Um novo começo.
15 Capítulo 14
Emma
Assim que tudo aconteceu, vim para minha casa. E ainda bem que tinha táxi livre bem em frente ao bar.
Nem me despedi das meninas, mas mandei uma mensagem para a Elsa.
Já liguei algumas vezes para a Regina e nada dela me atender.
Duas da manhã e estou desesperada. Aqui no meu quarto, na minha cama, com uma angústia absurda.
Vou pegar o carro e ir na casa da Rê.
Eu estou tão desesperada, que acabo deixando cair na escada as chaves, celular, tudo. Por causa do silêncio da madrugada, alguém acorda e ouço abrirem uma porta.
Mary: Filha...Emma???
Emma: Mãe, me perdoa pelo barulho. Vou falar baixinho para mais ninguém acordar.
Mary: Por que você está chorando? Filha, o que aconteceu?
Emma: Eu acabei beijando a Carmen...na frente da Rê, mãe. Estou desesperada!
Mary: Emma Swan, o que você fez? Para que isso???
Emma: Mãe fala baixo!
Mary: Verdade, desculpa.
Emma: Mãe, foi no momento errado, ela quem veio até mim. Mas, não me arrependo tanto. Me arrependo de ter sido na frente da Regina, mas foi bom mãe!
Mary: Como assim foi bom??? Calma. Carmen?
Emma: É.
Mary: É a “aquela” Carmen??? Não, não é né...
Emma: Sim, é ela mãe!
Mary: Emma, filha, não sabia que ela morava aqui!
Emma: Ela veio para tocar em Boston, contrataram agora, é recente. Eu a vi hoje pela primeira vez em mais de 12 anos!
Mary: Você vai largar a Regina então??? Aonde você está indo?
Emma: Vou na casa da Rê para me explicar. A Regina é importante para mim, preciso falar com ela.
Mary: Não vou deixar você sair sozinha, Emma. Te levo.
Emma: Não precisa.
Mary: Precisa sim, você está muito nervosa. Está tremendo, pálida! Vamos, te levo.
Minha mãe pegou meu carro e me levou até lá.
A ansiedade em cada esquina que o carro virava, me dominava mais e mais.
Chegamos.
Minha mãe fica no carro.
Saio e começo a chamar.
Emma: Rê! Me atende por favor.
Insisto na campainha, por sms, e ligo também. E nada...
Emma: Vou ficar aqui fora até você sair. Eu sei que você está aí, por favor vem aqui.
Insisto no interfone, pois vi a luz do banheiro acesa.
Vejo minha mãe no carro, fazendo sinal para eu me acalmar.
Passam exatamente 8 minutos, os minutos mais longos da minha vida.
E vejo a porta se abrir.
Dou dois passos, e já a abraço. E a beijo de uma forma que nunca tinha beijado antes. Com saudade, com medo, com desejo, com uma certa paz e muita, muita vontade...
Emma: Me escuta, por favor!
Viro para trás, e minha mãe acena e vai embora.
Regina: Era seu carro?
Ela diz com um tom indiferente...
Emma: Minha mãe me trouxe.
Regina: Em...
Emma: Você estava chorando! Me sinto tão mal, me perdoa!
Regina: A gente não namora, lembra? Está tudo bem.
Ela fala sem olhar nos meus olhos, com uma certa ironia e com bastante tristeza.
Emma: Não, não está! Eu sei que aquilo não foi traição, aliás, não suporto traição. Nunca traí ninguém na minha vida, você não seria a primeira. Mas, mesmo que a gente não tivesse um compromisso, me senti mal sim!
Regina: Em...
Emma: Para e me escuta.
Eu pensei na Carmen o dia todo, no que poderia acontecer. Não sabia que ela colocaria nossa música, e muito menos que ela viesse me beijar.
Regina: Mas você a beijou, correspondeu Emma! Bem na minha frente!
Emma: Me escuta.
Regina: Que porra Emma, que merda!!!
Ela vai me entender, eu sei que vai.
Emma: Se acalma por favor. Eu não sei nem como te pedir perdão por isso. De verdade, de todo o meu coração. Mas eu preciso te falar uma coisa. Mesmo que tenha sido dessa forma torta, feia, e até baixa com você, por ter sido na sua frente, eu não me arrependo.
Ela me olha no fundo dos olhos e não diz uma palavra.
Emma: Eu precisava disso. Repito, foi da forma errada, por ser na sua frente. Mas Rê...
Meu coração começa a acelerar...
