Notas iniciais
Olá! Olha quem decidiu voltar de uma longa pausa. Faz uns bons anos que não escrevo para o fandom de Bleach. Esta fic é minha, ela se encontra noutra plataforma no spirit. A historia foi escrita por mim mas foi publicada na conta no projeto que eu participo como ficwritter no ImaginesLand, só quero avisar que não é plágio. Quero agradecer: @Tseperi por ter avaliado, ainda pela capa maravilhosa e @Aramika pela betagem. Muito obrigada pela ajuda maravilhosa. Espero que gostem

[Nome] decidiu começar o seu fim de semana indo às compras. O seu armário encontrava-se quase vazio. Normalmente, durante a semana, comia fora por causa do seu trabalho. Quando chegava em casa ia direto dormir. Queria repor o seu estoque de comida porque naquele dia ia fazer uma sessão de cinema, para se livrar do estresse que teve durante a semana, aturando os seus colegas e clientes que apareciam.

Pegou no seu carro para ir a loja que havia perto de sua casa. Não queria ir para a cidade vizinha porque era longe e também pelo trânsito. Não estava com paciência para receber buzinas de condutores irritados.

Ficou admirada que a cidade Karakura estivesse calma naquele sábado de manhã. Como eram nove horas, muita gente aproveitava para dormir até mais tarde. Por isso, podia fazer as suas compras com calma. Gostava de fazer tudo ao seu ritmo, sem ter ninguém ao seu lado interrompendo a cada segundo.

Entrou no supermercado e deu um sorriso ao ver que havia poucas pessoas lá dentro. Era muito chato nos dias das celebrações, pois não dava para pegar em nada. Parecia que as pessoas não comiam há imenso tempo.

Pegou na sua pequena lista e foi andando pelos corredores que precisava para pegar nos produtos que faltavam em casa. Estava quase indo embora, quando lembrou que precisava passar pela seção das bolachas e dos doces. Não era capaz de viver sem eles, porque ajudavam a aliviar o seu estresse.

Procurou pelo seu doce preferido. Quando ia pegar no produto, alguém agarrou nele ao mesmo tempo que ela.

— Desculpe! Pode ficar com ele. — [Nome] tirou a sua mão do doce e olhou para a pessoa.

— Tem certeza? — O homem, ainda com produto na sua mão, olhou para os olhos da pequena mulher e ficou surpreso por ver quem era.

— Sado-kun, és mesmo tu. — Não estava acreditando quem estava à sua frente. Fazia uns bons anos que não ficavam frente a frente, desde o tempo de escola.

— [Nome], quanto tempo. — Sado deu um sorriso que fez a [Nome] corar. Ambos tiveram uma pequena queda, só que nunca chegaram a falar o que sentiam naquela época.

— Pois é. Quando voltaste? — A jovem sabia que seu antigo companheiro de classe tinha saído do país para viver no México, para conhecer o local onde os seus pais viveram antes de mudarem para o Japão.

— Umas semanas atrás por causa do meu trabalho. Que tal falarmos depois de terminarmos as nossas compras? — Apontou para o carrinho de compras de [Nome]. Muitos eram congelados e precisavam ir para geladeira.

— Eu posso dar uma carona até sua casa, se quiseres. — Queria ficar mais um pouco perto da sua antiga paixão, porque não sabia quando seria a próxima vez que o encontraria.

O jovem boxeador aceitou de bom agrado o convite de [Nome]. Ao ver que já estava um pouco afastado da sua amiga, tentou se lembrar quais eram os doces preferidos de [Nome] para oferecer. Nos tempos que viveu longe do Japão, nunca houve um dia que esqueceu da jovem.

(...)

Enquanto esperava pelo Sado, tirou da sua mala um batom e colocou na sua boca para ficar com um ar mais arrumado. Sempre andava com alguma maquiagem perto de si, porque não era a primeira vez que encontrava algum colega. Gostava de se prevenir porque, às vezes, os seus colegas de trabalho a convidavam para sair à noite, depois de um dia cansativo.

Olhou para o retrovisor do carro e viu que seu amigo estava saindo do estabelecimento. [Nome] abriu a janela e começou a acenar e chamando para avisar que estava ali e que não tinha ido embora.

— Sado-kun, aqui. — A sorte de [Nome] era que a porta do carro estava fechada e não ia cair pela janela fora. Sempre que estava perto do jovem, alguma coisa acontecia a ela, como cair ou escorregar no chão.

— Demorei um pouco. Alguns fãs pediram um autógrafo. – revelou o atleta. Desde que começou a sua carreira no boxe, estava a ser reconhecido por toda a gente que amava o desporto.

— É um sinal que és reconhecido mundialmente. — [Nome] sorria para seu amigo. Porque dava para reparar na cara de felicidade do Sado. Mesmo os anos que esteve afastada do seu amigo, quando tinha algum tempo livre, assistia algumas lutas dele quando aparecia na televisão.

