Um novo começo.

17 Capítulo 16


Notas iniciais
Oi gente, que saudade de vocês! Estou passando por um momento complicado, mas nunca me esqueço da fic. Vou tentar voltar a ser mais ativa aqui. Nesse tempo fora, eu sempre vinha e relia os comentários, obrigada mais uma vez por todo carinho. Espero que ainda tenha alguém acompanhando ^^ Não publico muito no tt, mas sempre acompanho: @bbb_bru Desculpa a ausência e obrigada gente!

Regina


Assim que aviso que a Carmen já foi embora, olho para a Emma e não me controlo, puxo ela junto a mim e a beijo.

Quando abro os olhos, o Henry está parado olhando para nós.

Regina: Henry...desculpa!

Emma fica vermelha...

Henry: Mas a gente não beija quem a gente ama? Eu acho que é normal né gente...

Emma: Ai filho, ok, você tem a maturidade de uma pessoa com 60 anos, ok. Mas também não é assim. Te aviso todos os dias que você é uma criança, para você não esquecer. Desculpa.

Henry: Mãe, você sempre disse que eu era adiantado, que isso não era problema, que eu não precisava me sentir mal com isso, mas para eu respeitar meus limites e explorar o que eu queria, tinha vontade, para eu nunca me sentir mal por ser assim tão diferente, mas não sabia que eu era quase igual um “vovô”, de mentalidade...risos.

Regina: Risos, você não tem jeito né?

Emma: Mais ou menos filho, risos. As vezes você é mais rápido que um vovô, então pode ser que você tenha mais que isso...mas você ainda me assusta!

Henry: Mãe, sou o moleque mais feliz desse mundo, tenho todos comigo, e sou o mais inteligente da escola, talvez eu tenha aprendido a desenvolver vários lados da minha vida, o lado humano, a inteligência...

Emma: Tá bom filho, eu sei, risos, mas não é assim. Desculpa meu amor. Eu te lembro todo santo dia para que não se esqueça que é uma criança...não esqueça disso por favor.

Henry: Tá bom mãe, eu sei que sou criança.

Regina: Verdade Henry, acho a troca de afeto algo bonito, mesmo na frente de qualquer outra pessoa. O que não pode existir é falta de respeito, não foi nosso caso, mas como tudo é novidade, a gente pede desculpa sim...

Henry: Ok, estão desculpadas, risos. Vocês são paranóicas.

Eu ainda me surpreendo com ele. É uma criança tão desenvolvida, que muitas vezes assusta. A Emma sorri e já mudamos de assunto.

Henry: Gente, vamos para NY??? Queria tanto viajar de trem até lá.

Emma: Eu acho uma ótima idéia filho. Vamos marcar de ir.

Henry: Não mãe, vamos hoje. Vamos Rê?

Regina: Eu topo, quem sabe assim apresento para vocês minha irmã e talvez meu pai?

Emma: Já que os dois querem, não vou ser do contra, risos...

Henry: Ebaaaaa! Valeu Regina! Ah mãe, a Rê também pode conhecer a ong né?

Emma: Claro filho!

Henry fica todo feliz e corre para me abraçar e me dá vários beijos.
Nunca pensei que ficaria feliz assim, tenho uma namorada linda e o filho dela é maravilhoso, me sinto parte de tudo.

Henry: Valeu pela força Regina!

Emma: Ei, eu também topei ir, viu? Risos.

Henry: Você é a melhor mãe do mundo.

Regina: Melhor mãe e melhor namorada.


Emma


Gosto de coisas não programadas.
Meu filho sobe para o quarto e vai arrumar algumas coisas para logo irmos para NY.
Tem duas mensagens da Elsa e uma da Ruby no meu celular, preciso avisar que está tudo bem, se não daqui a pouco elas chegam aqui.

Sms

"Elsa, avisa a Ruby e a Kaka que está tudo bem. Não rolou com a Carmen, e eu e a Rê conversamos e nos acertamos. Estamos namorando. Estamos indo para NY, segunda a gente conversa. Amo você, bjs".