Emma: Eu vi hoje, que minha história mal resolvida, aquilo tudo que eu sempre senti pela Carmen, acabou. Passou. Já foi.
Regina: Mas...
Emma: Respira e me escuta!
Ela faz aquela cara de irônica...
Emma: Rê, eu fiquei por mais de 12 anos com ela dentro de mim. Nunca passou por completo. Aos poucos foi diminuindo, mas as vezes, bem as vezes eu acabava pensando nela. Mesmo depois de tanto tempo. Mas quando te conheci, pela primeira vez aquilo tudo foi anestesiado. Com você aprendi a viver de verdade, antes eu só sobrevivia. Acabava de forma involuntária, projetando a Car em quem eu me relacionava. Você sabe disso, a gente conversou muito!
Regina: Mas você ficou nervosa, passou mal quando a viu. Ficou a tarde toda estranha. E a noite você a beijou!
Ela começa a se acalmar...pouco, mas começa.
Emma: Eu sei, eu sei disso tudo. Mas não rolou...não senti nada beijando a Carmen. Nem eu pensei que eu fosse “decidir” isso tudo assim, tão rápido, se bem que não foi tão rápido assim...precisei de anos! Claro que eu não queria “conversar” com ela do jeito que foi, na frente de vocês. Mas você não viu tudo, se não saberia que o que estou te falando é verdade.
Ela fica com uma carinha mais aliviada, mas ainda permanece estranha comigo.
Regina: Tudo bem que do jeito que ela chegou, mesmo que você não correspondesse o beijo, você só ia levar segundos a menos mesmo. A gente iria ver de qualquer forma.
Emma: Eu não a beijei com intensidade. Não a beijei com nada. Claro que eu pensei que ela ia me procurar para conversar, antes de qualquer coisa, risos. Fiquei assustada também. Mas foi algo rápido. Te dou minha palavra. Eu a vi fechando os olhos para me beijar, eu vi tudo. Não me entreguei, Rê. Foi um beijo de adeus/oi/tudo bem e só. Não teve mais nada além disso.
Regina: Eu nem sei o que te falar...
Agora ela está disfarçando uma certa felicidade em ouvir isso tudo...
Emma: Mas eu sei o que te falar.
Regina: Não me olha com essa cara, você sabe que me ganha sua sem vergonha.
Emma: Namora comigo Rê?
Como estou nervosa...puta que pariu.
Emma: Olha bem para mim Rê. Sempre fomos sinceras uma com a outra, sempre fomos amigas. Você já me conhece um pouco.
Regina: Namorar? Agora assim, do nada??? Você está sendo impulsiva. E quer esconder tudo o que aconteceu. Não é assim! Você não pode decidir tua vida em menos de 24 horas.
Emma: Não mesmo. Mas não foram 24 horas. Foram bem mais de 10 anos que carreguei isso comigo. Tive todo esse tempo para ir tirando de mim tudo o que era dela. Foi pouco por dia, bem devagar. Foi a pessoa que mais amei em minha vida. Você sabe disso poxa! Não foi qualquer uma, então durou isso tudo dentro de mim. Precisei de tudo isso, de todo esse tempo para hoje concluir, de forma completa, sem mais nenhum resquício, para eu finalizar de uma vez por todas minha história com a Car.
Regina: Você não acha que está agindo de forma errada, sem pensar?
Emma: Não, não estou. Eu me conheço. Fiquei nervosa daquele jeito a tarde, por ter medo de poder sentir tudo o que eu sentia anos atrás pela Carmen. E dentro de mim também tinha o medo de te perder, de eu não ter mais você, caso eu sentisse algo por ela. Eu precisava ter a certeza que não tinha nenhuma “brasa”, nem pequena, nem quase apagando. Eu precisava ver, ouvir, sentir que não tinha mais nada que permitisse reacender a minha história com ela. Regina, me escuta! Eu não a amo mais, pode ser que um dia eu a ame como amiga, mas como mulher, não cabe mais. Eu quero só você Rê, não estou sendo impulsiva. Apenas estou falando o que senti, o que sinto agora e o que eu quero.
Regina: Mas você passou mal quando a viu!
Emma: Claro que passei, eu nem sabia que ela apareceria na minha frente. Por muito tempo idealizei o momento em que eu a reencontrasse! Minha reação foi dentro da normalidade, Rê! Se coloca no meu lugar por favor. Você sabe praticamente tudo da minha história com ela!!!
Regina: Mas você a abraçou, eu vi como você ficou.
