Um herói chamado raposa escarlate.
9 O novato da DPK!
Notas iniciais
PONTO DE VISTA TEMARI
O aeroporto internacional de Konoha como todos os dias, estava cheio de pessoas que se acotovelavam a espera de seus vôos em filas quase que intermináveis. Num dos hangares de embarque e desembarque havia duas pessoas que esperavam um vôo em particular que mais precisamente já estava atrasado, uma loira de quatro coques e de corpo perfeito que não parava nenhum momento sequer enquanto olhava uma vez outra para o seu relógio de pulso a espera de um vôo específico. Já o outro era um preguiçoso de marca maior que parecia estar dormindo em pé e nem parecia escutar o que a loira dizia.
— Mas que droga, Shikamaru! Já era pro vôo dele ter chegado! – bufei mais uma vez e já impaciente pela demora.
— Credo, Temari! Você é tão problemática! – disse o preguiçoso do meu namorado com uma cara de tédio total. — Só faz dois anos que você não vê o Gaara! Olha lá! Lá vem ele ali! – olho pra onde ele estava apontando e me deparo com não mais com um garoto, mas com um homem feito. Não é difícil não reconhecê-lo, basta encarar aqueles cabelos vermelho fogo de que ele tanto se orgulha e aquele kanji tatuado que significa “amor” na testa, seu corpo não mudou muito, ele cresceu um pouco e deixou de ser aquele baixinho como a gente o chamava antigamente.
Uma outra coisa que também mudou nele foi que agora ele está um pouco mais musculoso do que antes, dava pra ver devido aos bíceps dos braços que estavam bem apertados nas mangas da camisa dele e o seu olhar continua o de antes, frio e prepotente.
— Gaara! Aqui! – chamei o meu querido irmãozinho que quando ele me viu, não deixou de sorrir.
Ele veio até nós com duas malas em mãos e foi só quando deixou as suas malas no chão que eu não me contive, o abracei de forma carinhosa como uma boa irmã mais velha deve fazer.
— Como vai o agora melhor policial recém-transferido de Suna? – ouço o Shikamaru zoando o meu irmão com um sorriso no rosto, ele e Gaara são amigos de longa data.
— Cansado e com fome! Por favor, me digam que tem algo pra comer aí com vocês! – Gaara retribuiu o cumprimento socando de leve o punho dele com o do meu namorado.
— Infelizmente não, maninho! Mas se você quiser, eu posso cozinhar alguma coisa pra comermos quando voltarmos pra casa! – foi só eu dizer isso que os dois me olharam como se eu fosse algum tipo de alien muito da mal encarada. — o que foi? – os questionei colocando as minhas mãos em meus quadris finos.
— Shikamaru! Agora que eu te vi aqui, então quer dizer que ainda não morreu! Porque pelo que eu me lembro, a minha irmã é um desastre na cozinha! – agora fui eu a zoada e eu não gostei nadinha disso. Poxa, eu sei que eu era uma negação na cozinha, mas tive que aprender na marra, né?
— Ora, seu nanico! Mais respeito com a sua onne-sama! – e assim eu passei o meu braço em volta do pescoço dele e comecei a friccionar o meu punho na cabeça dele pra logo depois começarmos a rir. — Muito bem, vamos logo! Eu tive que arrumar pra você um quarto que está disponível lá no nosso apartamento! Né, Shikamaru? – peguei em sua mão e fomos para o estacionamento com o Gaara em nosso encalço.
— Não precisa, Temari! Eu vou pra algum hotel perto do apartamento de vocês! – disse o Gaara já no banco de trás do carro do Shikamaru. — Além do mais, eu não vou querer ouvir vocês transando todas as noites, né? – só esse comentário maldoso do meu irmãozinho me fez ficar com a cara toda vermelhinha, eu nem tinha pensado nisso.
— É isso que você pensa da sua querida irmã, Gaara? Então você vai dormir com fome! – falei fazendo um bico e cruzando os braços por debaixo dos seios. — Agora liga logo esse carro, seu preguiçoso! – mandei aquele ocioso do meu namorado que só fez dar um pequeno suspiro antes de dar a partida no carro.
— Tsc! Problemática! – respondeu simplesmente como um fiel serviçal que ele é.
FIM DO PONTO DE VISTA
(...)
PONTO DE VISTA GAARA
Tudo o que eu queria nesse momento era chegar ao meu quarto, arrumar as minhas coisas e dormir que nem uma pedra, já que amanhã eu iria ao DPK e me apresentar no meu primeiro dia de trabalho. Arrumo as malas e rapidamente me jogo de cara na cama que a Temari arrumou para mim e num piscar de olhos eu caio no sono.
Um barulho estridente me faz acordar e eu rapidamente me dirijo ao banheiro pra fazer a minha higiene matinal e depois de alguns minutos eu saio já devidamente vestido com a minha farda de policial, desço as escadas e já na cozinha se encontravam a minha irmã e o preguiçoso do namorado dela já a mesa degustando um delicioso café da manhã.