A Rê foi arrumar tudo na casa dela, inclusive deixar tudo preparado por causa da Lola e Lenny.
E eu vou terminar de arrumar algumas coisas.

Em menos de uma hora tudo está pronto. Minha mãe fica feliz e diz que nos leva até a estação, que nem é tão longe daqui.

Eu queria fazer algo eu e ela, mas não tem como negar esse passeio de trem para o Henry.

Ligação on

Regina: Oi meu amor, o que foi?

Emma: Você tem certeza que quer ir? Posso explicar para o Henry que vamos outro dia.

Regina: A gente tem tempo Em. Não precisamos comemorar sendo clichê. A gente já comemora todos os dias, até antes que a gente nem namorava.

Emma: Eu não sei como te agradecer. Você sempre entende tudo.

Regina: Não é isso. Eu já amo vocês, e estarmos juntos também é maravilhoso. Vamos aproveitar, você vai ver.

Emma: Tá bom, daqui uns 20 minutos passamos aí. Minha mãe vai levar a gente. Beijos amor.

Regina: Ok. Beijos minha linda.

Ligação off.

Mary: Filha, aqui estão as chaves de casa e pode falar com o pessoal da ong, já avisei que vocês vão passar lá.

Emma: Obrigada mãe.

Tudo pronto, seguimos para pegar a Rê.

Regina: Obrigada Mary.

Mary: Vocês vão gostar desse passeio. Estou muito feliz por vocês. Por mais que eu ache que o Henry deveria esperar esse passeio, para vocês aproveitarem a sós.

Henry: Para vó. Eu sou legal sabia?

Henry sendo criança, risos. Amo tanto!

Emma: Está tudo bem.

Chegamos na estação. Nos despedimos e compramos nossas passagens.

Olho e vejo Henry com a cara fechada, olhando para um menino.

Emma: Filho, o que foi?

Henry: Nada mãe.

Emma: Henry Swan...

Henry: Aquele idiota começou a rir, quando olhou para a mão de vocês.

Regina: Henry, isso vai acontecer muitas vezes meu lindo. Não tem como, tem muita gente vazia por aí.

Henry: Mas estou muito bravo. Esperem aqui.

Sigo junto, Henry vai até o menino.

Henry: Sabe, você não tem o direito de tirar sarro de ninguém. O que elas fizeram para você?

A mãe do menino fica surpresa, pois foi falando para ela, que ele "brincou".

Mãe do menino: Lucas! Peça desculpas. Me desculpem, o Lucas muitas vezes é egoísta e não pensa no que faz.

Lucas: Foi mal, desculpa ae.

Henry: Está tudo bem, só não faça mais isso com ninguém. As pessoas ficam tristes com isso. Eu li que a gente não sabe quem vai amar, e a gente precisa respeitar os outros.

A gente sai de perto deles e senta nas poltronas de espera.

Emma: Filho, obrigada.

Henry: Eu vou proteger vocês sempre.

O Henry sempre foi justo. E com isso tudo, só tem reforçado mais o caráter, personalidade e qualidades dele.

Regina: Muito bem Henry. Obrigada!

Fizemos um lanche pois já era hora do almoço. E o trem logo mais vai partir..

Henry: Venhammmm, olha que trem legal! Vou filmar daqui até lá!

Emma: Risos, filho são algumas horas, não são 20 minutos. Mas te ajudo a tirar bastante foto.

Olho para a Regina e sinto que ela é parte de tudo agora. Mas é parte de verdade, com profundidade, não de qualquer forma. Ela percebe que estou olhando para ela enquanto guardo a bolsa de mão no compartimento interno.

Regina: Ei...eu vi hein!

Emma: Não dá para controlar certas coisas, risos.

Regina: Eu sei Em, risos, é que é tão lindo sabe?

Emma: Risos, vamos arrumar aqui. O trem parte em 10 minutos.


