Um dia sem mães
1 Bônus: um dia sem mães
Notas iniciais
então gente esses dias eu tive a ideia de fazer alguns capitulos bonus de AUN, no minimo vão ser apenas 5 mostrando a sarada menorzinha e a interação com os pais assim como os demais casais.
POIS É
lerigou lerigou até mais diabinhos ♥
Estava indecisa sobre isso, nesses meses em que Sarada nasceu não desgrudou nem por um segundo da filha e agora que ela já tinha dois aninhos Sasuke queria levá la para o parquinho, sem ela. Um dia inteiro só dos pais e dos filhos, sem mães.
Na visão do Uchiha pelo menos, a Haruno precisava de um tempo só para ela com as amigas ou apenas se curtir durante algumas horas sozinha.
Na verdade ele tinha armado tudo já tinha um bom tempo — no segundo em que percebeu como a esposa estava ultimamente — combinou com Naruto e os outros de levaram as crianças para um passeio dando um pequeno descanso para as mães das crianças que sinceramente?Precisavam e muito disso, pois estavam enlouquecendo com a maternidade e enlouquecendo seus maridos por consequência.
Como a maioria dizia, era uma época boa sem dúvidas, porém também conseguia ser uma época cheia de tensões também. Além das partes boas, tiveram que enfrentar várias coisas que colocaram mais pavor do que os monstros de filmes de terror como, por exemplo: febres, cólicas, entre outras coisas.
Sakura tinha se tornado uma mãe grudenta que não queria perder nenhum momento da infância de sua filha. Além do álbum de fotos ela também tinha um álbum em vídeos, caso quisesse sentir a “emoção” daquele momento novamente.
Até mesmo dormia com ela, e Sasuke coitado dormia no sofá já que para a Uchiha dormir os três na mesma cama poderia acabar muito mal, como, por exemplo, ele acabar em cima da bebê por acidente no meio da noite ou até coisa pior.
Mordiscou os lábios, vendo o esposo arrumar a bolsa da filha enquanto a pequena estava brincando em cima da cama com algumas bonecas que tinha ganhado em seu último aniversário, um presente de sua tia Ino e duas de Temari sua madrinha. Todos os amigos do casal adoravam imensamente a filha deles e sempre que podiam estavam mimando a com presentes ou beijos sempre que a viam, Sarada era uma princesinha tanto aos olhos dos pais como não.
— Você pegou fralda?Paninho umedecido?Roupa caso ela se suje?Babador? — questionou a mulher vendo o bufar e revirar os olhos assim que todas as perguntas passaram por seus ouvidos.
Suspirou fundo, deixando os olhos fixos na figura feminina para desviar rapidamente para a pequena e sorrir de canto antes de retrucar. — Eu peguei tudo Sakura, tenho certeza disso assim como das cinco vezes que eu conferi com você do lado mulher.
Mesmo sabendo disso, ela não tinha toda certeza que aquela bolsa cor de rosa com ursinhos carregava tudo o que era preciso para cuidar de uma criança. Suspirou fundo já abrindo a boca para o que tinha repetido nas últimas horas, porém acabou sendo interrompida pelo outro.
— Vamos conferir só mais uma vez? Não custa nada não é mesmo? — retrucou ele, um pouco debochado vendo ela rir sem humor.
— Engraçadinho. — Falou Sakura logo depois de ouvi lo, aproximando se da filha e se sentando no espaço livre que tinha na cama.
Ao notar a presença da mãe, Sarada deixou temporariamente de lado seus bonecas e estendeu os bracinhos gordinhos na direção da matriarca que não demorou nada para agarrar o corpinho pequeno da filha, sorridente. Até mesmo tinha se esquecido de suas preocupações por alguns instantes até a filha passar o batom de maneira desastrada nos lábios de Sakura e ao olhar para esposa Sasuke riu baixinho com o que via.
— Mamai tai bunita. — Disse Sarada batendo palminhas depois de fazer sua pequena travessura.
Não pode ficar brava com toda aquela fofura bem diante dos seus olhos, por isso apenas sorriu largamente assentindo em silêncio. — Você quer ficar bonita também uh? — perguntou a mais velha, vendo a filha mover a cabeça para cima e para baixo confirmando aquela pergunta.
Assim que recebeu a resposta tratou de agarrar o batom que foi largado ali ao lado, passando o batom rosa claro nos lábios da filha que a cada toque ria baixinho e batia palminhas. De longe e ali quieto Sasuke assistia a cena com um sorriso no rosto, ser pai tinha seus lados complicados e na maioria das vezes ele pensava em jogar tudo pro alto e sair dessa vida de fraldas e mamadeiras, porém sua opinião mudava toda vez que seus olhos viam cenas como aquela ou simplesmente colocava seus olhos no sorriso inocente da filha.