— Bom dia, Temari! Bom dia, Shikamaru! – cumprimentei os dois logo depois que me sentei numa das cadeiras a fim de degustar o meu pão com presunto e queijo acompanhado de um café bem reforçado. — Nossa! Eu mal posso esperar pra chegar lá na DPK! – disse entusiasmado.
(...)
Não muito tempo depois, eu já me encontrava em frente a mais famosa delegacia da cidade de Konoha e a minha ansiedade já podia se considerar bem palpável nesse momento.
Não demorei muito e já fui logo à procura da sala do delegado de nome Hatake Kakashi, pergunto pra um policial que passava por ali e ele me indicou a direção certa pra rapidamente ficar de frente a uma porta com uma plaquinha que indicava o nome do mesmo, bati três vezes até eu ouvir um “entre” meio que deprimente de lá de dentro.
— Eu só vou fazer um discurso e é o único que eu sei fazer! – o delegado que estava sentado por trás da sua elegante mesa numa grande cadeira que mais custaria os olhos da cara começou a falar quando nem bem eu me sentei na cadeira a sua frente. — Anteriormente você só brincou de bandido e mocinho e comeu rosquinhas... – dei um sorriso de canto. —... Mas agora você está no inferno, garoto e é disso que eu tenho medo! Todo mundo que se transfere pra cá está querendo ficar famoso ou é idiota! Por isso, nunca tente fazer nada sozinho e lembre-se, a equipe vem primeiro! – ele deu uma pausa — É só! Dispensado! – eu já estava quase na porta quando ele me chamou de novo. — Garoto! Bem vindo à guerra!
FIM DO PONTO DE VISTA
(...)
Num outro ponto da cidade, mais precisamente no bairro de nome Hokage e não muito perto de onde a família Uzumaki mora, nesse momento acontecia um roubo a uma residência chique com vestígios de cárcere privado. O dono da casa estava a mercê de um grupo de homens armados até os dentes enquanto os bandidos apontavam uma arma pra cabeça do homem com a intenção de fazer a esposa do mesmo abrir um cofre que se localizava atrás de um quadro no quarto do casal.
— É melhor se apressar pra abrir essa merda de cofre, dona! Ou o cérebro do seu marido vai voar pelos ares! – um dos meliantes forçou um pouco mais ao cano da arma na têmpora do marido.
— Calma, calma! N-Não precisa ficar nervoso! Eu já estou quase conseguindo! – a mulher estava bem nervosa com toda aquela situação que estava quase terminando de digitar a senha num pequeno painel ao lado do cofre.
— Anda logo, dona! – mandou o bandido já irritado com tanta demora. — É melhor esse cofre estar aberto logo, ou a senhora vai ver o estrago que eu vou fazer com a cabeça do seu marido! ANDA LOGO!! — ameaçou sem paciência.
— Tudo bem! Tudo bem! – retrucou a mulher apreensiva. — Pronto! Abriu! – ao mostrar que tinha aberto o cofre, um dos meliantes a empurra de lado e rapidamente começa a esvaziar todo o dinheiro que tinha dentro, mas o que os dois nem tinham percebido que ao ser empurrada, a dona da casa apertou um botão escondido debaixo da banca de uma mesinha ao lado do cofre e assim acionando o alarme silencioso que sem demora contatou a polícia local.
(...)
PONTO DE VISTA GAARA
Algum tempo depois de comparecer a uma espécie de “reunião” numa grande sala em que outros policiais recebiam suas “missões” por assim dizer e nesse momento, eu me encontro dirigindo uma das viaturas policiais pelas ruas de Konoha com a minha parceira de nome Sasame Fuuma no banco do carona. A garota é novata como eu e também muito bonita com seus cabelos meios que ruivo claro, olhos negros como a noite sem estrelas, um corpo mais ou menos bem definido com seus seios medianos, uma bunda arrebitada e com pernas um pouco torneadas, tudo isso ainda mais apertados pela calça que definia todas as suas belas curvas.
— Ah, eu não acredito que a nossa primeira missão é uma patrulha pelo bairro mais nobre da cidade, Gaara-senpai! Eu estou tão animada – comentou a minha parceira com um brilho no olhar.
— Não se esqueça que você agora é uma policial, Sasame-chan! Então tenha os seus olhos bem abertos pra qualquer coisa que vier, está bem? – falei com um pouco de autoridade, o que fez ela recompor a sua postura séria.
— Hai! Gaara-senpai! – Sasame respondeu de forma divertida.
A conversa continuou por mais alguns minutos, porém, tivemos que ouvir o rádio da polícia.
— Atenção todas as unidades! Atenção todas as unidades! Se dirijam até o bairro Hokage, na avenida Kyuubi nº 2236 onde o alarme silencioso foi acionado! Há um assalto em andamento e os bandidos podem estar armados e são muito perigosos! – a voz feminina no rádio da polícia anunciou o crime.