Henry


O trem é muito legal. E minha mãe tá tão feliz...
A Regina é muito legal também, ela é tipo uma mãe já...

Henry: Mãe, quando chegarmos lá, vamos aonde?

Emma: Vamos para a casa dos seus avós, e depois para a ong. E "depois" a gente vê ok?

Henry: Tá bom. Queria passar na casa do Pedro, posso?

Emma: Claro meu amor.

O trem já está saindo, obaaaa!
Eu gosto de NY, só não quero ver o Killian e a Tinker. Vai ser legal demais!

Regina: Em, amanhã antes de voltarmos, a gente passa na minha irmã, e vejo se tem como ver meu pai.

Emma: Rê, tenta ver sua mãe também...não precisa ficar muito, só dar um oi. O que acha?

Regina: Você já sabe como ela é, vamos ver.

Emma: Isso, a gente vê na hora, qualquer coisa você fala com sua irmã antes.

Henry: Gente, olhem para fora da janela, não é muito lindo?

Regina: É sim, já tinha esquecido como era ficar algumas horas em um trem, e estou amando!

Emma: Com vocês dois tudo fica melhor meus amores...

A gente brincou a viagem toda, mais de 3h de viagem. E já estamos quase chegando.

Regina: Vamos começar a nos arrumar?

Emma: Henry, olha seu celular nesse compartimento, não vai esquecer hein...

Henry: Tá mãe, não esqueço.

Regina: Chegamos!

Ai que saudade de NY!

Emma: Eu vou chamar um táxi e deixamos as coisas na minha mãe e vamos para a ong.

Henry: Eba!

Pegamos o táxi e em poucos minutos já estamos de frente a casa da minha vó.

Emma: Venham meus amores, vamos entrar.


Regina


Tenho uma família. E que família linda! Era tudo o que eu queria, e ainda nem acredito, estou tão feliz!
Só estou com receio da minha mãe, principalmente por causa do Henry mas queria que a Em conhecesse ao menos meu pai...

Emma: Pronto, já está tudo aqui dentro, que tal a gente ir no restaurante aqui ao lado comer alguma coisa antes de irmos para a ong?

Regina: Isso, vamos!

Fizemos um lanche e a Emma pegou o carro do David e seguimos para a ong.

Que lugar apaixonante. Eles se mantém por imóveis alugados e pelo lucro com o Haras, e boa parte injetam aqui.
Tantos cães esperando um lar, e pessoas por aí não se importam...

Henry: Nossa mãe, eu queria adotar alguns, posso?

Emma: Risos, é filho, eu também. Mas nossos amores também vieram até nós por ato de amor, sem envolver dinheiro. A Elka veio de um desses casos, que os donos compram e depois largam assim que precisam viajar ou precisam se mudar de casa...infelizmente essa realidade é dura. Muitos sofrem o descaso e o abandono principalmente em época de festas.

Henry: Eu sei mãe, nem o Nick veio assim, ele é filho da filha da sua amiga né?

Emma: Risos, isso. A Jane tinha um casal, e quando ela iria castrá-los, ela viu que a fêmea estava diferente e levou para eu examinar. Vi que estava prenha. Só nasceu o Nick. E ela e teu pai me presentearam.

Henry: É tão legal não comprar animais né?

Regina: E como é! Amor não tem etiqueta de preço, Henry.

O Henry brincou com vários animais, tirou foto de tudo. E a Emma examinou alguns.

Emma: Se o Haras não fosse fora de NY, a gente podia ir para lá também.

Henry: Mãe liguei para o Pedro. Me leva lá? Já peguei o endereço, eles estão em outra casa.

Emma: Amor, que tal irmos na Zelena então?

Regina: Pode ser, vamos sim.

Emma: Então enquanto você brinca com o Pedro, eu e a Regina vamos na casa da irmã dela ok? Depois no começo da noite passo lá para te buscar.

