Notas iniciais
O assunto do reitor com desdobramentos e opiniões

Como eles tinham acertado na hora do intervalo, Ben, Anita e Bernardo foram almoçar no casarão

—- Nossa que surpresa boa. Não esperava te encontrar aqui a essa hora – disse Meg feliz ao ver o namorado

—- Pois eu esperava te ver, foi por isso que aceitei o convite dos meus amigos. Parabéns, muitas felicidades e muitos anos de vida do meu lado – falou Bernardo dando um beijo na americana

—- Eu amei os presentes que recebi logo cedo, adorei as flores e a cesta de café da manhã típico americano, uma bomba calórica. Matou a saudade dos sabores de casa. Você é um fofo sabia? Meu aniversário não poderia ter começado melhor! – agradeceu Meg

—- A melhor comemoração ainda estar por vir minha bela gringa – sussurrou Bernardo

—- Eita que este almoço vai ser animado hoje! – brincou Giovana

—- Desculpe Vera eu só não quero incomodar, acabei vindo sem avisar – falou Bernardo

—- Imagina querido, claro que não está incomodando – disse Vera

—- Deixa de ser bobo Bernardo, já te disse! Essa confusão de hoje me deixou morta de fome, acho que é ansiedade pelo que virá amanhã – falou Anita

—- Já eu estou travado – falou Ben

—- O que houve brother? Como alguém pode perder o apetite sentindo esse cheirinho maravilhoso da comida da Vera? – perguntou Sidney que descia as escadas com Sofia

—- E aí irmão, tudo bem?

—- Comigo está, já com você ... Está com um semblante pesado – constatou o loirinho

—- É aconteceram umas coisas chatas na faculdade e que terão desdobramentos amanhã – explicou Ben

—- O que houve? – perguntou Sofia

—- É que o nosso reitor será substituído e o principal candidato ao cargo é negro – falou Anita

—- Ih? – Sofia perguntou sem entender a razão do drama

—- Alguns alunos querem invalidar a candidatura dele por isso – disse Anita

—- Ainda é muito difícil para a sociedade aceitar um negro ocupando posição de destaque, de comando – falou Frédéric entrando na sala

—- Por ai – falou Ben desanimado

—- Isso é muito comum ... a minha vida toda eu fui julgado pela minha cor. Nem tanto no Haiti, que é um país predominantemente negro, mas em todas as vezes que sai de lá. Sempre fui taxado ou como o pobre coitado que precisava da caridade alheia ou então como um marginal. Até o meu sotaque francês já foi alvo de preconceito, diziam que um negro sujo não poderia falar uma língua tão refinada – desabafou o haitiano

—- Pois é Mon Cher, mas foram esses otários que desperdiçaram a chance de conviver com você. Ah se eles soubessem o tanto que a sua sabedoria já me ensinou! Obrigado pelo privilégio – disse Ben abraçando o amigo

—- Eu já estive dos dois lados, já discriminei e já fui discriminado. Não é bom estar em nenhuma dessas situações, mas eu era mais vazio e infeliz quando eu era o intolerante -- falou Sidney

O almoço seguiu num clima ameno e o assunto preconceito esteve em voga, mas a maior parte do tempo foi dedicada a celebrar o aniversário de Meg. Depois Ben foi trabalhar enquanto que Anita e Bernardo dedicaram um pedaço da tarde para dar telefonemas de convocação e pensar em alguns detalhes para a manifestação

No dia seguinte Ben, Anita, Leonardo, Marcela, Daniel e Bernardo chegaram mais cedo na faculdade. Queriam acertar alguns detalhes e conferir o que cada um tinha conseguido de relevante para o evento

—- A adesão ao nosso movimento está ótima, todas as pessoas para quem eu liguei se prontificaram a participar e se mostraram indignadas com a situação – comunicou Bernardo

—- Meus camaradas também toparam, o pessoal de direito até se propôs a entrar com uma liminar caso eles consigam excluir a candidatura do João Paulo. Me disseram que não se pode impedir a manifestação, porque essa é livre, mas podemos embargar qualquer decisão arbitrária – falou Leonardo