— Entendido, DPK! Já estamos indo! – Gaara respondeu a chamada e foi logo dando um cavalo-de-pau e saiu em disparada para o endereço recomendado. — Por sorte, estamos a algumas quadras de lá!
Ao chegarmos no endereço, demos de cara com os meliantes armados já saindo duma grande mansão correndo em direção a um carro que ali se encontrava. Parei a viatura e fui logo puxando a minha arma e apontando pra eles.
— VOCÊS ESTÃO PRESOS! SOLTEM AS ARMAS E LEVANTEM AS MÃOS, SEUS DEGENERADOS! – gritei praqueles meliantes e como resposta, eles começaram a atirar contra nós.
O tiroteio durou alguns minutos na frente da grande residência, tempo suficiente pra que acabassem a munição dos bandidos e como conseqüência, eles saíram correndo a pé numa fuga desenfreada. Eu e a Sasame-chan saímos em perseguição aos pilantras, porém os dois caras na fuga resolveram se separar numa bifurcação em um dos becos por entre as casas do condomínio. Nesse momento a coisa pareceu se complicar ainda mais, eu indiquei para que a Sasame-chan fosse pelo caminho da direita enquanto eu iria pelo esquerdo. Nesse momento eu tinha que agradecer as aulas de atletismo na academia por estar quase alcançando o desgraçado, foi quando eu o encurralei contra uma grande grade de ferro que o fez se virar pra mim.
— Muito bem, rapaz! Se entrega logo que eu tô cansado de correr! – falei já me aproximando do cara, mas eis que ele saca outra arma que estava escondida na parte de trás da sua calça e logo ele apontou a pra mim. — Que droga! Mas que hora pra minha arma estar sem balas! – pensei comigo mesmo.
— Hora de morrer, tira! – quando o bandido disse isso, a única coisa que eu fiz foi fechar os olhos e esperar a morte certa. Mas que coisa, não? Justo na minha primeira missão eu acabo morrendo de um jeito bem patético! — BAM! BAM! – ouço dois tiros e eu não sinto as balas me acertando e eu continuo ali em pé, abro os olhos e me surpreendo com uma figura estranha diante de mim como se fosse um escudo, quando me dou conta do que me salvou, era uma pessoa numa roupa pra lá de apertada, uma garota pra ser mais exato.
— Você está bem, policial? – a voz um pouco eletrônica vinda daquela garota me tirou dos meus devaneios.
— Eu... Er... E-Estou bem! – foi tudo o que pude dizer, mas uma coisa eu não pude deixar de notar. Como aquela garota misteriosa estava de costas pra mim, desci o meu olhar pra bunda dela de um jeito bem pervertido. — Caraca! Essa garota tem uma bundinha linda! – pensei.
— N-Não pode ser! O que a Princesa do Byakugan está fazendo aqui? – perguntou o meliante agora com medo dela.
— É que eu estava passando por aqui e então ouvi os disparos! – ela respondeu como se fosse nada. — Mas e aí? Pronto pra se entregar? – questionou agora dando passos em direção ao bandido. — Aliás, onde está o seu comparsa?
— Nesse momento ele deve estar bem longe daqui com a grana! – dessa vez o larápio deu um tiro na Princesa do Byakugan que ricocheteou e atingindo uma lata de lixo que estava próximo de mim.
— Você por acaso está falando desse cara aqui? – ouço uma voz desconhecida por mim e no momento que eu olho pra cima, vejo um cara vestido de raposa flutuando no ar enquanto segurava o segundo bandido já amarrado pela gola da camisa e com um saco com o dinheiro furtado em suas mãos.
— M-M-Mas o que está acontecendo aqui? Q-Quem é você?? – perguntei confuso chamando a atenção dos três que se encontravam ali.
— Por acaso você não vê TV não, garoto? - retrucou o tal homem-raposa num tom indignado já deixando o meliante jogado no chão. — Eu sou o Raposa Escarlate! – depois que ele disse quem era, então esse cara fez uma pose ridícula que nos deixou com uma gota na cabeça.
— Raposa! Você já se esqueceu do motivo de estarmos aqui? – a princesa do Byakugan perguntou ainda de olho no bandido.
— Ah, é! Tá certo! – depois de se recompor do momento constrangedor, o tal Raposa Escarlate se virou também para o meliante. — Renda-se logo, carinha! Ou eu vou te fazer nunca mais roubar na vida! – o último comentário desse cara mudou totalmente de brincalhão para sério em instantes.
O meliante vendo que não poderia fugir, ele jogou a arma no chão e levantou os braços em sinal de rendição.
— Boa escolha! – comentou o tal herói com os braços cruzados.
(...)
Já de volta a nossa viatura e com os bandidos algemados no banco de trás do carro, a Sasame-chan não parava nem um minuto sequer de agradecer a ajuda dos dois grandes heróis da cidade.
— Muito obrigada por nos ajudar a pegar esses meliantes, Princesa do Byakugan! – a minha parceira fazia reverências exageradas para os dois heróis. — Ah! E você também, Raposa Escarlate!