Em sabe o quanto estou nervosa e sei que tenta de tudo para me ajudar.
Henry: Tá bom. Mas a tia Paula quer te dar um beijo.

Emma: Claro filho, vamos direto para lá.

Deixamos o Henry, a Emma conversou um pouco com a mãe do menino, a Paula, e estamos aqui no carro.

Emma: Amor, quer ir passar primeiro na sua irmã?

Regina: Vou ligar para saber aonde ela está.

Ligação on

Zelena: Oi minha irmã, tudo bem?

Regina: Tudo Zê, aonde você está?

Zelena: Vim aqui no pai para dar um beijo neles. Está tudo bem por aí?

Regina: Está sim. Estou em NY, queria te dar um beijo.

Zelena: Sério? Vem para cá então, vou avisá-los que você está aqui.

Regina: Faz quase 3 meses que não vejo a mãe e nem falo com ela.

Zelena: Eu sei Rê, mas ela está bem, só chatinha como sempre, risos.

Regina: Preciso conversar com você antes...Estou namorando.

Zelena: E ela está aqui???

Regina: Sim.

Zelena: Entendi...bom, você é adulta e a mãe tem que entender. Mesmo que ela nunca tenha entendido, você ainda está querendo vê-los. Qualquer coisa você vai embora irmã.

Regina: Ok, vou passar aí. Beijos.

Zelena: Ok, beijos.

Ligação off.

Emma: E aí?

Regina: A Zelena está na minha mãe, vamos para lá. Só não se importe caso sejam rudes com você, já peço desculpas desde já Em...

Emma: Não se preocupe com isso. Fica calma amor. Vamos lá então.

Estamos a caminho e fico apreensiva. Minha mãe nunca entendeu e nem apoiou nada disso, e além do motivo de querer fazer minha carreira profissional sozinha, sem ajuda do meu pai e com o nome da família, esse foi um dos motivos que me fizeram sair daqui também, o preconceito deles.

Emma: Pronto, chegamos. Fica calma.

Regina: Sabe Em, há meses não falo com a minha mãe, estou um pouco nervosa sim...

Emma: Amor, eles são assim. As pessoas são diferentes, fica calma. Se ela te ofender ou me ofender, não tem problema, a gente vai embora ok?

Regina: Ok.

Aperto a campainha, pois não vou entrar sem avisar. Não é mais minha casa.

Henry: Filha! Quanto tempo!!!

Regina: Pai como você está lindo!

Ele me abraça e já olha para a Emma.

Regina: Pai, essa é a Emma, minha namorada. Só vim dar um beijo em vocês, amanhã já voltamos para Boston.

Ele fecha a cara, olha Emma de cima a baixo e depois sorri e a abraça, ela fica assustada mas corresponde ao abraço, que claramente ele se esforça para dar.

Emma: Prazer senhor Henry.

Henry: Nada de senhor por favor, apenas Henry.

Entramos na sala e minha irmã vem me abraçar.

Zelena: Sua safada, saudade!

Regina: Eu também irmã. Essa é a Emma.

Emma: Oi Zelena, prazer.

Zelena: Prazer Emma.

Já vejo minha mãe vindo para a sala.

Cora: Oi filha.

Regina: Oi mãe, como você está?

Ela olha para a Emma, faz aquela cara de sempre, irônica e indiferente. E vejo que nada vai mudar mesmo...

Cora: Estou bem.

Vejo que o clima não fica tão bom. Pois é tudo forçado, nada sincero.

Regina: Só vim dar um beijo em vocês, e por mais que a senhora não me ligue, nem teve o interesse em saber como estava minha nova vida em Boston, vim dizer que está tudo bem e que essa é a Emma, minha namorada.

Cora: Regina, não há necessidade disso.

Regina: Não? Como não? Para você deveria bastar eu estar bem e ter alguém que me ama e que estou feliz, mas tudo bem mãe. Para você isso sempre foi desnecessário.

Cora: Você não entende...

