Notas iniciais
Vamos fingir que não atrasei a att. Boa leitura.

Depois que a verdade saiu de sua própria cabeça, aonde tentou aprisioná-la durante tanto tempo, e se personificou naquela madrinha de casamento alcoolizada que não fazia segredo sobre amar um dos noivos, Gaara repensou sua atitude. E se tivesse sido tão corajoso quanto Sakura, e confessado seu amor apesar da rejeição ou do quanto podia estar se prestando a um papel ridículo? Teria sido diferente para ele? Ou o mesmo? Ou ainda pior do que foi com ela? Ele só quis evitar que Naruto soubesse porque não aguentaria que o olhasse com pena por não poder correspondê-lo. Agora era tarde demais para algum arrependimento. Naruto era um homem casado, que fazia o que gostava, que já falava em filhos, e claro, era perdidamente apaixonado por Sasuke como Gaara era por ele.

Pode ser que tenha cometido um erro em não ter contado a verdade para seu melhor amigo. O medo de perder a preciosa amizade nunca lhe permitiu arriscar; ser amigo de Naruto era melhor que nada. Assim, o jeito certo de pensar era: “que bom que foi possível que eles ficassem juntos, pois Naruto sempre o amou apesar de se chocarem constantemente”. Gaara continuou servindo de confidente, mesmo com a experiência de um adolescente em conciliar desentendimentos matrimoniais.

No entanto, o casamento logo ruiu e nem o próprio Gaara pode deixar de ficar chocado que foi por infidelidade de Sasuke. Não gostava dele, mas nunca pensou que fosse trair Naruto. Para piorar, ele realizaria com outra pessoa o sonho que prometeu ao marido: teria um filho. A situação era completamente desfavorável a uma reconciliação, que Gaara não poderia promover nem se quisesse muito. Seu solzinho não merecia aquele sofrimento todo.

O processo de o ajudar a passar pelo divórcio foi complicado. Naruto ficou arrasado, com autoestima abalada, tão frágil como Gaara nunca poderia imaginar que presenciaria. Estavam cada vez mais próximos, Naruto dormia no apartamento dele, pois não queria voltar para as lembranças de Sasuke no lugar que tinham escolhido juntos. Então foi ficando, e ficando...

Aos poucos ele se restabelecia, saía e fazia coisas que Gaara evitava ao máximo saber. Ainda era apaixonado e não estava sendo fácil ajudar a se reerguer por um abalo causado por Sasuke. Foi difícil receber a noticia do casamento deles, mas o término pareceu pior ainda; era terrível ver Naruto arrasado. E a proximidade podia acabar plantando ilusões em Gaara, mesmo sem querer, e evitaria tal problema se pudesse. Comprou a ideia de que se gastasse todas as energias no trabalho, não sobraria tempo para pensar no que não tinha com Naruto; o apoiaria sempre que ele precisasse, só que preferia evitar saber dos casos dele para não sofrer mais que o necessário. Naruto tinha que sair para se divertir, conhecer gente, mas bastava que ele ficasse feliz; Gaara preferia não saber quem era a pessoa de sorte da vez.

Mas foi inevitável, pois seu amigo teve a audácia de trazer Hinata ao seu apartamento uma vez. Antes que ficasse zangado demais, percebeu que eles pareciam ter se desentendido e ela, pela primeira vez, olhou Gaara sem gentileza.

— O que aconteceu? Por que ela estava aqui?

Teve medo de escutar que retomaram as saídas, consumaram desejo em seu apartamento, mesmo parecendo terem acabado de brigar.

— Eu queria conversar e você estava muito ocupado com seu trabalho. Então chamei Hinata. Ela me disse uma coisa muito séria sobre você. — Gaara não sabia se gostava ou não daquele tom que parecia anunciar algo ruim, mas que traria certo alívio. — Por favor, diga que ela entendeu tudo errado, que eu não fui tão burro e não percebi que machuquei esse tempo todo a pessoa que gostava tanto de mim!