— Não foi nada, policial! Estamos felizes em ajudar! – respondeu o Raposa Escarlate fazendo uma continência e causando risos entre nós. — Agora temos que ir! Até mais! – depois disso eles ficaram flutuando durante um tempo até que num impulso, os dois voaram numa velocidade absurda.
(...)
De volta a DP, eu e minha parceira estávamos na sala do delegado Kakashi enquanto o mesmo lia o nosso relatório com uma cara indecifrável e após terminar, nos olhou com uma cara mais indecifrável ainda.
— Muito bem! Pelo que consta no relatório de vocês, ao saírem em patrulha, o rádio da viatura deu o comunicado de um assalto a mão armada com direito a reféns numa das mansões no bairro Hokage, na Avenida Kyuubi nº 2236 que é onde mora o pessoal da grana, não é mesmo? – questionou o delegado mascarado entrelaçando os dedos das mãos em frente ao seu rosto.
— É isso mesmo, delegado Kakashi! – respondeu a Sasame-chan sentada ao meu lado.
— E no relatório de vocês também está dizendo que você, policial Gaara... — ele apontou pra mim e continuou lendo. —... Depois de trocar tiros com os meliantes e também na fuga os perseguiu por entre as diversas mansões que ali existem pra no fim ser salvo de ser baleado pela Princesa do Byakugan, estou certo? – agora o seu olhar pairou sobre mim e minha parceira a espera da nossa resposta.
— Sim senhor! Ela e o Raposa Escarlate nos ajudaram bastante! – disse a Sasame-chan. — E eu ainda não entendi o motivo do Comissário Uchiha odiá-los! – findou.
— Isso é uma coisa que somente ele pode responder! – o delegado comentou ainda olhando o nosso relatório. — Mas mesmo assim, vocês fizeram um bom trabalho! Dispensados! – fizemos continência e saímos da sala do delegado Kakashi.
Já do lado de fora da sala do delegado Kakashi, eu e a Sasame-chan demos um grande suspiro de alívio, mas o momento de tranqüilidade de ambos logo se esvaiu quando na nossa frente surgem uma outra dupla de policiais com um semblante bem estranho.
— Ora, ora, ora... Vejam só o que temos aqui! São os novatos contadores de lendas! – disse com deboche o outro policial de cabelos ruivos, conhecido como Akasuna No Sasori, o mesmo tem um rosto que para muitos ali na DPK o definiriam com mais um novato na força policial. Porém, ele é um dos mais experientes e com mais missões realizadas com sucesso que qualquer um ali no departamento. O ruivo Akasuna é da mesma altura que eu, só que um pouco mais forte fisicamente, além de quê, o seu uniforme era um pouco apertado e definia muito bem os seus braços fortes e seu peitoral definido e também o mesmo era o mais comentado entre o público feminino por sua beleza quase juvenil.
Mas algo nele não me passava confiança e logo de cara eu não gostei nadinha dele, parecia até que esse cara tinha algo a esconder e que tudo isso que ele mostra para as outras pessoas nada mais é do que um mero personagem e ocultando a sua verdadeira cara.
— Mas do que você está falando, cara? – perguntei sem entender nadinha do que ele falava.
— Ora, você logo na sua primeira missão e já se encontrou com aquela gostosura da Princesa do Byakugan! Essa foi a piada do século! – esse pedaço de merda estava desconfiando do meu relatório, por acaso?
— Acredite se quiser, seu babaca! Vamos nessa, Sasame-chan! - eu e a minha parceira saímos dali, mas não sem antes de eu dar um forte escorão naquele filho da puta ruivo.
— Esses dois não vão durar nem dois segundos nas ruas de Konoha! – ouvimos agora a companheira do ruivo bastardo, ela até que é bonita demais pra andar com um panaca como aquele. A policial era um pouquinho mais alta que o Sasori, com os seus cabelos azuis curtos adornados com uma flor de papel bem esquisita por assim dizer, olhos castanhos, pele branquinha, de seios médios e pernas torneadas que ficaram bem sensuais naquela calça apertada da farda policial, essa mulher deve ser algum tipo de musa entre os policiais do departamento. Mas o que eu curto de verdade mesmo são as loiras, elas sim são gatas.
— Sasori! Konan! Por que vocês dois não vão fazer alguma coisa que preste e parem de zoar os novatos? – a voz do delegado Kakashi os repreendeu e eles saíram rapidinho dali, como a vingança é doce.
Depois que o meu turno terminou, já em frente a delegacia eu faço sinal para o táxi parar e em seguida me dirijo pra casa da Temari. Mas no meio do caminho, eis que surge um grande engarrafamento que parecia não ter fim e além da demora que com certeza eu iria demorar bastante pra chegar em casa, ainda tinha o sol escaldante do verão do meio-dia e combinando essas duas coisas, não era uma coisa agradável pra qualquer pessoa agüentar.
— Ô, seu motorista! Será que vai demorar muito pra chegarmos ao bairro Shukaku? – perguntei pondo a cabeça pra fora da janela do carro pra ver a extensão do engarrafamento, o que não era pouco.
