Um engano monstruoso
1 Um terrível começo
Notas iniciais
Estive trabalhando nessa ideia a bastante tempo e espero conseguir fazer uma fanfic de qualidade.
Espero que gostem da minhas bobagens.
Leiam as notas finais!
Há mais ou menos dois meses recebi a pior notícia da minha vida e seu eu soubesse que o meu simples pedido de transferência resultaria em ter que passar o ensino médio com monstros que estiveram em uma guerra com minha espécie por mais de 20 anos, eu nunca, mas nunca teria pedido para trocar.
Tudo começou no final do ano passado, depois de 17 horas no carro fedido e apertado da minha mãe, pedi para ser transferido para um internato mais próximo da minha casa, para que a terrível viagem não se repetisse, mas foi aí que rolou a merda.
Aparentemente uma transferência foi pedir demais para a secretária, que só podia estar drogada quando foi ajeitar minha papelada, a maravilhosa ajeitou minha ficha como se eu tivesse sido expulso de todos os internatos humanos e estivesse sendo transferido para o internato Zokyuo, que é conhecido como o maior internato para monstros de Queeziel.
Ainda me pergunto se tinha alguém com um nome parecido com o meu e ela trocou ou se só queria fuder minha vida. Arrombada.
E hoje é meu último dia de férias antes de me mudar para o inferno.
Mano, e se eu morrer?! E se eu for destroçado por um dragão, amaldiçoado, afogado ou pisoteado ou ou ou AAAAAAAA! Eu não sei mais o que fazer! Não tem nem como fugir deste terrível destino.
Minha mãe me chama pra jantar, vou pra mesa, onde encontro meu prato, e a minha mãe comendo espaguete e bebendo vinho de novo, desde que ela e meu pai se separaram ela quase sempre está bêbada, o que é meio triste, mas pelo menos ela é mais legal desse jeito.
Espero que ela não esteja bêbada amanhã quando for me levar, na verdade, espero que ela esteja, assim talvez algo me impeda de ir pro pesadelo.
Durante a janta não falo nada sobre o internato, talvez assim ela esqueça.
Ela me conta sobre como seu chefe parece um jabuti e um colega de trabalho que fica dando em cima dela. Sempre gosto de ouvir sobre seu dia.
Depois de comer, subo as escadas, escovo os dentes e vou pro meu quarto, arrumo minha cama, me deito e quando estou prestes a pegar no sono, me lembro que eu esqueci de fazer minha mala, oh bosta.
Como vou achar minhas coisas nessa bagunça de quarto? Eu realmente devia arrumar esse chiqueiro.
Depois de derrotar o monstro de roupas sujas que habitava meu quarto, pego algumas das minhas roupas favoritas e enquanto procuro por cuecas decentes, encontro um pacote.
“Para Ryan Darkwood, aluno do internato Zokyuo”
Magnífico.
Abro o pacote, nele tem uniformes suficientes para vestir uma cidade.
Tá, exagerei, há quatro tipos de uniformes, um par de cada, regular, frio, calor e uniforme de educação física, porque eu vou adorar receber boladas na cara de seres 10× mais fortes que eu.
No pacote também a algo similar a uma tiara com chifres extremamente realísticos, espero que não tenham sido de alguém.
Junto com a tiara de corno há um bilhete.
“Caso deseje evitar atenção desnecessária de outros alunos.”
Patético.
Ponho a “tiara” e me olho no espelho.
Gado d .
Coloco os os uniformes na mala, isso mais as outras roupas deve ser o suficiente.
Agora preciso arrumar minha mochila, os materiais já estão okay. Pego meu notebook, preciso colocar ele na mala, mas antes, vou dar uma última jogadinha nos meus games favoritos, provavelmente não terei tempo de fazer isso no internato.
……
Okay, erros foram cometidos, são 3 horas da madrugada e eu ainda não dormi.
Desligo meu note e guardo na mala. Preciso dormir, meu corpo ta desligando, socorro.
Me deito na cama e desmaio.
..
Acordo no cagaço com a minha mãe arrombando meu quarto.
“ Hora de acordar, acho que esqueci de te falar ontem, mas o carro ta com problema, não vou poder te levar, você vai ter que ir de ônibus.”
E da mesma forma que apareceu, minha mãe fecha a porta desaparece na escuridão da casa.
“não vou poder te levar, você vai ter que ir de ônibus”
As palavras dela ecoavam na minha mente enquanto tentava levantar da cama.
Sinto que fui atropelado por um trem, queria que fosse a verdade, daí eu não teria que ir.
Me levanto e vou tomar banho.
Saio do banho e sinto que minha alma está morrendo, visto meu novo uniforme, que por algum motivo tem um cheiro estranho, tipo um cheiro que eu nunca senti antes, bizarro. Ponho a tiara de corno na cabeça.
Me olho no espelho, meu cabelo castanho está uma bagunça que eu prefiro não tentar arrumar, abaixo dos meus olhos tem olheiras e essas olheiras tem olheiras que tem olheiras, eu to na merda.
Pego minha mala e minha mochila, saio do meu quarto e desço pra tomar café da manhã, que é só café mesmo, bebida energética divina.
Me despeço da minha mãe, vou sentir saudades das suas histórias bêbadas.
Caminho até a parada de ônibus e me sento, só tem eu aqui. Não muito tempo depois um ônibus aparece, pergunto se passa na divisa, o motorista me olhou como se eu tivesse dito algo completamente sem sentido e responde que não.