—- Ótimo ver vários núcleos da UFRJ se engajando na nossa causa e melhor do que impedir é desmoraliza-los– disse Ben

—- Ok, então nos encontramos aqui na hora do intervalo e partimos para reunir a galera – sugeriu Anita

—- Fechado até mais tarde, vamos para aula agora – propôs Leonardo com todos tomando seu rumo

—- Hey espera, não vai se despedir de mim não? – perguntou Ben segurando Anita pelo braço

—- O que? Achou que eu iria me esquecer do melhor momento da manhã? – disse ela já o segurando pelo pescoço

—- Qual se despedir para me ver pelas costas? -- ele fez biquinho a abraçando pela cintura

—- Me despedir sim, mas é que nesse momento eu aproveito para te beijar, depois dizer que eu te amo, que vou morrer de saudades até a hora de te rever e ai te beijar de novo! – disse ela – Só estava esperando eles se afastarem um pouco para nós ficarmos a sós e eu cumprir o ritual

—- Enfim sós... – ele provocou a puxando para mais perto e ganhando um beijo – Agora vem a minha parte, a minha vez de também dizer que te amo, te desejar boa aula, te dizer que te encontro aqui mais tarde e fazer isso ... – disse Ben a beijando

Após entrarem em sala de aula para o primeiro tempo, todos os alunos da UFRJ tiveram uma surpresa. O reitor tinha suspendido as aulas e convocado absolutamente todo mundo para um encontro na área comum da faculdade.

—- O que será que está acontecendo? -- perguntou Anita ao encontrar Ben

—- Não faço ideia, mas algo me diz que levamos um drible da diretoria -- disse o rapaz

—- Gente está todo mundo aqui fora e não deu tempo de reunir ninguém, vamos ter que ir nos posicionar no improviso. Vamos ao menos manter a linha, vamos ganhar pelos argumentos justos e coerentes – falou Leonardo

—- Temos a razão do nosso lado e o coração – ressaltou Ben otimista

—- Vocês me desculpem ter tirado vocês de sala de aula, eu na qualidade de professor, pedagogo e reitor desta universidade sou o primeiro a querer ver vocês estudando e dentro de sala de aula. Prometo que ninguém sairá perdendo e que o conteúdo que estaria sendo passado hoje será reposto. Prometo isso para todas as cadeiras e períodos – disse o reitor

—- Mas reitor o que está acontecendo? Não estamos entendendo nada – perguntou um dos alunos

—- Já irão entender. Hoje é um dia atípico e excepcional na história desta instituição. Eu soube pelos meus colaboradores, pessoas de minha inteira confiança e que trabalham comigo há muito tempo, que alguns de vocês estariam organizando uma espécie de manifestação. Melhor dizendo ... um motim para a hora do intervalo, resolvi me antecipar

—- Vixe! Deu ruim – comentou Daniel para os amigos perto dele

—- Então antes que a baderna se instalasse neste campus eu decidi reunir vocês para entender o que está acontecendo. Também tomei a liberdade de convidar para participar desta reunião os meus diletos colegas de profissão e virtuais ocupantes deste posto. Acho justo a presença deles para já irem se inteirando dos problemas e também porque a reivindicação de vocês terá que ser atendida por um deles que futuramente estará ocupando com total brilhantismo o meu lugar – disse o reitor apontando para os quatro senhores que concorriam ao cargo

Nessa hora um burburinho generalizado tomou conta do pátio que estava lotado. Os alunos conversavam entre si meio que em histeria, uns já tinham percebido o que estava acontecendo enquanto outros permaneciam na mais completa ignorância dos fatos. Diante da situação proposta pelo reitor pouco a pouco o pátio foi se reorganizando: de um lado se reuniu a turma que não queria aceitar um reitor negro, para o outro os que lutavam pelo melhor nome independente de cor e no meio, entre eles, ficaram aqueles que ainda não tinham entendido o que se passava.