— Se continuar assim no devagar quase parando, eu arriscaria que só chegaremos de noite! – disse o motorista apoiando os braços no volante.
— Mas que porcaria! Se o diabo não vem, ele manda o secretário mesmo! — retruquei já muito puto. — O que mais falta acontecer? – ousei perguntar, mas era melhor eu ter ficado calado nesse momento, pois lá na frente do grande engarrafamento, uma grande explosão foi vista e causando um grande alvoroço de pessoas que vinha correndo desesperadas pra todos os lados com o intuito de se protegerem da explosão.
— O que foi isso? – saí do táxi e subi em cima do capô do mesmo pra ver se eu enxergava alguma coisa.
Porém, as surpresas desse dia ainda não tinham nem sequer começado. Tudo por causa dos carros que agora eram jogados bruscamente de lado como se fossem de brinquedo, foi quando eu disse para o motorista do táxi sair do carro rapidamente antes que o veículo saísse voando como foi feito agora e uma grande camada de poeira se fez presente ali naquela rua que parecia mais um campo de batalha do que propriamente dito.
No momento em que aquela coisa bizarra estava se aproximando de onde eu estava, eu não pensei duas vezes antes de saltar e ver o táxi voar pelos ares antes de cair com as rodas viradas pra cima.
— Mas que porra é essa? O que está acontecendo? – voltei a perguntar já caído no encostamento enquanto o motorista do taxi saia correndo desesperado pela sua vida e por um momento eu imaginei que o perigo já tinha passado, foi quando sinto um tremor de terra e rapidamente surge de dentro de um buraco uma espécie de monstro mecânico em forma de toupeira, o que pra mim já era uma coisa bastante bizarra. — Olha que eu já vi muita coisa maluca nessa minha vida, mas isso já é demais! – pensei comigo mesmo ainda estarrecido ao ver aquela coisa.
— Estamos aqui ao vivo na Rua Matabi, bem de esquina com a Avenida Sanbi pra informar-lhes sobre mais um ataque de uma criatura mecânica que agora tem a forma de uma toupeira que está criando um verdadeiro caos por onde passa! A polícia e também o exército foram chamados para conter a ameaça, porém, devido à destruição causada pelo monstro, muitas vias têm sido bloqueadas por escombros e tanto a polícia quanto o exército estão fazendo de tudo para desbloqueá-las e o real motivo do ataque dessa monstruosidade ainda é desconhecida! Aqui é Yamanka Ino, para o canal 8! – Isso só pode ser brincadeira. Um monstro aterrorizando a cidade e uma repórter loira e um cinegrafista gorducho de um canal de TV relatavam a situação caótica que se encontrava aquela parte da cidade, mas olhando melhor praquela repórter e pude perceber que ela tem cabelos compridos loiros, a mesma estava de costas pra mim e vestia uma blusa de mangas compridas na cor vermelha por dentro de uma calça legging que mostrava todo o contorno da sua bunda e um sapato preto de salto médio e tanto ela quando o cinegrafista parecia nem ter medo daquela coisa que estava destruindo a cidade logo ali próximo a eles como se já estivessem acostumados a presenciar esse tipo de coisa.
— EI! SAIAM LOGO DAQUI ANTES QUE... DROGA! – a repórter e o cinegrafista estavam tão concentrados em mim que nem viram um carro voando pra cima deles e eu corri como um louco pra ver se podia salvá-los, o cara gorducho conseguiu sair da onde o carro iria cair e a loira de corpo perfeito ficou estática a espera do fim. Foi quando eu com muita rapidez me joguei e consegui tirá-la de lá antes que o carro a esmagasse por completa.
— Você está bem? – perguntei ainda em cima dela e por um momento eu não consegui desviar o meu olhar daquelas safiras que me encaravam assustada, mas a tensão logo se foi quando a repórter olhou pra baixo e rapidamente me empurrou de lado e se levantou com uma cara de poucos amigos e só depois notei que eu estava com as minhas mãos nos peitos dela.
— Seu pervertido! Quem você pensa que é pra ficar me apalpando desse jeito? – a loira logo pôs os braços em cima dos seios e deu dois passos pra trás a fim de ficar longe de mim.
— Oras, sua loira ingrata! Eu acabei de salvar a sua vida! – retruquei no mesmo tom que ela, mas eu tinha que admitir... Os seios dessa garota são enormes.
— Eu não pedi a sua ajuda, seu palito de fósforo! – disse a tal repórter ajeitando o rabo de cavalo e me olhando irritada.
— Ino! Agradeça esse cara depois, agora temos que sair daqui! – falou o cinegrafista gorducho com a câmera em mãos.
— Akimichi Chouji! Por favor, diga que filmou tudo! – ah! Então essa loira irritante é a famosa repórter do canal 8 Yamanka Ino, né? Mas apesar de irritante, essa garota até que é uma tremenda gata se virmos ela ao vivo e a cores.