Me sento novamente e espero, e espero, e espero, e espero.
.
O que eu não sabia é que os ônibus só passavam de hora em hora aqui, agora tem uma velhinha sentada na parada também, ela fez questão de manter uma conversa extremamente desconfortável comigo, como se fosse uma tia que pergunta das namoradinhas.
Enfim outro ônibus chega, novamente pergunto se passa na divisa, ele tem a mesma reação que o primeiro motorista e por um mísero segundo acredito que me safei de ir pro internato, daí ele responde que passa lá sim, merda.
Entro no ônibus, procuro os bancos altos e me sento, ainda bem que o clima está agradável, porque esse ônibus viraria uma sauna facinho.
,
Por mais que tentasse, eu não consegui dormir, estou muito nervoso, não sei nem como é a divisa dos reinos, muito menos o internato…
O ônibus para na divisa, finalmente.
Pego minha mala e minha mochila, e com um pouco de dificuldade desço do ônibus.
Aqui está ela, a divisa dos reinos...
E ela é bem decepcionante na verdade, é só um portãozinho, não tem nem cadeado.
Abro o portãozinho ridículo e passo, há uma trilha larga coberta de folhas.
Com bastante medo de pisar em um bicho bizarro sem querer, caminho arrastando minha mala, até que ouço um barulho alto de água, seguido por barulhos na mata e pela saída do que eu acho que seja uma garota, encharcada.
Ela se sacode, jogando água gelada para todos os lados, inclusive em mim, então observo ela melhor e percebo três chifres na sua cabeça, sua longa e grossa cauda, sua pele azulada e seu segundo par de braços monstruosos, fudeu, agora que eu morro, tudo por causa da secretária idiota a a a aaaaa.
Ela se aproxima de mim e diz.
“Internato Zokyuo...?”
Eu congelo e respondo todo cagado.
“S-simm!”
Ela me olha com uma expressão intrigada, chega mais perto e me cheira.
Ainda bem que eu tomei banho.
“Nunca te vi.”
E l a s a b e
“Você é novo ,não é?”
“S-s-sou!!”
Espero que ela acredite.
“Por isso está tão nervoso. Seja bem vindo!”
Sou foda.
“O-obrigado.”
Eu sigo andando e ela vem ao meu lado. Ah não.
“Então, qual seu nome?”
“Ryan, e o seu?
“Keyanna, pode me chamar de Key. Em que sala você vai estudar?”
“Primeiro ano.”
“Eu também!” Ela responde e eu consigo ver sua cauda balançando.
Andamos mais um pouco em silêncio, ela parece feliz.
“ Belos chifres.” Diz ela, do nada.
“Obrigado, eu acho.”
Espero que isso tenho sido um elogio.
“ O internato é legal?”
Ainda não acredito que estou falando com um monstro.
“ É bem… Humm, como posso descrever…”
“...intenso”
Medo.
Ouço sons de galope vindo em nossa direção e vejo uma garota correndo em nossa direção, ela era um cavalo da cintura pra baixo, uma centaura.
“ Yo Mayra!” Key grita para a garota.
Acho que elas se conhecem.
“Keyanna!” Ela freia com tudo, levantando várias folhas e enfiando os cascos na terra.
“Que bom te ver May! Por que tá correndo?”
“Talvez porque nós só temos 15 minutos até o sino bater.”
“Sério!?”
“Claro! Quer uma carona?”
Ah não.
“Se não for incomodo.”
“Sem problemas, sobe aí.”
Key então monta nas costas de Mayra, uma das cenas mais bizarras que eu já vi na minha vida. Mayra parece bastante desconfortável com o peso nas costas, mas disfarça.
“Quem é o novato?”
“Meu nome é Ryan.”
“ Eu não falei com você.”
Ata okay então.
Key dá risada, achei que éramos amigos oof.
“Segura firme!”
Mayra então corre o mais rápido que pode, me deixando comendo poeira e folhas, literalmente.
Vou chegar atrasado no primeiro dia de aula. É uma síndrome de protagonista nessa minha vidinha de bosta, né.
Caminho por mais alguns minutos até que chego no internato e dou de cara com um portal gigante e bonito.
Perto da entrada há vários monstros, dentes afiados, caudas, asas, garras, todo tipo de coisa que te mantém acordado a noite.
Entro no lugar e parece um internato normal, bem grande. Uma moça de mais ou menos 30 anos vem na minha direção, ela parece cansada, tem grandes orelhas caninas no topo de sua cabeça e caninos que saem da boca.
“Olá! Você deve ser o aluno novo, humano.”
“Como, c-como?” penso alto.
“A maioria dos professores foi informado da sua espécie, e eu como professora de linguagem, estou inclusa.”
“Okay, o que eu faço agora?”
“Quando a sua transferência foi concluída, uma chave foi enviada a você, nela há o número do seu quarto.”
Ela me diz e sai para ajudar outro aluno.
Já tinha até esquecido da chave. Procuro nos bolsos da minha mochila, encontrei! Obrigado eu do passado.
Quarto 147, espero que meu colega de quarto não seja esquisito.
Notas finais
Espero que tenham gostado, tenho grandes planos pra essa fanfic.
Deixem suas opiniões e críticas nos comentários.
Até!
Fale com o autor