Um mundo - INTERATIVA
8 Algumas respostas afinal?
Notas iniciais
Pov Krystal Berlack
–Não me chame de querida- eu falei um pouco mais alto do que queria, senti todos se virarem em nossa direção, mas nem liguei, Joan apenas sorria maliciosamente para mim e nem se indignava e falar algo, ele apenas me olhava com seus olhos azuis, serio por que todo mundo tem olhos azul menos eu? Levantei a mão e tentei dar um soco na cara dele, ele apenas segurou o meu pulso, tentei o mesmo com a outra mão, mas ele também a segurou.- Me solta.
Ele apenas continuava a sorri enquanto eu me agitava para tentar me soltar de suas mãos fortes, comecei a chutar a canela dele, Joan apenas soltou um de meus punho e envolveu a minha cintura com uma de suas mão e me levantou. Devo dizer que uma vertigem me atingiu, eu nunca tive realmente medo de altura, mas os sonhos que eu ando tento mudaram um pouco as coisas, se é que posso chamar aquilo de sonho. Comecei a arranhar e socar as costas dele quando ele me colocou em seu ombro, ele nem ligou e nós tirou de lá, eu gritava para ele me soltar. Quando já estávamos bem longe daquele bar Joan me colocou no chão, e me imprensou contra a parede, nem tentei me soltar eu sabia que ele era mais forte.
–Acalmou?- ele perguntou com seus lábios colados em minha orelha, senti a respiração dele em meu pescoço e o cheiro do perfume dele que parecia exercer um poder sobre mim, apenas murmurei um sim, ele então começou a beijar o meu pescoço, por mais que eu não quisesse admitir aquilo me deixava tonta, tentei empurra-lo para trás, mas acho que nem eu mesma estava querendo um distancia entre nós. Meu cérebro gritava por atenção, mas o meu coração parecia me comandar naquele momento, foi o meu coração quem decidiu que seria melhor nossos lábios estarem juntos e que mandou as minhas mãos para o cabelo de Joan.
O existindo pareceu dominar nosso corpos, mais até do que as emoções, eu até podia não ter certeza se gostava de Joan, mas o meu corpo tinha certeza que precisava do dele, foi um sensação nova quando os nosso lábios percorreram o tórax um do outro e quando nossas línguas travaram um guerra sem fim em busca do açúcar na boca um do outro. Sorte a minha que o meu cérebro gritou mais alto do que o sentimento ou o extinto, joguei Joan para traz antes dele abri o botão de minha calça jens, peguei a minha blusa que estava no chão e olhei para ele com raiva. Aquele mulherengo só queria se aproveitar de mim, dessa vez dei um soco nele e outro sem que ele me impedisse, acho que ele não acreditava que eu estava batendo nele, acho que nem eu mesma acreditava.
–Idiota, mulherengo, aproveitador- eu gritava enquanto batia nele, senti as lagrimas escorrerem pelas minhas bochechas, e o meu corpo perder a força.
Em um minuto eu estava de pé batendo nele, e no outro eu estava no chão.
Pov Rebecca
Abri a porta do apartamento de Rose, vi ela sentada na beira da cama tentando lixar as unhas, quando me viu jogou a lixa em uma caixa no chão e se virou.
–Como você entrou na minha casa?-Mostrei as chaves que Colin me emprestara ela bufou- O que quer?
–Tenho que te entregar isso- eu disse mostrando um envelope preto, ela olhou para ele por um longo tempo sem pega ló- Pega logo é do seu chefe.
–Colin não é o meu chefe- eu levantei a sobrancelha, ela sorriu fracamente. — Eu até tentei entrar na revolução, mas ele me impediu, e agora não tenho como entrar, tenho que cuidar da minha irmã..
–Espera-eu disse cortando ela- Lana é sua irmã?
–Sim, o que mais seria?
–Eu achei que era sua filha com...- eu parei, era constrangedor falar, e ela já estava suficientemente vermelha não precisava saber o que eu pensava.
–Você achou que era a minha filha com quem?- ela perguntou cheia de raiva, ela fechou a mão em punhos e parecia tentada a me dar uma sura. Fiquei em silencio por um tempo pensando se falava ou não, por fim falei:
–Colin- eu disse de uma vez, ela ficou mais vermelha ainda, se levantou e tirou a carta da minha mão com uma certa brutalidade, mas não posso culpa-la por isso. Ela abriu a carta e leu o que estava escrito em um pequeno papel e depois o virou e leu o que estava escrito atrás- O que esta escrito?
Em resposta ela jogou o pequeno papel na minha direção, apenas quatro palavras estavam escritas em uma linda caligrafia em um dos lados:
Não vá ao baile.
Quando virei do outro lado estava escrito algo que me surpreendeu mais:
Será que você consegue um bico pra Becca na casa dele?
