ali...
Saio antes e coloco uma camiseta que ela tinha me emprestado, e a espero na sala.
Ela chega por trás e me abraça forte, me vira e me mostra uma garrafa de vinho.
Regina: Vamos brindar essa nossa amizade, esse começo...
Emma: Sim, e te agradeço mais uma vez Rê. Te agradeço por eu me sentir viva de novo para isso, por eu estar feliz de um jeito que já nem me lembro há quanto tempo não fico.
Regina: Eu te falo uma coisa, da forma mais sincera que existe: Eu nunca me senti assim...
Emma: Eu já perdi a vergonha, o controle, tudo...mas agora fiquei sem graça, risos.
Regina: Não fique. Vem comigo nisso tudo...
Emma: Já estou Rê...
Conversamos por mais de 3h, com muitos beijos, caricias, olhares. A conheci um pouco mais.
Ela levanta do nada e tira a roupa. Fico estática.
Regina: Sabe isso aqui?
Ela mostra todo o seu corpo...
Regina: Hoje é seu e não mais meu.
Eu levanto e começo a sentir sua pele, seu corpo todo. Começo a me despir para que os corpos de ligassem por inteiro.
Nuas, de frente uma para a outra, nos entregamos...
Agora nada mais importa, nem medo, receio, vergonha, nada.
Deitamos na sala mesmo, em meio a várias almofadas, só uma luz bem baixa, que vinha do cômodo no fim do corredor. Mas a Lua, clareava ainda mais a sala, permitindo que os olhares e cada detalhe não ficasse despercebido.
Nossa nudez, nosso tesão, nossa troca, nossas vidas, nosso momento...
Nossa entrega, nosso desejo, nossa curiosidade, nosso complemento...
Tudo estava ali, tínhamos tudo o que precisávamos.
E no momento que os corpos se encaixaram...a hora, eu já não mais olhava...
E em segundos, nada que não fosse “isso”, já não mais importava.
Precisávamos conhecer tudo o que a outra tinha.
Interrompo nosso beijo e pergunto se ela tinha algum óleo corporal. Ela me diz que tinha alguns no armário do banheiro. Escolho rapidamente e volto para a sala.
Regina: Você escolheu o que eu mais amo! Esse de maçã é maravilhoso para a minha pele.
Emma: Ele não vai ser apenas bom para a sua pele...
Caricias, beijos molhados nas coxas, virilha, em cada curva.
Toques suaves...
Inicio uma massagem tântrica que despertou todos os seus sentidos...
Quando fazemos essa troca tântrica, é o momento em que tudo se abre.
A troca de energia corporal, os sons dos gemidos, da respiração, o aroma do óleo com o gozo e o próprio cheiro da pele, os toques em cada parte, o tato...tudo.
Vou com leveza em cada parte do corpo, nenhuma fica de fora. E na volta do mesmo toque, faço com um pouco mais de pressão, respirando bem perto de cada parte do seu corpo.
Sinto e toco todo o seu corpo.
Ela gemia como se nunca tivesse sentido aquilo. Não sei por quanto tempo que fiquei acariciando seus membros, nuca, costas, mamas, ombros, bunda, seu sexo.
Com a língua, suavemente eu acompanhava alguns movimentos.
Com o joelho pressionando seu sexo, senti aquela explosão acontecer..
Ela já tinha tido o primeiro orgasmo com o tântrico, então eu continuei.
Aproveitei toda lubrificação para conhecer ainda mais essa mulher.
Um, dois, três, quatro dedos, num movimento sincronizado, com uma força bruta.
Ela me mostrou que gostou.
Ela fica de quatro para que eu a penetre.
Regina: Pode ir nos dois!
E se alisa, mostrando que quer penetração dupla.
Fico ainda mais louca. Que delicia quando o sexo não tem barreira alguma!
Penetro essa mulher nos dois, ao mesmo tempo.
Geme alto, segurando uma das almofadas.
A viro com força, e a jogo deitada. Pego mais um pouco de óleo e deslizo em sua barriga.
Desço, e minha língua, meu músculo involuntário, não para um minuto.
Não queria sair mais dali, eu sentia o seu gozo e gozava junto.
Ela ainda deitada, sentei no meio de uma de suas coxas, e a fiz sentir meu sexo.
Deslizava para cima e para baixo, até toda a perna dela ficar molhada.
Ela sentiu como eu estava. Gozei nela.
Mais um pouco de penetração.
Depois mais um pouco de sexo oral delicioso. Que gosto, que cheiro, que delicia que ela é.
E muito, muito, muito toque em todas as partes.
Já conhecia cada parte de seu corpo...
Ela gemia, e que gemido...
Me segurava, me amava de volta.
Fui fazer mais uma vez um carinho com minha língua... E o gozo escorria em minha boca.
Tudo estava perfeito.
Fomos desacelerando, suavemente...
Fui até ao lado dela e servi mais um pouco de vinho, para completar nosso momento.
Regina: Socorro Emma...
Emma: Não precisa falar nada, risos. Mas eu vou falar: você é uma delicia Regina Mills!
Regina: Meu Deus...muito prazer Emma, sou a Regina.
Gargalhamos e nos abraçamos.
Tomamos nosso vinho e ficamos fazendo carinho uma na outra.
E sei que em poucos minutos, iríamos adormecer, com nossos corpos nus, encaixados, numa sincronia perfeita.
Emma: E te respondendo Rê, muito prazer em te conhecer Regina Mills, eu sou a Emma Swan.
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