— Sim, Ino! Até cena hentai de vocês dois eu filmei! - esse comentário dele não era necessário, pois eu e a loira coramos na hora. — Agora vamos até a van da emissora e irmos pra bem longe daquela coisa! – mas quando se dizem que a alegria de pobre dura pouco, isso é a mais pura verdade. Aquela coisa que estava destruindo a cidade nos notou ali e veio com tudo pra cima de nós.
Corremos como loucos até a van do canal 8 e o tal Chouji deu um cavalo de pau no carro antes de sairmos em disparada com o monstro em nosso encalço.
— Mais rápido, Chouji! Aquele monstro está quase nos alcançando! – exclamou a repórter tentando se segurar na parte de trás do carro.
— Eu tô indo o mais rápido que eu posso, Ino! – disse o cinegrafista fazendo uma curva perigosa e o carro quase capotou devido à pressa que estávamos.
— Será que dá pra você ir mais rápido nessa caranga, ô gorducho? Eu não quero morrer tão cedo! – falei desesperado, mas o olhar que aquele cinegrafista me deu acabou me deixando mais agoniado ainda.
— Isso é um furgão de emissora de TV, ô carinha! Não um carro de corrida! – ele me respondeu voltando a olhar pra frente. — E se nós conseguirmos sair dessa, se você me chamar de gorducho de novo eu te arrebento, tá ligado? – depois dessa pequena ameaça, a única coisa que eu fiz foi concordar balançando a cabeça. Olho pro lado e vejo a tal da Ino tentando conter o riso.
— Não liga, não! É que ele odeia quando o chamam de gorducho ou derivados! Não é nada pessoal!– a loira me explicou divertida, mesmo ainda com o perigo iminente que paira sobre nós.
— Ah, tá! – foi tudo o que eu pude dizer.
— Essa não! O caminho está bloqueado! – com uma freada brusca digna de cinema, o furgão quase bate num ônibus que estava virado no meio da rua e notamos que se quisermos sobreviver, dali pra frente nós tínhamos que correr a pé o mais rápido que possível, mas eu acho que nem mesmo se tivermos uma distância considerável, nós não imos conseguir fugir daquela coisa.
— Alguém aqui tem um último pedido pra fazer antes do fim? – o que é que essa loira tem afinal? Por acaso ela não está vendo que a gente vai morrer, não? Mas se vamos morrer mesmo, tem uma coisa que eu sempre quis fazer.
— Eu tenho, loira! – e assim eu a puxei pela cintura e a beijei com vontade, o que deixou ambos o cinegrafista e a repórter de olhos bem arregalados. Se eu fosse morrer agora, então que seria com estilo.
Pedi passagem com a minha língua que logo foi concedida por ela e por mais que eu estivesse realizando um sonho, eu ainda tinha mais uma coisa que gostaria de fazer. Então sem mais delongas, eu apertei bem forte e com vontade a bunda dela naquela calça apertada pra logo em seguida sentirmos uma espécie de solavanco e rapidamente abrimos os olhos e vimos que ainda não morremos, só que agora não foi só isso, saímos do furgão e tivemos um espanto por notar que agora nós estávamos no topo de um dos edifícios não muito distante de onde estava ocorrendo o caos causado por aquela monstruosidade mecânica, mas eu me perguntava a todo instante... Como fomos parar ali tão rápido?
— Alguém me pode dizer como foi que viemos parar aqui? – perguntei ainda não acreditando no que aconteceu.
— Estão todos bem? – uma outra voz feminina que não era da repórter se fez presente e quando me deparo, eis que surge a princesa do Byakugan que vem descendo lentamente do céu e enfim aterrizar com delicadeza no chão. Seja quem for essa heroína, ela deve malhar muito pra ter um corpão desses e olha só esses seios, são enormes.
— Estamos sim, Princesa do Byakugan! Mas eu não posso dizer a mesma coisa daquela parte da cidade! – a loira repórter apontou para o desastre que acontecia lá em baixo, tudo o que havia na frente daquele monstro era destruído, será que podemos depositar as nossas esperanças nessa tal heroína? O jeito era pagar pra ver. — Se nem as forças policiais e nem o exército foram páreos praquela coisa, então como vocês pretendem derrotar aquele monstro? – espera aí! Ela disse “vocês”? Se não é dessa heroína de corpo perfeito que a loira bonitona está falando, então de quem será?
— Não se preocupe, Ino-san! O Raposa Escarlate pretende resolver isso bem rápido! – disse a heroína de seios enormes. Eu me pergunto quem será esse tal de Raposa Escarlate e o que ele pretende com tudo isso.
— Hãmm... Er... Com licença! – eu interrompi a conversa delas. — Er... É um imenso prazer em conhecer a famosa heroína de Konoha, a Princesa do Byakugan! Nossa! Eu nem acredito que eu estou vendo você assim ao vivo e a cores, quando me disseram que você tem uma bundinha linda eu nem acreditei, mas vendo de perto com certeza eu vou guardar na minha memória e... – eu só parei de falar quando um soco atingiu o meu rosto e me fez cair a três metros de distância delas e quando eu noto o que aconteceu, a repórter Ino veio até mim com uma cara pra lá de homicida.
