Notas iniciais
Voltei!! Fiquei sem postar por estar doente, mas agora.. Mais um capítulo!!

PoV. Mariana

Acordo e me sinto melhor, mas estou faminta. Acho que fazer essa "mudança" ontem não foi uma boa ideia. Levanto a procura de Andrew, será que ele já foi? Chego na sala e o encontro todo espremido no sofá, que é muito pequeno para aquele corpo maravilhoso, caminho até ele e sento no cantinho do sofá que ele não está ocupando.

— Ei, bela adormecida já esta na hora de levantar — passo as mãos pelo seu cabelo e ele nada de se mexer. — Andrew! — o balanço um pouco mais forte. Ele abre os olhos um tanto confuso e sorri.

— Bom dia garota perdida! Como está?

— Estou tranquila. — dou de ombros e ele se levanta, me da um beijo na testa e vai para o banheiro. Vou para a cozinha preparar algo para comermos, se é que eu vou achar algo aqui. Luíza não abasteceu seu apartamento com nada e por falar nela, ainda não chegou aqui. Passou a noite na casa do indiano que ela conheceu. Ela quis dar um espaço para nós e eu fico mal, ótimo! Meu deus grego sai do banheiro apenas com uma toalha enrolada na cintura, seu torso nu e os cabelos molhados. Ele vem até mim e põe sua mão em minha testa e depois desce para o meu pescoço.

— Só quis ter certeza. — ele sorri e se aproxima de mim.

— Sai que eu nem escovei meus dentes ainda — o empurro e ele ri, provavelmente de mim. Passo por ele e entro no banheiro, faço minha higiene matinal, tomo meu banho e saio de toalha. Ele está calçando os coturnos quando chego na sala, me olha e sinto seu olhar sobre meu corpo. Me aproximo dele e o beijo enlaçando sua nuca, ele corresponde. — Agora sim, um bom dia de verdade — tento me afastar mas ele me enlaça a cintura com força. Muita força.

— Você acaba comigo. — ele sussurra com a voz rouca e me beija novamente, não precisamos de uma cama ou nada, apenas de nós dois. É incrível como ele mexe comigo em todos os sentidos e ele nem se esforça pra isso. Basta um toque ou um olhar e é o suficiente.

— Cadê meu café, mulher? — ele questiona se vestindo novamente e eu o olho, prendendo meus cabelos. Rio alto com a sua pergunta.

— Não tem — o abraço — Terá que me levar para comer. — dou um selinho rápido e sigo para a cozinha. Ele me segue.

— Falando nisso... Minha tia e meu pai querem te conhecer... — ele começa olhando para baixo mexendo nos talheres — ...nessa sexta, em um jantar... — permaneço olhando para ele, que finalmente levanta a cabeça — ...lá em casa.

— Hum, jantar na casa dos sogros é? — sorrio mas por dentro fico nervosa, nunca fiz isso de conhecer os pais de alguém assim. Conheço sua tia e ela é bem legal mas não sei sobre seu pai, na verdade, só preciso que ele aceite nosso relacionamento — Tudo bem, estarei pronta. — ele sorri aliviado, tirando o dedo da boca. Saímos do apartamento, fomos tomar café no lugar mais perto e seguimos direto para a agência. Hoje faríamos as tais fotos que Nicole me pediu e também as fotos de Brigite, levou uma vida para convencê-la, mas no fim deu tudo certo. Hoje o dia está muito frio e coloquei apenas uma calça, botas e camisa branca de mangas longas, bem básica. Fiz um coque para completar o look.

Chegamos lá e encontramos com as meninas. Bianca também estava, resolveu acompanhar Bri nisso, mesmo que a faculdade não banque mais a estadia das duas. Fizemos as fotos, mas eu não pude ver as de Bri, já que eu também estava fazendo as minhas, confesso que fiquei um tanto desconfortável com a situação no início mas mudou logo depois, se tornou divertido, ainda mais depois de tomar algumas cervejas para descontrair. Saímos de lá, já com as fotos tiradas e as meninas pegaram carona com o Andrew.

— Essas fotos foram maravilhosas, estou me sentindo tão bem! — exclama Brigite dentro do carro, e nós rimos. — É sério gente!

— Nós sabemos Bri, imaginamos mesmo que você fosse se sentir assim! — me viro para olhar para ela.

