Notas iniciais
Mais um capitulo direto do forno, agora resta saber o que vocês vão achar, eu particularmente gostei, mas como sei que alguns de vocês gostam de tragédia e ação então nem todos vocês vão gostar desse capitulo. Desculpa pela demora pessoal.

–Como assim existe um espião entre nós?- questionou Carrie olhando para Anastácia e Carlos sem entender muito do que os dois estavam falando, Carlos tinha os cabelos ruivos emaranhados enquanto os olhos de Anastácia estavam enevoados e a pele dela mais branca do que nunca.

–Não existe nenhuma outra explicação para todos os planos terem falhados- disse a garota de cabelos castanhos entre um suspiro e outro.- Tem noticias da Itália?

–Nenhuma, a garota sumiu assim como o namorado dela.

–Vamos ter que nós virar sem eles, pelo menos por hora. Então eu já tenho um suspeito, você sabe quem?- questionou Carlos olhando para Anastácia com um sorriso estranho, quase falso.

–O que quer dizer com isso?- replicou a garota olhando para o chão tentando parecer o mais natural possível.

–O irmão de alguém aparece e depois disso tudo vira um inferno, por que será?

–Ele não faria isso- disse a garota sem muita convicção se levantou da cadeira que estava sentada e andou até o quarto que dividia com o irmão com Carlos e Carrie atrás, abriu a porta sem nem bater e encontro o irmão tirando uma soneca. Carlos pegou um livro que encontrou em uma estante e jogou no rapaz que ressonava baixinho, Jaime acordou em sobressalto quando o livro quicou em sua barriga e foi direto para sua cara.

–O que foi?- questionou o rapaz jogando o livro do outro lado da cama e se sentando nesta olhando para os recém chegados.

–Sabemos que você é o espião- disse Carlos encarando o rapaz com seus olhos mortais.

–Serio, eu? Vocês não conseguem enxergam que o verdadeiro espião não sou eu.

–Então quem seria?- perguntou Carrie se encostando no batente da porta.

–Acho que você também suspeita dessa pessoa, não é mesmo?- o rapaz tinha um sorriso que podia ser tanto descrito como sex, malicioso e irônico ao mesmo tempo.

–Ele não faria isso- argumentou a garota sentindo os músculos ficarem rígidos, deixou a posição confortável e andou até ficar de frente para o irmão de Anastácia.

–Não? Você sabe que ele pode fazer isso, por que ele ficaria firme a uma causa só? Você realmente achou que era um motivo suficientemente forte para ele se manter na resistência?

Carrie não pode evitar em abrir a mão e dirigi-la ao rosto do rapaz que estava sentado a sua frente, Jaime viu a mão dela se mover e a agarrou o pulso da garota faltando três centímetros para ter o rosto atingido. Ele não saberia dizer quem ficou mais assustado ele ou Carrie, aquilo com toda a certeza não era bom sinal, só poderia significar uma coisa: que a radiação estava ainda agindo em seu corpo e lhe dando mais poderes, isso o assaltava já que quanto mais poderes tivessem mais difícil seria escondê-los.

–Co....mo?- balbuciou Carrie sem entender nada, Jaime se levantou ainda segurando o pulso da garota e olhou bem no fundo dos olhos cinzentos da garota.

–Não importa como eu fiz isso, o que importa é que você sabe a verdade sobre seu amiguinho, Gerard.-Carrie puxou o pulso se soltando de Jaime e andou até a porta, antes de chegar a porta Carlos se colocou em sua frente a impedindo de sair.

–Por causa daquele desgraçado a minha namorada está em perigo, ele vai pagar- disse o rapaz com a voz baixa e cheia de raiva e repulsa.

–Pode deixar, eu vou resolver isso- disse Carrie contornando o rapaz e saindo do quarto, estava na metade do caminho para chegar na saída quando ouviu Anastásia a chamar, parou no meio do corredor e esperou a garota a alcança. –O que foi?

–Rose disse que precisamos de armas nucleares e radioativas, tem alguma ideia de como posso conseguir algo assim?

–Acho que seu irmão deve saber, de qualquer forma acho que você deve enviar as pessoas que mais confiar.

–Como assim eu devo mandar?

–Você está no comando agora, se esquecer?- disse Carrie sorrindo pela primeira vez desde que chegara lá.- Quando conseguir essas armas que avise acho que precisaremos delas logo- disse a garota abraçando a garota de cabelos castanhos, sai daquela casa e montou sua moto branca. Dirigiu até um prédio de sete andares aparentemente abandonado que ficava na parte mais perigosa da cidade, estacionou a moto e outro no prédio olhando para todos os lados, subiu três lances de escadas, não viu ninguém, mesmo na portaria do prédio onde normalmente uma velha ficava jogando cartas com um senhor de idade. Andou pelo corredor do terceiro andar até o final do corredor onde uma porta, que parecia bem menos solida do que as outras que viu pelo corredor, estava.

Bateu três vezes na porta até Gerard atender, usava calças jens e uma camisa preta que o fazia parecer de apenas duas cores, branco de sua pele e preto de sua vestimenta e cabelos.

–Carri, o que faz aqui?