— Isso é por você ser um tremendo pervertido! E isso... – um outro soco acertou o meu nariz. —... É por ter me beijado sem o meu consentimento e ainda mais por ter apalpado a minha bunda! - apontou um dedo diante da minha cara e depois ela me deixou ali com uma cara de taxo.
— Hãm... Será que podemos voltar a nos focar no que realmente é importante aqui? – disse o cinegrafista gorducho apontando pro monstro que está destruindo boa parte da cidade de Konoha.
— Bem, eu acho que vocês devem ficar seguros aqui, né? Então eu vou ajudar o Raposa Escarlate contra aquela coisa! – a Princesa do Byakugan então foi para o para-peito e eu não conseguia tirar os olhos da bunda dela, era hipnotizante. Então se mais delongas, ela saiu voando numa velocidade absurda até onde a batalha estava sendo travada. Eu corri até o furgão do canal 8 e procurei por algo que eu pudesse ver a luta.
— O que está procurando? – olho para os bancos da frente do furgão e lá Ino me encarava curiosa.
— Isso! – eu mostro a ela um binóculo e sem demora volto ao para-peito a fim de ver os dois heróis em ação.
FIM DO PONTO DE VISTA
Enquanto isso, a luta entre o Raposa Escarlate e o monstro toupeira continuava a todo vapor e num movimento rápido da monstruosidade mecânica, o herói foi jogado violentamente contra uma banca de revista e a destruindo por completo.
— Mas que droga! Esse monstro é muito forte! – disse o herói-raposa saindo dos escombros.
— Quer uma ajuda? – perguntou a Princesa do Byakugan agora flutuando ao lado dele.
— Nós temos que achar algum ponto fraco nesse monstro, senão ele vai continuar a destruir a cidade! – disse o Raposa Escarlate focado na luta.
E assim a princesa do Byakugan ativou um mecanismo ocular em seu capacete pra que ela pudesse ver o interior do robô-toupeira pra então notar um pequeno dispositivo na barriga do monstro.
— Achei! Há um ponto vulnerável na barriga daquela coisa! Mas como vamos fazer pra contra-atacá-lo? – questionou a heroína se preparando pra próxima investida do inimigo.
— Eu acho que eu tenho um plano! Mas você vai ter que esperar o meu sinal! – disse o herói escarlate que num impulso, deu um pulo de uns 10 metros da altura e descer numa velocidade assustadora e assim penetrando no asfalto num buraco bem fundo, a Princesa do Byakugan ficou ali sem saber o que fazer. Seja lá qual for esse plano do seu parceiro, ela tinha que estar preparada pra ajudá-lo no que for preciso.
De repente o monstro-toupeira foi com tudo pra cima da Princesa do Byakugan enquanto ela se preparava pra um ataque direto, mas uma coisa inusitada aconteceu.
— RASENGAN!! – o Raposa Escarlate surge por baixo do robô-toupeira com uma esfera de energia na mão e o golpeia com um ataque poderosíssimo que a princesa do Byakugan ainda não tinha visto e assim, fazendo o monstro mecânico voar alguns metros do chão. — Princesa do Byakugan! Ataque agora! – ele deu o sinal e daí a heroína fez sua mão brilhar numa linda luz branca e sem demora atirar um raio concentrado no ponto fraco do robô e o fazendo explodir em pedaços. Depois disso, o Raposa Escarlate pegou um dos olhos do monstro que continha uma espécie de câmera que parecia ter registrado toda a luta.
— Eu não sei quem você é ou o motivo de estar fazendo isso, mas uma coisa é certa... Tenha a plena certeza que você não sairá impune disso! – e sem demora o olho é destruído, fazendo a agora sucata do robô parar de se mover.
(...)
Enquanto isso, num lugar desconhecido, uma pessoa assistia a tudo pacientemente nas sombras o que tinha ocorrido na grande luta de agora há pouco.
— Rê! Rê!Rê! Esses dois heróis até que são muito interessantes! – disse o homem antes de apertar um botão que fez abrir uma porta de onde surge uma silhueta de alguém com os olhos brilhando num tom de vermelho. — Você já sabe o que fazer! – foi tudo o que ele disse para o outro que só fez balançar a cabeça em concordância pra em seguida sair por uma outra porta.
(...)
De volta ao lugar da batalha, a Princesa do Byakugan e o Raposa Escarlate estavam resgatando algumas pessoas que não podiam sair dos prédios que foram comprometidos durante a luta com a ajuda do corpo de bombeiros e quem diria, da polícia de Konoha.
— Muito bem pessoal! Esses são os últimos! – disse o herói voando até os bombeiros carregando uma banheira com quatro pessoas dentro dela. — Estão todos bem aí? – perguntou.
