Notas iniciais
Ontem eu terminei uma fic e já estou aqui hoje postando outra :p
É o que acontece quando já tenho histórias meio caminho andado e dou atenção para ela em especial pra terminar de uma vez.
Uma história fofa e com tentativa de comédia desses meninos que eu amo ♥
Fic postada também no Spirit.
Espero que gostem e perdão por qualquer erro.
Boa leitura :)

O sinal tocou alto, indicando o término das aulas daquele respectivo dia. O professor de história, Rengoku Kyoujurou, havia passado um trabalho em grupo para seus alunos, e apesar do professor ser um grande amigo de sua sala e ensinar perfeitamente os conteúdos de sua matéria, ele pegava pesado com suas avaliações, então os estudantes só teriam dois dias para fazer o tal trabalho e entregar ao mesmo – e apenas com uma grande desculpa que ele deixaria que o trabalho fosse entregue depois do prazo, mas iria tirar pontos por isso. Os estudantes guardaram seus materiais e se levantaram, saindo das salas e da escola, voltando para suas casas. Três amigos iam andando juntos até a estação de metrô para pegarem os trens para suas casas; eles eram Kamado Tanjirou, Agatsuma Zenitsu e Hashibira Inosuke, sendo os três da mesma sala.

— O Rengoku-sensei pode ser um dos melhores professores que a gente tem – Zenitsu começou – Mas ele passa uns trabalhos difíceis pra caramba.

— De fato. – Tanjirou concordou suspirando. – Mas pelo menos ele passa esses trabalhos em grupos, fica mais fácil na minha opinião. E ele deixa a gente escolher quem iremos formar os grupos, outros professores não são tão flexíveis assim.

— Nós três sempre fazemos trio juntos, é por isso que somos os melhores da sala. – Inosuke falou de forma despreocupada, mas sinceramente, odiava fazer trabalhos ou estudar, e por ele, deixaria os outros fazerem por si, mas o ruivo nunca ia permitir isso.

— Mas então, só temos dois dias pra fazer esse trabalho. – O loiro falou novamente. – Iremos fazer na casa de quem?

— Na minha é um pouco difícil por causa dos meus irmãos, provavelmente não íamos ter muito silêncio para nos concentrar ou ter tempo o suficiente para usar o computador. – Tanjirou falou com um ar de cansado.

— Eu tô sem computador lá em casa. O idiota do Kaigaku fez o favor de estragar ele. – O loiro falou meio irritado.

Ao que não ouviram alguma desculpa vindo de Inosuke, os dois rapazes olharam para o colega, que devolveu o olhar.

— Que foi?

— A gente poderia fazer o trabalho de história na sua casa Inosuke. – Zenitsu disse sorrindo. – Na verdade, a gente nunca foi na sua casa aliás; nunca conhecemos sua família também. – A residência e família do Hashibira era a única que Tanjirou e Zenitsu nunca conheceram.

— E porque na minha casa? – Inosuke disse meio mal-humorado. – E em casa só tem eu e minha mãe e moramos num apartamento pequeno, nada demais.

— Mas na minha casa ou do Zenitsu não vai dar Inosuke. – Tanjirou explicou.

— É Inosuke, deixa. Por favor. – O loiro disse com um olhar pidão, adoraria conhecer a mãe do outro, pois em sua cabeça imaginava como ela seria.

— Não. – Disse emburrado e virou o rosto.

— Por favor Inosuke. – Tanjirou pediu de forma gentil.

— Hmph, tá bom. – O garoto de cabelos negros olhou o amigo pelo canto dos olhos e deu de ombros.

Tanjirou sorriu e Zenitsu fechou a cara, “isso é claramente favoritismo” pensou o loiro, mas ele não ligava tanto em saber que Inosuke gostava mais de Tanjirou do que de si, ele mesmo gostava mais do ruivo do que do outro garoto.

