Notas iniciais
Espero que gostem...não sei se demoro a postar novamente ou não...então é isso,boa leitura!

Azul.Essa é a cor que eu via quando abria os olhos, mas então eu vi uma cabeça me atrapalhando...

–Cabeça!Da licença um pouquinho...- falei para o cachorro que vinha lamber o meu rosto.-O céu está tão lindo hoje,não da pra você ir desenterrar alguns ossos?

Cabeça continuava a me encarar com aqueles olhinhos castanhos como se implorasse para eu levantar e ir brincar com ele, eu o tinha desde os 6 anos de idade, ganhei de aniversário, naquela época como toda menina eu só pensava em animais e bichos fofinhos e peludinhos, então minha mãe acabou comprando um beagle cabeçudo.

–Tudo bem, eu vou jogar a bola pra você.

Me levantei e fui a garagem onde estava localizada a cama de Cabeça, mas logo quando fui procurar a bola para brincar com ele, eu ouço o telefone.

–Não vai ser dessa vez...

Saio correndo da garagem para entrar em casa e atender o telefone.

–Alô?!

–Sara?Você está pronta? — é minha mãe que havia me ligado.

–Pronta pra que?

–Pro teste!

–Droga!É verdade!To indo agora!

–Passo ai em 10 minutos!

Desligo o telefone na hora e saio correndo para chuveiro,ligo o chuveiro e me encaro no espelho do box enquanto a água inunda meu cabelo.A primeira coisa que vejo são meus olhos, a parte mais atraente de todo o meu corpo, não é por terem uma cor diferenciada, até porque eles são castanhos, mas porque são grandes e possuem cílios compridos.Depois olho para meu nariz, grande e chamativo. Minha boca pequena é o menos chama atenção, parecendo apenas um morango em meio a uma face pequena mas com muita bochecha e espinhas.

Pego o shampoo e passo com abundancia em meus cabelos castanhos e lisos. O sabão aos poucos escorre pelo meu corpo fora de forma, aquele corpo entre o 'normal' e o gordo.

Alguns minutos depois saio do banho e começo a me arrumar. Quando minha mãe chega só falta colocar o tênis.

Minha mãe Lucia tem sérios problemas com atrasos, então assim que ela chega tenho o cuidado de entrar no carro antes que ela saia. Durante o caminho eu vou observando seu rosto quase idêntico ao meu exceto pelo nariz. Pensei em como eu posso ter feito ela sofrer meses antes quando mandei eu mesma meu pai para fora de casa.

Eu sei que não sou dona da casa nem nada, mas tudo que fiz foi seguir o eu instinto de que ele a estava traindo novamente, bastou ele deixar o computador aberto na mesa e eu descobri.

Enquanto pensava o quanto isso a havia afetado chegamos em nosso destino.

Eu entrei pela porta do edifício as três e vinte dois, e só fui sair de lá as nove e meia, certa de que no mesmo ano faria intercâmbio para Taiwan.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo, eu quis mostrar bem a personagem principal para ter certeza que vocês peguem o espirito da historia mais tarde...enfim...agradeço a quem leu.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.