Um novo Norte e Sul
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Muito obrigada a todos que estão acompanhando a minha fic, em Especial a Enya Flowers pelos excelentes comentários!
– Acho que estou aprendendo a ser educada.– Sim. Permite que eu diga que você está linda?– Obrigada.Um rapaz que Margaret não lembrava o nome se aproximou e pediu a atenção dele e os dois saíram. Margaret tentou ouvir o que conversavam e percebeu que era sobre negócios mais especificamente sobre a greve. Ela prestou mais atenção. Ela tinha percebido que estava começando a se interessar pelos negócios de Milton. Eram absolutamente interessantes.– Mr. Thornton não deve estar nos seus melhores dias. Dispensou a mulher mais bonita da sala.Margaret deu um sorrisinho e virou para olhar quem era a pessoa que falava com ela. Era um homem até bonitinho, mas um pouco baixo. Margaret resolveu dá-lo atenção.– Mr. Thornton costuma ser muito galanteador?– As mulheres tem muito interesse nele... Mas isso não me interessa não é?– Sim. – Meu nome é Ben. – ele falou enquanto beijava a sua mão. – Muito prazer.– O prazer é todo meu. Chamo-me Margaret.Depois de alguns minutos de conversa. Ela descobriu que ele era filho de industrial e estava aprendendo a profissão. E como previra, ele era muito superficial.Ela sentiu uma mão em seu ombro e virou-se de repente. Era Mr. Thornton e estava com uma expressão grave. – Com licença, preciso conversar com você Margaret.Margaret percebeu que ele estava com ciúmes de Ben e resolveu provoca-lo um pouco.– Não está vendo que eu estou tendo uma conversa interessante com Ben.– Não me interessa. Precisamos conversar.Ela resolveu acompanha-lo por que ele estava muito irritado. Mr. Thornton apertou o seu braço e levou-a para longe. – Não pode fazer isso! Quem pensa que é?– Ele não é homem para você.– Quem é homem para mim?Ele ficou em silêncio. Seu olhar era penetrante que a deixou arrepiada. Sabia que não poderia ir muito longe com ele. Poderia ser perigoso. Eles foram interrompidos pela Mra. Thornton que anunciava o jantar. Ele a acompanhou até a mesa e se afastou.Os homens conversavam animadamente entre si. As damas, em sua maioria, estavam silenciosas, e ocupavam seu tempo observando os detalhes do jantar e criticando os vestidos das outras. Margaret pegou o sentido da conversa em geral, ficou interessada e passou a ouvir atentamente. Mr. Thornton mal havia falado até ali, mas agora dava a sua opinião sobre um assunto de negócios. A postura dele como dono da casa e anfitrião dos seus amigos era tão franca, embora simples e modesta, que o tornava intensamente digno. Margaret pensou que nunca o vira sob uma luz tão favorável.– Vejo que está se interessando pelos negócios locais Miss Hale. – Perguntou um dos industriais.– Certamente. Eu estou achando os negócios daqui interessantes.Mr. Thorton a olhou com um sorriso. Era a primeira vez que ele a observava durante o jantar.– O que acha sobre os pedidos dos grevistas? – perguntou Mr. Slickson.– Eu os acho pertinentes. Eles necessitam do que estão pedindo.– A senhorita se preocupa bastante com o que eles precisam.– É claro que sim. Eu acredito que tem de haver uma troca para que haja uma boa negociação é necessário que todos estejam satisfeitos.– Que ideia! O que acha disso John?– Acho que Miss Hale não conhece a forma que negociamos.– Posso não conhecer a forma como vocês trabalham, mas acho que aprenderiam e ganhariam muito mais se procurassem se atualizar.– Está chamando os nossos negócios de arcaicos?Antes que Margaret pudesse responder, Mra. Thornton perguntou como estava o jantar. Margaret sabia que o clima tinha sido cortado, ela também não queria continuar com esse assunto.Depois do jantar, ela seguiu para a varanda a fim de ficar um pouco sozinha. Mas alguém não queria que isso acontecesse. Ela ouvia passos se aproximando até que a pessoa ficou ao seu lado.– Quem um pouco de vinho?– Quer me deixar bêbada Mr. Thornton?– Talvez.Ele se aproximou ainda mais dela e ela aceitou a taça que ele oferecia.– Talvez? Você é o homem das incertezas.– Você não me conhece.– Se você não fosse tão fechado, eu tentaria te conhecer melhor.– Se você não tivesse fazendo um bom trabalho tentando tomar a minha indústria...–Eu não estou tentando tomar a sua indústria, sabe disso.Ele tomou o resto do conteúdo do seu copo e Margaret tocou o seu rosto sentindo que as várias taças de vinho estavam fazendo efeito.
–Você também tem feito um bom trabalho. Deixando-me confusa...– Eu te deixo confusa Miss Hale.Mr. Thornton se aproximou ainda mais e o seu rosto ficou bem próximo do dela.– Estou fazendo um bom trabalho agora?Ele a beijou com ardor como se cada célula do seu corpo necessitasse disso. Margaret retribuía da mesma forma. De alguma maneira, ela desejava isso. Havia esperado por esse momento o tempo todo, mas ela jamais admitiria.Minutos depois, eles já estavam no quarto dele se descobrindo. Margaret sabia que era muito cedo. Em outras situações ela não faria isso, mas ela o queria.Mr. Thornton era tão carinhoso e amável, fazia-a se sentir tão especial! Enquanto tirava a sua roupa, ele a venerava como se ela fosse uma deusa grega perdida no século XXI.No dia seguinte, ela sentiu-se tão acolhida! Mr. Thornton a abraçava carinhosamente enquanto dormia. Ela o observou por alguns minutos. Ela sabia que ele gostava dela, mas ela não podia se envolver isso não era certo. O único relacionamento que ela poderia ter com ele era relacionado aos negócios foi por isso que ela veio para Milton. No entanto, ela se sentia tão confusa! Margaret decidiu que não poderia continuar com isso, ela levantou devagar, vestiu-se e foi embora torcendo para que ninguém a tivesse visto.Quando chegou a casa, ela foi surpreendida com a notícia que sua mãe havia ido para o hospital novamente na noite passada. Ela tomou um banho rápido e correu para lá. Ao chegar o seu pai a informou o quanto sua mãe esteve doente.Margaret sentiu um peso no coração, sabia que não poderia fazer mais nada pela mãe. Ela só torcia para que Frederick conseguisse chegar a tempo. Ela foi tomar um café para se distrair um pouco.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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