Um fim para nós dois!
3 Capitulo III
Notas iniciais
Um fim para nós dois em meio à guerra...
Fomos todos reunidos no santuário; Sisyfos, Regulus, Dégel, Dohko, Shion e eu. Deuteros era o único que ainda não tinha atendido ao chamado do mestre do santuário. Ninguém sabia do paradeiro do atual cavaleiro de ouro de gêmeos.
Sisyfos nos apresentou Atla, o menino que iria nos levar até o campo de batalha. Ouro, prata ou bronze, não importava a patente. Todos que tivessem ali como candidato a cavaleiro iria lutar!
Dégel explicava o motivo de termos que esperar para lutar quando estávamos à porta do inimigo. Resolvi andar um pouco. Evitar a presença dele uma vez que ela me incomodava muito.
Por favor, volte para mim...
Essas palavras me atormentavam tanto. Fazia meu cosmo fumegar de ódio resultando no crescimento involuntário de minha unha.
Depois que acordei recebendo tanto carinho, pensei que tudo voltaria a ser como era antes. Afinal, dormimos abraçados naquela noite. Ele me mostrou o quão assustado estava pela simples ideia de me perder. Tudo bem que ele não disse isso, mas seu cosmo o delatou. Naquela noite, eu pude senti-lo mais uma vez tão perto, tão conectado a mim. O abraço quente dele me deu tantas esperanças... Aqueceu meu coração, acalentou minha alma.
Por que ele tinha sido tão carinhoso se não iria me dar o amor que eu sei que ele sente por mim?
Tsc. Não sei por que meu coração ainda insistia naquele sentimento.
Parti uma pilastra. Eu queria que aquela guerra acabasse logo, para que ele pudesse partir novamente. Tê-lo longe de mim fazia mais sentido do que vê-lo bem ao alcance de minhas mãos e não poder tocá-lo. Já bastava às vezes em que éramos obrigados a nos encontrar... Depois da batalha com o líder dos guerreiros jaguar, eu adquiri uma estranha doença em meu coração. Um calor oriundo que só passava com o ar frio de Dégel.
— Como eu imaginava. — a voz dele veio de encontro aos meus ouvidos. Captei sua imagem no alto de uma pilastra, tão lindamente imponente e fora do meu alcance. Demonstrando sua inteligência superior com aqueles óculos de aro fino e um grosso livro em mãos. Tcs, até em campo de batalha?! — Sabia que você viria aqui, Kardia de escorpião.
Ele era tão meticulosamente conhecedor das minhas ações que às vezes isso me dava medo. Mesmo assim, sorri para ele de modo cafajeste. Eu já tinha decidido que não iria mais implorar pelo amor dele.
— Ora... Olá, Dégel de Aquário. Prevendo os meus movimentos, é?! Isso é bem a sua cara. É o que chama de pensamento... lógico? — debochei.
— Kardia, vai ignorar a ordem que nos foi dada? — perguntou saindo de onde estava e vindo parar bem ao meu lado.
Soltei um sorriso desdenhoso.
— Fique aqui esperando com seus livros se quiser. — virei de costa para ele. — Eu vou à frente; Dar uma olhada como estão às coisas e se por acaso eu encontrar com Hades... acabo com ele.
— Quer acabar com o imperador inferno? — Dégel perguntou, virei novamente para ele de forma brusca.
— É a melhor presa que há. — falei. Avaliando-o.
— Eu sei... Mas acho que... Não vai precisar você ir até lá. — volveu calmo.
Logo um estrondo chegou aos nossos ouvidos, virei rápido, em direção ao castelo.
— O quê?
— Parece que alguém já invadiu o castelo sozinho.
Fiquei frustrado com isso. Por que tudo o que eu quero é tirado de mim de forma tão cruel?!
Retornamos para junto de Sisyfos e os outros. Sentei-me contrariado. Indignado... Naquele dia fomos derrotados de forma vergonhosa. Perdemos o mestre Hakurei e Dohko. Hades ascendeu aos céus, impossibilitando que os alcançássemos.