Tanjirou e Zenitsu mandaram mensagens para suas respectivas famílias avisando que iriam fazer trabalho na casa de um amigo e ao chegarem na estação de trem, ficaram esperando pela sua chegada, o que não demorou muito. Quando as portas se abriram, entraram as pressas para pegarem lugares próximos, e momentos depois, o trem partiu. Durante o trajeto, Zenitsu ia ouvindo música, Tanjirou lia um livro e Inosuke tirava um breve cochilo – e ele sempre acordava pouco antes do trem parar na sua estação. Em alguns minutos, o trem parou na estação que Inosuke descia e os três amigos saíram do vagão e o moreno ia guiando os outros dois em direção á sua casa, um pequeno apartamento no quinto andar que dividia com sua mãe.

Ao chegarem em sua rua, ele apontou para seu prédio, e tanto Tanjirou quanto Zenitsu puderam ver a simplicidade do local, entretanto, não era um lugar precário; podia-se dizer que era barato, mas arrumado, humilde seria a melhor definição. Eles entraram no prédio e subiram de elevador até o andar de Inosuke, que tirou as chaves da mochila e abriu a porta de seu apartamento, número 502. Ao que a porta estava aberta, deixou os amigos entrarem primeiro, e notava-se que a sala era bem arrumada e não tinha muitas decorações, mas era um lugar bonito e cheirava bem. Tinha um grande sofá-cama cor cinza na frente de uma televisão smart larga presa na parede e a cozinha ficava mais ao fundo, separada por uma bancada de mármore negra. Tinha outras coisas pelo lugar, mas aquilo foi o que os meninos viram primeiro.

— Mãe, cheguei, e trouxe dois amigos pra fazer trabalho. – Inosuke berrou, nem se importando se aquilo ia incomodar algum vizinho, que na verdade nem ligavam mais para a gritaria do garoto.

— Bem-vindo de volta Inosuke. – Uma voz doce se fez presente no corredor e os convidados olharam para a mulher jovem que surgiu dali. – Oh, vocês devem ser o Monjirou-kun e o Monitsu-kun não é? Eu sou Kotoha, a mãe do Inosuke, sintam-se em casa. – A bela mulher sorriu gentilmente para os meninos.

Ao colocar os olhos na bela mulher a sua frente, Zenitsu sentiu seu coração disparar e seu rosto ficar quase que da mesma cor que os olhos de Tanjirou. A senhora Kotoha era quase igual a Inosuke, tendo um rosto muito delicado e bonito, de longos cabelos negros com pontas azuis e grandes olhos verdes de cílios longos. Ela era um pouco mais baixa que eles e usava uma roupa simples, que era uma yukata verde florida. O sorriso em seu rosto jovial era encantador e ela tinha uma aura extremamente simpática e meiga, quase que o oposto de Inosuke, mas a semelhança entre os dois era tanta que eles poderiam ser gêmeos.

— Boa tarde senhorita Kotoha. Meu nome é Kamado Tanjirou, é um prazer conhece-la. – Tanjirou foi o primeiro a se apresentar, vendo que a mulher ficou levemente constrangida em errar seu nome.

— Prazer em conhecê-lo Tanjirou-kun. – Ela se apresentou ao ruivo e o abraçou.

— P-prazer em conhecê-la Kotoha-san. – Zenitsu disse ao que os olhos da mulher se viraram para si. – M-meu nome é Agatsuma Zenitsu. – Ele ainda estava envergonhado e admirado pela beleza da mulher.

— Seja bem-vindo Zenitsu-kun, é um prazer te conhecer e receber vocês dois aqui em casa. – Ela o abraçou e Zenitsu se segurou para não dar um de seus gritinhos.

— Olá filho, como foi a escola hoje? – Ela abraçou e beijou a bochecha de seu filho, que fez um biquinho pela atitude de sua mãe, mas estava feliz e envergonhado em ser tratado daquela forma na frente de seus amigos.

— Foi tudo bem. Eu e os meninos vamos fazer um trabalho de história no meu quarto ok?