— A ideia foi mesmo ótima. — comenta meu deus grego um tanto contido. — Só poderia ter vindo dela. — me olha e eu sorrio.

— Huuuum, que fofo! Que romântico! — Bri faz piada e Bianca dá um tapa em seu braço. Andrew cora e se mexe no banco — Mas é, você tem um irmão, Andrew? — ela pergunta e ele ri negando com a cabeça.

— Vou colocar vocês para descer aqui mesmo — comento. Elas calam e se fingem de ofendidas.

— Ainda tenho que ir na delegacia, não posso deixar o Edgar se safar dessa! — Bri comenta depois de um tempo.

— Eu concordo, mesmo dando na cara dele com essa campanha, as coisas não podem finalizar nisso. E ele ainda está aqui, eu vi nas redes sociais, ele vive postando coisas idiotas — Bianca desata a falar. Verdade.

— Já foram na delegacia? — Andrew se pronuncia.

— Sim! E advinha? O delegado desdenhou de mim! — Bri reclama.

— Foram na Unidade de Vítimas especiais? — olhamos para ele, que dá de ombros — Geralmente, é eles que cuidam disso. Mas vocês tem alguma prova que foi ele? Quer dizer, está na cara que foi ele, mas é necessário uma prova concreta. — ele finaliza

— Você também é policial e eu não sabia? — questiono. Ele ri e nega com a cabeça, parando em um sinal vermelho.

— Acho que eu assisto muitas séries policiais. — ele comenta.

— Eu também! Poderíamos fazer uma maratona! — exclamo e ele concorda comigo.

— Sempre fazemos isso lá na casa dos meus pais. Espero que aceite ir... — ele é interrompido por uma Brigite um tanto irritada.

— Hello! Meu problema aqui é mais sério que as maratonas que vocês irão fazer! — Andrew faz graça e levanta as mãos em rendição.

— Tá maluco? Eu não quero morrer cedo não meu filho! — reclamei com ele, pegando o volante. Por sorte, o carro não mudou o seu trajeto. Ele sorri e pega de volta.

— Desculpe garotas! — ele sorri e elas parece que não se importaram. — Garota perdida? — ele me chama e eu o olho — Ontem me disse que teve uma ideia em relação a isso, lembra o que era?

— Disse? — indago confusa e ele afirma com a cabeça. Ficamos calados e eu tento lembrar qual foi a ideia. Bingo! — Lembrei! — grito e todos me olham. — Poderíamos gravar ele confessando!

— Ele não confessaria por nada assim — Bia comenta.

— Ele não parece o tipo de cara muito inteligente e esperto, se souber levar a conversa... Acho que faria sim. — Andrew pontua.

— Gente — eu chamo a atenção — a Bri vai conversar com ele, interrogar mesmo, sabe? Tipo, aposto que em um lugar onde os dois estejam sozinhos, ele não fale nada! — concluo. Eles parecem pensar sobre e enquanto isso, chegamos no hotel e as meninas descem.

— Obrigada Andrew! — Bianca se dirige a meu namorado, que lhe sorri.

— Valeu pela carona Andrew! E vou pensar na sua ideia amiga. — Bri fala comigo.

— Não se esqueçam que quanto antes, melhor! — meu deus grego adverte e nos despedimos. As meninas entram e seguimos no carro com direção ao meu apartamento. Luíza já deve estar lá.

— Acha que vai dar certo? Digo, com os equipamentos certos. Na sua empresa deve ter, né? — pergunto a ele que me olha.

— Tá se achando a espiã, não é? — ele sorri.

— Claro que não, está achando que eu brinco com coisa séria? — ele me olha espantado.

— Tem razão, você nunca faz isso! — ele comenta sorrindo. Chegamos ao apartamento e está vazio. Entramos para esperá-la, mas claro que as coisas fogem do nosso controle e quando nos damos conta, estamos quase sem roupas no meu quarto. Mas paramos ao ouvir o barulho da porta da frente abrir.

— Acho que alguém chegou — ele sussurra no meu ouvido. Eu suspiro frustrada.

— Luíza chegou, se não for ela, vamos morrer agora — me levanto e vestimos nossa roupa. Abro a porta e ela está na cozinha.