Quando ela virou o rosto mais uma vez na direção dele Sasuke não conseguiu não rir do que via, sendo acompanhado pelo riso infantil da filha que consequentemente dava vida ao olhar emburrado no rosto da esposa.
— Está linda, querida. — Disse ele, que no segundo seguinte viu a mulher revirar os olhos e murmurar um baixo palavrão.
— Sai para lá falsiane. — Retrucou Sakura, suspirando fundo para dar um pouco de atenção a bolsa que ele tinha arrumado para o passeio. — Querido…
— Ok, essa é a última vez que faço isso Sakura. E depois, disso você vai sair por essa porta e vai se divertir com as suas amigas promete? — Interrompeu ele, vendo a confirmar silenciosamente.
Mais uma vez naquele dia, Sasuke pediu por paciência quando se tratava de Sarada na maioria das vezes sua esposa exagerava um pouco na proteção, só que sinceramente?Não poderia culpá la, pois provavelmente era até pior quando o assunto era a sua garotinha.
Colocou os dedos rapidamente sobre o zíper da bolsa rosa, retirando de lá cada coisa que já tinha tirado e colocado novamente umas cinco vezes no mínimo.
— Fraldas. — Falou o moreno exibindo quatro fraldas entre os dedos. Depois disso retirou a manta dobrada e deixou ali ao lado das fraldas. — Manta caso esfrie ou caso seja necessário usar, em situações como mudança de tempo ou chuvas inesperadas. — Disse um pouco debochado com a situação.
— Sasuke, leve isso a sério homem de Deus. — Praguejou a mulher levando alguns dedos até os cabelos, algo que o fez rir alto.
Pigarreou durante alguns poucos segundos e sorriu divertido para a esposa.
— Duas mamadeiras feitas, caso ela sinta fome e queira leite e caso não… — Fez uma breve pausa apenas para sacudir a pequena vasilha com frutas picadas, parte da alimentação saudável que Sakura junto da médica de Sarada tinham feito juntas. — Também temos frutas no cardápio, tudo muito saudável sempre. — Concluiu ele fazendo uma careta quando terminou de falar.
— Você adora debochar de tudo não é mesmo Uchiha? — questionou Sakura, já sabendo a resposta.
Piscou quando ouviu a pergunta, abrindo um sorrisinho entre os lábios uma linha fina que se estendeu até o lado esquerdo dos lábios masculinos e acabou rápido assim como seu comprimento. — É o que eu faço de melhor, paixão. — Retrucou Sasuke com um leve toque de sarcasmo no meio disso. — Isso e outras coisas, como…
Antes dele terminar aquela frase, Sakura deixou um gritinho fino escapar e rapidamente tampou os ouvidos da filha querendo desesperadamente guardar a inocência dela para sempre. Olhando Sasuke com raiva por dizer algo como aquilo na presença da filha.
— Sasuke, olha a boca. — Disse a Uchiha, que logo viu o esposo virar a cabeça na direção contrária rindo daquela situação. Era tão bom aqueles momentos em família, que ele desejava imensamente que eles nunca acabassem.
Sarada como não entendia nada daquilo que acontecia, achava que era uma nova brincadeira e bateu palminhas totalmente alegre com a situação.
— O quê?Vai se fazer de santa assim na cara dura?Logo você Sakura? — rebateu o moreno vendo a bufar no minuto seguinte.
— Vamos voltar ao que interessa, por favor? — pediu a mulher, torcendo para que a insanidade não tivesse tomado conta da mente do Uchiha. Sabia desde o princípio que ele nunca bateu bem das idéias, e era isso o que a atraía, pois o normal era chato e totalmente entediante.
Decidiu parar com as brincadeiras, pelo menos temporariamente. Voltou suas mãos até a bolsa e ficou quieto até retirar todas as coisas que ali estavam guardadas, colocou cada mão a mão direita na cintura e depois apontou com um dos dedos da esquerda cada uma das coisas que tinha arrumado.
— Vamos ver. — Falou Sasuke suspirando fundo, conferindo a lista mentalmente antes de começar a falar. — Temos: manta, mamadeiras, frutas, fraldas, duas roupas reservas, um casaco, babador, chupeta, mordedor, o brinquedo favorito dela, lenços umedecidos, guarda chuva caso chova e por fim toalha de boca. Tá tudo aqui, meu bem. — Logo após dizer isso desviou os olhos até a figura feminina que brincava com a filha e prestava atenção nele uma vez ou outra, também não ficou quieto por muito tempo começou a guardar as coisas uma por vez, arrumando tudo bonitinho na bolsa mais uma vez. — Assim como das outras vezes Sakura.