Emma: E você não abraçaria a pessoa que você mais amou até então? Você leva um susto, começa a pensar mil coisas. Vem a saudade do que você viveu, vem tudo, tudo na sua cabeça.
Regina: Você ficou estranha a tarde inteira Emma...
Emma: Rê, eu não estou me justificando, eu nem precisaria fazer isso. Mas estou me abrindo com você. Estou te explicando tudo. Eu não fiquei estranha. Tive algumas horas para colocar tudo no lugar. Vi que idealizei muito, idealizei meu reencontro com ela, e tudo o que eu pensei que fosse acontecer, não aconteceu.
Regina: Mas eu pensei que você...
Emma: Você não está me entendendo. Eu não achei nada estranha a minha reação. Eu vivi uma história de amor com ela, não foi apenas uma paixão Rê. Mas vi depois do susto, do mal estar, do baque, que tudo não passou disso, de um susto, de uma surpresa.
Regina: Vocês precisam conversar...
Emma: Já conversei, e para mim já bastou. Eu quero você...
Regina: Mas então marque de encontrar com ela, conversa direito...
Emma: Ok. Eu vou procurar a Car e falar com ela. Ela é uma pessoa maravilhosa, pelo menos era muitooo tempo atrás, risos. Quero que ela seja feliz também. Até quem enfim as coisas se resolveram dentro de mim. Por mais que fosse apenas uma lembrança, e eu não tivesse mais nada concreto com ela, ainda assim ela estava em meus pensamentos algumas vezes e em alguns dias. Com o passar dos anos isso foi diminuindo. Quando te conheci diminuiu ainda mais, e eu já não pensava mais nela. Mas ficou aquela coisa não terminada. Faltava dizer um adeus de uma vez por todas. Faltava algo para eu estar completamente livre dela, livre até mesmo de um pensamento bobo em um dia qualquer.
Ela me abraça, e ouço sua respiração forte.
Emma: Você me ensinou tanto, tanto nesse tempo Rê. Quero estar ao seu lado, e sim, dessa vez com o tal do rótulo. Já tinha semanas que estar com você não estava me bastando. Eu queria assumir você, eu queria que você me assumisse. Eu queria me comprometer de verdade. Esse meu pedido não foi de agora, e você sabe muito bem! Quero ser sua, quero estar com você, quero namorar, começar a construir uma vida ao seu lado. Não estou sendo inconsequente, louca e nem nada disso. Só estou falando o que eu sempre quis falar, mas não falei antes porque algo me prendia. A incerteza me prendia, o medo me prendia, o passado me prendia. A falta de um adeus, me prendia. Algumas horas atrás tive a chance que não tive anos atrás. Eu pude olhar para ela, ver que teve um fim. Hoje, agora, nesse exato minuto, nada mais me prende. Nada!
Regina: Você não quer conversar com ela direito?
Emma: Não. Não preciso. Posso até ouvir o que ela tem para dizer, mas não fará diferença alguma. Eu sempre fui firme e decidida com tudo em minha vida, inclusive com sentimentos. Mas é que ela foi meu grande caso, ela foi a pessoa que mudou tudo dentro de mim. E não sou de amar várias pessoas, hoje vejo que amor mesmo, mesmo, só tive com ela, nem com o Killian foi um amor tão profundo. Mas eu tive esse tempo para assimilar tudo. Hoje eu tive a chance de dar adeus. Demorou muito, e só eu sei o quanto isso demorou, mas uma fase foi encerrada hoje. Uma fase que durou anos e anos dentro de mim. Me sinto liberta, renovada, Rê. E estou assim, também, porque tenho você ao meu lado.
Regina: Chorei tanto quando saí de lá...me senti uma estúpida, uma imbecil...
Agora toda aquela raiva que ela estava, já dava espaço para a mansidão, para o entendimento.
Emma: Me perdoa por ter sido na sua frente. Mas agora você me entendeu? Preciso falar mais o que para você sentir que tudo o que falei aqui, é real, é a mais pura verdade?
Ela puxa e me beija. Fecha a porta.
Me leva para o quarto.
Tira a sua roupa. Logo em seguida tira a minha.
Me olha nos olhos.
Regina: Há meses eu sou só sua. Agora mais do que nunca.
Emma: Isso é um sim?
Regina: Sim, é um sim. Minha namorada...
Eu fico tão feliz que até esqueço que estavámos nuas!
Foi uma das sensações mais maravilhosas que eu já tinha sentido.
A abraço e não falo nada.
As duas ali, nuas, entregues, sem nada que atrapalhasse.
