Um final alternativo

11 Um sorriso...?


Notas iniciais
Ok, lá vai o ultimo cap desta fic. Amei escrever... espero que tenham amado ler. :p Bye

Ele não tomará iniciativa alguma, como sempre. Se algo além da nossa atual situação for acontecer, tem que partir de mim. Já faz um tempo desde que tudo aconteceu, e nos acertamos. Mas namorados precisam de algo mais além de beijos e declarações... algo que no nosso caso, ambos queremos.

– Então... quer fazer? — Seu olhar espantado e tímido é notável, mas ele quer isso. Posso ver claramente em seus olhos, sua forma de me beijar... e no volume em sua calça.

– ...

– Tudo bem se não quiser, não vou forçar. Só achei que...

– Quero!

Isso foi inesperado até pra mim que o conheço tão bem. Ele nunca demonstrou querer algo de forma direta. Claro que o provoquei algumas vezes tocando em lugares indevidos. Mas somos namorados agora, não é algo errado querer isso com a pessoa que se ama.

– Só... nunca fiz isso antes. — suas palavras saem trêmulas, mas está claro que ele não quer negar. Como sempre, preciso tomar por frente e, caso ele realmente não goste... me dirá. É como somos, como sempre fomos. Eu tomo as rédeas das coisas e caso ele reprove, me diz brigando. De certa forma isso me traz segurança, e sei que ele se sente seguro assim também.

– Eu te amo — Temo ficar repetitivo dizendo isso tantas vezes e de forma aleatória, mas sua reação ao ouvir isso de mim toda vez é a melhor coisa. Começamos a nos beijar, como sempre começamos lentamente mas aumentamos o ritmo. Nos acostumamos um ao ritmo do outro, era estranho no começo. Mas agora não tem um conduzindo e outro seguindo, ambos estamos na mesma sintonia.

Ele começa a tirar a roupa, parece estar decidido a fazer isso. Bom, faço o mesmo e ficamos ambos de cueca. Seu corpo mudou muito desde que o conheci, assim como o meu. Seu abdômen sempre foi definido, mas agora ele está mais velho e alto. Sua pele branca arrepiada parecem me provocar por si só. E seu volume fica aparente rapidamente.

– Animado ein? — Não resisto em provocá-lo, gosto de suas reações tímidas que parecem não sumir.

– V-você também.

– É por ver seu corpo assim... — Ele vira o rosto todo corado — Bem, devo guiar?

Não espero ele me responder, e o empurro pra trás, fazendo cair de costas sobre a cama. Seu corpo parece me chamar a explorá-lo agora, e não exito. Mesmo se quisesse, não poderia exitar diante dele. O amo e o desejo mais que já desejei qualquer coisa.

Começo com um beijo rápido e gentil, então apenas desço pro pescoço. Beijos, lambidas e chupões. Sim, quero deixar marcas. Deixar minha marca ali, não sei por que. Apenas quero marcá-lo, fazer ele sentir minha presença. Sua pele branca é fácil de marcar, e sua sensibilidade ao toque é fácil de perceber. Seus gemidos começam, sempre tentando conter o som. Mas não lhe dou este direito.

Sinto não poder mais esperar, preciso de mais do seu corpo. Continuo descendo por seu pescoço até chegar aos seus mamilos. Não achei que ele fosse como uma mulher neste aspecto, mas me surpreendo ao ver que ele é sensível ali também. Algum tempo brincando com a língua nessa área e leves mordiscadas, não para machucar ou marcar como antes, apenas o toque... seus gemidos aumentam ficando mais altos e calmos. Não vejo mais tentativas de conter as reações, ele se entregou a mim. Continuo mais e mais, sempre acariciando seu corpo com as mãos e usando a boca, até que sinto sua mão sobre minha cabeça empurrando de leve.

– Apressadinho você ein? — Ele me olha sério, depois cora cobrindo o rosto.

– Você ta me provocando! — Percebo logo o que ele quer.

– Está bem, vou te aliviar por enquanto... mas temos a noite toda. — Ele não diz nada, parece querer manter o orgulho dele em me responder um "sim" com seu silêncio.