— Claro. Daqui a pouco eu levo algum lanchinho para vocês. Qualquer coisa é só pedir meninos. – Ela disse olhando para Tanjirou e Zenitsu que assentiram.

— Vem, vamos. – Inosuke disse puxando o loiro pela gravata antes que ele começasse a babar pela sua mãe.

Ao que entraram no quarto de Inosuke, o mesmo fechou a porta e jogou sua mochila na cama que estava encostada na parede. Tinha uma mesa com computador na outra parede, a janela de frente para a porta e o armário ao lado da mesma. Havia também uma mesinha baixa entre a cama e o computador e haviam coisas do rapaz espalhadas pelo chão e a decoração tinha a sua cara; desorganizada e selvagem. Tanjirou deixou sua mochila ao pé da cama do amigo e Zenitsu fez o mesmo, depois foram arrumando as coisas para começarem o trabalho, com Inosuke ligando o computador e os outros dois pegando coisas como papéis e seus estojos. Ao que estava tudo pronto, eles se sentaram sob as pernas em frente a mesinha com livros abertos – o pc seria para outras coisas que talvez não achassem nos livros.

— Ei Inosuke. – Zenitsu o cutucou e chamou baixinho. – Tem certeza de que sua mãe não é, tipo, sua irmã gêmea? – Suas bochechas ainda estavam levemente vermelhas.

— Ah? O que você quer dizer com isso Benitsu? Tá tirando sarro da cara da minha mãe? Se for isso eu vou te meter a porrada. – Inosuke disse com uma face mais irritada e cerrando os punhos.

— Calma Inosuke. – Tanjirou o segurou pelo ombro para que não batesse no loiro. – O que Zenitsu quis dizer é que sua mãe e você são muitos parecidos e que ela é bem jovem também. – O ruivo tentou acalmar o amigo.

— Pois é cara, sua mãe é muito bonita, parece até uma Deusa. – Zenitsu disse de forma que beirava o teatral e com uma feição apaixonada.

Tanjirou e – principalmente – Inosuke o olharam com uma cara de julgamento, o encarando como se ele fosse uma criatura ou algo assim. Uma coisa era o loiro paquerar e falar coisas sobre outras meninas de mais ou menos a idade deles, outra coisa era ele dar em cima – ou pensar – da mãe de alguém; algo semelhante ocorreu quando Zenitsu conheceu a mãe de Tanjirou e sua irmã mais nova Hanako.

— Cara, se você pensar em falar alguma das suas merdas pra cima da minha mãe eu vou quebrar teus dentes. – Era notável a irritação de Inosuke, mas Tanjirou tentou acalmá-lo pois Zenitsu estava quase se tremendo de medo.

— Tá, prometo não falar nada. – Disse emburrado. – Mas ela é sim muito bonita. E parece tão jovem, quantos anos ela tem? – Perguntou bem curioso sobre a mulher.

— Zenitsu! – Tanjirou o repreendeu. – Não é educado perguntar a idade de uma mulher. – Deu um puxão na orelha do amigo que choramingou de dor.

— Não, tá tudo bem. – Inosuke disse mais relaxado. – Minha mãe me teve quando ela tinha 17 anos, então agora ela tem... – Disse fazendo as contas nos dedos.

— Apenas 32 anos??? – O ruivo e o loiro perguntaram chocados em saber que a mãe do amigo era tão jovem.

— Nossa, ela foi mãe bem cedo. – Tanjirou disse surpreso com certo pesar na voz. – Deve ter sido difícil pra ela.

— Hm, no começo foi, mas aí ela conheceu o, ugh, Douma. – Inosuke revirou os olhos. – Ele ajudou minha mãe e tal. Esse apartamento foi presente dele ou algo do tipo, sei lá, não gosto daquele babaca. – Disse ríspido.