—- Pronto eu estou aqui e sou todo ouvidos, podem falar. O quê que os senhores pretendiam com isso?

Um silêncio ensurdecedor tomou conta do campus

—- Vamos estou esperando, ou será que pela primeira vez os meus pares me deram uma informação errada e ninguém tem nada a reivindicar? Sinceramente eu não acredito nesta hopóteseç – insistiu o reitor

—- Com licença – Leonardo ergueu o braço pedindo a vez

—- Fique à vontade, adoraria ouvi-lo – disse o reitor

—- E eu adoraria ouvir as alegações dos meus colegas que ontem iniciaram este movimento ao qual o senhor se refere. Por favor o momento é de vocês aproveitem a oportunidade e se expliquem – pediu Leonardo

Mais uma vez um silêncio sepulcral foi feito

—- Acho que eles perderam aquela coragem e empáfia toda de ontem. Até eles sabem que o que eles querem não faz sentido e pode até cair na esfera criminal – disse Ben

—- Vocês dois de novo – falou o reitor – Há poucos dias eu recebi os dois na minha sala por terem armado a maior confusão aqui neste mesmo pátio

—- É, mas dessa vez estamos na paz e do mesmo lado reitor – falou Leonardo

—- E por uma causa justa, o senhor vai ver – completou Ben

—- Se ninguém falar nada vai ficar difícil – disse um professor

—- O problema reitor é que um grupo substancial desta universidade não concorda com a indicação de alguns dos nomes que estão concorrendo a reitoria – disse um aluno do outro lado do pátio

—- Vocês não concordam! E baseados em que? Espero que vocês saibam que esta decisão não é da alçada dos alunos – falou um dos coordenadores de curso

—- Como não? É da nossa vida acadêmica que estamos falando – alegou um outro aluno

—- Vocês darão a opinião de vocês no voto, mas não podem decidir quem pode ou não ser indicado – disse o reitor

—- Com licença, mas eles estão falando de nós candidatos então eu gostaria de saber qual os motivos para eles não quererem a nossa participação. O que nos desabona? – pediu um dos postulantes a vaga

—- Viram ... essa vontade já não é só nossa. Por favor sejam mais claros e diretos porque pelo que ouvi não eram “alguns dos nomes” – se manifestou Leonardo

—- O problema é que ... é com o candidato João Paulo Albuquerque – disse um dos líderes do grupo contra o futuro reitor

—- Comigo? – se manifestou João Paulo surpreso – Pois não, gostaria de entender o porquê e estou à disposição para esclarecer qualquer coisa

—- Ai que está o problema ... exposição de motivos – falou Ben

—- Eles não têm nada de concreto, muitos deles nem ao menos se deram ao trabalho de pesquisar o seu currículo – completou Leonardo

—- Então foi algo que eu disse? Vocês têm todo o direito de não me quererem, mas eu também tenho o de saber do que estou sendo acusado para poder me defender – insistiu

E mais uma vez o silêncio

—- Só sabem agir pelas costas, agora está todo mundo mudo – comentou Anita

—- Desculpe tocar neste assunto, mas já que o lado de lá não se manifesta, eu me sinto na obrigação de manter o senhor a par de tudo. Infelizmente o senhor já deve ter se deparado com esse tipo de situação outras vezes – falou Ben

—- Se o caro aluno for mais claro talvez eu possa responder se sim ou não. Não tenha medo das palavras, eu não me ofendo facilmente – disse João Paulo já prevendo os motivos

—- É que o pessoal está sendo movido por preconceito racial. A primeira característica que eles usam para identificar o senhor é a cor da sua pele, falam negro como se fosse um mal. Quando o que deveria importar é o fato do senhor ser uma pessoa idônea, honesta e altamente capacitada para exercer a função que está postulando, exatamente igual aos seus colegas e concorrentes – explicou Ben

—- É isso mesmo e o que nós aqui queremos é o melhor para o comando da UFRJ, é a nossa vida acadêmica que está em jogo – salientou Anita