–Eu fim conversar, posso entrar?- perguntou com a voz fraca, aquela não era uma situação que queria viver ter que acusar Gerard e ter a confirmação que ele era um traidor, mas seu dever como líder era pensar no bem maior acima de suas prioridades, fora o próprio Gerard que dissera isso, para compará-la mais ainda com uma princesa.

–Claro- disse dando a passagem para ela, Carrie se deparou com um apartamento que outrora tivera paredes beges, mas agora se encontravam sujas e algumas partes poderia se ver marcas de briga. Tudo parecia ser uma completa bagunça a não ser um tabuleiro de xadrez que se destacava no meio da sala com duas cadeiras ao redor, algumas pesas estavam fora do lugar, mas pelo pó acumulada parecia que fora a muito tempo que aquele tabuleiro fora usado.

Carrie se sentou em uma das cadeira que estava de um dos lados do tabuleiro e começou a arrumar o tabuleiro de forma que ficasse certo, Gerard se sentou na frente dela e também arrumou suas pesas.

–Comece- sussurrou Gerard já que a colega estava com as pesas brancas, a garota tocou levemente o rei e então moveu o pião que estava na frente dele duas casas para frente e então levantou o olhar para o rapaz que apenas observava.- Por que veio?

–Vocês nós traiu, mesmo depois de termos lhe dado um lar, comida e a oportunidade de ganhar do governo.

–Talvez que não quisesse que o governo fosse derrubado- disse sorrindo maliciosamente e movendo o pião que estava na frente da torre duas casas para frente. Carrie balançou a cabeça para aquela jogada não importava quantas vezes jogasse com o garoto ele insistia em tirar a torre para o jogo mesmo quando a loira de cabelos platinados dizia que isso não lhe ajudaria vencer.-Talvez eu seja mal- disse tirando um dos piões brancos e olhando.

–Coloque o meu pião de volta no lugar- sussurrou a garota, o rapaz deu de ombros e continuou a segurar a pesa.-Você não é mal- disse tocando na mão de Gerard e tirando delicadamente a pesa o rapaz segurou o pulso dela se levantando e forçando a fazer isso também, se inclinou sobre o tabuleiro de forma que ficasse da mesma altura de Carrie e que seus lábios rosassem os da garota.

–Como pode saber? Eu já provei que não sou digno de sua confiança.

–Eu...não...agredi..to que...- disse sentindo se tonta pela aproximação do rapaz, mas o pior era a crueldade que via nós olhos dele sabia que ele podia mata-la ali e agora e ninguém saberia.

–Que eu seja mal? Posso ver em seus olhos que tem medo de mim- disse soltando o pulso da garota, esta usou a mão livre para mover bispo, que só andava na diagonal, para três casas a esquerda colocando-o na mesma linha que o pião.

–Eu não quero ter medo de você- confessou a garota olhando nós olhos do rapaz, com a fraca luz só podia ver a pupila preta, mas sabia que os olhos dele eram verdes, da mesma cor de uma floresta.

–Pois deveria- disse rompendo o contato visual para olhar para o tabuleiro e movendo um pião que estava na frente da outra torre apenas uma casa a frente, Carrie nunca descobriu se ele estava lhe dando o jogo ou simplesmente não sabia o que estava fazendo, mas deixou que ele fizesse o movimento mesmo que isso lhe garantisse uma vitoria muito fácil.

–Eu não vou ter, e não vou deixar que você consiga me deixar com medo- disse segura de si.- O que eles te ofereceram para você ficar do lado deles?- questionou movendo sua rainha para a frente do ultimo pião que o rapaz movia.

–A questão não é o que me ofereceram, mas o que tiraram de mim- disse movendo um pião que estava na frente de seu cavalo duas casas para frente.- O que é a coisa mais importante para mim, Carrie?

–Sua irmão- sussurrou a garota se jogando de uma vez só na cadeira, se sentia fraca, mas mesmo assim moveu o seu bispo em direção ao pião que estava na diagonal do rei, tirando a primeira pesa do jogo de Gerard, levou para perto de si e sussurrou como se estivesse falando com o pião:- Sophia.

–Exato tiraram a minha irmãzinha- disse abaixando o seu rei já que seu rei não podia escapar graças ao bispo de Carrie.

–Eu vou salva-lá- sussurrou Carrie olhando para o chão.

–Como?- disse o rapaz andando até a garota, se ajoelhou no chão ficando na mesma altura que a garota sentada e segurou o queixo dela forçando-a olhar para ele.

–Eu vou salva-lá- sussurrou sentindo os olhos arderem, sentiu também a garganta fechar como sempre que as lagrimas estavam prestes a vir.

–Por quê?

–Porque ela não merece isso, porque estou cansada que tirem as coisas de mim, porque ela é uma criança- sussurrou a garota olhando no fundo dos olhos do rapaz, deixou uma lagrima escorrer e outra até que seu rosto ficasse vermelho. Colocou uma mão na bochecha de Gerard que estava lá apenas vendo ela chorar.- E porque você é importante para mim.

Naquele momento o coração de Gerard reagiu se quebrando em cacos, era a primeira vez que ela mostrava que realmente se importava com ele mesmo ele tendo traído a resistência, então ele fez a única coisa que podia fazer, se aproximou dela e beijou seus lábios.

Notas finais
Sobre a partida:https://www.youtube.com/watch?v=jVnePRqirCc Comentem, favoritem, recomendem e apareçam. Beijos