— Pera, Douma? – Zenitsu perguntou. – Tipo, Douma-sama? O líder daquele culto super famoso, o tal do Paraíso Eterno? – Inosuke o encarou e pensou um pouco antes de afirmar com a cabeça. Zenitsu só faltou cair pra trás. – Sua mãe conhece um dos caras mais ricos da região???? Ele deu um apartamento pra vocês???? Tu sabe o quão sortudo você é seu maldito??? – O loiro só não gritou para não passar de inconveniente e exagerado perto de Kotoha.

— É, mas não é grande coisa. Ele e minha mãe foram próximos por algum tempo, mas depois dele ter nos dado essa casa eles acabaram se distanciando. Tipo, ele ainda manda dinheiro pra minha mãe todo mês pra ajudar um pouco aqui em casa, mas a gente se mantém com o trabalho dela de cantora em eventos. – Inosuke explicou com certo orgulho na voz ao falar de sua mãe.

— Isso é incrível Inosuke. – Tanjirou disse num sorriso. – Zenitsu está surpreso pois dizem que são poucos os que se aproximam do senhor Douma, e ter ele...ajudando – Para não dizer bancando para não diminuir os esforços da senhorita Kotoha – é algo um tanto incomum. Mas bem, vamos deixar isso de lado, sim? – O ruivo olhou para o Agatsuma – Nós temos um trabalho a fazer, e quanto mais enrolarmos, mais tempo iremos demorar para termina-lo. – Disse de forma séria, não tanto para Zenitsu pelo mesmo ser responsável; não era o representante de sala à toa, mas falou para Inosuke, que fazia bastante corpo mole nessas ocasiões.

Os outros dois apenas concordaram e começaram a fazer suas buscas nos livros quando duas batidas foram feitas na porta.

— Inosuke, eu posso entrar? – A voz melódica da senhorita Hashibira se fez presente.

— Pode. – Inosuke disse com seu timbre rasgado, mas de forma mais “delicada”, já que se tratava de sua mãe. A porta foi aberta e Kotoha entrou segurando uma bandeja com três copos de sucos e um prato com sanduíches.

— Eu fiz um lanchinho para vocês garotos. Espero que gostem. – O sorriso nos lábios da mulher eram meigos e gentis; Zenitsu realmente tinha razões para acha-la encantadora.

— Muito obrigado Kotoha-san. – Tanjirou agradeceu quando a mulher se ajoelhou e colocou os copos e o prato em cima da mesa.

— Sim, muito obrigado. – Zenitsu sorriu para ela que devolveu o gesto.

— Valeu mãe. – Inosuke, por outro lado, já enfiou um sanduíche na boca.

— Inosuke, tenha modos, por favor. – A Hashibira disse com um risinho preso e tentando manter uma voz mais firme. Por fim se ergueu e foi para a porta. – Já sabem, qualquer coisa, é só me chamar. – Após isso fechou a porta ao sair, deixando os meninos sozinhos novamente.

— Sua mãe é muito gentil Inosuke. – O ruivo comentou pegando um sanduíche, adorando o sabor.

— Se não fosse a semelhança entre vocês, eu iria duvidar de que ela é sua mãe. – O loiro zombou e comeu seu sanduíche. Inosuke o olhou feio.

— Vamos ficar falando da minha mãe ou terminar essa porra? – O moreno disse entre dentes com certa raiva, mas mordeu a língua quando o rapaz de brincos lhe deu um pescotapa pelo palavreado.

Depois disso, os três decidiram se focar apenas ao trabalho, no entanto, o mesmo se mostrou mais difícil do que eles imaginaram e passaram um bom tempo no quarto do anfitrião, saindo apenas para ir ao banheiro e na cozinha. Quando finalmente terminaram, já estava de noite e já havia passado de oito e meia; Kotoha até mesmo estava preparando janta para quatro pessoas. Pelo fato de ser quase hora do jantar, e não ser seguro para dois jovens andarem sozinhos pelas ruas – Kotoha era bastante preocupada com isso, ela disse que não era problema Tanjirou e Zenitsu dormirem na casa. Eles aceitaram e ligaram para suas respectivas famílias pedindo permissão, que foi concedida sem problemas. Além disso, a senhora Hashibira ainda falou com os responsáveis dos garotos – a mãe de Tanjirou e o avô de Zenitsu — para dizer que não era nenhum problema eles ficarem em sua casa. Ligações feitas e permissões concedidas, Kotoha pediu para Inosuke emprestar toalhas e roupas para os amigos e irem todos tomar banho antes de comerem.