Desço então até a parte que ele mais parecia carecer atenção. Abaixo sua box devagar propositalmente, pra provocá-lo mais com o movimento. Ele geme baixo ainda cobrindo o rosto com os braços. Seu pênis já pulsa e goteja demonstrando o nível da sua excitação. Não enrolo desta vez, apenas começo a mexer devagar e logo depois começo o vai e vem mais frenético. Ele me olha entre os braços, com os olhos entreabertos. Parece estar satisfeito com a situação.

Dou um leve sorriso e coloco todo seu membro na boca, sentindo seu corpo inteiro tremer neste momento. Ele não consegue conter completamente o gemido que tem nesta hora. Continuo por um momento e paro, o encarando mas sem parar o vai e vem.

– O que houve? não está gostando? — Seu silêncio continua, restando só sua respiração e o som da masturbação que faço nele — Não quero que se contenha. Pode gemer, gozar ou dizer o que quer. Somos amantes afinal.
Volto a por a boca agora usando a língua sem parar, posso sentir novamente seu corpo vibrar. Não demora muito pra suas mãos pousarem sobre minha cabeça, me guiando no vai e vem. Posso ver que ele entendeu o recado, e continuo sem parar ouvindo seus gemidos entre as pausas pra respirar, até que sinto o jato em minha boca, forte e quente. Engulo tudo e o encaro sorrindo.

– Você... não precisava

– Eu quero tudo de você.

Ele se senta e me beija, me puxando pra deitar sobre si.

– Quero fazer em você também. Quero te fazer gozar. — Ele nunca fala algo neste sentido sem gaguejar assim, ele está diferente do garoto tímido e defensivo que conheço. Lhe dou um sorriso leve, e saio de cima dele. Ele fica me olhando curioso, parece não entender.

– Não se preocupe, dessa vez eu cuido de tudo... na próxima você guia — lhe dou uma piscada.

– Não é justo pra você... — Ele fala meio chateado.

– Acha mesmo que não está sendo justo? — Pego na gaveta do criado mudo um pote de lubrificante, ao ver isso ele parece ficar receoso. Tiro minha cueca e posso vê-lo ficar duro novamente ao ver minha ereção.O puxo mais pra baixo na cama e começo a lubrificar sua entrada devagar. Ele parece gostar de início, reagindo bem ao toque nessa área. Seu pênis volta a pulsar como antes, e seus gemidos baixos também, me excitando mais ainda. Porém reclama ao sentir que penetrei um dedo.

– Ei...

– Relaxa. Eu não vou te machucar, prometo. — Ele desvia o olhar e tapa o rosto novamente. Continuo com o dedo, devagar com o vai e vem. Ele é apertado, da pra ver fácil que nunca fez isso antes e não quero tornar isso uma experiência ruim. Mas é difícil me conter diante da cena que vejo. Suas pernas erguidas expõem todo seu corpo pra mim, e seu rosto parece me chamar pra si. Os olhos azuis calmos, a respiração saindo de sua boca entreaberta. Com a mão ainda o preparando, me coloco sobre ele e o beijo novamente. Ele parece querer gemer enquanto me beija, mas tudo se resume a sua respiração pesada. Separo o beijo e fico olhando seu rosto sem dizer nada, mas vejo sua expressão calma mudar quando coloco outro dedo.

– Devagar, isso é estranho.

– Aguenta, eu preciso fazer isso ou não da pra por depois. — Não demora muito e ele se acostuma com dois dedos movendo dentro dele, parece estar gostando novamente, pulsando cada vez mais o membro. Tiro devagar os dedos dele e me posiciono com a cintura entre suas pernas.

– Apenas relaxa e diz se doer ok? — Ele apenas acena com a cabeça e fecha os olhos. Começo a penetrar ele devagar, apesar de lubrificado e devidamente preparado, seu corpo não é acostumado com isso e vejo que ele sente dor. Coloco devagar e paro, o olhando. Ele geme baixo com os olhos ainda fechados, posso ver uma lágrima escorrendo por seu rosto.

– Ta doendo? eu vou tirar, calma...