Regina: Não entendo essa mania de odiar o que é diferente do tradicional. Não entendo essa falta de amor em amar sua filha como ela é. Não tenho mais 15 anos, já passei dos 30 dona Cora!

Zelena: Vamos fazer um café? O que acham?

Regina: Vou embora irmã, não tem como ficar aqui. Se a minha felicidade é desnecessária, não tem razões para prolongar essa falsidade toda.

Minha mãe sai da sala sem ao menos se despedir.

Regina: Pai, fica bem e qualquer coisa me ligue.

Mais uma vez ele se esforça para “suprir” o descaso da minha mãe, pois ele também não gosta disso tudo, mas sempre tenta pelo menos...

Emma: Prazer Zelena e Henry.

Saímos e entramos no carro. Começo a chorar, não me contive.

Emma: Eu sei que isso tudo dói em você. Mas as coisas podem mudar um dia meu amor.

Não consigo falar nada.

Emma: Vamos lá para o centro, ver pessoas, ver a bagunça daqui, o que acha?

Me controlo um pouco mais.

Regina: É muito triste ver como minha mãe é. Meu pai até que é carinhoso comigo, minha irmã também, não é tão presente mas é o jeito dela. Mas não é como na sua família Em. E sinto falta desse carinho familiar entende?

Emma: Amor, as pessoas são diferentes. Cada casa é de um jeito e nos cabe aceitar essas diferenças. Mas sei que eles te amam muito Rê, do jeito deles mas amam. E sei também que um dia isso vai melhorar.

Regina: Em, eu tenho 32 anos. Sempre foi assim. Não acho que mude.

Emma: Então os aceite assim, e não dê tanta importância para o que te faz mal. A gente vai aprender isso juntas tá bom? Estou com você.

Ela me acalma de uma forma...

Regina: Ok meu amor. Agora vamos aproveitar nossa noite.

Emma: Isso, vamos dar uma volta no centro, ir no bar histórico, risos. Comemos alguma coisa, namoramos um pouquinho e depois buscamos o Henry.

Regina: Vamos sim!

Passeamos no centro e depois fomos para Greenwich Village, no bar Stonewall.

Emma: Temos que tomar pelo menos um suco aqui antes de irmos buscar o Henry.

Regina: Aqui está a história de luta contra toda aquela repressão dos anos 60. Precisamos mesmo!

Emma: Quando eu morava aqui, eu vim algumas vezes.

Regina: Eu também cheguei a vir, não muitas, mas vim.

Emma: Pelo o que já falamos, era para a gente ter se conhecido muito tempo atrás. Já estivemos em tantos lugares, na mesma época né? Risos.

Regina: Risos, era para ser agora mesmo. A gente poderia nem estar juntas caso nos conhecêssemos antes.

Descemos no Stonewall, no velho e simples Stonewall.
Todos deveriam conhecer a história desse bar.
Tomamos um suco e ficamos pouco tempo, mas já o bastante para reviver toda história desse lugar.

Emma: O que é triste é que no filme que fizeram agora, contam a história como se a primeira pessoa a atirar um tijolo na revolta, fosse um homem cis branco. E foi uma mulher trans negra!

Regina: É descaso sempre com a luta dos lgbts, pessoas trans sofrem ainda mais com isso tudo. Não sei quando isso vai acabar.

Emma: Pois é...muito triste isso tudo. Deveriam ser fiéis a tudo o que aconteceu...

Regina: Verdade amor.

Emma: Então, vamos?

Regina: Vamos sim.

Pagamos e fomos buscar o Henry.

Ligação on

Emma: Oi filho, tudo bem?

Henry: Mãe, a tia Paula perguntou se vocês não querem jantar aqui na casa deles.

Emma: Ai filho, você quer ficar mais um pouco aí?

Henry: Quero ficar com vocês, tanto faz.

Emma: Chegando aí a gente vê. Ja estou chegando. Beijos filho.

Henry: Ta bom mãe, beijo.

Ligação off

Emma: Amor, quer jantar lá na casa do amigo do Henry?