—ooo0ooo-
— O que está fazendo, Kardia? — Dégel perguntou. Uma expressão dura residia em seu rosto.
— Ora, use sua inteligência... O que isso lhe parece? — alfinetei.
— Kardia... — seu tom era ríspido.
— Oh, não faça essa cara. Só estou brincado. — tratei de cortá-lo. Não quero ter que escutar sermões tão logo. — Estou interrogando, Dégel. Quero saber como fazemos para irmos atrás do cretino do Hades que se escondeu no Lost Canvas. Eu pensei que somente um espectro poderia me responder... No entanto, esse desgraçado não sabe de nada além de coaxar. E muito mal por sinal. É uma presa insignificante. Sem orgulho. — me livrei daquele sapo nojento e virei para o meu belo príncipe do gelo, apontei minha unha escarlate em direção ao seu peito. Ele não se abalou, frustrando-me ainda mais. Sorri em uma mistura de arrogância e excitação. — No entanto, a situação com você seria bem diferente! Então... a que veio?
— Vim a mando de Athena. — ele falou, olhando fixo dentro dos meus olhos. Algo naquelas lindas lanças de gelo estava errada. Dégel me olhava em uma mistura de medo e receio. — estou partindo agora para Bluegard, no leste da Sibéria, em uma missão. E eu gostaria que você me acompanhasse.
Ok. Eu acho que eu não estou escutando muito bem. Ele queria que eu o acompanhasse? Em uma missão? Nos confins do mundo?
— Você disse Sibéria? — ele balançou a cabeça confirmando. Argh... Aquele lugar é frio até no nome. Era uma pena eu ter que declinar uma oportunidade daquelas, mas... — você só pode estar ficando louco. Peça a outra pessoa, eu, com certeza, não vou suportar a tanto frio.
Dégel cruzou os braços e olhou para mim com um ar de superioridade.
— Ok. Por mim tudo bem. Eu posso chamar outro. Mas... e você? Como fica o seu problema? Talvez eu demore tempo demasiado e não consiga chegar aqui a tempo.
Mordi o lábio de excitação. Então ele queria jogar comigo daquele jeito. Soltei um sorriso debochado.
— Hm. Está dizendo que vou morrer se não estiver perto de você, Aquário?
— Quase isso. — continuou com seu ar superior. — além do mais a missão em Bluegard requer um acordo com Poseidon, o Deus dos mares. Pediremos a ajuda dele para entrarmos no Lost Canvas, no entanto, é possível haver algum combate... Mas se não está interessado... Acho que levarei Regulus em seu lugar.
Certo. Eu sei que sou mesmo um idiota. Mas ninguém há de me culpar... Há?!
— Hehe. Poseidon? Ora, Dégel por que escondeu algo tão importante?
— Não queria forçá-lo a tomar uma atitude precipitada. — ele tinha uma expressão travessa no rosto. Engoli seco, era a primeira vez que eu o via daquela maneira. Virei rápido.
— Atitude precipitada?! Com certeza, não há troféu maior que enfrentar um Deus. — falei belicoso. — vamos Dégel, antes que Poseidon escape igual como fez Hades. — falei.
—ooo0ooo-
Meu corpo inteiro tremia e meus dedos, tanto das mãos quando dos pés, estavam congelando. E não importava para onde eu olhasse tudo era branco, eu não conseguia discernir lugar nenhum.
— Dégel, tem certeza de que pegamos o caminho certo? Acho que vou congelar antes de chegarmos nessa tal de Bluegard.
— Não se preocupe Kardia. Athena me confiou essa missão porque esse é o lugar onde treinei. — sorri. Então aquele era o motivo de tanta confiança... Nós estávamos no território dele.
Andamos até chegarmos numas ruínas velhas. Tudo estava destroçado e não tinha nenhum sinal de vida.
— Aqui não pode ser Bluegard. — escutei Dégel balbuciar desacreditado.
Tentei passar-lhe conforto com um aperto em seu ombro. Logo, um ar gelado se formou em nossas costas e um ataque veio em nossa direção. Conseguimos nos esquivar. Alguns homens com capuz apareceram. Houve combate, mesmo assim, aqueles vermes não eram páreo para minha agulha escarlate. Consegui derrubar a todos, ao menos os que vieram.