— Olha só quem apareceu! — digo alto e ela dá um pulo se virando para mim. Depois sorri e vem me abraçar.

— Que bom que chegou logo! — nos afastamos — Ele é o deus grego? Faz sentido. — minha amiga diz fazendo um Andrew ficar um tanto sem graça. Ela o abraça e ele devolve. — Onde estavam que eu não vi vocês?

— No quarto. — respondo com naturalidade e Andrew aperta minha mão. Luíza ri alto.

— Ah, agora está explicado o motivo da sua pele tão boa! — diz se afastando novamente para a cozinha.

— Ou pode ser minha genética! — devolvo sorrindo. Nos sentamos na mesa e Lú pega uma jarra de suco, nos oferecendo. Aceitamos e conversamos coisas bobas. Gosto de ver essa cena, meu deus grego aqui com minha amiga de infância, é tão reconfortante! Ele estão bem a vontade um com o outro e é como se ele já fizesse parte de mim, sempre que penso em um futuro, penso com ele comigo, não importa como ou onde, sempre é ele. Eu tô é lascada! Conversamos por um bom tempo e chega a hora de Andrew ir embora, eles se despedem como velhos amigos e eu o levo até o carro.

— Por que ficou calada lá dentro? Está chateada com algo? — ele questiona preocupado.

— Não, não é nada. Só..gosto de você aqui. — comento sem olhá-lo.

— Eu também gosto de você, independente de onde esteja. — ele me abraça quando chegamos ao seu carro e me beija. — Até mais garota perdida! — aceno de volta e entro.

Amanhece e está muito frio, não tenho a mínima vontade de sair de casa. Permaneço com meu conjunto de moletom e vou fazer minha higiene matinal, quando termino vou para a cozinha e vejo que Luíza já está na sala com seu cobertor, assistindo algo na televisão. Coloco a cafeteira para funcionar me sento ao seu lado.

— Já aqui? O que está assistindo? — vou me enfiando embaixo das suas cobertas.

— Desenho — ela dá de ombros — É tão estranho assistir Bob Esponja em inglês.

— Concordo. — continuamos lá até a cafeteira avisar que já fez o seu serviço. Tomo café ali mesmo e passamos a manhã toda desse jeito, até bater a fome do almoço. Resolvemos depois de muito tempo de enrolação que iríamos almoçar na rua. Coloco um jeans, botas baixas, camisa regata e um casaco por cima, e ela faz o mesmo. Estamos gatas! Pegamos um táxi para o centro e ao chegarmos, vimos que está lotado, mas vai dar para almoçar em algum lugar tranquilamente. Escolhemos um lugar vegano, já que nunca comemos nada disso e chegamos a conclusão de que é só um pouco estranho. O dia passa frio e quando já estamos voltando para casa recebo uma mensagem de Andrew.

A: " Garota perdida, hoje fiquei um pouco atolado aqui na empresa. Nosso jantar está de pé ainda,certo?"

Respondo no mesmo momento.

M: " Tudo bem. Está sim, vai passar aqui que horas?"

A: " Como ainda temos que pegar a barca, passo aí pela tarde. 16hs, pode ser?"

M: " Pode. Estarei pronta. Bjoks"

A: "Te aguardo ansioso. Beijos"

Chegamos no apartamento e vamos direto para a sala assistir um filme. Mas perdemos metade dele, já que não calamos a boca falando sobre tudo. Tudo mesmo.

— É sério amiga. Você tá apaixonada real né? — Lú me pergunta.

— Provavelmente — respondo mexendo nos cabelos. Ela sabe que para mim isso é uma imensa afirmação.

— Own, que bonitinho — jogo uma almofada em seu rosto — Ai, criatura agreste! Eu também estou gostando do meu indiano, ele é tão fofo. Dá até pena saber que vou deixá-lo aqui.

— Leva com você, besta!- ela faz careta — Viu ai? Tu que não quer! — ela ri mas não nega. O filme termina e ainda estamos ali. Resolvemos ir dormir mas pelo que conheço de nós duas, vamos na verdade pensar em tudo que ocorreu e ficar ansiosa pela sua continuação. Só sei que estou com os quatro pneus arriados por aquele deus grego! Com esse pensamento eu adormeço.

Notas finais
Obrigada! Bjoks