—- Eu não consigo acreditar que este tipo de intolerância possa existir num ambiente de universitários e justo em uma das melhores universidades do país. Presumo que as pessoas que venceram o nosso difícil vestibular sejam esclarecidas – falou o reitor

—- Mas é exatamente isso que está acontecendo. Também fico chocado ainda mais com a covardia dupla que vejo agora. Pensando bem é melhor ser brindado pelo silêncio do que ouvir absurdos – falou Leonardo

—- Não me surpreende em nada, pois quando a pessoa não tem argumentos, não tem como falar nada mesmo – ponderou um aluno

—- Vocês têm razão ... a minha vida toda eu sofri discriminação, um pouco menos do que a maioria dos negros deste país, mas sofri. Minha história foi diferente da de muitos, pois não passei por dificuldades, meus pais sempre tiveram uma boa condição e nada me faltou. Me deram comida, roupa, brinquedo, uma boa educação, muito amor e caráter. Estudei a vida toda em escola particular e posso contar nos dedos de uma das mãos os colegas negros que eu tive. Claro que me olhavam torto na escola, mas cada vez que tentavam me fazer sentir deslocado, mais força eu tinha para melhorar e me tornar mais forte que meus opositores. Sempre fui assim, nunca deixei e nem deixarei que me diminuam. Eu tenho orgulho da minha raça e tenho orgulho de mim e de tudo que eu conquistei

—- Professor nós fizemos uma pesquisa para os preguiçosos de plantão e trouxemos aqui em letras garrafais o seu currículo para que todos possam ver a sua trajetória brilhante – disse uma aluna de sociologia

—- Obrigado! Eu tenho consciência que não preciso provar nada para ninguém, sei o tão longe eu cheguei e sei os obstáculos que tive que transpor. Devo a minha vitória ao meu esforço e ao apoio e base que meus pais me deram. Não sou homem de baixar a cabeça! Se vocês tivessem me dado um único motivo que desabonasse a minha conduta eu poderia reconsiderar e me retirar, mas como não há, eu não vou recuar da minha candidatura. Posso cair, mas cairei lutando e defendendo os meus valores – terminou de falar João Paulo sendo muito aplaudido pelos alunos que o apoiam e pelo corpo docente que estava presente

—- Por favor um minuto da atenção de vocês. Meu nome é Eduardo Ribeiro, sou candidato a reitoria e também ex-aluno desta instituição pela qual eu tenho muito amor e gratidão. Enquanto o nobre colega João Paulo Albuquerque falava com vocês eu e meus outros dois colegas também candidatos tomamos a decisão de retirar a nossa candidatura. Fazemos isso em nome da educação e em prol do competentíssimo professor catedrático Albuquerque. João depois de tudo que ouvimos aqui, temos a convicção que você é o melhor nome para guiar a UFRJ. Esses alunos, uns mais do que os outros estão precisando aprender com a sua excelência pedagógica – disse Eduardo indo cumprimentar João Paulo.

—- Não posso aceitar isso – disse o candidato surpreso

—- Não é por você é pela instituição e por esses jovens que aqui estão. Parabéns pela sua candidatura única e sucesso nesta difícil empreitada – falou outro ex-candidato a vaga

Após esta forte declaração os “alunos derrotados” foram se retirando cabisbaixos e lentamente do pátio e sendo levemente vaiados pela outra parte que se sentia vitoriosa. Os estudantes contentes saudavam uns aos outros até serem convidados pelo ainda reitor a retornarem para suas salas de aula

—- Acabou – disse Leonardo

—- Não estou acreditando neste desfecho – disse Anita incrédula

—- Nem eu princesa, ainda estou processando tudo que aconteceu aqui hoje e a aula de cidadania que levamos -- falou Ben

—- Ben e Anita eu preciso agradecer de novo pela parceria, sei que todos participaram, mas vocês se engajaram de corpo e alma e conseguimos deixar de lado as nossas antigas diferenças por um bem maior – falou Leonardo