Regina: Você quem sabe Em.

Emma: Ah amor, fala o que você quer.

Regina: Ficar com vocês dois.

Emma: Então vamos para casa do meu pai e ficamos lá e pedimos uma pizza, o que acha?

Regina: Perfeito!

Pegamos o Henry e fomos para a casa dos pais da Emma.

Henry: Gente, vou tomar um banho, vamos pedir uma pizza?

Emma: Risos, era o que a gente tinha pensado.

Henry: Pede uma doce também mãe? Ebaaa!

Emma: Ta filho, ta bom, risos.

Henry vai tomar banho e abraço a Emma.
Fico parada, sentindo ela e ela me sentindo. Ela sabe que fiquei triste com o que minha mãe fez hoje.

Emma: Esse abraço é a melhor coisa que existe Rê. E vou estar com você sempre que a gente se permitir.

Regina: Você me entende, me acalma...

Emma pede a pizza e não demora a chegar.

Henry: Eba, terminei o banho e já podemos comer!


Emma


Que gostoso estar aqui nos meus pais, com minha mulher e meu filho.
O dia foi produtivo apesar do que aconteceu com a mãe da Re.

Emma: Amanhã antes de irmos embora, vamos dar mais uma volta hein mocinho?

Henry: Vamos mãe. Mas já valeu por eu ter visto a ong e ficar na casa do Pê. Obrigada mãe!

Regina: Amanhã podemos almoçar fora e ficar até a tarde passeando.

Emma: Eu estando com vocês, posso até ficar aqui assistindo tv.

Ficamos conversando depois da pizza, e Henry já está cansado.

Henry: Vou dormir para passearmos amanhã tá?

Ele dá beijo na Rê e em mim, e vai para o antigo quarto que era do Neal.

Regina fica me olhando enquanto limpo a mesa.

Regina: Amor, tem uma varanda aqui, vamos ficar lá?

Emma: Claro amor.

Regina: Vou lavar a louça rapidinho.

Pego um vinho do meu pai, e vamos para a varanda.
A lua está linda!

Regina: Obrigada Em. Já te amo tanto...

Emma: Te amo minha linda.

Ficamos até tarde na varanda, e depois fomos para o quarto dormir.


Regina


Nossa, dormi tão bem!
Mal abro os olhos, Henry abre a porta e se joga na cama.

Henry: Vamos gente! Vamos tomar café!!!

Emma: Meu Deus...calma filho...

Eu só namoro e já me sinto casada. Tão gostoso...

Regina: Bom dia Henry, risos.

Henry: Vai gente, levanta poxa! Já to pronto.

Emma: Ok filho, vamos tomar café aqui em casa, comprei umas coisas ontem.

Henry: Vou lá para a sala, venham logo.

Henry sai do quarto todo empolgado.

Emma: Esse meu filho viu...que desespero.

Regina: Eu estou tão feliz sabia?

A gente se abraça e já vamos arrumar as coisas para o café.

Henry: Mãe, lembra aquela loja que vendia cookies lá no centro? Será que tem ainda?

Emma: Verdade filho! Os melhores desse mundo. A gente passa lá daqui a pouco e se tiver, a gente leva vários para casa.

Ligação on

Regina: Oi Zê, tudo bem?

Zelena: Tudo, vamos almoçar no italiano que a gente almoçava sempre?

Regina: Vou ver aqui com eles e te mando mensagem.

Zelena: Vou ver uma amiga e pensei em matar a saudade de você também.

Regina: Ok, já te mando mensagem. Beijos.

Zelena: Beijo irmã.

Ligação off.

Henry: Mãe, você tem saudade daqui?

Emma: Tenho filho, da clínica e dos meus pacientes. Mas hoje sou mais feliz em Boston.

Henry: Eu também. Tenho saudade de estar todo final de semana na ong, saudade dos meus amigos. Mas em Boston é mais legal mesmo.