– Eu to bem, continua. — Ele não parece bem, mas fico na duvida do que fazer. Continuo parado um tempo, depois vejo que ele respira mais devagar e abre os olhos. — Eu disse que estou bem.

Tiro um pouco e volto a por, ele geme e se contorce na cama, no começo parece ser desconforto ou dor, mas logo percebo que ele estava gostando. Seus gemidos de prazer a cada vez que penetro ficam mas altos e constantes. Começo a ir mais rápido e fundo no ritmo de sua cintura. Ele começa novamente a ficar ofegante e começa a chamar meu nome entre gemidos. Seguro seu membro e começo a masturbá-lo na mesma velocidade.

"...Mais fundo... Gon... mais rápido... Gon... "

Ele diz sem perceber entre os gemidos, não consigo mais me controlar, só consigo sentir seu corpo me apertando. Seus olhos estão diferentes de tudo que já vi, são como... É indescritível. Em meio a todo o êxtase do ato, vejo algo inesperado em seu rosto; Um sorriso.

Ele está sorrindo levemente enquanto geme e me olha. Ainda o masturbando, me abaixo até seu rosto e o beijo. Os nossos gemidos se juntam e se confundem em meio a nossa respiração e o som do tão desejado sexo. Percebo ele me apertar o pescoço num abraço e logo sinto ele gozar novamente na minha mão. Não demoro muito a fazer o mesmo, o sentindo já sem forças entregue na cama.

– Desculpa eu... acho que terminei dentro de você.

– Tudo bem. — Ele parece envergonhado do ato, quieto e virado pro lado sem me olhar.

– O que foi? Ta doendo? Eu fiz algo errado?

– Eu to bem. Só to cansado... — Sua voz foi abaixando conforme ele falava. Ele parece cansado depois de tudo. Era o que eu esperava pra primeira vez.

– Eu vou tomar um banho, já volt...

– Não! — Ele diz me interrompendo – Fica aqui comigo, só um pouco. Daqui a pouco vamos juntos. — Não resisto as ações tímidas dele. É fácil perceber sua carência. O puxo pro meu colo e ele repousa sobre meu peito, assim ficamos um tempo abraçados.

– Hey Kill.

– Hm??

– Você sorriu aquela hora...

– Cala a boca idiota, isso da vergonha!

– Ahh fala vai. Não vai me dizer que sentiu cócegas?

– Cala a boca. Anda, vamos pro banho. — Ele se levanta andando em direção ao banheiro, mas para assim que se senta na cama. — Eu...

– Ta ta, deixa comigo — Ele parece estar com dificuldades pra andar. Eu já esperava, havia ouvido sobre isso quando pesquisei sobre como fazer com homens. E pra ser sincero, estava feliz em carregá-lo até o banheiro. Ele não reclama, segura meu pescoço como que me abraçando.

– Eu me dei conta do que estava fazendo e com quem. Isso me deixou feliz. Por isso eu sorri..

Meu coração começa a palpitar forte quando ouço isso. Sinto ele me apertar com o abraço enquanto o carrego até o banheiro, deve estar corado como sempre. O sento devagar na banheira e ligo o chuveiro. Enquanto a água morna cai enchendo a banheira, ficamos sentados juntos, ele na frente e eu atrás o abraçando pelos ombros.

– Hey Gon... — Ele fala com a franja molhada caída no rosto.

– hm?

– Vamos fazer de novo amanhã?

– Sempre que você quiser. — Ele abaixa mais a cabeça e apenas fica quieto.

– Hey Kill.

– Hm?

– Eu te amo. — Ele empurra o corpo pra trás me apertando. — ai ai ai, ta doendo, para.

– Idiota... também te amo.

Notas finais
ÉÉÉÉ Eu sei, ficou meloso pra algo lemon. Ficou formal pra algo lemon, ficou repetitivo, enorme e detalhado. Mas é como eu escrevo. Odeio lemon com palavras chulas e "apelidos" pra genitais. Então esta é minha forma de escrever Lemon. Desculpe quem não curtir, obrigado quem ler. xD
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!