— Eu nem consigo acreditar que suas roupas ficaram grandes em mim, mesmo eu sendo mais alto. – Zenitsu reclamou ao se olhar no espelho de corpo inteiro na porta do armário de Inosuke.

Os três garotos haviam tomado banho juntos – algo normal para eles – e pegaram as roupas do moreno emprestadas. Inosuke usava apenas uma calça de moletom e estava sem blusa – já que odiava usá-las. Tanjirou usava uma bermuda e uma blusa de mangas compridas, já Zenitsu usava uma calça e uma regata; e de fato as vestes do Hashibira eram maiores que os amigos.

— Monitsu, tu é meio centímetro maior que eu, não é muita coisa. O Monjirou não tá reclamando, então fica na tua. – Inosuke revirou os olhos para as reclamações do loiro.

— Inosuke tem mais corpo que a gente Zenitsu, por isso as roupas dele são mais folgadas. – Tanjirou comentou apertando o nó de sua bermuda; ele teve de amarrar firme pois estava quase caindo, mas as mangas lhe serviam bem.

— Não é justo que o maldito porco tenho um corpo malhado e um rosto bonito. Ele tem que decidir o que quer. – O loiro sussurrou perto do ouvido do ruivo para que o outro não escutasse.

— Haha, não diga isso Zenitsu. – Tanjirou riu, o que chamou a atenção do rapaz mais baixo.

— Que que cês tão cochichando aí hein? – Inosuke se aproximou dos amigos de braços cruzados, mostrando como seus bíceps eram fortes e tinha gominhos na barriga. Muitos rapazes invejavam o corpo do rapaz.

— N-nada não. – Agatsuma tentou desviar a conversa. – A janta está pronta, vamos comer. – Ele sorriu forçado. Segundos depois Kotoha chamou os meninos, avisando que a comida já estava na mesa. Zenitsu e sua boa audição atacaram novamente.

Os meninos foram para a sala de jantar e se sentaram à mesa junto a Kotoha. Tinha vários pratos diferentes para os convidados se servirem, além de, claro, muita tempura – o prato favorito de Inosuke. Os garotos começaram a conversar enquanto a mulher apenas ria deles e via o noticiário que passava na televisão. Depois do jantar, Tanjirou se ofereceu – quase implorou – para limpar a louça enquanto Zenitsu tirava a mesa. Nisso, Kotoha e Inosuke foram preparar colchões, travesseiros e lençóis para que os meninos pudessem dormir juntos na sala – visto que não caberiam os três no quarto de Inosuke. Estando tudo pronto, e sendo mais de dez da noite, a senhorita Hashibira deu um beijo doce na testa dos meninos e se retirou para seu quarto dormir; desejando uma boa noite aos rapazes e recebendo um coro de boa noite de volta. Quando a porta da mulher se fechou, os três garotos ficaram conversando deitados nos colchões na sala com a luz apagada; o brilho mínimo dos celulares e a luz da lua que vinha da janela eram as únicas coisas que iluminavam o local.

— Já faz tanto tempo que não durmo fora de casa. – Tanjirou comentou encarando teto. – Acho que a última vez eu tinha uns dez anos.

— Sei como é. – O loiro disse olhando para o celular, deitado de bruços. – Eu era pequeno também. E você Ino- Zenitsu nem se deu o trabalho de perguntar ao que viu o rapaz dormindo em uma posição que não deveria ser humanamente possível, mas como Inosuke era fodidamente flexível – como muitos diziam, ele deveria estar confortável. Estava até mesmo roncando baixo.