Regina: Gente, desculpa, era minha irmã. Ela vai almoçar com uma amiga e nos chamou para irmos também. Mas eu falei que mandava mensagem confirmando. O que vocês querem fazer?

Emma: Vamos sim Rê! E Henry? Depois passamos na loja dos cookies ok?

Henry: Eba!

Emma: Eu vi ontem na garagem as nossas bicicletas...

Henry: Eu vi mãe! Vamos dar uma volta? A Rê usa a do titio!

Regina: Vamos, claro! Temos bastante tempo até o almoço.

Terminamos nosso café e fomos pedalar.
Que delícia!

Paramos em um jardim com bancos e muitas árvores.

Emma: Olha, cansei viu!

Henry: Credo mãe, a senhora tá vovó hein?

Emma: Ah menino, me respeita, risos.

Regina: Vou buscar água para nós.

Descansamos um pouco enquanto contemplávamos NY.

Henry: Eu gosto daqui!

Emma: Eu também meu amor.

Regina: E aí? Vamos voltar? Tem chão até a casa do David, risos.

Henry: Vamos! Mas antes vamos tirar uma foto aqui nessa praça? Quero colocar essa foto em um porta-retratos.

Emma: Claro meu amor!

Regina: Ai deixa eu ver como ficou...

Henry: Vocês estão gatonas.

Emma: Precisava fazer careta enquanto eu e a Rê sorrimos? Risos.

Henry: Ficou tão legal. Vou imprimir essa mesmo!

Voltamos e fomos tomar banho para irmos ao almoço com a Zê.

Emma: Já estou pronta.

Regina: Vou tomar um banho rápido.

Emma: Tá bom amor, enquanto isso vou arrumar nossas coisas e já deixo tudo na garagem quando voltarmos para buscar as coisas e chamarmos o táxi.

Regina: Te amo.


Emma


Vou deixar tudo pronto, pois assim saímos com o carro do meu pai e quando voltarmos para chamar o táxi para nos levar até a estação, já estará tudo pronto.

Emma: Filho vem me ajudar a fechar as janelas.

Henry: Ok mãe.

Pronto, já está tudo certo, então vamos lá.

Regina: Vamos? Ensino o caminho até o italiano.

Henry: Amo massa!

Regina: Eu sei, risos. Por isso topei ir!

Pegamos o carro do meu pai e fomos ao restaurante.

Entramos e vimos Zelena.
E a amiga dela...não, não é possível!

Regina: Emma...

Emma: Não acredito.

Zelena: Oi gente, essa é minha amiga Tinker.

Regina: Meu Deus...

Henry: Vamos embora mãe?

Tinker: Nossa Zê, sua irmã é essa?

Zelena: É sim, Regina essa é a Tinker.

Emma: É inacreditável, parece novela isso tudo...

Regina: Irmã, ja nos conhecemos.

Tinker: Eu não conheço sua irmã direito Zê. Acho que a vi na casa da Emma uma vez, mas vi de longe pois nem entrei...

Zelena: Espera. Todas se conhecem?? Como assim?

Emma: Zelena, me perdoa, mas preciso ir.

Regina: Irmã, quando você for a Boston, me avisa e a gente se vê ok?

Tinker: Calma. A Zê disse que tinha uma irmã lésbica. E a tal irmã chega com a Emma. Emma! Você é lésbica?!

Emma: Não interessa Tinker. Como você é desagradável!

Tinker: Por isso o Killian disse que precisava tirar uma história a limpo...ele disse que viu você e tinha dado nojo!

Zelena: Olha como você fala Tin...respeito por favor.

Tinker: Não tenho preconceito meninas, calma. O Killian que é assim.

Henry: Eu vou embora, não fico perto de gente sem caráter!

Tinker: Continua mal educado né mocinho?

Regina: Irmã, depois conversamos, sem chance de estarmos juntas hoje.

Zelena: Poxa irmã, queria saber o que está acontecendo aqui, mas depois te ligo então.

Nos despedimos e saímos.