A sensação que misturava desespero e alívio aumentou em Gaara, que congelou pelo tom suplicante. E não ajudava ter os olhos azuis vidrados nos seus esverdeados.

— Eunãoseidoqueestáfalando — soltou um murmúrio atropelado como se tivesse desaprendido a falar. Era difícil mentir olho no olho, ainda mais para Naruto.

— Não minta! — repreendeu pela tentativa ordinária bancar o desentendido. — Eu quero saber tudo. Por que não me contou? Você podia confiar em mim, eu sempre confiei em você!

Não estava pegando leve. A questão não era de confiança. Por que Naruto resolveu colocar as coisas desse jeito?

— Você gostava de outra pessoa. Do Sasuke. — tentava calmamente enfrentar o momento que nunca pensou que aconteceria.

Queria passar por aquilo exalando força, mesmo com sua covardia sendo exposta. O choro não lhe faria fraco, mas sim o desviar de olhos, o fato de que havia escondido seus sentimentos por tanto tempo, o medo do depois que minou suas atitudes. Sua confissão não faria Naruto olhá-lo com interesse, muito menos deixar de amar o Sasuke, é verdade, mas Gaara teria feito sua parte mesmo que seu romance não acontecesse.

— Eu estava bem sendo seu amigo. — ignorou todas as vezes que se sentiu péssimo por vê-lo com alguém, assim como o fato de que se afastava quando sentia que estava chegando ao seu limite e logo seria consumido pelo ciúme descabido. — E não ia suportar que me olhasse com pena.

— Pena? Gostar de alguém não é motivo de pena.

— Dois pesos e duas medidas, Naruto. Você não podia me oferecer mais que amizade, muito menos com Sasuke por perto. — tentava simplificar. — Em algum momento se sentiria culpado por não poder me amar de volta, então foi melhor que não soubesse.

— Eu amo você, só que...

Como amigo? Mas não desse jeito?, Gaara tentava completar mentalmente o que Naruto não conseguiu dizer.

— Era isso que eu queria evitar. — se referiu ao não dito.

Mesmo com Gaara afirmando que estava tudo bem, que a amizade deles era suficiente, Naruto não conseguia fingir que não sabia de nada e ficou o climão indesejado que talvez nunca desaparecesse. Inevitavelmente, Naruto se culpou por ter minguado as coisas entre Lee e Gaara, mesmo a culpa não sendo dele; o próprio Gaara é quem não conseguia seguir em frente. Também se sentiu culpado por ter feito o amigo de vela na época da escola e confidente até a vida adulta. Também quis saber sobre Ino, se era por causa dele que tinham terminado e ela não ia mais lá. Foi um choque saber que o namoro nunca existiu, que era apenas uma brincadeira para ganhar comida de graça por causa da promoção de um restaurante que eles gostavam, porém sussurros começaram a surgir e nenhum desmentiu. Isso não fez Naruto se culpar menos por Gaara não conseguir embarcar em um relacionamento.

E não adiantava pacientemente explicar que não era culpa de ninguém, talvez fosse uma fase que Naruto precisasse enfrentar. No entanto, quase significou uma cisão entre eles quando ele anunciou que sairia dali. Contou uma história sobre ir para a casa dos pais, já que ficaria fechada até que voltassem de uma viagem importante. Aquilo era verdade, mas Gaara sabia que ele estava desnorteado pelo o que havia descoberto. A amizade deles talvez nunca mais fosse a mesma.

Ele não sabia se se afastariam para sempre, era tudo tão incerto! Seria doloroso se sim, mas não seria agora que iria impor sua presença à Naruto. Já começava a cogitar que talvez fosse melhor que rompessem qualquer relação; sem mensagens acuadas, ou olhares de pena. A risada gostosa e os incríveis olhos azuis fariam parte das lembranças que Gaara guardaria consigo pelo resto da vida.