— Por favor, perdoe-os? — alguém pediu logo da entrada das ruínas. Um homem, aparentemente com a idade equivalente a nossa, minha e de Dégel. Longos cabelos loiros e olhos tão verdes quanto os lagos gregos. — Os guerreiros azuis tem a missão de proteger o que restou de Bluegard. — ditou passível.
— Unity? — Dégel correu em direção aquele loiro azedo, abraçando-o. Fazendo uma raiva antagônica crescer em mim, junto, uma vontade de desfigurar aquela coisa loira. — Que bom que está bem. Esse é Kardia, outro cavaleiro de ouro. Escorpião é sua constelação.
— Ora, Aquário. Mas o que é isso? Conhece esse sujeito? — perguntei. Minha raiva fazendo minha unha crescer.
— Ah, Kardia... Esse é Unity. Um velho amigo meu. — ele falou de modo sério. Como se fosse um aviso para que eu me controlasse. — Unity, por favor, fale em grego. Kardia não entende o idioma russo.
— Claro. — ele disse. — será um prazer trabalhar com cavaleiro de escorpião. — ele me estendeu a mão, claro, recusei.
— Por favor, não dê atenção às atitudes rudes dele. — Dégel pediu.
— Tudo bem. Então você é o mensageiro do santuário? — o tal Unity perguntou a Dégel. — Por favor, venham por aqui. Vocês vão passar a noite na mansão e amanhã os ajudarei a procurar pelo selo.
Unity nos guiou a uma grande mansão. O local era bem rústico. Cheio de móveis velhos e muitos livros. O cheiro de mofo era quase palpável, tanto que meu nariz já começava a coçar.
— Quando vi as ruínas, pensei que o exercito de Hades tinha chegado a Bluegard. — Dégel comentou durante o caminho.
— Ora, Dégel. O que o exército de Hades iria querer nesse lugar mofado? — Unity debochou.
— Acho que o mofo é proveniente desse amontoado de livro. — retruquei.
— Kardia. — o ruivo enjoado me repreendeu. — todo o conhecimento do mundo está aqui, nesse lugar.
— Tcs.
— Tudo bem Dégel. O cavaleiro de escorpião deve ser alguém muito sábio. Tanto que fala russo como ninguém. — sorri sádico. O loiro aguado estava pedindo para morrer. Cresci minha unha.
— Ora, seu...
— Parem com isso os dois. — Dégel interviu. Virei para o lado, de braço cruzado.
— Os aposentos de vocês ficam lá em cima. — Unity falou suspirando.
— Unity, se você não se importar. Kardia e eu dividiremos o mesmo quarto.
— Por mim tudo bem. Você sabe o caminho, é o mesmo de sempre.
— Obrigado. Venha Kardia. — Dégel praticamente me arrastou pelo braço. — O que pensou que estivesse fazendo? — perguntou assim que adentramos.
—... — minha expressão era de uma criança, admito. Mas Dégel não tinha que ficar dando trela para aquele loiro azedo.
Dégel suspirou pesado.
— Escute Kardia, não podemos esperar amanhecer. Você fica aqui descansando, enquanto isso ficarei na biblioteca, procurando indícios de Poseidon e do selo.
— Vai me deixar aqui sozinho? — perguntei manhoso. As lanças de gelo foram direcionadas a mim. Os lábios finos desenharam um sorriso sarcástico.
— Ora, ora, o poderoso e imponente cavaleiro de escorpião está com medo de ficar sozinho? — debochou. Trinquei os dentes.
— Boa sorte em sua pesquisa. — revidei, deitando na cama não muito macia, com meus baços atrás da cabeça.
Ele soltou um ínfimo sorriso e saiu.
—ooo0ooo-
Ainda estava escuro quando acordei. Olhei ao redor, Dégel ainda não tinha retornado. Decidi me aventurar por aquelas paredes frias e inóspitas em busca da biblioteca; local onde Dégel disse que estaria.
