Um lugar chamado liberdade
4 Mudança de habito.
Notas iniciais
Ouço o despertador tocar, desligo o alarme e me sento na cama. Olho para o meu lado e vejo Uriel ainda dormindo (que inveja). Me levanto e sinto o ar frio da casa fazendo o meu corpo arrepiar pelo choque térmico, vou até meu irmão e passo a mão pelo seu rosto para tentar acorda-lo. Ele resmunga e cobre o rosto nas cobertas, eu balanço o seu corpo levemente.
Ele se mexe na cama criando coragem pra levantar. Uriel se senta na cama com os olhos ainda nublados de sono e o cabelo bagunçado pelo travesseiro. Saio do quarto indo em direção ao meu próprio, me lavo e enquanto me troco Uriel aparece na porta já arrumado para o trabalho com um secador em mãos, enrolo minha calda no corpo e cubro com a camisa, sento- me na cama com Uriel mexendo em meu cabelo também acariciando as cartilagens, cobertas com pelos da mesma cor, acima da minha cabeça, o som do forte vento e do motor do aparelho me incomoda mas não reclamo.
—Não acha que ta na hora de cortar?- Uriel pergunta alisando os compridos fios.
—Eu gosto dele grande.
—Eu também, mas uma hora pode te atrapalhar.
—Quando essa hora chegar eu corto.
Uriel desliga o secador e penteia o meu cabelo fazendo uma trança frouxa logo em seguida. Vou pra cozinha enquanto Uta pega suas coisas, faço um café enquanto ele desce.
Terminamos e vamos até a porta Uriel pega uma jaqueta e um gorro pra mim. Caminhamos juntos até meta do caminho. Chegando no ponto de ônibus vejo um bilhete que indica a parada, nele diz que a linha esta temporariamente fora de serviço. "o acidente deve ter afetado o ônibus"
(Sério?então porque não mandam outro?)
" Porque são um bando de preguiçosos"
—Ótimo vou me atrasar- Suspiro falando sozinho. Volto a caminhar pra faculdade. (Se voltar pra casa Uriel vai me matar com certeza).
' Ele quase sempre age como o mais velho, exceto quando tem crises depressivas, ai ele age como uma criança birrenta. Ultimamente isso não tem ocorrido o que é bom, eu realmente me preocupo com ele. Depois que fomos "resgatados" Uriel passou a ter tendencia suicida e um dia pensei que ia perde-lo, mas enfim eu sempre acabo protegendo ele, de tudo e de todos.'
Chego na faculdade faltando apenas alguns minutos pra primeira aula. 'Essa é minha ultima semana, do terceiro curso que faço. O primeiro foi administração de negócios, o segundo gastronomia e o terceiro veterinária.'
A ultima aula acaba um pouco mais tarde, olho no relógio em meu puço, são 11:34 (da tempo de comer)Meu trabalho só começa as 13:40, então passo a andar até o comercio. Paro em frente ao How's, entro e Mikail me atende com um enorme sorriso.
—Você marcou um encontro com aquele garoto de ontem?
—Não, porque?-Pergunto curioso.
—Ele ta te esperando desde de cedo.- Ela aponta e vejo o cabelo avermelhado do Sasha. Ela me acompanha até a mesa.
—Nan, tem como passar aqui pra me pegar depois do trabalho?
—Tem
—Quero falar com você e o Uta.
—Sem problema.
Chegamos na mesa.
—Ele ta aqui.-Ainda com um enorme sorriso Mika fala com o Sasha (Até imagino oque ta passando na cabeça dela agora)
—Obrigado- Alexander fecha o netbook ao qual digitava algo. Eu me sento a sua frente
—Então, oque vai ser pro almoço?-Mika pergunta sem perder o sorriso
—O especial de hoje- Falo calmo, Mikail sai anotando o pedido.
Olho para Alexander.
—Tava me esperando porque?
—Porque eu . . . queria te ver.- seu rosto fica vermelho (tão fofo)
"Tão meigo, estrupa ele?" (CÊ TA DOIDO?)
"Olha quem fala, eu sou parte de você, sou seus desejos mais obscuros, então você esta automaticamente se xingando"
(cala a boca)
—Apenas isso?