Era sofrido ficar sem notícias nas semanas que se seguiram, mas Gaara tentou ver nisso uma maneira de não se ferir tendo que invejar quem quer que estivesse com Naruto. Ele já deve ter seguido em frente, encontrado alguém para constituir família ao mesmo tempo em que livrava seu antigo amigo de ter que presenciar isso, ou mesmo do convite para apadrinhar algum dos filhos. Foi até empático da parte dele.

Hinata pareceu decepcionada quando o encontrou sozinho, fazendo as compras domésticas, um mês depois da revelação e dias depois de Naruto ter ido embora. O que ela esperava? Naruto se envolvia fácil com as pessoas, mas nunca mostraria interesse em Gaara.

— Você se declarou pelo menos?

— Que importa? Ele já sabia. — Gaara soou meio grosso porque ela via as coisas de um modo tão simplista, como se uma declaração fosse o suficiente para atrair a afeição de alguém. — Isso só trouxe problema. Perdi meu amigo.

— Sinto muito. Mas ele precisava saber.

Não importava mais o que era ou não justo. O estrago já estava feito.

— Como você soube? Eu nunca contei para ninguém.

— Eu também amei Naruto em silêncio por muito tempo. Bastou observar atentamente para entender que você também. — explicou. — E você pretendia levar isso para o túmulo. Um absurdo deixar passar assim a chance de ser feliz.

— A decisão era minha, Hinata.

— Naruto gosta mais de você do que de mim, dificilmente vai perdoar o Sasuke ou se apegar de verdade a quem quer que entre agora na vida dele. — Hinata não ligou para a raiva dirigida a ela e seguiu falando mesmo que tivesse lhe dado as costas. — A chance de ser feliz com ele é mais sua do que de qualquer pessoa. É questão de tempo.

De onde vinha tanta segurança? Por um tempo, Gaara achou que ela só estava querendo justificar ter invadido sua vida como fizera, que fosse alguma psicopata ou algo do tipo por continuar falando manso como sempre, como se revelar um segredo que não era seu não tivesse resultado em arruinar uma amizade de anos. Sentir raiva de Hinata era inútil, assim como tentar entender as coisas do mesmo modo que ela. Nada importava, já que seu solzinho tinha se afastado e não dava sinais de que voltaria.

Um dia, porém, as palavras de Hinata fizeram sentido quando Gaara teve uma surpresa com o retorno de seu solzinho. Tudo à volta floresceu, inclusive o próprio Gaara. Ele não sabia o que pensar, embora Naruto já parecesse um pouco mais à vontade que dias antes de ir embora. E para sua surpresa, a volta dele não foi só para reatar amizade, nem agir como se não soubesse de nada. Naruto lhe propôs o inimaginável: uma chance para os dois.

— Eu pensei bem, não falo da boca para fora. — não recuou por não obter uma resposta rápida de Gaara. — Podemos fazer dar certo.

Apesar de nunca ter conseguido frear seus sentimentos por Naruto, Gaara não bancaria o adolescente que se prenderia a uma ilusão por causa de meia dúzia de palavras que soavam bem por virem da pessoa por quem ele foi apaixonado desde sempre. Pesou bem se valia a pena arriscar ter o coração partido, mesmo tendo consciência de que a proposta era de tentar um relacionamento; Naruto não lhe jurou amor eterno, ou disse que esqueceu do Sasuke, muito menos que estava apaixonado. Sinceridade era essencial para um relacionamento, e se fosse pensar bem, Gaara foi quem escondeu sentimentos por anos, mantendo Naruto na ignorância. Por que não aproveitar para fazer tudo aquilo do que tinha se privado há tempos?

O começo foi estranho, como se fosse um sonho distante. Estar com Naruto de um jeito mais romântico era muito diferente do que ele tinha imaginado, lhe dava nervoso o tempo todo, como se a cena fosse se desfazer e trazê-lo de volta à realidade onde seu solzinho namorava outra pessoa e só lhe via como um grande amigo. Foi um choque para o resto dos amigos saber que estavam juntos de um jeito não fraterno, apesar de terem preferido ir com calma; primeiro estavam apenas saindo, meio que testando a dinâmica deles como casal, antes de começar um namoro propriamente dito. Dona Kushina gostou muito da novidade e jantavam juntos uma vez por semana; a irmã de Gaara também gostou de saber que tinha um cunhado, que inclusive era amigo dos tempos de faculdade do atual namorado dela — os quatro saíram juntos várias vezes e era sempre muito divertido.