—- Leonardo aquele episódio já foi superado e como você disse tinha algo mais importante a ser discutido – disse Ben

—- Mais pelo visto o reitor ainda não tinha superado. Sorte a de vocês que ele está de saída porque ele marcou o rosto de vocês – brincou Anita

—- É, mas acho que a partir de hoje ele terá outras razões para lembrar da gente, tanto o atual quanto o futuro– rebateu Ben

—- Esse Zé povinho que armou este fuzuê é o mesmo que persegue os alunos que entraram pelo sistema de cotas. Estou cansado deles há tanto tempo – lembrou Leonardo

—- Não vão aprender nunca, parece que não amadurecem – falou Anita

—- Eu detesto preconceito e sei o quanto é ruim ser vítima dele. Senti essa discriminação na pele quando era emigrante nos Estados Unidos. Ouvi poucas e boas e vi o Hernandez e a minha mãe perderem ótimas oportunidade de trabalho por serem estrangeiros. Para nós sobrava o subemprego, que até dava um salário legal, mas se o critério fosse capacidade eles poderiam ter ido mais longe. E não pensem que estou fazendo pouco caso não, sou grato a tudo que a vida de lá me proporcionou, principalmente nos últimos dias da minha estadia – ele sorriu para Anita lembrando do encontro dos dois em Miami

—- Eu nunca sofri nada de muito grave, mas meu pai é militar e sempre foi muito rígido. Quando meu irmão passou no vestibular para publicidade o meu pai sarcasticamente comemorou perguntando quando que ele iria se matricular no curso de balé – lembrou Leonardo

—- Que comparação e que incentivo! – falou Anita

—- E quando eu escolhi arquitetura foi uma decepção total. Ele acreditou naquela piada e me julgava como o frouxo mor. Eu não tinha sido macho o suficiente para ser engenheiro e nem veado o bastante para fazer decoração de interiores – sorriu Leonardo

—- Figura o seu pai! Bom preconceitos a parte fico feliz de estar do lado dos machos – zombou Ben dando uma gargalhada

—- O único orgulho do meu pai com relação a mim é eu ser faixa preta em Muay Thai -- falou Leonardo

—- Não sabia deste teu lado Leonardo, sabia que você fazia luta, mas não neste estágio -- disse Anita

—- Pera ai ... Você é faixa preta em Muay Thai? Porque você nunca me encarou nas vezes em que eu te enfrentei -- perguntou Ben

—- Porque na luta nós aprendemos a não brigar na rua é uma regra que todo bom mestre enfatiza!

—- Mas eu te provoquei ...

—- Não, na verdade eu te provoquei e você reagiu. Eu tenho consciência que agi errado com vocês.

—- Verdade, mas você reconhecer isso já é um ganho. Acho que estamos conseguindo seguir em frente. Não dá para apagar o que passou, mas podemos colocar uma pedra sobre esse assunto -- falou Ben

—- Faço votos, esse episódio me martirizá. Já paguei a minha conta. -- disse Leonardo

—- Você poderia ter me quebrado -- admitiu Ben

—- Talvez ... eu tenho técnica para isso, mas e o motivo? Eu já tinha te ferido bastante, não precisava machucar fisicamente também e com isso passar na prova de covarde com louvor! Preferi usar os meus conhecimentos para me defender -- falou Leonardo

—- Entendi, faz sentido ... mas também me surpreende – foi sincero Ben

—- Vocês dois irão ver que eu não sou o mau caráter que vocês imaginam. Eu tive um ato de fraqueza apenas isso

—- Nunca disso isso Leonardo – falou Anita

—- Um ato que foi devastador, mas que como disse antes, já passou ... vamos ver como fica daqui pra frente. Agora eu tenho que ir, parabéns a nós pela vitória de hoje – disse Ben

Nessa hora Anita sorriu ao observar que os dois pareciam finalmente voltar a conviver em clima ameno e que se permitiram uma despedida cordial com um aperto de mãos

Autora:Carol

Notas finais
Obrigada por acompanhar