A mansão inteira estava quieta, todos dormiam. Presumi que a biblioteca só poderia ficar no andar de baixo. Andei com um candelabro iluminando o caminho a minha frente. Abri umas cinco portas até chegar à frente da biblioteca. Onde a porta entreaberta me concedeu a imagem de Dégel. Ele estava totalmente concentrado, com vários livros abertos sob a luz de um castiçal. A visão protegida por um óculos de aro fino.
A luz branda lhe dava uma aparência sobrenatural. Senti algo pular dentro da minha calça.
Sorri travesso. Uma ideia louca me abatendo. Apaguei as velas do meu candelabro. Adentrei a biblioteca e fechei a porta atrás de mim. Esforcei-me para não espirrar. Andei pé ante pé.
— O que está fazendo acordado há essa hora, Kardia? — ele perguntou, sem direcionar seu olha para mim, me assustando. Como ele sabia? Eu tomei todo o cuidado possível.
— Oh. Impossível pegar você desprevenido. — falei aproximando-me firme.
— Na verdade, achei que você estava demorando a aparecer. — ele disse. Virando-se em minha direção.
Sorri travesso. Ele permaneceu impassível, recostado ao birô. Aproximei-me ate ficarmos a milímetro de distancia. Conectando meu olhar ao dele. Ele parecia me desafiar.
— Alguém já disse o quanto você fica lindamente sexy com esses óculos? — perguntei.
Ele dispensou um sorriso ínfimo.
— Kardia... É serio. Você precisa parar de agir feito criança. — falou e voltou sua atenção para os livros abertos.
Sorri amplamente.
Eu conhecia aquele ser perfeitamente... Sei que ele queria me dizer alguma coisa com aquela imponência toda. Aproximei-me, abraçando-o por trás. Ele não ofereceu resistência. Aspirei um pouco do cheiro do óleo que desprendia daqueles lindos e longos cabelos rubis. Novamente nenhuma resistência. Afastei um pouco a cascata carmesim, deixando livre o pescoço branquinho e sem marcas. Minha boca salivou.
— Vai mesmo me deixar fazer isso? — perguntei. Ele me olhou de canto.
— Quer mesmo que eu resista? — me devolveu. Sorri deleitoso, virando-o para mim. Olhando dentro de seus belos orbes, estremeci...
Eu consegui ver o desejo dele, tão intenso e tão palpável quanto o meu. Puxei todo o cabelo dele para o lado. Engolindo seco de antecipação, aproximando-me da pele alva e macia. Aspirando o cheiro doce, encostando meus lábios ali, naquele lugar sensível. Arrancando um gemido baixo. Soltei um sorriso de meia boca e aprofundei o contato... Dei uma leve mordida, seguida de um chupão. Marcando o local.
Novamente continuou a não oferecer resistência.
Segui com beijos leves pela linha simétrica de seu rosto próximo dos lábios finos, começando com uma leve pressão. Pedindo passagem com a língua. Ele me concedeu... Abriu a boca e acolheu minha língua. Comungou da minha saliva. Partilhou do meu calor.
Sentei-o em cima do birô e me coloquei entre as pernas deles. Gemi quando me puxou para mais perto. Entrelaçando-me com seus braços. Sugando minha língua. Arranhando-me uma vez e outra.
Assustei-me quando ele me empurrou, mesmo que de leve, pedindo para que eu me afastasse. Obedeci, contrariado. Ele desceu de cima da mesa e passou a retirar levemente a roupa. Peça por peça, mostrando-me lentamente cada pedaço de sua carne. Desde os mamilos rosado ate as coxas firmes.
Sem vergonha alguma... Mostrando-se totalmente para mim.
Meu coração bateu acelerado de felicidade.
Retirei toda minha roupa também. Aproximei-me e o abracei. Minha pele morena fazia contraste com a pele branca dele. Senti o tremular de seu corpo... Assim como o calor que provinha dele. Amei-o como se minha vida dependesse disso. Gravando em minha mente cada detalhe de sua pele e cada expressão de prazer que ele me presenteou. Mostrei através dos meus toques gentis o quanto eu o amava e o quanto eu estava feliz.