Ela levanta e vai pegar um espumante, Brut, que é o que eu amo!
Regina: Isso aqui é para brindar nossa nova vida Em. Obrigada por fazer a diferença, por me completar, por me fazer feliz. E por sempre, sempre ser sincera é verdadeira comigo. Eu estava puta, com raiva, ódio, eu estava destruída...querendo ter matar, risos. Mas no fundo eu sabia que você precisava disso. Mesmo controlando meu ciúmes o dia inteiro, eu sabia disso! Em...Eu acredito em você.
Emma: E é a mais pura verdade. Eu estava tão angustiada em casa por pensar que você não iria entender, mas eu me lembrava, acho que para me acalmar também, que nunca menti para você. Que sempre fomos amigas, sempre tivemos uma troca, uma entrega enorme. Rê...Obrigada...
Regina: Eu tinha guardado esse espumante para o dia em que eu te pedisse em namoro, e você aceitasse. E o dia chegou...
Emma: Você é tudo o que eu quero.
Regina: Mas eu também comprei uma coisinha para esse momento, além do Brut.
Ela vai até o armário e tira um pacote, pequeno.
Regina: Depois daquele dia que fomos de madrugada para Cape Cod, no dia seguinte conversei com o Henry. Pedi para ele pegar um anel seu, um que você não usasse com tanta frequência. E ele disse que Mary acabou ajudando. É claro, horas depois devolvi para ele, e eles guardaram para que você não desconfiasse de nada.
Emma: Eu não acredito...
Regina: Eu disse para eu mesma que iria esperar você ter a certeza, então, guardei a Brut e isso aqui...
Ela pede para eu abrir.
E vejo uma caixinha de veludo, com um par de alianças...
Emma: Meu Deus...que coisa mais linda!
Regina: Pode escolher qualquer uma, temos o mesmo tamanho.
Emma: Até isso? Risos.
Regina: Sempre quis usar uma aliança de ouro negro. Era meu sonho...
Emma: Rê, é linda demais!!!
A abraço e só consigo ficar agradecendo.
Regina: Eu pensava que nunca mais iria sentir isso Em...
A gente coloca a aliança uma na outra.
Eu, chorona como sempre, começo a chorar...de felicidade, pela libertação, por gratidão, por estar em êxtase!
Regina: Agora estamos juntas, como sempre quisemos...
Nem em sonho eu viveria isso, dessa forma!
Me viro e a puxo, guiando para a hidromassagem.
Emma: Eu estou tão feliz! Minha vida estava sem cor, Rê. Agora tenho isso tudo, você está comigo. Definitivamente sou a mulher mais feliz que existe!
Brindamos e saboreamos tudo. O gosto daquilo tudo.
Coloco as taças ao lado e a beijo.
Começo a acariciar seus mamilos. Mordo levemente.
A puxo pelo cabelo e beijo sua nuca.
Acaricio todo seu corpo. Minha língua começa a percorrer a nuca, a orelha.
Desço as mãos até a virilha, e sinto seu sexo se abrindo para mim.
Molhadas e cheias de espuma, levanto e a levo para a cama. Com uma parte do lençol, a seco delicadamente.
Ela vira e fica de quatro para mim.
Sim, sem rodeios.
Vou e quero sentir os dois.
A penetro duplamente. Coloco tanta força que ela não geme, ela grita.
Regina: Nossa!
Ela se vira e me joga na cama.
Vai direto me chupar.
Ela me chupa e para por um instante. Se levanta e parece ir buscar alguma coisa. Ela volta com um gel.
Já vejo que é gel, daqueles hot ice.
Sinto tudo gelar e esquentar, ao mesmo tempo.
Que sensação maravilhosa!
Ela assopra, e sinto como se tivesse chupado Halls preto e bebido água.
Que delicia!
Começo a gemer, e muito!
Ela levanta e mostra que quer também.
Enlouqueço.
Coloco o gel e a chupo. Minha boca começa a ficar dormente e já não me controlo mais.
Então sinto sua vagina com meus dedos de novo.
Não existe coisa melhor.
Ela pega um acessório e mostra que quer penetração mais profunda.
Enfio o acessório de silicone até o fundo. Ela geme...
Ela se move para frente e morde meu mamilo, me arranha as costas toda.
Grito de prazer...
Tiro o acessório e volto com a língua.
E calmamente vamos diminuindo a velocidade da respiração, do batimento cardíaco.
O gosto do gozo está em nossas bocas, e nos beijamos. Que gosto maravilhoso!