—Ah, não, eu quero conversar também.-ele faz uma pausa tentando escolher as palavras.-Sabe, quando eu te vi no ônibus eu senti que você era diferente. Diferente não só na aparência, é algo alem disso. E desde ontem eu me pergunto como você conseguiu me salvar. Digo, é fisicamente impossível, você estava a quase três metros de distancia de mim, e em milésimos de segundos você me separou da morte. O que eu quero saber é como você conseguiu agir tão rápido e como sabia que não ia nos acertar?
—Você também conseguiria se tivesse uma descarga de adrenalina. O sangue passa a circular mais rápido pelo cérebro fazendo você raciocinar mais rápido, e eu somente tive um mau pressentimento em relação a você (senti o gosto do seu sangue) o que me fez eu te segurar.
" Mentiroso" (isso se chama meia verdade)
Alexander fica olhando para o meu rosto tentando digerir oque eu disse. Mikail chega com o meu prato (Olha! Bacon com queijo) Passo a comer enquanto Mika e Sasha conversam. Alexander não fala mais nada até sairmos do restaurante.
—Sera que ainda podemos nos ver?
—Pra que? Vai continuar perguntando do acidente?
—Não, só pra conversarmos.- Com as maças do rosto vermelhas ele me olha como um cachorrinho perdido (nem o homem mais insensível resistiria a tanta fofura).
—Não tem problema.
Seus olhos brilham em sinal de alegria, resisto a tentar beija-lo e apenas me despeço. Vou para o trabalho, oque não é muito longe afinal.
O resto do dia é calmo, na clinica veterinária onde trabalho o único problema foi o gato da senhora Philip, aquele gato é um cão.
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Saio da clinica e já passa das 17 horas, o comercio continua movimentado porem a maioria são jovens á procura de diversão, as lojas fecharam dando espaço para os bares e boates e casa de dança que aceitam menores.
Estou em frente ao How's, vejo alguns amigos passando indo em direção ao beco ao lado do restaurante. Não demora muito e Mikail sai carregando algumas malas. (Pra onde tu vai guria?)
—Vamos?
—Eu vou pra casa e você?
—Idiota. Me ajuda aqui que depois eu falo.
—Ta bom, mas pra quando é a viagem?- Mikail ri, ela passa o cainho todo falando, do seu dia, das suas conversas, com quem ela falou, das fofocas dos outros . . .
chegamos em casa e ela finalmente para de falar (um pouco). Coloco as malas no canto e retiramos as varias camadas de roupas,retiro o gorro que usei durante todo o dia e massageio minhas orelhas pra aliviar a dor. Mikail se joga no sofá como se estivesse na própria casa, ouço o chuveiro funcionando, subo a escada procurando Uriel, bato na porta do banheiro e sem esperar a resposta entro. Vejo Uriel tendo seu corpo molhado, ele é belo e esguio, o seu cabelo é curto até a nuca em um cinza-quase-branco, suas costas tem um lindo contorno da coluna e sua bunda redonda e farta.
Uriel se vira percebendo minha presença.
—Que foi?- Pergunta desligando o chuveiro.
—A Mika ta la embaixo junto com a mudança querendo falar com você.
Uriel vem até mim se virado. Eu pego sua toalha e a coloco em seus ombros dando leves apertos para seca-lo, Passo a toalha por sua coluna assim como pelo seu peito dando um leve aperto em seu mamilo ouvindo-o gemer com o toque. Aproximo o meu corpo ao dele e beijo sua nuca aspirando um doce cheiro de pêssego.
—É melhor não. A Mikail ta la embaixo.
—Hum.
—Então se afasta.
—Não consigo.
Uriel vira pra mim e se aproxima selando nossos lábios em um mero roçar, ele me chuta do banheiro logo em seguida. Respiro fundo tentando me acalmar para logo ir pra sala.
—Mika, Quer um banho?-pergunto da escada
—Quero- Ela levanta do sofá preguiçosamente.
—Vai no meu quarto, Uriel ta usando o do corredor.
Ela vai até a mala e pega almas roupas e uma toalha, ela sobe as escadas correndo (Feito uma criança na casa da vó) vou pra cozinha fazer a janta (Pera, eu sou a vó?)enquanto os dois se ajeitam.
"Que tal vinho tinto?" (Não da muito certo; Mikail fica bêbada, Uriel fica exitado e eu fico com insonia)
"Tem combinação melhor que essa? Acho que não."