Se eu morresse naquele momento, então eu morreria completamente realizado.
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No dia seguinte, eu e ele, juntamente com Unity, adentramos ao templo do Deus dos mares. Unity nos guiou ate a entrada do templo, perdendo sua vida logo em seguida por Radamanthys de Wyvern. Um dos três juízes do inferno.
O espectro estava acompanhando Pandora. A mulher tinha vindo com o mesmo propósito que nós e mesmo Dégel tentando impedir a passagem dela, Radamanthys foi mais eficiente ao conseguir fazê-la passar por nós dois.
Não posso dizer que o ciúme foi meu amigo quando vi Dégel perder a compostura, depois ver seu melhor amigo morrer, e travar uma luta desajeitada contra Radamanthys. Luta essa que ele estava em completa desvantagem uma vez que estava tomado por sentimentos nocivos. Fúria, raiva, ódio.
— Eu sei que quer vingar o amigo que foi morto diante de seus olhos, mas acho que não podemos desviar nossa atenção de Pandora. — retorqui.
— E o que sugere? — perguntou cansado.
— Deixe Radamanthys ser o meu troféu e vá impedir aquela mulher.
— Acho que não é o momento de ser egoísta, Kardia.
— E você está sendo o quê lutando dessa maneira?
— Kardia...
— Por favor, Dégel. Apenas siga em frente.
Ele pareceu ponderar.
— Certo. Somente dessa vez seguirei suas palavras. Então por favor... Não morra.
Sorri sádico.
Minha luta com o espectro foi intensa. Recebi vários danos e decidi por fim que aquele seria o momento digno para um final. Quer dizer, eu estava completamente feliz, senti Dégel se render a mim como eu sempre desejei. E agora, nada estava inacabado para mim.
A última agulha escarlate seria o momento do ápice; Katakeo Antares. A décima quinta agulha ao qual ligaria o fogo existente em meu cosmo com o sangue de Radamanthys, fazendo-o ferver e sangrar até a morte. Radamanthys tombou e consequentemente, levando-me com ele.
Suicida, homicida... Sempre tive essa vocação. No entanto, diferente do que eu imaginei, senti o frio tão conhecido acolher meu corpo. E entorpecer-me como sempre fizera.
Não. Ainda não é hora de morrer... Dégel ainda precisava de mim. Melhor, eu precisava dizer a ele... Mesmo que ele já soubesse, mesmo que não adiantasse mais de nada... Eu precisava dizer o que não consegui na noite anterior.
Adentrei ao templo sentindo o frio me guiar o caminho. Tudo estava se consumindo em gelo.
— Dégel... — chamei-o, avistando-o ao longe. Seu poder congelando tudo o que tocava. — Dégel... O que está fazendo? — perguntei abraçando-o por trás. Meu corpo quente entrando em choque com frio dele.
— Impedindo que Poseidon seja um problema para nossos colegas nessa guerra. — Ele disse sem se mover. — se ainda pode se mover Kardia, saia daqui. Volte para o santuário e viva. — ele disse. Sua voz falhando. Seu corpo tremeu. Seus lábios soltaram um soluço. Aquela era a terceira vez que ele chorava nos meus braços. E foi a primeira que entendi seu choro.
— E passar o resto dos meus dias sem você? — debochei. Apertando-o com mais força. — Nunca! Eu te amo Dégel. Eu decidi encerrar os meus dias ao seu lado.
Ele virou-se para mim. Um sorriso leve vestiu seu rosto. Lembrando-me de quando éramos criança. Do quanto nossa relação era inocente. Liberamos as armaduras de aquário e escorpião.
— Eu também te amo Kardia. Te amo muito. — ele disse. Eu gargalhei feliz, ele me seguiu. Já não podia mais conter o avanço do gelo.
— Ora, então esse é o final perfeito para nós dois antes do fim dessa inevitável guerra. — falei antes de beijá-lo. Eternizando assim, o nosso amor. Congelando junto com ele.
O fim que a guerra levou eu não sei. Mas o nosso amor... Nosso doce amor duraria por toda a eternidade.
Fin!
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