Um conto em Ba-Sing-Se

1 A Chegada em Ba-Sing-Se


Notas iniciais
Se alguém não assistiu até o final da série de Avatar: A Lenda de Aang, eu recomendo que não leia. Há alguns spoilers.

– Já sei! O que você acha desta: o que o vendedor de repolhos achou de uma tragédia?

– Hum, -que raio Zatsu deveria dizer sobre isso?- não sei? — supostamente isso não deveria soar como uma pergunta, mas ele estava um pouco temeroso da resposta, com certeza seria algo sem sentido algum.

– Ele achou a situação repolhuda! Entendeu? Repolho, repolhuda.- esclareceu Hakoda levantando as sobrancelhas repetidamente de um modo esquisito.

Zatsu esfregou a mão na testa e pediu por misericórdia. Se eles não chegassem logo nos muros de Ba-Sing-Se ele jurava que iria matar alguém.

E se ele não matasse seu amigo, os três guardas da Nação do Fogo que os acompanhavam provavelmente fariam.

– Depois de todos esses anos você ainda não sabe fazer uma piada? — perguntou Zatsu.

– Mas essa era muito boa. Espere ai, eu tenho mais uma, guardei ela pro final.

– Se essa era muito boa, não quero pensar como vai ser a próxima... -sussurrou Zatsu para ele mesmo e continuou caminhando.

– General Zatsu, Hakoda, olhem, chegamos. -apontou um dos guardas para a gigante muralha.

– Porque ele ganha um titulo e eu não? Eu sou o maior guerreiro da Tribo da Agua, do mundo, não, do Universo! Muahahahaha!

– Seu pai éo maior guerreiro, ainda falta um pouco para você superar o seu velho.

Hakoda mostrou a língua e fez uma carranca.

– Estraga prazeres.

Zatsu só rolou os olhos.

O Anel exterior era enorme, guardas se mantinham sobre a borda no topo, a mais de doze metros de altura, dominadores de terra responsáveis pelos muros Impenetráveis.

Um dos guardas da Nação do Fogo que caminhava junto com o grupo carregava uma bandeira da ordem do Lótus Branco, o que permitiu a baixada de apenas uma sessão da muralha. Era como passar por um desfiladeiro. A impressão de que a terra te engoliria era aterrorizante.

– Que tal se eu tentar mais uma vez? Alguém já te disse que tentar te fazer sorrir é muito difícil?

– Muitas pessoas na verdade, a maioria me diz que pareço muito com a minha mãe, outras com o meu pai.

O Grande Senhor do Fogo Zuko era um homem justo, mas assima de tudo sério, assim como sua esposa.

– Surpreendente. Porque será que eu já esperava por isso?

Zatsu mandou uma carranca para o amigo, depois levantou levemente as bordas dos lábios.

– Aha!!! — ele apontou o indicador no nariz de Zatsu. — Porque você está esticando sua boca desse jeito?

Zatsu deu um soco no ombro de Hakota que quase o mandou de volta ao Polo Sul.

Roro se aproximou de Hakoda com sua cauda flamejante e felpuda e queimou.

– Aaaaai! Menino mau, menino mau! Pare de rir de mim raposa malvada.

– Hakoda ele é uma raposa do sol, ele não pode sorrir.

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– Príncipe Zatsu, o que faz aqui? –perguntou um velhinho barrigudo sorridente que segurava uma xícara de chá quente.

Hakoda estava distraído bisbilhotando uma tenda de bugigangas inúteis.

– Vovo Iroh? Que saudade! –Zatsu abraçou seu tio avo amorosamente. — Você não deveria estar descansando? Soube sobre a sua luta com um ladrão de rua, você não tem mais a vivacidade que tinha antes, não deveria se meter em brigas.

– Ah, ele teve o que merecia, e eu ainda sou o Dragão do Oeste, não se preocupe comigo meu neto.

– Como vai o Dragão Jasmim? Ouvi dizer que é a melhor casa de chá do Reino da Terra.

Seu avo corou envergonhado.