— Bem que ele podia ficar quieto assim sempre. – Zenitsu debochou guardando o celular. Tanjirou se virou para ver o outro.

— O Inosuke dormindo é bonitinho. – O Kamado comentou baixinho, mas o loiro o escutou; iria zombar do amigo, mas concordava.

— É um desperdício ele ter um rosto bonito, um corpo bombado, uma voz rouca e uma personalidade agressiva. Ele parece uma mistura de quatro pessoas numa só. – Zenitsu bocejou com sono.

— Ainda bem que ele não está acordado ou iria te bater. – Tanjirou riu e se deitou com sono.

— Boa noite Tanjirou.

— Boa noite Zenitsu.

{...}

Por volta de sete da manhã, Kotoha acordou e foi preparar o café da manhã enquanto os meninos ainda dormiam tranquilamente nos colchões na sala, mas rapidamente Inosuke despertou e balançou os amigos para despertarem. Zenitsu tacou o travesseiro no moreno por tê-lo acordado de seu belo sono daquela forma bárbara, no entanto, se arrependeu de seu ato quando o outro partiu pra cima querendo brigar; mas o anjo na terra chamado Tanjirou interveio, mesmo estando ainda meio sonolento, ele sabia como apartar as intrigas dos amigos e era o único que conseguia acalmar Inosuke. Os três rapidamente arrumaram os futons para guarda-los no armário junto aos lençóis e travesseiros, para em seguida irem tomar banho – e Kotoha torcia pra não ouvir nada quebrando. De banho tomado e uniformes postos, os garotos foram ao encontro da mulher tomar um delicioso e fato café-da-manhã.

Inosuke tentava roubar a comida de Zenitsu que tentava negociar com ele enquanto Tanjirou puxava o moreno pela gola da camisa; Kotoha apenas ria e achava uma graça, se perguntando o motivo do filho não ter convidado os amigos para sua casa antes. Quando eles terminaram de comer, eles arrumaram seus materiais e escovaram os dentes – não iriam ajudar na louça dessa vez ou poderia se atrasar. Estando prontos, foram para a porta se despedirem de Kotoha.

— Foi um prazer conhece-la Kotoha-san. E muito obrigado por nos receber em sua casa. – Tanjirou disse em um grande sorriso e se curvou de forma respeitosa, tal como Zenitsu que o acompanhou.

— Nos perdoe por qualquer inconveniente Kotoha-san, hehe. – O loiro tinha as bochechas levemente coradas em pensar que pode ter dado trabalho aquela linda mulher.

— Que isso rapazes, foi um prazer recebe-los. Inosuke-chan tem que chamar mais seus amigos para virem aqui. – Ela riu e apertou a bochecha do filho, que virou o rosto constrangido pela atitude da mãe.- Venham mais vezes sim?

— Claro. – O ruivo e o loiro falaram juntos em um sorriso.

— Tá, agora vamo. Tchau mãe, até depois. – O Hashibira pegou os amigos pelas mochilas e saiu do apartamento ás pressas, chamando o elevador.

Era claro que Inosuke estava emburrado com tudo aquilo que havia acontecido. Tinha um pouco da vergonha de fazer um papel embaraçoso na frente dos amigos por causa de sua mãe e que ela era muito doce com eles; além disso Zenitsu não parava de falar nela, o rapaz se controlava para não bater no loiro. Mas tinha de admitir que foi divertido ter seus amigos em sua casa e como sua mãe estava feliz de ter convidados em sua casa, já que eles nem se lembravam da última vez que isso aconteceu.

N caminho para a escola, eles ficaram falando sobre o trabalho de Rengoku-sensei, mas o Agatsuma queria mesmo era saber quando poderia ir na casa do Hashibira novamente e perguntava quando seria seu aniversário e se ele faria uma festa lá.

Bem, quem sabe né? Era uma desculpa para mais uma visita.

Notas finais
E é isso.
Espero que tenham gostado :)
Em breve eu volto :p
Até mais.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!