Um novo Começo

6 Caminho mais longo


Foram embora juntos como de costume, Kat estava indo embora sempre com as amigas, dizia não gostar de vela, mas para Cam e Luna não tinha nada demais, então não ligavam mais, se ela ia ou não com eles.

Luna queria passar o seu tempo com Cam, gostava de tê-lo por perto, mas agora sentia-se confusa por não saber o que ele realmente queria com ela.

Hoje fizeram um caminho diferente que raras as vezes o faziam, mas Cam gostava porque era um caminho mais longo e com paisagens agradáveis.

Depois de um caminho em silêncio Cam já tinha percebido que Luna estava pensativa, mas precisava interromper seus pensamento, não suportava ficar ao lado dela sem dizer nada, adorava seu sorriso quando fazia piadas ou quando estava com vergonha, adorava como seu cabelo se movia conforme andava e seu andar era gracioso, calmo, nem com pressa, nem tão lenta.

— A festa da Kat está chegando! — Cam disse interrompendo o silêncio.

— Verdade, já é neste sábado! Se não formos ela mata a gente.

— Imagino que sim. — Uma alegria se espalhou pelo corpo em escutar sua voz dela, quebrando aquele gelo todo que havia entre os dois, mas ele nem sabia o porquê — Você gostaria de... — Foi interrompido por três garotos vindo na direção deles.

— Ora! O que temos aqui... Um belo casal ? -Um grupo de rapazes se aproximavam.

— Cam... ele é o motivo de ter me encontrado aquela noite. — disse apontando para um deles, num tom baixo para que os garotos não pudessem ouvi-la.

— E qual o nome do idiota? — Cam disse apertando o punho com força, não sabia o motivo mas odiava o sorrisinho irônico do garoto.

— Daniel!

Cam lembrou-se do melhor amigo que um dia teve, e que no momento deve estar feliz e de mãos das com Luce, a nova Luce.

— Ah, que maravilha! — "vou socar um idiota com o nome de Daniel, e com o sorrisinho cínico... parece ... como o meu!" pensou

— Vamos Luna não sei o que está fazendo com esse desconhecido, novo amiguinho de escola?! — Ele disse seguindo em direção a Luna e a puxou pelo braço com força.

— Ela não vai a lugar algum, pelo menos não com você! — disse, logo após o primeiro soco atingiu Daniel.

Cam foi em direção a Daniel, jogando-o no chão e batendo com forç, e com lágrimas escorrendo de raiva, porque haveria de chorar ? ESSE Daniel é um idiota e não o seu amigo! Pensou estar chorando de saudade, quando parou sendo puxado por Luna, olhou para os garotos que correram.

— Nunca mais encoste um dedo nela! — Em seguida com o rosto inchado correu sem dizer uma palavra.

Com os olhos ardendo ele olhou para Luna, que soluçava com seu próprio choro, de pé escondendo o rosto com as mãos, ele a abraçou forte, seus abraços sempre carinhosos e confortantes poderia ficar com ele ali, para Sempre.

***

Eles caminharam mais um pouco até um banco para poder conversar. Sentaram e ficaram em silêncio por uns instantes.

— Você me assustou! — ela olhava para longe para não chorar com ele olhando.

— Me desculpe, ele tinha um rosto familiar - demoníaco — precisava bater nele — ele poderia estar brincando, mas o garoto parecia um pária, e Cam os odiava — Tinha algo nele que me irritava, e o fato de ele te tocar, me irritou profundamente.

A história dela com Daniel era boba, mas queria contar pra ele.

— Nós... Nós já namoramos uma vez, nem considero isso um namoro, ele é tão patético, até que um dia ele me viu conversando com outro garoto, filho de um amigo dos meus pais, ele nem era daqui, estavamos só conversando, mostrando a cidade pra ele, um dia estava andando pela cidade com ele, rindo bastante ele estava adorando o passeio e então Daniel nos viu, então ele bateu no garoto, deixando o garoto completamente roxo, achei que ele ia matá-lo, quando eu fui separar, tira-lo de cima do garoto, ele me bateu... e falou que eu era traidora, falsa, que pegava qualquer um que aparecesse na cidade, com medo de ele bater mais em mim e no meu amigo, não disse nada, eu e meu amigo fomos embora, tive que ajuda-lo a andar, chegamos em casa, nossos pais ficaram revoltados e queriam denuncia-lo, mas eu nem ele queria problemas com aquele idiota, então deixamos passar, mas seus pais nunca mais apareceram aqui sempre dão uma desculpa diferente, diz que eu sou má companhia para o filho, depois, Daniel ficou sabendo que eu não tinha nada com o garoto, e sempre me persegue achando que ainda sou dele, mas eu o odeio tanto... sua cara me da nojo, perto dele sinto arrepios. — Segurando o choro ela parou de falar e ele se aproximou.

— Ele nunca mais vai encostar um dedo em você. — Ele segurou o rosto dela e encostou sua testa na dela — Ele não merece você, não sei se eu te mereço... Mas ele nunca mais te fará mal! Eu te prometo!

Foram embora de mãos dadas, suas mãos soavam, mas não queria solta-lo, não queria soltar dele nunca mais...