– Não exagere, chá é algo tão simples de fazer. – Iroh se virou para o garoto da tribo da água notando sua presença. – Hakoda, você também veio. É algo serio, devo me preocupar?

O guerreiro da tribo da água devolveu a adaga que segurava e fez uma carranca.

– Porque eu sou só “Hakoda”, enquanto ele é o “grande Principe General Zatsu”?

Zatsu ignorou seu amigo e tomou a frente para explicar.

– Ele foi visitar minha irmã na Nação do Fogo e eu decidi trazê-lo comigo. É mais seguro assim. –o olhar mortífero do dobrador de fogo fez Hakoda engolir em seco.

– Eu não fui visitar sua irmã, eu...

– Ta, ta, tanto faz.

Iroh gargalhou, os problemas juvenis eram nostálgicos. O lembrava dos velhos tempos em que ele vivia esses romances.

– Nós só viemos cuidar de assuntos diplomáticos, nada de mais. O rei nos espera.

– Eu os acompanho até lá. -disse o tio avo sorrindo.

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– O Rei Yokoi os aguarda.

As grandes portas de pedra esculpida se abriram perante a dominação do guarda que os acompanhava.

– Entrem, entrem. Sejam bem vindos! – diversos guerreiros Dai Li lotavam a sala do trono. Pareciam estatuas congeladas para sempre na posição de sentido. — Lembram-se da minha irmã? Lin Beifong devia ter seis anos da ultima vez que nos vimos. Ela é adorável, não?

O rei estava relaxado em sua cadeira que ficava sob uma enorme imagem de uma toupeira, as primeiras dominadoras de terra. Sua irmã vestia uma armadura de metal logo ao seu lado de pé.

Sua expressão estava entre matá-los instantaneamente com sua dominação de metal ou empurra-los de um abismo sem fim.

– Simplesmente adorável. Como um alce-leão filhote. – sussurrou Hakoda para si mesmo. Ele então gritou.- E ai Lin, fiquei sabendo que alguém está namorando com um certo dobrador de ar, filho de um certo avatar.

Zatsu golpeou seu amigo com força usando seu cotovelo. Hakoda fez uma careta irritada.

– AAAAAI! Se você quer tanto me mandar de volta pro Polo Sul compra uma passagem de ida. Eu seriamente estou me perguntando se você quer só me deixar roxo, ou se quer me mandar voando. Se continuar assim, eu não vou sobreviver a mais um dia nessa viajem!

Zatsu riu com a ideia.

Hakoda apontou o dedo novamente no nariz do amigo.

– O que é isso? Que som estranho é esse? -Hakoda fez uma careta de esquisita.

O general simplesmente afastou a mão do amigo longe.

– Qual é a ocasião tão importante que nem mesmo citar na carta que nos mandou o senhor pode?

– Vocês vão adorar isso. Eu sei sobre a fama do filho do Grande Senhor do Fogo Zuko, sei também que você adora novos desafios. Bem, fato é que houveram boatos de que os Espirito Azul voltou. Tenho certeza que seu pai se lembra da ultima vez que ele fez uma aparição repentina. O espirito parece irritado desta vez, faz aparições do nada e ajuda os necessitados, houve inclusive uns braços quebrados de alguns camaradas envolvidos em esquemas de corrupção.

– Mas estava escrito na mensagem que se tratava de "diplomacia". — apontou Hakoda.

– É...eu menti.- o rei fez uma cara culpada. Seu rosto se iluminou rapidinho.- Mas isso vai ser tão divertido!

O guerreiro da tribo da agua bateu a mão na testa. Parecia tanto com seu pai naquele momento.

– Minha mãe vai adorar ver vocês. Ela sente muita falta dos seus pais. As aventuras do Avatar, ela vivia nos contando sobre a chatice da Katara, a falta de maturidade do Aang, a vez que Zuko queimou seus pés, e as coisas sem sentido que o Sokka dizia.

Notas finais
Suki+Sokka=HakodaMai+Zuko=ZatsuAlce-leao = raca do animal que importuna o Soka no Livro 2, quando ele fica preso num buraco no chão.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.