Faço peito de frango ao vinho e macarrão ao molho branco, abaixo o fogo e tampo a frigideira apagando a labareda que nela estava de vido ao álcool do vinho.
—Oque voce ta fazendo?- Uriel olha pra mim do batente da porta.
—Frango ao vinho.
—Vai encher a cara da Mikail?- Sorrindo Uriel se senta a mesa.-Onde ela tá?
—Tomando banho.
—Ela falou alguma coisa da malas?
—Não, ela disse que queria falar com nos dois.- vou até a panela no fogo e desligo, despejo o frango em um cumbuca de vidro em cima da mesa. Ouço Mikail correndo pelo segundo andar da casa pra logo aparecer correndo nas escadas também. ( Uma hora ela vai cair) Ela se senta ao meu lado, comemos enquanto ela fala (Muito, ela não para nem quando dorme).
Terminamos e eu lavo a louça, Mika e Uriel ficam conversando, o assunto não me interessa então só respondo quando me dirigem a palavra. Termino com a louça e me sento ao lado de Uriel que continua conversando calmamente, até chegar ao ponto desejado.
—Porque dessas malas todas?- Ele pergunta curioso.
—É que quero saber se eu posso passar um tempo com vocês?
—Por nos tudo bem, mas e o tio?- Pergunto -Ele sabe que você vai ficar aqui?
—Ele é o problema, nos brigamos feio dessa vez, eu pretendo voltar quando ele se acalmar.
—E por quanto tempo isso vai durar?- Uriel pergunta serio.
—Não sei ainda.
—E porque brigaram?- pergunto.
—Porque ele quer que eu vá pra casa da minha tia em Londres pra estudar e eu não quero ir, não quero ficar longe de vocês dois. Já foi difícil quando vocês decidiram morar sozinhos, imagina então ficar deis anos longe, eu não quero.
—Londres é muito longe, mas você sabe que se quiser estudar biogenética você vai ter que ir pra outro lugar. Nathanael e eu não podemos ir buscar você sempre que ligar chorando com saudade.
—Eu sei, é difícil. Sei que tenho que me separar de vocês uma hora mais é complicado, meu coração dói só de pensar em ficar longe- Mikail começa a chorar, Uriel e eu nos levantamo e a abraçamos.
—Esqueça isso por enquanto, pode ficar o tempo que precisar.- falo tentando acalma-la
—Depois eu ligo pro seu pai e falo que você esta bem- Uriel fala reconfortante
—Obrigada Uta, amo vocês.
Uriel e eu ajudamos a arrumar parte da bagagem da Mikail no quarto vago, não demora e ela dorme. Uta e eu vamos pra sala, já é quase onze horas, estou sem sono por causa do vinho, sento-me no sofá e fico 'olhando pro tempo'.
'Conhecemos a Mikail no centro de reabilitação, ela tinha 4 e nos dois 10. Chegamos ao centro devido a fazendeiros que reclamaram que lobos estavam atacando seus rebanhos, em meio a caça aos lobos nos encontraram junto com eles e levaram Uriel e eu pra lá. O pai da Mikail era o chefe do lugar onde estávamos e por um descuido ela entrou no quarto onde a gente estava sendo trancado. Eu e o Uta passamos a aprender junto com ela e depois de 5 anos terminamos o ensino médio e fomos considerado prodígios'
Percebo Uriel se remexer ao meu lado e sei exatamente oque é, sinalizo para ele subir no meu colo e ele o faz. Ele começa a morder minha, descendo para o meu pescoço agora com suaves lambidas, ele passa a mão por dentro da minha camisa arranhando minha pele. Minha mão passei pela sua coxa enquanto que com a outra aperto sua bunda, Uriel geme baixo, olho em seus olhos e vejo o desejo e a luxuria, aproximo nosso lábios em um roçar que logo se intensifica.
Nos separamos quando o ar se faz necessário, ainda ofegante dou leves mordidas em seu pescoço deixando pequenas marcas.
—Nan, sem marcas.- Ele sussurra em minha orelha, eu a movo devido o seu halito fazer cocegas ele a morde me arrepiando.
Ergo sua camisa até ver os mamilos rosados, abocanho um deles, Uriel abraça o meu pescoço para se erguer, enquanto minha mão passeia pela sua coxa. Deito Uta no sofá e continuo chupando o seu mamilo vendo-o se contorcer, faço o mesmo com o outro. Passo minha mão por dentro da sua coxa descendo até chegar ao seu pênis já duro, massageio por cima do tecido da calça. Desço os beijos pra sua barriga até o cós da calça, retiro-a assim como a cueca, brinco com o seu membro enquanto mordo sua virilha.