Não deu ouvidos para aquelas brincadeiras mesmo que no fundo quisesse retrucar acabou sendo forte em seu silêncio, não estava querendo brigar com ele agora e nem armar uma terceira guerra mundial. Continuou sorridente, brincando com a filha ouvindo o deboche do Uchiha que uma vez ou outra quebrava o som das risadas da pequena. Ao terminar de guardar as coisas, ele colocou a alça da bolsa sobre um dos ombros e rapidamente se aproximou das suas duas garotas favoritas estendendo os braços na direção da filha logo depois de beijar a testa da esposa.
— Vem comigo filha. — Disse o moreno, que não demorou nada a ter sua resposta. Sarada se esqueceu que a mãe existia ao ouvir e ver o pai se aproximando de si, com um pouco de dificuldade ela se levantava com cuidado na cama balançando os braços no processo.
— Papá. — Chamou pelo outro, sorridente como sempre.
Ao ver a cena seu coração se aqueceu, teve vontade de chorar como acontecia com os filmes de romance. Respirou fundo se mantendo forte até que ela estivesse nos braços de Sasuke, seus olhos seguiram os dois enquanto os dedos passavam sobre os olhos tirando os “ciscos” dos olhos.
— Nove meses, para nascer a cara do pai, assim não dá Brasil. — Brincou a rosada, levantando se da cama e acompanhando os até a saída do quarto e no segundo em que chegaram na sala do apartamento ela rapidamente agarrou a bolsa, colocando a alça sobre os ombros.
— Para de ser besta, Sakura. — Falou Sasuke, vendo a revirar os olhos em resposta e tanto ele como Sarada apenas encaravam a mulher com sorrisos travessos, aproximaram se rapidamente da figura feminina e logo a envolveram em um abraço apertado.
— Assim fica mais difícil ir e deixar vocês. — Falou a mulher, com seus olhos fechados e um sorriso largo sobre os lábios.
Com a mãozinha sobre os fios róseos Sarada acariciou de leve a cabeça da mãe. — Mamã.
Sasuke nada disse, apenas ficou ali com a cabeça repousada sobre um dos ombros da esposa sentindo o cheiro gostoso de cerejeiras subiu o rosto assim como sua filha, beijando uma das bochechas da esposa. Sua mão livre desceu rapidamente pelo corpo da moça, enquanto o corpo se desgrudava aquela mão ligeiramente aproximava se da bunda que assim que chegou no objetivo não mediu esforços em estapeando com força aquela região.
— Vai logo mulher, antes que eu te chute daqui. — Disse, expondo sua maravilhosa delicadeza.
— Tão delicado como um coice de mula. — Zombou Sakura, mordiscando de leve o canto dos lábios. — Vocês vão ficar bem mesmo? — perguntou
— Claro. — Disse o Uchiha logo após ouvir a pergunta. Também aproveitou se da distância entre os corpos para estender o braço até a porta do apartamento, não demorando nada para abrir. — Agora vai vai, se divirta.
Suspirou fundo, se dando por vencida. Não tinha motivos para discutir com ele, era só uma maneira de criar uma dor de cabeça. Vestia roupas simples um vestido florido de mangas curtas que cobriam apenas metade dos braços com a saia rodada, não tinha que trabalhar e por sorte era feriado o que estimulava e muito a sua preguiça. — Se precisar de qualquer coisa, Sasuke qualquer coisa mesmo…
— Não vamos, te garanto. — Interrompeu ele assim que percebeu o discurso que vinha em sua direção. Sakura já estava do lado de fora, com uma das mãos na alça da bolsa pressionando os dedos sobre a região.
— Se diverte Sakura. — Falou antes de fechar a porta dando espaço para que a mulher tivesse oportunidade de responder ou se manifestar contra.
Riu baixo após ter feito isso e no segundo seguinte seu celular tocou, expondo o nome de Naruto Uzumaki na tela. Se aproximou rapidamente do aparelho, esquecido na mesa de centro. Antes de tudo se sentou no sofá, deixando a filha sobre as pernas e a bolsa do outro lado. Contou até dez, até de deslizar o dedo sobre a tela e quando fez não demorou nada a ouvir os berros do amigo, assim como uma onda de risadas infantis vindas mais do fundo. Sem dúvidas os filhos de Naruto e Hinata tinham aprontado alguma e pelo visto não foi coisa pequena, pois em nenhum momento o loiro parava de chorar desesperado.
— SOCORRO SASUKE. — Pediu o Uzumaki aos gritos, fazendo o amigo arregalar de leve os olhos.
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