O relacionamento se desenvolveu num ritmo incrível, apesar dos maus momentos. Gaara enfrentou a separação dos pais, após mais de três décadas de casamento, que desencadeou uma série de problemas porque a mãe dele ficou com a saúde frágil dali em diante; Naruto teve uma fase ruim nas finanças quando perdeu o emprego, também não conseguiu muita coisa com a venda de sua parte do imóvel que tinha junto com Sasuke, e teve que colocar para alugar o apartamento em que morava para mudar-se temporariamente para a casa dos pais. A situação que os acometeu fez com que cada um se voltasse mais para a própria família, mas nada muito grave. O momento de crise veio e foi embora sem abalar o relacionamento deles, que não demoraram a conhecer uma certa era de paz. A irmã de Gaara mudou-se de vez para ficar com a mãe deles, já que Gaara trabalhava boa parte do dia, e Naruto conseguiu se empregar e equilibrar as contas. Os pais dele quase não paravam em casa, então o jovem casal tinha bastante tempo a sós.

A rotina deles era corrida, cada um com seu trabalho, sob estresse, cujo resultado era cansaço no fim do dia. Mas era sagrado estarem juntos pelo menos uma refeição diária, geralmente o café da manhã — graças à Gaara, Naruto acordava no horário e não saía sem comer nada ou tendo que fazer às pressas. Os fins de semana eram para colocar a casa em ordem para não acumular bagunça e depois relaxar assistindo algum filme ou série.

Muito tempo tinha passado desde a conversa com Hinata, que passou um tempo morando fora e só estabeleceu contato para convidá-los para a festa de aniversário de um ano da filha dela. O clima não tinha ficado estranho entre eles, levando em conta que Gaara costumava culpá-la pelo afastamento de Naruto quando ela revelou um segredo fruto de suas deduções certeiras. Mas graças à isso, ele estava há quase dois anos num relacionamento promissor com a pessoa que amava desde os tempos de escola.

— Não precisa me agradecer. Só quero convite para o casamento e para as festas dos filhos. — ela brincou.

— Se prepare para o posto de madrinha, caso aconteça.

— Você não conta com isso? — ela pareceu confusa porque notou sua insegurança. — Pensei que estivessem se encaminhando para algo maior.

— Seria meu sonho, não sei se é o do Naruto.

— Como não? Ele não falava em outra coisa!

— Não sei se ele quer casamento e filhos comigo. — foi mais claro. — Ele pode ter mudado de ideia.

Hinata tinha certeza que aquilo era bobagem. Dois anos eram mais que suficientes para Naruto deixar evidente que Gaara não era uma aventura. Ele não seria displicente a ponto de brincar assim com os sentimentos de seu amigo de infância, por quem tinha enorme carinho.

À medida que o tempo foi passando e as coisas foram acontecendo, Gaara passou a acreditar que Hinata estava certa e parou de alimentar sua insegurança. Naruto viveu uma desastrosa experiência matrimonial e foi chocante saber que o agora ex-marido tinha filho com outra pessoa, fruto da traição. Mas queria tentar de novo, e desta vez esperava conseguir viver o comercial de margarina da TV. Ele tinha muito jeito com crianças, e assim como Gaara, adorava tomar conta de Shikadai, filho da cunhada com seu amigo da época da faculdade, toda vez que precisavam sair e confiavam a eles a missão de ficar com o pequeno. Shikadai se divertia muito com o tio Gaara e o tio “Naru”, de quem já tinha ganhado o coração há tempos, e talvez fosse a presença cada vez mais constante dele que fez o casal finalmente tentar o próximo passo.