– Você sabia que ele queria um emprego para você?- perguntou ela bem baixinho, quando olhei para ela vi que estava tão assustada quanto eu.
–Não.
Eu joguei o papel em cima da cama dela, e sai do apartamento, meus passos era a única coisa que se ouvia na rua, caminhei pelas ruas desertas sem entender Colin, acho que nunca ninguém vai entender ele para dizer a verdade, ele é um cara tão complicado, talvez até bipolar. Nem percebi por onde eu estava andando até que percebi que estava na mesma rua que eu morava, olhei lá no final da rua o pobre casebre com o teto de madeira podre e paredes de tijolos, não era muito grande, mas era a minha casa. Peguei algumas flores meio mortas que estavam na jardineira em baixo na janela da minha antiga casa, corri até o cemitério que ficava na esquina seguinte, e segui até a parte mais pobre onde apenas havia um gramado e milhares de lapides muito juntas, andei até as lapides que me interessavam, estavam todas lá, os sete. Aquele que eu nunca conheci que eu devia chamar de pai estava ao lado da lapide da minha mãe, da minha mãe a minha maior lembrança era de seus cabelos castanhos que diferente dos meus eram enrolados. Ao lado dela estava a lapide de meus quatro amados irmãos Philip, Oscar, Nathan e Gregory. E a lapide mais nova a da pequena Sarah a minha amada meia irmã que tinha morrido na minha frente, aquela que eu não pudera proteger. Coloquei uma flor em frente a cada lapide, e me ajoelhei em frente a Gregory, se eu me concentrasse eu podia me lembrar do cheiro dele, e do sorriso gentil que ele tinha, também conseguia me lembrar da manchete do jornal no dia seguinte a morte dele:
Podem acordar tranquilos cidadãos da Cidade da Luz, pois o famoso grupo de ladrões esta fora das ruas.
Gregory sabia que era ariscado e errado roubar, mas essa era a única forma de manter a nossa família viva, o único ano em que não passamos fome foi aquele, acho que Sarah provavelmente era a criança mais saudável da escola, mas tudo mudou quando aqueles policiais o mataram. No ano que se segui tentei salvar Sarah, mas não consegui.
Um lagrima caiu, mais outra, e mais outra. Fechei os olhos e comecei a falar com eles, sei que é estranho, mas como é a única coisa que posso fazer por eles além de seguir em frente. Conto para eles sobre a minha vida na resistência, sobre os meus novos amigos, e sobre todos que conheci durante esses dois anos que me tornei um revolucionaria.
Quando me levantei para ir embora me sentia vazia e leve ao mesmo tempo como se falar com a minha família me aliviasse a mente. Caminhei por entre as ruas estreitas e cheguei a um parque onde um sorriso gentil me esperava.
Pov Carlos Moriarty
Os olhos pretos de Rebecca estavam brilhantes como se ela tivesse chorado, o que eu desconfiava não ser possível já que ela era uma pessoa um pouco insensível ao meu ver, mesmo assim sorri para a garota, joguei para ela uma bala de menta, ela pegou e abriu o invólucro enquanto se sentava ao meu lado do banco.
–Então descobriu alguma coisa?- ela perguntou um pouco impacientes.
–Você sabe que não é fácil conseguir resposta com Colin...
–Então você não sabe de nada- ela disse me cotando no meio da frase.
–Será que posso terminar de falar?- esperei ela responder, mas ela apenas ficou olhando para o nada, seus olhos percorriam as colinas um pouco mais a frente.- Como eu ai dizendo, é muito difícil conseguir algum informação de Colin, mas se você souber a pessoa certa para perguntar.
–Então para quem você perguntou, criatura?
– Para a Mickaila- Becca revirou os olhos e bufou, acho que ela não gostava do meu namoro com a Mickaila, mas quem se importa com o que ela pensa?A minha namorada era perfeita para mim, somos super parecidos, não só na cor do cabelo, mas na personalidade.
–E o que a sua namoradinha disse?- ela perguntou impaciente, mas existia algo mais em sua voz, seria ciúmes? Sei que é normalmente amigos terem ciúmes um do outro, mas não sei se nos dois entrávamos na categoria amigo.
–Aparentemente querem te infiltrar na casa de alguém muito importante.
–Obrigado pela informação, senhor obvio- ela disse sarcasticamente, quando a inçarei ela me contou sobre o pedido de emprego que Colin fizera para Rose.
–Mas eu sei de uma coisa que você não sabe.
–O que seria?- ela disse um pouco emburrada.
–Eu sei por que essa família é tão importante.
–Então me conta- disse Becca, mas antes que eu pudesse responder algo o meu celular apitou, não só o meu mais o de Becca também, nós olhamos confusos, mas verificamos o que era. Um mensagem de texto tinha chegado, nela estava escrito:
Krystal está no hospital.
Nós nos olhamos e corremos até a casa provisória que estávamos.
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