Ela se levanta e vai pegar o restante do espumante.
Regina: Namorada, vamos celebrar!
Emma: Vamos “namô”!
Regina: Namô me broxa, risos.
Ela gargalha! Risos.
Nos beijamos e brindamos mais uma vez.
Talvez tudo esteja aonde deveria estar. E talvez, tudo o que tinha que acontecer, aconteceu como tinha que acontecer.
Regina: Dorme aqui comigo...
Emma: Não vou sair daqui Rê.
Vejo o celular acender do outro lado.
Me levanto e vou ver.
Era uma mensagem da minha mãe.
Sms
“Filha estou preocupada, me fala como você está”.
“Mãe, está tudo bem. Vou dormir aqui. Te amo muito e obrigada”.
Emma: Minha mãe me mandou mensagem.
Regina: Mary é maravilhosa.
Emma: Ela ficou brava quando contei por cima o que aconteceu. A sua sogrinha te ama viu...
Regina: Risos. Mas ela sempre gostou muito da Carmen né?
Emma: Sim, mas acho que para minha mãe, tudo já estava definido bem antes de estar definido para mim, risos. Ela gosta muito de você. E ela acompanhou tudo.
Regina: Eu sei, no dia que combinei com o Henry o lance da aliança e soube que ela também ajudou, liguei para ela agradecendo.
Emma: Você é uma sem vergonha! Tramando com meu filho e minha mãe. Risos.
Regina: Para você ver...
Emma: Deixa eles comigo, risos.
Regina: Sabe o que eu lembro?
Emma: O que?
Regina: Quando eles vieram para sua casa e disseram que ficariam 2 semanas, e estão lá há mais de 2 meses, risos.
Emma: Risos, verdade. Ontem até brinquei com ela. Para eles deixarem tudo nas mãos dos funcionários, e se mudarem de vez para cá.
Regina: Mas eles foram algumas vezes para lá nesse tempo.
Emma: Ah sim, claro. Mas brinquei com ela que era para se mudarem de vez.
Regina: Acho tão linda a família de vocês. Todos sempre juntos. Uma pena a minha não ser assim. Lá é cada um por si. Ninguém entende ninguém. Na verdade minha mãe manda em tudo, meu pai é uma ótima pessoa mas infelizmente não sabe se impor. Como te falei antes, minha irmã foi embora muito cedo de casa, porque não aguentava minha mãe. As vezes converso com minha irmã. E é difícil viu...
Emma: Mas você tem a minha família. Agora mais que nunca. Na verdade, sempre teve, desde o primeiro dia...risos. Lembra?
Regina: Ah lembro viu!
Emma: Rê...
Regina: Oi meu amor.
Emma: Obrigada por ter me entendido. Você é especial para mim, acho que você nem imagina o quanto.
Regina: Olha, já que minha tristeza e raiva passaram, e entendi de verdade tudo o que aconteceu, nada mais vai me tirar de você. Só quando uma de nós duas quisermos. Se não for por nossa própria vontade, a gente ainda vai ficar muito tempo junto.
Emma: Desde o início foi algo louco. Eu sabia que você seria alguém marcante para mim. Eu só não sabia que seria tanto assim.
Regina: A gente se viu todo dia durante esses meses.
Emma: Quase um casamento, risos.
Regina: Já temos algumas coisinhas para contar né...
Emma: Temos, e como temos.
Regina: Esses mais de 2 meses, mais parecem 2 anos.
Emma: Eu sei...
Regina: Agora vamos tentar descansar meu amor? Risos.
Emma: Vamos. Só uma outra coisa,
Regina: O que foi?
Emma: Eu te amo...
Ela acaricia meu rosto, me abraça.
Regina: Por mais surreal que pareça, eu te amo desde a primeira vez que estivemos juntas.
Emma: Não, eu falo do amor por inteiro.
Regina: Mas eu também falo. Até me sentia meio besta por perceber que eu já te amava. Nunca fui de amar facilmente. Nunca acreditei em amores que aconteciam de forma rápida.
Emma: O amor foi banalizado mesmo...hoje tudo é amor em poucas horas. E em mais algumas horas, já não é mais amor. Mas não foi assim para nós...
Regina: Não, não foi. Foi como tinha que ser. Fugindo dos achismos, clichês, paixões malucas, incertezas, a gente construiu nossa história. E te falo, foi uma das mais lindas que alguém poderia viver.
Deito em seu peito e relaxo totalmente.
Regina: Te amo Emma.
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