Naruto fez questão de reunir amigos e familiares para anunciar que logo mais haveria casamento. Gaara ainda se sentia como num sonho por ter todos lhe parabenizando pelo noivado, inclusive os pais que deixaram o desentendimento causado pelo divórcio de lado para brindar a nova etapa que o filho viveria. Shikadai tinha preguiça de festas, porque dava muito trabalho para se arrumar, mas ficou feliz ao saber do casamento dos tios.

— Isso quer dizer que eu vou ter primos? — o menino laçou a pergunta sem rodeios. Ele gostaria de ter com quem brincar e ensinar a jogar seu jogo favorito.

— Com certeza! — Naruto prontamente respondeu, se abaixando até ficar na altura da criança que tinha lhe pegado de surpresa com uma pergunta daquelas, por mais que fizesse parecer que não enquanto falava animadamente sobre quantos filhos tio Gaara e ele planejavam ter.

Eles não tinham exatamente falado disso, coisa que Gaara não deixou passar sem questionamento na primeira oportunidade que teve.

— Se saiu bem da saia justa com o Shikadai. — começou. — Mas não se sinta pressionado por uma criança que apenas quer primos para ter com quem jogar.

Naruto entrelaçou a mão na dele, olhou nos olhos e disse com todas as letras que queria ter filhos, que o momento finalmente estava chegando. Isso apenas coincidia com o fato de Shikadai querer ter primos, e provavelmente não demoraria a acontecer.

— A gente podia adotar. — Naruto finalmente sugeriu. — Meu tio, Kakashi, fez isso. Meu padrinho, Jiraiya, também. A não ser que prefira outros meios.

Gaara logo concordou com a adoção. Na verdade, não importava de que maneira os filhos viriam. Só a ideia de construir uma família já era incrível demais. Se estivesse sonhando, que nunca lhe acordassem.

No entanto, o sonho não demorou a enfrentar a ameaça de fantasmas do passado. Lee estava por perto de novo. A carreira dele de jogador parecia estar no fim por conta de um problema de saúde, e estava na cidade para tentar um tratamento. A médica dele era esposa do padrinho de Gaara, em cuja clínica a mãe dele fazia fisioterapia, por isso foi inevitável o reencontro — e uma conversa que lhe deixou a par da situação. O caso dele parecia grave, quase o fazendo perder a esperança de voltar aos campos. Gaara tentou não mostrar seu abalo pelas notícias, Lee não precisava do desconforto do olhar de pena em um momento tão delicado.

— Ouvi dizer que vai se casar. — Lee comentou. — Parabéns.

Gaara agradeceu e desejou boa-sorte com a questão da saúde dele. Certamente, iria incluí-lo na lista de convidados, embora Naruto tenha ficado um pouco inseguro com Lee tão perto.

— Você ficou mexido com a volta dele. — observou.

— Só achei triste que ele talvez não possa mais jogar. É o que ele mais gosta de fazer.

Apesar de seus esforços, o clima entre eles azedou consideravelmente. Gaara não soube mais o que fazer para afastar essa repentina onda de ciúme há cerca de três meses do casamento, mas certamente não pararia de acompanhar sua mãe à fisioterapia e soava ridículo parar de falar com Lee. Não estava fazendo nada demais.

Gaara teve tempo de prestar solidariedade ao quase ex-jogador. O tratamento que ele esteve tentando durante aquelas semanas não deu os resultados esperados, podendo até agravar o caso dele. Lee ainda não tinha desistido, tentaria um tratamento alternativo em outro lugar e por isso não ficaria para o casamento de Gaara e Naruto. A tensão dos noivos tinha melhorado consideravelmente, mas não sumido por completo, mesmo quando Lee foi embora.

E há menos de um mês do casamento ficou claro que não era aquele jogador cuja carreira beirava à um desfecho triste a verdadeira ameaça à vida que Naruto e Gaara queriam ter num futuro não muito distante.

Notas finais
Obrigada quem leu. Até o capítulo 3 ❤