No carro.

Emma: Como assim???

Regina: Minha irmã tem amiga suja...

Emma: Como elas se conhecem?

Regina: Em, estou tão surpresa quanto você...

Henry: Odeio essa Tinker, mas o Killian é pior que ela. Vamos comer logo, mãe? Estou com fome.

Emma: Nessa esquina já tem um restaurante maravilhoso. Vamos lá.

Almoçamos e até rimos do que aconteceu.

Regina: Que tal irmos tomar um sorvete lá naquela sorveteria que vocês me disseram?

Emma: Não querem pedir aqui?

Henry: Ah mãe, lá é muito legal, vamos?

Emma: Risos, vamos meus lombriguinhas.

Regina: Isso mesmo Henry, ganhamos!

Henry: Toca aqui Rê!

Seguimos para a sorveteria.

Que final de semana gostoso!

Emma: Vamos terminar o sorvete e depois, o que querem fazer?

Henry: Os cookies!

Regina: Se vocês toparem, pois temos um tempo até a volta para Boston, podemos passear de barco, ver a estátua de lá, é lindo demais. Já foram?

Emma: Nossa Rê, morei minha vida toda em NYC e nunca fiz esses passeios turísticos de barco.

Henry: Eba, gostei, vamos mãe?

Emma: Vamos! A gente compra os cookies e vamos para o passeio.

Regina: A gente pega a opção mais rápida, em 1h a gente faz o passeio.

Compramos os cookies e seguimos para o local de onde saem os barcos. Tem velas, lanchas, barcos, tem várias opções, muito legal.

Regina: Pronto, fechei com a lancha. É mais emocionante e não demora tanto.

Henry: Irado!

Emma: Vamos lá!

Nossa, a gente pode morar anos em um lugar, mas muitas vezes não vemos o que o local oferece.
Henry está todo feliz, fotografa tudo.

Regina: Olha que linda a estátua vista daqui Em!

Emma: Maravilhosa Rê! Obrigada!

Dou um selinho e faço um carinho na aliança dela, enquanto Henry está fascinado com a vista.

Fim de passeio.

Emma: Que delicia de passeio!

Regina: Vamos lá fechar tudo?

Henry: Vamos, foi muito legal!

Regina: Obrigada meus amores, foi muito mais legal com vocês.

Chegamos nos meus pais e faltava pouca coisa para arrumar. Ligamos para o taxista e rapidamente ele chegou.
Nos deixou na estação e nosso trem partiria em 40 minutos.

O Henry ficou nos mostrando todas as fotos, ele leva jeito com foto, uma mais linda que a outra.

Deu o horário e entramos no trem.

E assim, a viagem de volta se inicia.

Em menos de 1h, Henry acaba dormindo. A Rê também.

Meus amores descansando depois de tanta coisa gostosa que fizemos juntos.
Só posso agradecer por tanta coisa maravilhosa em minha vida.
A cada dia sinto mais e mais que fiz a coisa certa em minha vida, em tudo.
E agora a minha vontade é acordar todos os dias ao lado da Rê. Não esperar mais nada.
Mas sei que preciso me controlar...mas é tão difícil!
E como o povo diz:
"Intensidade de 'sapatão' é foda! Segundo encontro já é para morar junto...”

Chegamos em Boston, e minha mãe já está nos esperando.

Mary: Meus lindos, me contem tudo!

Emma: Mãe, já te conto. Mas vamos direto para casa. A Rê vai dormir lá comigo.

Regina: Ah é?

Emma: Sim, tem roupa sua lá, e te deixo no escritório amanhã.

Regina: Como discutir com alguém que já pensa em tudo? Risos.

Mary: Então vamos lá, e quero saber de tudo viu?

E assim a gente segue, dormindo mais e mais vezes durante a semana juntas, vivendo mais que um namoro, noivado...vivendo um casamento. Sim, isso é quase um casamento.
Jamais pensei em casar novamente...a vida sempre nos surpreende!