— A dedicação me fez chegar ao que sou hoje. — Ao contrário dos seus colegas, decidiu não continuar a estudar e resolver que ia fazer o seu hobby de boxe em uma carreira profissional.

— Temos sempre que correr atrás dos nossos objetivos para sermos felizes. — Houve muita coisa que [Nome] teve que conquistar para se tornar secretária de um dos melhores advogados que havia na sua cidade. Por isso que quase nunca descansava. A vida do trabalho era sempre corrida por causa da agenda que tinha que seguir durante o dia.

Depois de umas ruas, [Nome] lembrou-se que não sabia onde morava o Yasutora. Tinha a certeza que seu amigo já não devia viver no mesmo lugar de quando ainda era estudante.

— Nós deixamos as tuas compras em casa. Não sei se queres passar o resto do dia comigo? — [Nome] tentou, à sua maneira, convidar a sua paixão de adolescente. Não queria dar na cara que não sabia onde morava o atleta.

— A minha casa não é muito longe da tua. Tenho o dia todo livre e adoraria passar o dia contigo. — acabou por revelar Yasutora que morava na mesma rua que [Nome] quando dava indicações para onde devia seguir.

Ambos ficaram em silêncio. Era muito raro ficarem sozinhos em um espaço fechado. Sempre tinham algum amigo ou colega junto a eles. Podem não parecer, mas tinham uma personalidade bem parecida, onde eram calmos e às vezes até tímidos para algumas situações como naquele momento.

— Quem diria que tua casa é a duas distâncias da minha. O que é raro é nunca termos nos encontrado até agora. — [Nome] decidiu quebrar o silêncio. Sabia que dali a pouco, seu lado tímido ia desaparecer aos poucos.

— Acho que é por causa dos nossos horários. — Desde que mudou para ali, o Sado tentava sempre correr de manhã, com a esperança de ver [Nome], mas a rotina que tinha era muito diferente da mulher, então acabavam por se desencontrarem.

— Parece que hoje o destino decidiu colaborar conosco. — Riu-se [Nome]. Todos os dias acordava atrasada para o trabalho por causa de sempre adiar o despertador.

(...)

A parte da manhã passou voando e decidiram pedir pizza para o almoço. Enquanto esperavam pelo entregador ficaram conversando sobre diversos assuntos, que aconteceram no tempo da escola e se ainda mantinham contacto com amigos daquele tempo.

— Que tal almoçar e ver um filme? — sugeriu [Nome] ao pegar no controle da televisão.

— Pode ser, temos que aproveitar nosso dia de descanso para fazermos as coisas que gostamos. — Pelo que Yasutora percebeu ao conversar, era que ambos nunca relaxavam nos dias que tinham descanso. O trabalho surgia do nada e quando davam por si, o dia tinha sido perdido.

Depois de muitas trocas de ideias, chegaram à decisão de que filme iriam ver: um que tivesse comédia, romance e ação. A mesa já estava preparada com a pizza, que tinha chegado naquele instante e com alguns doces que o atleta comprou para dar a [Nome].

— Oh! Não era preciso. — [Nome] falou ao colocar o prato de batatas fritas. Não estava nada à espera do que o Sado ainda lembrava-se qual eram os doces que gostava de comer.

— Queria que este momento ficasse na nossa memória. — Yasutora não sabia quando ia haver outra oportunidade para estar com [Nome] sozinho.

[Nome] não estava habituada que alguém a tratasse com tanto carinho e amor, sem ser os seus pais, que moravam noutra cidade para aproveitar a aposentadoria. As horas que esteve junto com seu amigo só agora que compreendeu que, talvez, os sentimentos da época da escola nunca desapareceram.

Parece que chegou a oportunidade para falar o que realmente sentia. Tomou coragem graças a este pequeno gesto que o atleta fez para ela.

— Sado-kun, gosto de ti desde que éramos estudantes e este sentimento até hoje não desapareceu. — [Nome] encontrava com suas bochechas vermelhas. Reuniu imensa coragem para confessar o que sentia.

— Acho que ambos éramos imaturos naquela época. Eu nunca deixei de pensar em ti nos tempos que estivemos afastados. — O atleta estava feliz. Foi preciso se distanciar um do outro por vários anos para finalmente se darem conta dos sentimentos que sentiam um pelo outro.

Não foi preciso dizer mais nada, os olhos do futuro casal já diziam tudo, iam começar este novo relacionamento com calma e se descobrirem juntos.

Até ao final do filme, [Nome] encostou a sua cabeça perto do pescoço do Yasutora. E o atleta, com todo seu carinho, deu um beijo na testa da sua paixão. Ambos ainda não estavam acreditando que conseguiram se confessar. Parecia tudo um sonho.

Aquele dia fora do normal ficará na memória para sempre e, quanto forem contar aos seus amigos, sabiam que iam ficar felizes por eles, porque aquela paixão sempre estivera à vista, até um cego iria dar conta do que se passava.


Notas finais
Foi um grande desafio escrever um imagine sobre Sado. Que tenham uma boa semana. Até a próxima história.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!