—Naathanaeel. . .
—Oque você quer que faça?- Ergo meu corpo e encaro Uriel, seu rosto esta vermelho, e o suor ao redor deixa seu cabelo grudado.
Uriel passa a mão pelo corpo, onde deixei pequenas marcas. Sua mão passa pelo pescoço, pelo peito e barriga até chegar na virilha. Ele fica me olhando como se pensasse na resposta.
—E então?- pergunto rente ao seu ouvido.
—Me chupa . . .- dou um pequeno sorriso de satisfação.
Dou um pequeno beijo em sua bochecha, desço para o pescoço, para o peito, na barriga e chego de encontro com o seu pênis. Eu seguro a base enquanto dou pequenas chupadas em toda a extensão até chegar a ponta, dou longas lambidas de morando na fenda até engoli-lo por completo. Uriel geme alto, mas cobre a boca com o ante-braço. Ele passa a mão pela minha cabeça puxando o meu cabelo. Passo a mover minha cabeça assim como Uriel move o quadril, olho para o seu rosto enquanto intensifico a sucção. Seus olhos brilham em prazer, as maças do seu rosto estão vermelhas, ele cobre sua boca para evitar os gemido porem eu vejo um fio de saliva escorrendo do canto.
Uriel passa a gemer mais alto e sinto seu corpo dar leves espasmos, ele aperta minha cabeça contra o seu membro enquanto goza em minha boca. Engulo todo o seu semem e passo a língua pelos lábios para ter certeza de não deixar escapar nada. Ergo meu corpo e encaro Uriel enquanto ele se recupera do orgasmo.
—Você quer que . . . eu faça algo?- pergunta ainda ofegante.
—Não há necessidade.
—Tem certeza?
—Tenho, ou você quer fazer algo mais?
—Não seja convencido.
—Pode deixar, não vou ser.
Saio de cima do Uriel e pego sua roupa do chão entregando pra ele que se veste calmamente. Ouço meu celular apitar, o pego do bolço e vejo a mensagem.
'Estamos com um problema, pode vir ao beco?'
Respondo que ' sim', não tarda e chega outra.
'vem preparado'. Bloqueio a tela colocando-o no bolço novamente, subo as escadas junto com o Uriel até nos separarmos.
—Boa noite Nan.
—noite'. Eu vou dar uma volta ta bem.
—Só não volte muito tarde.
Vou para o meu quarto tomar um banho, ao terminar coloco uma camisa cinza e por cima uma blusa vermelha, coloco uma jeans escura e um tênis. Vou até a estante ao lado da cama e pego dois revolveres, em seus canos há pequenos riscos em um tribal em tom dourado, no punho de uma tem o nome Violet e na outra o nome Rose. Coloco as duas na cintura e desço pra sala apago as luzes restantes e vou pro armário próximo a porta, pego uma jaqueta e novamente um gorro para esconder minhas orelhas.
(Celular?)
"Confere"
(chaves?)
"Confere"
(carteira?)
"Confere"
(armas?)
"Confere"
Saio de casa e tranco a porta atras de mim. Ando em direção ao comercio, passo por varias casa decoradas com luzes, passo pela pousada da velha morsa, vejo no segundo andar ainda as luzes acesas e há uma estranha movimentação pra essa hora. Ouço vários passo como se tivessem tentando se esconder e varias pessoas falando ao mesmo tempo oque me impede de entender alguma coisa. Continuo andando.
As ruas do centro estão repletas de jovens á procura de diversão. Muitas pessoas acham que a sexta-feira é o melhor dia pra sair, mas aqui nesse fim de mundo o sábado é melhor. Bares, boates e algumas lojas para maiores abrem mais cedo e fecham bem mais tarde para beneficiar os trabalhadores esforçados (viciados em trabalho). E é assim que funciona esse ninho de cobras.
Chego ao beco ao lado do How's, caminho por ele até chegar em frente a uma porta toda pintada em vermelho e com um cachorro em tribal e em preto desenhado abaixo de um visor. Bato na porta três vezes, o viso se abre e grandes olhos verdes me encaram.
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