— Sim! Estamos bem graças a você, Raposa Escarlate! – respondeu uma mulher que também foi salva pelo herói.
— SEUS IDIOTAS! O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO AÍ PARADOS! PRENDAM ESSES DOIS! – o comissário Fugaku gritou com os policiais enquanto tentava passar por entre uma multidão de pessoas junto do delegado Kakashi e sem pensar duas vezes, os heróis saíram voando pra longe.
Nesse momento, Gaara acompanhado da Ino e do cinegrafista Chouji chegam onde o comissário conversava com alguns policiais.
— Gaara! Eu espero que você tenha um ótimo argumento pra tudo isso! – comentou o delegado Hatake apontando pra vários pontos da cidade que foram destruídos pela luta anterior.
— Com certeza, senhor! – retrucou o Sabaku batendo continência para o seu oficial superior. — Vai querer o meu relatório agora ou o senhor quer que eu o entregue amanhã na sua sala?
— Desembucha, Sabaku! – mandou já sem paciência o comissário Fugaku que logo percebeu a presença da repórter do canal 8 e o seu cinegrafista ali com o ruivo. — O que a repórter do canal 8 faz aqui? – quis saber.
E assim, o policial Gaara deu o seu relatório sobre tudo o que tinha acontecido no momento desde a aparição do monstro-toupeira, a destruição de parte da cidade até quando ele, a repórter e o cinegrafista do canal 8 foram salvos pela Princesa do Byakugan e o Raposa Escarlate que mais tarde destruiriam a ameaça mecânica.
— Comissário Uchiha! O que o senhor tem a dizer sobre mais uma tentativa ineficaz da polícia de Konoha contra uma essas atrocidades mecânicas e também sobre a aceitação dos cidadãos da cidade em relação aos heróis, no caso a Byakugan e o Raposa Escarlate? – questionou Ino num tom sarcástico, o que deixou o comissário “P” da vida.
— “Heróis”? – respondeu o comissário a pergunta da repórter com outra pergunta.— Olhe ao redor, senhorita Yamanaka! – pediu pro cinegrafista mostrar o caos ao redor deles naquela parte da cidade. — Heróis de verdade não causam toda essa destruição! E digo mais... Quando eu descobrir a identidade desses dois vigilantes, pode ter certeza que vou fazer de tudo pra pô-los na cadeia! – depois disso, o Uchiha e o Hatake foram embora dali.
— Parece que nem todo mundo nessa cidade gosta de você, loira! – comentou o ruivo com um sorriso de canto.
— Então quer dizer que você é um tira, né? – quis saber a Yamanaka um pouco envergonhada. — Er... Eu ainda nem te agradeci por ter me salvado naquela hora... Hmmm... – ela quis agradecê-lo, mas as palavras não saíam de sua boca.
— Meu nome é Gaara! Sabaku no Gaara! – o ruivo a cortou. — Sou um policial recém-transferido de Suna e hoje é o meu primeiro dia em Konoha! – disse agora beijando a mão da repórter de corpo perfeito, o que a deixou toda corada com a situação.
— E que dia, heim? – Ino quis deixar o papo mais descontraído, mas tanto a loira quanto o ruivo nem deram mais bola pro cinegrafista que assistia tudo. — Espera aí! Você disse “Sabaku”? – se lembrou que a sua amiga Temari tem o mesmo sobrenome. — Você por acaso tem algum parentesco com uma garota chamada Sabaku no Temari? – perguntou curiosa.
— Sim! Ela é a minha irmã mais velha! Você a conhece? – agora foi a vez de o ruivo perguntar.
— Se eu a conheço? Aquela lá não para de encher o meu saco lá na faculdade! – respondeu a loira e ambos riram do comentário dela.
— Ela é assim mesmo! Agora nesse momento eu estou morando lá no apartamento dela! – comentou o ruivo. — E se você quiser ir lá com ela, quem sabe podemos bater um papo ou sei lá!
— Espera aí! Você está me convidando pra sair ou alguma coisa do gênero? – quis saber a Ino incrédula com o convite do ruivo naquelas circunstâncias. Ou seja, depois de toda a calamidade que aconteceu agora a pouco, um cara que a repórter acabou de conhecer a está convidando a um encontro na casa de uma das suas melhores amigas... Parece que o destino gosta de brincar com ela.
— Eu vou pensar no seu caso! – nisso a Yamanaka dá um selinho na bochecha do ruivo antes de ir embora junto do cinegrafista que nem sequer deu um piu na conversa.
— Isso é um “sim”, loira? – perguntou o Gaara agora encarando a bunda da loira naquele rebolado enquanto ela vai embora.
— Vamos ver, ruivinho! Vamos ver... – a frase da Yamanaka ficou implícita no ar e o Gaara só fez sorrir de canto.
Mas só foi a repórter de corpo perfeito sair do campo de visão do Sabaku que ele se lembrou de uma coisa.
— Porcaria! Eu esqueci de pegar o número dela! – se xingou mentalmente ao ir embora também.
Continua no próximo episódio...
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